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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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sábado, 25 de julho de 2026

Destruindo os inimigos (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 




Ah! Eu a ti amo meu inimigo
Aí de mim!
Divino mandamento.
Conta amigo se eu te bater
São leais as minhas pancadas
A história, o contexto, as circunstâncias 
A analogia do ente na cultura
O idioma português sacudindo as paredes
Sacode o teu torpor
Sem histeria moralista brasileira 
Sem fé, só emoção.



Não te enganes 
O tempo é limitado
Não tarda caíres em ti
Sei que já acordastes 
Se tu fores contumaz
Deus permitindo
Eu vou te destruir
Não deixarei de ti nem pó
Ódio perfeito
Ao teu ódio ao Perfeito
Ens, Unum, verum, bonum.

sábado, 18 de julho de 2026

Tempo de Anunciar o Psicopata a Todas as Pessoas (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





Olha! Em Belém do Pará o psicopata!
Ele está no restaurante das Docas
Ele está na Terra Firme, no Guamá, em Nazaré 
Está aqui e lá.
Frases curtas ele profere
Imperativas
Vazias
Na ética da finitude.



Ressentido com o pai Severo
Sem televisão, futebol e praia
Regras da seita
Só com nacos finos de queijo 
Para comer 
Ele e os irmãos 
No rio Amazonas que há de engoli-lo
Um dos irmãos dos mais bandidos.



O psicopata, olha!
Cuidado!
Jim Jones de Belém do Pará!
É o sonho de consumo dos corifeus conciliares
Idiotas protestantes incubados
É a alegria do psicopata 
Nas Docas, Guamá, Terra Firme, Nazaré
Ele diz frases curtas
Longe do Verbo divino
Imperativo
Uma vacuidade finitista 
Ressentido e longe do manicômio judiciário. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Um pobre espírito (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





É semiloucura
O louco que não surta
Outros enfim surtam...
No fogo da paixão
O príncipe deste mundo o cegou
A paz nos outrora templos católicos
A horda modernista os tomou
O pobre espírito
Por vezes enriquecido 
Soube da doutrina celeste
O sedevacantismo
Mas é o cão ao vômito tornado
Não aguentou
Foi aos museus do cristianismo 
A horda modernista os tomou
Ó pobre espírito 
Queres a paz de Cristo
Os modernistas a paz do mundo
Pax Romana: César redivivo
Democracia, liberalismo, modernismo
Agnosticismo über alles
Um assumido vácuo Divino César
Eram loucos os heresiarcas conciliares?
À primavera planejada
Eis o inverno
A vida católica sepultada
Ó pobre espírito vai ter aos sedevacantes
Nas trincheiras, catacumbas 
Subterrâneos do novo Império Romano.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Cristianismo: potestade e a liberdade (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





A Tua causa
A guerra da verdadeira tirana
A má paixão 
Contra mim
Contra Ti
À Tua potestade
Eu posso fazer o bem
E verdade e belo
Analógicos neste mundo
Do que há neste mundo
A luz sempre brilha nas trevas
As qualidades
Ens, Unum, verum, bonum.



A liberdade
A serenidade
Até com irascibilidade 
Ver e dizer
Analógicos neste mundo
Do Teu Coração Sagrado
As ideias
Neste mundo
N'outro mundo
Gnósticos, diretos fatos.



O Imaculado Coração 
Dele veio-nos a Ti
A ciência
Nos percalços cá de baixo.
A criação transfigurada
Maria!
Dela o cristianismo 
Da maior das criaturas 
A melhor ideia
O fato da divina gestação
Além da ideia
O fato gnóstico gestacional 
A potestade 
Enfim a liberdade
Sob o teu sinal
Ó Cristo
A tua morte brutal
Antes sete espadas cravadas no Imaculado Coração.

terça-feira, 23 de junho de 2026

O demônio (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto





O pedaço de ferro
O demônio e ou o homem
Vai com isto agredir
O perseguidor é mortalmente chato
Ele insiste
Tenta
Persiste
Tu demônio seduziste
Na paixão do sexo
Fugir da paixão da dor
Prepara-te crismado 
Soldado
A paixão de Cristo
É tua paixão 
És o corpo açoitado do Redentor
Além do Bojador?
Além da dor.





O demônio do medo
Ele, só medo
Confundiu liberdade com licença.



