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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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sexta-feira, 24 de maio de 2024

Eu, um magoado tirano do fascismo LGBT?

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu seria um magoado tirano do fascismo LGBT depois que aquela empregadinha doméstica, aquela gaiata de rua, daqui do meu bairro tratou-me como mulher, chamou-me de "amiga" dia desses? Eu que tenho vontade de ser mulher na cama com um homem por eu ser homossexual - se bem que há homossexuais que assim o são por quererem subjugar sexualmente a outros homens - eu fiquei realmente muito magoado, ressentido, porque ela praticamente injuriou-me de mulher, e a mulher só pode ser algo inferior perto de um homem para infamá-lo ao ser chamado de mulher.


Eu vivo na corda bamba e com dúvidas e falta de fé terríveis, mas tenho mantido-me católico praticante, tenho comungado todo o final de semana, e tenho mantido-me fiel até por medo da marcação cerrada que a minha mãe vem exercendo sobre mim para que eu não caia na gandaia e na bebida, junto com até pessoas para as quais eu presto alguns serviços de camelô, eu tenho mantido-me casto por isso. A pressão social é um fato, e é ainda mais pesada para mim que sou um covarde execrável, o indivíduo em plena revolção copernicana operada por Immanuel Kant fazendo tudo voltar para um sujeito absoluto e portanto absolutamente inexistente por nunca ser objeto nem para si mesmo, não é o tal sujeito, indiíviduo, este reizinho e com os seus adoradores incicurcisos não é o deus pagão todo-poderoso que ele julga ser.


Eu vivo na corda bamba e por isso nem sempre rejeito de uma vez por todas a homossexualidade que é um pecado grave e daí neste lusco-fusco a dúvida de que eu seria um tirano do fascismo LGBT. Parece que eu tenho saudades de voltar à vida de mulher dos outros, no caso eu sou homossexual deste tipo com uma polaridade mais de tipo passivo. Ser mulher é feio para um homem, sim, mas há algum bônus nisso, há algum prazer, apesar do ridículo, eu poderia pensar nisso ou pensar mais e melhor ainda e estando sob a autoridade do Papa, rejeitar a homossexualidade de uma vez por todas e deixar de vez a minha pobre pequena razão humana ser iluminada pelo dom sobrenatural da fé divina e católica.

domingo, 20 de agosto de 2023

Raiva!

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Ontem eu estava com raiva de mim mesmo. Raiva! Raiva de eu ser tão covarde, veadinho, rato e barata nojento, nocivo, infecto, nefasto, traiçoeiro, pestilento vendido e amando mais a esta coisa mesquinha que eu sou em minh'alma. Eu estava com raiva de não enfrentar um funcionário do restaurante e casa de eventos, o Casa Mia, que fica na rua de casa, na travessa Quintino Bocaiúva, no meu bairro de Nazaré de minha cidade de Belém do Pará, a capital do Estado do Pará. Ele ameaça me agredir fisicamente se eu parar ali para conversar com os funcionários do lugar como eu fazia antigamente e junto com ele. Em uma postagem passada neste meu blog ortônimo eu até aventei a possibilidade do sujeito, que parece que se chama Charles, estar a fim de mim, ele que até um dia desses era heterossexual, porque que eu saiba ele seria casado e com filhos, e de repente me conheceu e virou veado? Nós, LGBTQIA+ parece que a gente leva as pessoas para um mau caminho, seríamos nós sedutores.


Bom, ontem, eu fui à uma delegacia aqui na minha cidade de Belém para denunciar o cara, fazer um boletim de ocorrência, mas, não o fiz, apareceu um rapaz que também queria fazer uma ocorrência ali que conversou comigo e contou-me de estar com problemas com uma ex-amante que não o deixa ver o filho em finais de semana alternados conforme determinado pelo juiz, ela estaria usando o filho de ambos como arma contra ele no que se chamaria de alienação parental. Eu achei que o meu problema era de pequena monta se comparado ao dele e fui em seguida embora antes dei-lhe a minha senha para que ele fosse logo atentido, visto que a delegacia do bairro de São Brás já ia encerrar o recebimento de ocorrências naquele horário de dez minutos faltando para as treze horas e só reabriria às quinze horas, dei a chance, então, para o rapaz, pai de família. Charles é um bandidinho, enquanto é uma bandidona a mulher do rapaz ali da delegacia.


