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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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domingo, 28 de abril de 2024

Refutando um idiota

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Mais abaixo está uma refutação minha a um idiota vulgar acadêmico que escreveu bobagens sobre a filosofia no print que se segue:




Felipe Maestrello, tu escrevestes isto aí supra sob o efeito do teu TDAH somado ao teu autismo que se for o Aspenger te deixa muito focado ao ponto da obsessão pelo foco no teu caso no erro. Vamos desmistificar as bobagens.



1) Estudar história e filosofia só é um abismo, que era o que dizia da verdade a besta materialista Demócrito de Abdera, para quem não considera o sobrenatural, Deus, de onde vem o dogma que é coisa certíssima só restando ao filósofo e ao homem ao longo da história deixar renascer a sua alma, conforme queria Sócrates inspirado pelo deus de Delfos por algo metafísico e sobrenatural, não fechando-se em sua razão, não temendo as aporias como Sócrates nos diálogos socráticos. 



2) Não faça faculdade brasileira e nem americana de filosofia, pois são madraças de marxismo cultural e drogas no caso do Brasil e sofisma analítico no caso americano fora que a comunidade acadêmica é corrupta e quer de forma ditatorial impor o seu consenso. 



3) A filosofia como ontologia geral e o conhecimento em geral como ontologia regional é o que dizia Olavo de Carvalho para desespero das comunidades acadêmicas é o conhecimento algo do agente que dá testemunho dos atos sem testemunhas e não há ato mais destituído de testemunha externa do que o ato de conhecer.



4) "Quanto mais certezas você tem mais estúpido você é" Minha resposta: Ah, é, bonitão?! E isto que tu escrevestes também não é uma certeza? A gente deve acreditar em ti ou não de que não há certezas? Olha que autocontraditório, e depois o esquizofrênico sou eu. Tu és um ditador, Maestrello, tu queres ser o último a ter uma certeza. 



5) "Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas, servindo-se, as vezes, mas não sempre, de autores e textos como elementos auxiliares de uma pesquisa onde eles não são nem o assunto, nem o foco." (Olavo de Carvalho)



6) Concordo, porém, sem apegos a textos conforme ensinou o mestre Olavo de Carvalho. Conversar com o entregador de garrafão de água é mais fecundo para quem ama a sabedoria. 



7) Mais importante do que congressos viciados por uma comunidade acadêmica corrompida por politicagem, pelo menos aqui no Brasil uma comunidade cabo eleitoral de Lula, é importante para uma filosofia fecunda conviver com o pobre detestado por Caco Antibes que "vevi" na carne a realidade concreta, real. 



8) Maestrelo, tu és por ti mesmo, por causa sui, chato, arrogante e prepotente, a filosofia (Sócrates) não tem nada a ver com isso. Pelo menos assume as tuas cacas. 



9) O filósofo não tem obrigação alguma de engajar-se em nada, ao ponto de acabar um enragé semelhante a Jean-Paul Sarte um homem que não sabia o que é uma essência, portanto, que a existência jamais pode determiná-la, é a essência que é determinante. E um homem que só não era engajado em tomar banho e escovar os dentes, parece eu, preguiçosos que nós somos. O filósofo deve interpretar o mundo de diversas maneiras e não transformá-lo.



10) Filosofia e cultura é algo que os acadêmicos tipo tu, Maestrello, de nada entendem. Os trabalhos acadêmicos de vocês não são lidos pelo povo, o único intelectual a ser lembrado nas manifestações multitudinárias da dirreita era Olavo de Carvalho, daí dizerem Olavo tem razão.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

A autoridade que não ousa dizer o nome

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu assistia a um vídeo daquele ser lamentável, e lamentável que o diga não um padre ou um pastor e sim uma psiquiatra minha que elogiou-me por eu não vestir-me de mulher ainda que eu seja tão homossexual quanto tal ser lamentável, uma travesti ou drag queen, chamada Rita Von Hunty, pseudônimo de Guilherme Terreri Lima Pereira do canal Tempero Drag do site YouTube, em que ela falava sobre se é pecado ser LGBT. Chamou-me a atenção o fato dela colocar algo como autoridade, que viria sempre das religiões e por isso tal argumento não valeria, como algo abaixo do que sejam as referências e o empirismo próprio da Ciência e que seria circular e autoritária o que possa vir de saber das religiões, em especial o cristianismo que é a religião mais influente aqui no ocidente.