Ao Sumo Bem
Doa como doer
Coragem!
Violência contra si
Castidade 
Sem outros deuses
Para além da dor
Fora com buracos de ratos e baratas!
Infectos
Fenômenos
Acorda! Sai da caverna!
São infectos buracos!
Além do Bojador
Sofre a dor
O ferro, o soco
A paixão por Deus
Eis o demônio 
Eis os seus macacos
Homens maus
Neste mundo medíocres
No inferno menos do que pó!

sábado, 20 de junho de 2026

O pastor do demônio (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





O sorriso arqueja as rugas
Do pastor do demônio
A árvore da morte plantada no mundo
O fruto da obsessão à finitude
O tédio
Rugas do tempo
A interdita árvore da vida.



A criação é totalmente depravada 
Resta da neurose 
A trapaça
A vesga esposa branquelona enrugada com cara de tonta
A tonta Eva iludida
Desejar como se prostituta fosse.



O Senhor ignora o iníquo
Pelos seus frutos os conhecereis.



É o pastor do demônio 
É um vampiro
Sanguessuga, explorador
Tirano e tiranizado
Ajudante bem mesquinho do anticristo
Nada se compara a um Papa, a um cardeal.



A sua loucura será patente a todos
Naquele dia do juízo
Nu com sua amante
Ao soberbo a aparência de equilíbrio
Ao humilde e justo a demência?
O fogo eterno aguarda o cético
O pastor do demônio.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vampiros! (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





Ah! Esta paixão
Perto do mar
Longe do cruz
Embotamento ontológico
Sem reflexão nada de luz
É a transformação do mundo
Ativismo
Complexo de Édipo
Não largou o seio da péssima mãe
Rancor a uma futura mãe
Sua esposa
Vitimismo 
É o homossexualismo 
Vampiros! Vampiros! Vampiros!
Ora heterossexualismo e homossexualismo 
Normalidade e anormalidade
Digladiam-se 
Monstros cegos do desejo
Da paixão 
Neste torrão 
Brasil
De católicos não praticantes
E evanjegues protestantes
Ó vampiros, orgulhosos 
Resistindo à Palavra 
Dou-lhes o humor, a piada
Humor metafísico 
Humor de qualidade 
Vossos brios
Vossa vanglória cairá
Pênis ao chão
Em trombose hemorroidária 
Cairão!
Um simples prognóstico
Pois não vive o homem
Só de pão!

terça-feira, 9 de junho de 2026

Por que a Republiqueta precisa da má notícia do Psicopata? (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 






Ei, bandido! Filho da puta! Psicopata!
Na Republiqueta no instante de dor
Ó voltem metafísica, ontologia
Vampirizadas pela cobiça
Lucro
Só se quer os fregueses na seita
Negócio privado do corifeu
O maldito psicopata.





Ó psicopata
Ridículo repetitivo 
Sem dar-se conta do mal
Sem memória afetiva
Aquela graça disputa a tua aparente solidão
Ó neste teu reino quebras os ossos, faze-os picadinho 
Calcula ao menos na tua gélida cuca
Como os demais não podem
Assírios, babilônicos, romanos o és
Punindo a pífia Republiqueta 
O remédio amargo aos maus católicos 
No inferno serás um punhado de cocô
Tu que aqui moves o Aqueronte.

sábado, 30 de maio de 2026

"antes que seja tarde"! (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





A psicopatia expõe despudorada
Completos retardados mentais
Até ontem católicos não praticantes.



Relapsos, vazios, temerários, mortes-vidas fecais
"antes que seja tarde"!
Escreve o psicopata sem mais nada.



Diz ele:
"Nada a perder"!
O tudo da finitude a ter.



Sede de poder
Prazer (cochicha um demônio: para os mais frívolos)
Dinheiro (cochicha outro demônio: para os mais idiotas)



Bandido! Ei, bandido! Psicopata! Poder?
Um alerta! Poder só o piedoso vem a ter.

domingo, 10 de maio de 2026

Mães protestantes catam cocô (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





Entre um e outro dogma católico sagrado
Desprezado


Pelo pastor protestante bandido psicopata 
Insultado na cara
Os anjos alegraram-se.