Fiquei com raiva de mim mesmo. Raiva! Por eu ser tão covarde e fugir da luta de sair até ferido fisicamente de uma briga, o tal Charles quer jogar em cima de mim um cone sinalizador de rua, Uma briga pode ser justa, a guerra justa, contra alguém injusto. O verdadeiro corajoso não teme apanhar e nem morrer e eu que por ser católico romano defendo até mesmo um Estado confessional católico para o Brasil como posso ser tão fraco? No entanto, eu o sou.


Raiva! É preciso seguir os conselhos de Nosso Senhor Jesus Cristo e cingir os rins, segurar o coração para quem é ocidental, controlar as emoções ou paixões e manter acesa a lâmpada que é estar em estado de graça, estar de bem com o Espírito Santo para ser forte diante das batalhas da vida, batalhas até físicas, porém, eu que no fundo sou um ateu, niilista, agnóstíco, minha fé é pouca, enfim, preciso vencer estas minhas trevas e manter acesa a lâmpada, Deus me ajude.

sexta-feira, 28 de julho de 2023

O meu fundo cético, ateu e niilista e os tons de cinza da descrença e da crença

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu tenho um fundo cético, ateu e niilista que eu ainda não consegui me livrar, porque eu sou tentado pela minha questão homossexual. Lá no fundo eu não quero que as pessoas se convertam, em especial a minha família, porque eu vejo tons de cinza, tomando aqui de empréstimo metafórico o livro de Érika Leonard James, na crença que é uma certa rigidez, um moralismo, fanatismo que, de fato, pode ocorrer (e para piorar ocorrendo na casa onde eu resido): fanatismo, rigidez e moralismo que até em mim mesmo ocorre enquanto religioso onde eu me vejo em diatribe em relação aos infiéis e pecadores e quero me afastar deles se diante deles eu não posso falar-lhes, porque eles não permitem, sobre o cristianismo (católico romano).


Os tons de cinza da descrença é que em minhas tentações céticas, ateísticas e niilistas eu não me veria aplicando estas ideias na forma do utópico ou distópico super-homem de Friedrich Nietzsche, o homem do subterrâneo, da escuridão descrito por Fiódor Dostoiésvki, em um complexo de Édipo de menino tão mimado que não refreia as suas vontades bem ao estilo esquerdista. Apesar do meu caráter totalitário e fanático sob qualquer ideia ou bandeira que eu abrace visto que eu tenho uma noção de justiça muito forte - eu deveria ser advogado - que é o que me faz defender com unhas e dentes o que eu ache como certo, justo, ainda que não seja uma ideia segura, metafísica de justiça, então, aí a justiça torna-se o direito do mais forte, o direito do meu bando ou facção e não a ideia metafísica correta e universal de uma eterna justiça. Não obstante, como dito, eu me apegue obcecadamente às minhas ideias dentro do que eu aprendi de sabedoria vinda da Igreja Católica e da metafísica exercitada à excelência no romano-catolicismo eu não acabaria absolutamente inadvertido no distópico monstrengo super-homem ou sub-homem nietzscheano, o homem subterrâneo mesmo que eu um dia eu aderisse à tais ideias céticas, ateias e niilistas ou mesmo esquerdistas. Eu julgo-me bem instruído pelo catolicismo que realmente é um fundamento sólido, Jesus Cristo é chamado por São Pedro em uma de suas cartas católicas de pedra de esquina, a principal, além de temivelmente para os infiéis rocha de escândalo e pedra de tropeço. O Cristo é algo firme, angular. Não há homossexualidade que faça-me negar tal fundamento, eu acho que eu não megulharia em uma tal loucura e burrice totais. Mesmo a descrença tem seus tons de cinza para os homens que não sejam psicopatas ou em outro caso idiotas marionetes cachorrinhos poodle do tirano da vez.