Mas, eu me pergunto, a Ciência se é feita por homens e se são os homens que com sua experiência do mundo compõem o que é o empirismo não é também circular e autoritário o que vem sempre de homens? No fim das contas a autoridade, sim, a autoridade está presente e vem de homens, vem do novo clero, o clero moderno, a comunidade acadêmica. Ao que se nota há aí uma autoridade que não ousa dizer o nome. Se antes era o clero católico ou protestante com a autoridade da Igreja Católica fundada por Deus ou pelo menos a autoridade vinda do que é chamada de Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, na modernidade vale um clero laico como autoridade e o que é pior que não se pretende autoridade, contudo, são poucos os que poderiam ter os anos de estudo de especialistas acadêmicos para não crerem no que eles dizem e escrevem. Só algum psicopata ou alguém muito vaidoso e arrogante beirando a psicopatia ousaria desafiá-los na autoridade que eles têm, sim, em suas especialidades.


Rita von Hunty de forma radicalizada, mas, nós, ocidentais desde o surgimento da Filosofia há mais de 2500 anos na Grécia, temos por autoridade, sim, autoridade, a autorreferência de nós mesmos, dos homens quando rompemos com os deuses ou com Deus e com o mito, as metanarrativas a exemplo da Bíblia Sagrada ou a exemplo das mitologias de povos egípcios, gregos, germânicos, indígenas amazônicos e de tantos outros povos que de longe explicam, ainda que de forma poética, de forma muito mais luminosa e literariamente valiosa sobre o mundo e que se reportam a arquétipos que seguramente seres sobrenaturais e fantásticos como anjos, os deuses ou o prórpio Deus deram-nos a desvendar algo sobre o mundo, algo da sabedoria. Resta para a nossa pobre ciência e classe acadêmica é ser autorreferente, circular, tautológica e alguns desses professores e cientistas na penumbra, hesitação e timidez de seu ceticismo, ateísmo, materialismo e dúvidas não conseguem nem vir a lume nos jornais, revistas, sites ou a um site YouTube para comunicar-nos as suas descobertas, falta-lhes sabedoria, além do dom da palavra, a retórica.

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Quem é filósofo e o paradoxo da esquerda

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Eu estava assistindo a um programa antigo do Morning Show da Jovem Pan em que o assunto era o Olavo de Carvalho e se ele é filósofo ou não e chamou-me a atenção de que alguém poder ser ser considerado filósofo assim o é por causa do consenso dos especialistas. Ora, é um paradoxo da esquerda que defende tanto o pensamento crítico e critica tanto o senso comum, mas prosterna-se ao consenso, consenso fabricado pela própria esquerda que domina as universidades e meios culturais do Brasil. Consenso advindo da filosofia de Immanuel Kant para quem o que resta de conhecimento como conhecimento de uma aparência de mundo e que o é assim "para nós", segundo a teoria do conhecimento subjetivista kantiana, onde o que seja o mundo, ou a aparência de mundo, o é segundo o aparato cognitivo humano, pois o mundo em si mesmo, a coisa em si é incognoscível. Atenção que este "para nós" não inclui o Zé ninguém da rua, mas apenas os tais especialistas da academia.

 

Na verdade alguém é filósofo se tem senso crítico e se leva a razão até as últimas consequências, que crê no poder de compreensão da razão, para a compreensão do que seja a verdade sobre o mundo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Por que tanta perseguição?

Michel Foucault
Michel Foucault dizia que Platão criou a primeira heterotomia da História ao criar a sua Academia, em Atenas. Só em tal lugar vigeriam as suas próprias leis diferentes das leis opressivas e cheias de tabu da pólis em que vigoraria a chamada ortotomia. Um Sócrates não adotou tal método e deu no que deu, sofreu a pena capital em sua Atenas amada; Platão foi vendido como escravo por querer aplicar uma pedagogia filosófica ao tirano de Siracusa, Dionísio II;

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