Mães protestantes catam cocô
Sapatos no meio da casa
Sujos na lama


Cocô
Das periferias de Belém 
Sapateadores vendilhões pentecostais


Elas são um triste robô?
Ignorância invencível?
Em ocidental megalópole incrível 


Mulheres não são leais
Filhas de Eva 
Cadelas ferais.



quarta-feira, 6 de maio de 2026

Penitência, penitência! (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 






Ó eu aqui no exílio penitenciária 
Exílio do mundo
Onde bem, verdade e beleza
Ocultam-se e mostram-se
A quem não seja um cego, pária
Depois da confissão não mais imundo
É a penitência! Penitência!
Onde bem, verdade e beleza
Antes em orações
A cada palavra, boas ações
No suor da lei do trabalho
Bem, verdade e beleza
Na luz de Deus Luz
Veremos a luz
A luz dos entes
Neste mundo
Pobres aparentes
Coam e fazem brilhar a Luz.


sábado, 25 de abril de 2026

Iluminados para amar | E servir (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





Iluminados para amar 
E servir
A luz do fogo iluminava as janelas em volta
Os iluminados gritavam: Viva Nossa Senhora de Nazaré!
Iluminados pela luz da verdadeira fé
A chama do incêndio destruindo a seita protestante de Belém do Pará marca o porvir
Um belo necrológio a João amando a Deus sobretudo
Pois contas serão cobradas no Juízo Final que há de vir
Com gasolina se armar
O ódio perfeito 
Espera-se mais que tudo
Àquele protestante herege muito mais niilista
Satanista
Mais que tudo.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Fé (somente?) em Jesus Cristo (poema cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





Até quando a fé em mim?
Logo chega ao fim
A cultura local, as circunstâncias, a mente.



Quando peco o ódio cai em Cristo Jesus
Não é a mim que o vaidoso coração desmente
Até o fruto do coração amadurecer
A finitude enfim apodrecer.



Que eu um dos fariseus
Um louco católico com os seus
Morresse em uma cruz
Por um punhado de gente
Circunstancialmente
Culturalmente 
Alcançaria a mente?



A fé (somente?) em Jesus Cristo
Uma Missa constante
Devorando constante 
De Cristo a carne e o sangue
No mesmo instante
Em qualquer circunstância 
Em que a fé (somente?) se dê, é isto:
É fato por mim decaio em Cristo,
É fidúcia?
Ou é falta de argúcia
O eterno Cristo em tudo, em todos
Cultura
Ceticismo anticristão na capitalista fartura
Circunstância?



É fé somente?
Quem a São Paulo desmente?
Ele judeu legalista ingrato e orgulho filho
Ele e nós gentios o primeiro cristão somente.



É a fé (somente?)
A mente em uma corrente
Aguenta a pequena razão impassível a mente
Não é muito vaidosamente?
Asperamente 
Desgraçadamente.



Ah, mas eu não deixo de rezar em minha enferma mente
À Bem-aventurada sempre Virgem Maria, a soberanamente 
Concebe, gesta e pari a mim
Ai de mim!
Um partícipe de Seu Filho natureza
A católica apostólica romana Igreja
Quem sou eu fraco, viciado
Ai de mim!
Que eu tenha Jesus Cristo sempre ao meu lado
Crendo e assim enraizado
Começarei a ser justificado
Nunca serei um desgraçado
Incapaz de dar um único óbolo
De boas intenções que seja
A quem muito precise, deseja.





sábado, 18 de abril de 2026

Quase um luterano (soneto cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





Em Cristo com mais força ainda só crê
Na crise do mundo maldito, só, que aquela mulher o teu mal torça, Nele crê
A fraqueza, no destino desdito, o vício vê.



Aquela de Cristo pelos carrascos costa 
Descomposta
O verdadeiro influenciador diante do Império derrota posta.






A boa obra 
Do católico brasileiro, do fariseu
Exige o disfarçado bandoleiro, orgulho seu.



A propaganda de si cobra
A no fundo autossuficiência
Fé em si mesmo, o sepulcro caiado da ineficiência.



Eu quase um luterano
Soy profundamente cristiano.


domingo, 12 de abril de 2026

Entre o Ser e o Parecer (conto poético cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





Ambientação: (uma casinha de madeira no bairro do Guamá em Belém do Pará, norte do Brasil, onde um pastor protestante um tanto mercenário e incréu foi chamado para um exorcismo)

Sacode com violência a janelinha
O resto de galinha
Depois da sodomia beliscado na panelinha
A causa da possessão
Vício em questão.

Na França de Beauvoir ou aqui no Guamá
Na seita maldita do pastor ou na Santa Igreja Romana ao homem uma boa cova e uma bela pá.


