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Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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quinta-feira, 31 de março de 2022

O mundo mau

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Michelle Bolsonaro


Eu achei interessante por ilustrar o mundo mau e sombrio que o protestantismo pinta do que seja o mundo um artigo recente de Hélio Schwartsman na Folha de S.Paulo em que ele identifica bem o significado literal de ética e moral que é costume com o que Michelle Bolsonaro, a primeira-dama, chama de "pessoa honesta, e justa, e fiel, e leal" ao se referir ao ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, exonerado nesta segunda-feira, após denúncias de que o Ministério da Educação (MEC) transformou-se em sua gestão em uma balcão de negócios para que dois pastores evangélicos, Gilmar Santos e Arílton Moura, até mesmo cobrassem, foi o caso do pastor Gilmar, propina de prefeitos para ceder-lhes verbas federais, a propina exigida era a fortuna de um quilo de ouro.


É o mundo mau, totalmente depravado que é a visão de mundo e antropológica que os protestantes tem é que faz com que talvez muito naturalmente Michelle Bolsonaro veja como a ética e moral, o costume, de seu secto a conduta do ex-ministro Ribeiro, uma conduta "honesta, e justa, e fiel, e leal". É o costume protestante, possivelmente, que todos eles na prática sejam pessoas muito ruins, que o diga o monge louco Martinho Lutero que admitia suas bebedeiras e ociosidades, ao contrário do testemunho dos santos que é o de, sim, se for o caso admiti-las, entretanto, de o de tentar vencer suas más tendências, além de Lutero ter aconselhado ao seu amigo e colaborador Filipe Melâncton que ele pecasse com força, "Peca, peca fortiter sed crede fortius", porque tu vás ser sempre pecador, miserável, mas, terás só a fé, sola fide, que te sustente, explicou bem o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, que é um extremista de direita e teórico da conspiração que ajudou a que este governo Bolsonaro chegasse ao poder.


De fato, no mundo mau protestante o que há é que este mundo não tem quaisquer qualidades, protestantes não admitem a chamada analogia do ente (Romanos 1, 20). Qualidades de bem, verdade e beleza, é tudo terra arrasada, é um mundo em ruínas e em escombros. O filósofo Hegel, lembra Olavo de Carvalho, outro louco extremista, ao falar dos membros da Escola de Frankfurt, dizia algo que calou fundo nas mentes dos filósofos frankfurtianos de que o mundo é algo assim ao longo de sua história, ruínas. Se não há qualidades, se tudo é mau, se só a fé cega e morta protestante, porque sem obras, há de sustentar o homem, por que não será hábito do protestante ser capaz das maiores maldades e atrocidades?

domingo, 4 de março de 2018

As duas excomunhões de Maria

Autoria de João Emiliano Martins Neto

A sanha anti-idolátrica dos protestantes, o ódio insano que eles têm de tudo o que seja humano, como se tudo de humano fosse pecado à maneira da idolatria e, por isso, fogem de tudo ao que de bom haja no mundo, nos demais entes afora o Supremo Ente que é Deus.

sábado, 14 de maio de 2016

Um humanismo católico

Os protestantes dizem que nós católicos somos idólatras por prestarmos à meras criaturas um culto e veneração que lhes seria indevido. Mas notem, caríssimos irmãos, que foi Deus quem quis contar com a anuência humana e nascer de mulher. Deus que tem no homem a sua imagem e semelhança quis como Ele no e do Espírito Santo que é o Amor encher o mundo, destronar os principados e potestades diabólicos do ódio e incompreensão absoluta que agem nos ares, desse Espírito que traz liberdade. Deus e o homem, sua imagem, amam, pois são soberanos e livres. Pois só quem ama tudo crê e espera por reconhecer os limites da míope razão humana e só quem ama pode tudo suportar, apesar de sofrido pela confusão dos sentidos que lhe eclipsam a razão e apesar do sofrimento que suas paixões e instintos escravizadores e sedutores lhe causam.

Então, o ser humano, caros amigos protestantes, é esse curioso ser, é essa ponte entre o animal e o anjo que Deus mesmo quis como sua imago, por causa de qualidades fundamentais ao novo céu e nova terra vindouros quando  da segunda vinda repentina de Cristo que é o pleno amor e liberdade que deverá imperar neste novo céu e terra, aonde só quem ama e é livre como Deus e seus santos anjos e homens podem habitar.

Eis, então, acima, com a graça de Deus, o que eu chamaria de um esboço de uma antropologia e humanismo católicos mais realista que a concepção absurda e infra-humana protestante que condena a humanidade tirando-lhe a liberdade, tirando-lhe a perspicácia da razão e tirando-lhe o dom da suspicácia que eis que é o princípio da sabedoria.

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