terça-feira, 25 de julho de 2023

Rancor e falta de fé

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Rancor e falta de fé andam juntos. Jesus Cristo em uma passagem evangélica diz que se o teu irmão pecar contra ti sete vezes durante o dia e sete vezes durante o dia vier te pedir perdão, perdoa-o. Diante de tal ensinamento do Senhor e a fraqueza da fé enfraquecida provavelmente na mente dos apóstolos pelo rancor, eles pediram a Cristo que Ele aumentasse-lhes a fé. É evidente que o Cristo já sabia da pouca fé do que os ouviam e que precisariam resistir com fé ao longo do período de um dia que pode ser a vida toda de uma pessoa e sete como número da perfeição, quer dizer que o pecador pecou perfeitamente, sete vezes durante a sua vida toda ele pecou, porém, buscou o perdão divino logo em seguida outras sete vezes, buscou perfeitamente reconciliar-se, graças a Deus.


O homem sem fé, especialmente o padre sem fé que o que dá o perdão sacramental fraqueja ao logo deste itinerário de faltas e reconcilação, o rancor é tentador para abalar a fé, sintoma da dúvida, do ceticismo. Foi o que aconteceu, ontem, comigo quando um dia depois de eu ter recebido o sacramento da penitência, no dia seguinte eu fui novamente me confessar, porque na madrugada do mesmo dia eu pequei contra a castidade ao ter praticado o esporte (homossexualismo) junto com a masturbação e a pornografia. O padre riu de mim no confessionário por eu ter voltado ao confessionário, e eu menti a ele dizendo que dois dias antes eu estivera por lá no confessionário da Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro daqui de minha cidade de Belém do Pará, a capital do Estado do Pará.


Se há o propósito de se emendar e de penitência da parte do confessante, e de se evitar ressolutamente as ocasiões de pecado só o rancor e a falta de fé, o rancor que conduz à falta de fé é que o explicaria o sacerdote, especialmente ele, e também um leigo não quererem perdoar. Eu menti quanto ao tempo da minha última confissão quando o padre me perguntou há quanto tempo eu não confessava, eu disse dois dias, era na verdade só há um dia que eu estivera no confessionário, contudo, eu menti para não piorar a minha situação ali e o padre ficaria mais tentado a sentir a sua fé abalada por repetidamente dar o seu perdão para um pecador, espero que Deus não impute esta minha atitude a mim como um pecado, talvez de orgulho. Nunca é demais que nos lembremos que quem vai ao confessionário ou quem individualmente chega a alguém para perdir-lhe o perdão, que se humilhe totalmente diante do padre ou de outra pessoa e se for preciso uma restituição em dinheiro mesmo a quem ofendemos que paguemos e rogue-lhe a caridade do seu perdão e tal pessoa se não for rancorosa e tiver fé, vendo o propósito de emenda de quem pede-lhe o perdão, deverá perdoá-lo por ser também mandamento divino.

domingo, 25 de junho de 2023

Nárnia (Igreja Católica) é no templo e muito além

Autoria: João Emiliano Martins Neto





Assistindo, hoje, de novo, ao filme As Crônicas de Nárnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa eu pude perceber que Nárnia (Igreja Católica) é no templo e muito além, muito mais além, abrange o mundo todo, pois que todo o poder no céu e na terra foi dado ao Senhor Jesus Cristo. Hoje a Igreja Católica é um navio fantasma e é uma casa caindo aos pedaços, assim está o mundo pela falta de vigilância e fé dos chefes humanos e romanos da Igreja, desde o Papa São João XXIII que deixou de orar e vigiar e chamou de profetas da desgraça a aqueles que lhe alertavam para os perigos do mundo moderno decadente cético e cientificista que exige um falso amor, porque desesperado e sem a verdadeira fé divina e católica romana.