Demônio:

A tua cabeça grande de melão
A tua cara murcha enrugada de podre mamão
É para tu cresceres no amor, ó bandidão!
Branquelão, grandalhão!
Anta daquele por enquanto ex-veadão!
Queres ser espertalhão!
Ó vendilhão!
Com tua acídia sois só um mandrião!
Charlatão!
Assassino do Cristo, do cristão.


Pastor: (fazendo o exorcismo)

Calado!
Calado!
Calado!
Desde jovem fiz um contigo pacto
Vou destruir o judeu, aquele 
Há anos naquela de Belém seita parado
Auferindo o meu dinheiro de fato
Quero o poder confessei para o veadão
Com o tal deus ele por hora fez um trato
Aquele lúcido malucão
Mostrei nu o meu duríssimo coração.
Quero o poder
De uma ignara massa a minha vontade ela fazer.


Demônio: (expondo a língua, enrolando-a de um lado a outro e sacudindo a cabeça violentamente de seu possuído)

Entre o ser e o parecer
És tu um bosta,
Desprezível ser
Tu vás destruir o judeu
Ó torpe ateu?
(cai na gargalhada o demônio amarrado à cama)
Depois do por hora ex-veadão
Conhece-te bem ele e o W. Costa
Sem intermitências um boiolão.


Pastor: (franzindo o cenho do rosto enrugadíssimo como uma bolsa escrotal com sobrancelhas maligna e afeminadamente arqueadas)

Ah, entre o ser e o parecer
Minha Laodiceia você ainda vai ver
Sou rico e de nada preciso
Aquela vesgota minha esposa eu escravizo
Ah, de todos eu preciso
O pobre povo do judeu
Deu tudo o que é seu
Depois do culto retornam de ônibus seus
Eu sei que não precisam absolutamente de mim 
Tudo em todos é o tal maldito deles deus.


Demônio:

Eu ainda na tua mão
Entrego-te o por enquanto ex-veadão
Ele é inteligente mesmo na época de malucão
Assola-lhe a solidão
As vezes o atormenta a amargura
Mas ele é muito sagitário
Rilha-me os dentes, ele é solidário
Aquela seita conciliar
É uma só secura
Entre crianças e doentes 
A palha dos inúteis entes
Melhor o Deus constituinte das humanas almas
Os entes pular
O pântano saltar
Já era seita antes de ser conciliar?
O Vigário antes de amar
Queria mandar
Miguel I Cerulário quis vomitar
Vomitou
No oriente ficou.


Entrego-te ele em tuas garras
Veremos até quando ele resiste sem farras
É uma madeira seca e mais seca
Um pedaço de carne sangrando do judeu
Madeira verde
O que será destes catoliquinhos brasileiros 
Ralé que mais cedo ou mais tarde peca
Com muitas farpas.


É preciso na homossexualidade maturidade
O Coração Imaculado daquela Mulher
Estremeço se menciono-lhe o nome
Em suas sete dores, a Mulher da Soledade
Ele pode vencer se insistir
Invocando-lhe o nome de renome
Para viver a castidade
Senão tu o poderás colher
E a tua verdade, bandido safado, tolher
Bandido! Entre o ser e o parecer
De longa data
Ele escolher e com bom humor ser.


(o demônio sacudiu o corpo de seu possesso, vomitou um líquido verde e saiu)


quarta-feira, 8 de abril de 2026

Cristã primavera de 2009 (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





O rato foi por mim naquela cristã primavera de 2009 xingado de bandido
Por 30 moedas o rato a Jesus Cristo teria vendido.
Bandido! Bandido!




Até hoje por mim Samuel Câmara xingado de bandido
Profeta de sua desgraça no Céu ele será proibido
Se ele não lavou dinheiro, o Cristo o maldito terá vendido.




O movimento comunista sempre avança
A Santa Ceia católica e o arremedo protestante para encher a pança
O pão dos anjos e dos filhos da Igreja Católica é apenas a negociata na seita de bandeja.




O rato 
É minha anta e cai como um pato.
No próprio satanismo
Avança e cai de cara o comunismo.

sábado, 21 de março de 2026

As Marcas do Amor Maior (conto cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





- Crê meu amigo. Só te digo isso, crê, pois somente a fé (sola fide) vai te salvar! Eu posso garantir para ti que as obras são consequência da fé e que é maldito o que se faz sem fé, aprendi isto, aliás, de um papista do Centro Dom Bosco criticando aquele padreco petista. - Assim pregava na rua um pastor luterano.




