Friedrich Nietzsche era uma besta quadrada. Ele não gostava de metafísica, porque era um alemão vulgar, igual o meu mestre Martinho Lutero, outro alemão, voluntarista, nenhum pouco favorável ao Logos. Ademais, Nietzsche sofria de problemas neurológicos, para piorar, logo, em tudo e por tudo estava na rabeira da cadeia alimentar, estava aquém da dignidade humana, não era um filósofo, não era um ser pensante tout court, porque brincar de escrever aforismo e sentenças é fácil, mas dar-se ao trabalho de ser escrever tratados filosóficos, explicações e justificativas, tarefa própria de nós, operários das coisas do espírito, pois eu sou estudante universitário de Filosofia, seria pedir demais para o bigodudo.
#Livros: Liberdade, para quê?, de George Bernanos
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Uma obra que nasceu no contexto histórico saturado de violência e
desencanto, mas não se limita a reagir aos acontecimentos
Há 22 horas
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