O inverno cruel imposto sobre a Igreja de Cristo e sobre o mundo por Satã, a feiticeira branca Jádis, já vai há sessenta anos desde o Concílio Vaticano II. Inverno que sepulta a vida sob grossas camadas de morte, morte liberal capitalista, esquerdista comunista e socialista, pois que para capitalistas e esquerdistas o que importa é a expansão de seus instintos, de sua vontade de poder à la Friedrich Nietzsche, o que importa para eles é a cobiça, a concupiscência dos olhos, da carne e a soberba da vida em trevas sobre trevas de suas, de muitos de nós, vontades e razão nossas solteiras em trevas sobre trevas sem a compreensão, sem a ciência perfeita que veio pela vida de obediência de Cristo e por isso de obediência de seus verdadeiros e grandes santos que são o seu corpo místico. Somente a luz incriada divina, da infinitude, que pode ir além e de fato fazer-nos compreender com clareza para muito além de nossa finitude concupiscente iludida e fantoche de poderes tirânicos demoníacos e humanos, nós e eles dominados não raro pelo medo querendo a nossa sobrevivência de nossas peles de ratos e baratas cascudas covardes a qualquer custo e com sede por poder neste mundo e coisas materiais.


A nossa busca por penitência, em particular pelo próprio sacramento da penitência, e santidade de nós, os verdadeiros cristãos, que seguramente somente nós, os católicos romanos, é o que fará o gelo ceder, a morte dar vez à vida e Nárnia, a Igreja Católica Santíssima em nossos templos e em muito além deles, o mundo todo florescerão. Por fim o meu Imaculado Coração triunfará, prometeu a Santíssima Virgem Maria, a Soberana como Fiódor Dostoiévski chamava a Virgem Mãe de Deus.

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Explorando um terreno corrompido

Autoria: João Emiliano Martins Neto


O meu blog eu quero que seja sempre a busca, se Deus me permtir, de explorar um terreno corrompido, o terreno do meu coração, pois que está escrito na Bíblia Sagrada que o coração humano é desesperadamente corrupto, que o conhecerá? Eu quero, Deus me permita, conhecer o meu coração, e eu menciono aqui Deus, mas, como eu referi em meu artigo logo anterior a este que eu vivo em uma situação por vezes de obsediante ceticismo e ateísmo, tendendo às tais condições, visto que eu sou homossexual, sem dúvida que a homossexualidade é uma situação de grave depravação e corrupção, tal condição faz-me duvidar de Deus e de querer abandonar a santa religião católica romana para colocar uns poucos segundo de prazer venéreo acima de tudo, acima até de Deus em um desespero erótico absolutamente frívolo.


O coração humano seria um terreno corrompido, pantanoso, com uma terra movediça, árida, com serpentes, escorpiões ali, jacarés à espreita, monstros marinhos e lagartos carnívoros gigantes. A minha alma que é de um grande e na verdade gigantesoco covarde que eu sou, frouxo, frango, mulherzinha e veadinho que eu sou, uma verdadeira barata e rato sempre entocado com medo que eu sou sem estômago para nada semelhante ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, o Bozo miliciano e genocida, que fugiu do Brasil no finalzinho de seu mandato presidencial para evitar a Justiça brasileira que agora está em cheio à cata dele, e ele deixou o seu povo eleitor tomando chuva, sol, intempéries climáticas e apanhando da policia nas portas dos quartéis onde ele pedia, clamava em sua simplicidade e sinceridade que as Forças Armadas brasileiras também acovardadas reagissem de alguma maneira à retomada do poder pelos comunistas petistas.


No meu blog eu procuro abrir a caixa preta de mim mesmo e quem sabe assim pela palavra, pelo uso da linguagem curar a minh'alma que por minhas tentações não raro obsediantes de eu me tornar um ateu e cético homossexual, vive minh'alma em um gravíssimo risco de restar doente, prostrada, fraca, morta e sepultada pelo pecado mortal em uma situação de pequenez irrisória na qual nada vale a pena.


Eu prefiro que o meu blog explorando um terreno corrompido como o meu coração humano seja assim do que ficar julgando e condenando a quem quer que seja e assim eu acabar um triste, enfadonho, farsesco, sem caridade e inflexível juiz odiento do meu próximo o que torna-me incapaz de pela minha própria doença de meu coração, dureza e farsa de que eu possa ajudar a curar o coração do mundo, os corações das pessoas, pois que o bom exemplo é óbvio que vem a partir de si mesmo. Que eu me converta primeiro a mim mesmo. Médico cura-te a ti mesmo.