- Amém! Amém! - Gritava a plebe.




- Ô, glória, pastor! Eu que ficava cobrando do meu filho idealismo de ser machão, machão, não sei o quê e ele é gay, é incapaz. Obrigado por suas palavras. - Com um sorriso de ponta-a-ponta no rosto uma senhorinha aproximou-se do pastor com flores para dar a ele.




Um filósofo, porém, aproximou-se do pastor e disse-lhe:




- Pastor, o senhor é muito conhecido nesta cidade de Z., moro em um bairro distante chamado de bairro de B. e noto em vossas palavras um certo descompasso com a verdade do ser que nós, filósofos, buscamos descobri-la e dizê-la, pois que o amor deixa marcas como os cravos que furaram as palmas das mãos, as marcas do amor maior do Cristo, segundo a crença rotineira, pré-gnosis, cristã popular em sua crucificacão. O amor, as obras boas, é fruto da raiz que é a fé que é a raiz da justificação, segundo os papistas, só sendo superior à fé a visão gnóstica de que o que é o divino não pode mentir e nem enganar-se, pois não é meramente humano.




- Bem - Redarguiu o luterano eclesiástico - eu sou luterano, sou um dissidente mais velho da Igreja Católica - E olhando triste para o horizonte olímpico crepuscular escarlate, continuou -  E em nossa reforma do século XVI com o nosso mestre gloriosíssimo Martinho Lutero não enfatizamos até hoje o moralismo, pois simul justus et peccator temos só a fé ainda que pequemos com força sempre chamando o pecado de pecado, sem perversidade, doideira. A verdade do nosso ser de homem é o de sermos pecadores. Nossas marcas humanas são de nossa aversão maior à verdade de que encerrou o nosso Kant luterano ilustre. Esse moralismo - O pastor olhou penetrante nos olhos do filósofo e endireitando a sua estola sacerdotal da cor do Tempo da Quaresma onde caíam-lhe os seus cabelos longos e louros de caucasiano com seus olhos bem destacadamente azuis celestes harmonicamente grandes em um rosto belíssimo, no vigor de seus trinta e um anos de idade adônico, e redondo com uma pele alva e um tanto avermelhada, concluiu -  Só para dar poder total e sem nenhum pudor como assumiu para mim querer isso olhando nos meus olhos um bandido, psicopata como aquele Samuel Câmara, neopentecostista.



Despediu-se com um até logo ao pastor o filósofo já um senhorzinho asiático com seus setenta e sete anos de idade com aquela tez nipônica de um amarelo saudabilíssimo e com olhos do extremo-oriente que sorriam-lhe com a alma bonachona e em um aperto de mãos mútuo retirou-se abotoando o seu paletó azul com gravata branca.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Onde estais, ó Pastor (soneto cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 




Ó meu Pastor
Vê a minha dor
Nesta cadeira afundando
Na paixão chafurdando.  
Ah! A paixão 
Contra a apolínea razão
Ao Sol da justiça



Revelando e afinando o diapasão 
D'alma invejada
Pelo anjo da injustiça
Mas onde estais, ó Pastor
Feriu-te o herege Karl Rahner 
Vendido àquela mulher
Ovelha dispersa vê a minha dor.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Sim, viva a morte! (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





Ó, sim, 
Mas aí de mim
Que seja só para Ti



Ó Deus, Senhor
Que os matei
Sem tolos escrúpulos não teimei



Eu os matei
Em purificar a terra pelo penhor
O Filioque procedente



Fácil expulso
De manjedouras recamadas de espinhos
À tentadora inversão a pulso



Como cães assassinados
Assassinei-os à faca, à bala purificantes espinhos
Cães disfarçados



De tua sagrada veste talar
Fantasia de Carnaval
Hipócritas fariseus almas no País do vendaval



Sim, viva a morte!
No inferno talvez menos lá embaixo
Seja a deles sorte.



quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Dies Domini (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Dia de honrar o Sumo Bem
Cobiça socialista-capitalista de um retém
No domingo
Por uma bagatela alguém se detém.



Quem no domingo trabalha por um vintém
Da verdade não lucra, doido diz: - Ainda bem!
Resta a fenomenológica



Carniça
Alma enfermiça 
Olavo de Carvalho 
Em muito na vida vigarista



Gnóstica
Invenção do demiurgo 
Não resta nada ao homem, ao liturgo.


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