Hoje que é dia de Corpus Christi, o Corpo de Deus, vale a pena que normalmente por uma boa confissão sacramental o nosso coração humano, explorando assim um terreno corrompido para saneá-lo, sejamos curados a fim de que nos transfiguremos em Jesus Cristo pela comunhão de seu bendito corpo e sangue no sacramento da Eucaristia, em boa disposição para tal.

domingo, 11 de dezembro de 2022

Fé ou fé ínfima. Fé que se tem ou não se tem

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Transfiguração de Jesus no monte Tabor


Ontem eu conversava com um vizinho meu, por acaso, na rua, na avenida Nossa Senhora Senhora de Nazaré que fica no bairro de Nazaré da minha cidade de Belém do Pará, no retorno da Santa Missa do terceiro domingo do tempo do Advento. Eu costumo cumprir o preceito do domingo no horário das primeras vésperas, já ao meio-dia de sábado, assistindo ao Santo Sacrifício na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro. E eu dizia para ele que as vezes eu tenho fé e as vezes não a tenho. Disse-lhe que a minha fé é claudicante. Muitas vezes nas redes sociais que é o novo Areópago, praça pública, assembleia dos cidadãos e parlamento públicos eu deixei de falar do catolicismo romano, porque minha fé fraquejou, sobretudo por causa da questão da homossexualidade como se o meu corpo tal qual o corpo, a pessoa de Jesus Cristo, Ele verdadeiro homem semelhante a mim, Ele não tivesse se transfigurado no monte Tabor fazendo a sua pobre imanência humana pó e cinza e vaso de barro, humana demasiado humana que Ele assumiu para nos salvar não tivesse naquele monte sido o núcleo de onde brilhou a transcendência, o mais Alto, fazendo o fragmento humano que o Logos assumiu brilhasse com toda a glória e poder devidas a Deus. Meu vizinho me respondeu que fé ou se tem ou não se tem. Eu acho que a minha fé talvez seja ínfima e eu dizia para ele que eu sou sofisticado, sou gente ligada à academia e que a fé é dos simples e dos ignorantes. Ele se mostrou um tanto humilhado que a fé cristã é para os simples, quase eu lhe dizia que é dos ignorantes e burros, burro já seria um exagero. Realmente a fé cristã é dos simples e não dos sofisticados, eu disse a ele que eu seria daqueles sofisticados e que nas palavras de Cristo, Ele deu graças a Deus, porque revelou o Pai tais coisas do Alto e transcendentes aos pequeninos (São Mateus 11, 25).


Parábola do grão de mostarda


Ele sentiu-se um tanto ofendido em seus brios, então, eu retorqui-lhe, até para remediar que é pior para quem se ache sofisticado. Está escrito que Deus pega os sábios na sua astúcia (Jó 5, 13), que é o contrário da verdadeira sabedoria. Também se o me vizinho se melindrou em seus brios, talvez ele deva aprender a ser humilde, porque Deus vê de longe o altivo (Salmo 137, 6). Aliás, o termo sofisticado vem dos sofistas que opunham-se a Sócrates que acreditava na verdade, enquanto os sofistas vinham com seus discursos brilhantes, "narrativas", diríamos hoje, suas ideologias, mas, ocos por dentro para vendê-los à juventude ateniense que sonhava em conquistar algum cargo político na democracia de Atenas. O discurso deles era oco, era uma demagogia que é algo muito próprio do que é democrático em todos os tempos, que o diga Protágoras que relativista dizia que o homem é a medida de todas as coisas subordinando a verdade ao domínio e à conveniêmcia humana.


Pior para alguém como eu que se ache sofisticado, seja alguém duro para crer e assim mereça ser repreendido por Jesus Cristo tal qual Ele repreendeu os seus onze discípulos, pois eles não creram naqueles que o tinham visto ressuscitado (São Marcos 16, 14) e o mundo deve crer no testemunho da Igreja Católica Apostólica Romana na pessoa dos bispos do mundo inteiro em comunhão com o Papa que são os sucessores dos apóstolos que viram o Senhor ressuscitado. Duro para crer e não queira rebaixar-se à simples verdade e é a Filosofia o espírito mesmo de simplicidade, dizia o grande filósofo Henri Bergson. A fé é um dom de Deus e para Ele já basta a fé do tamanho mínimo de um grão de mostarda (São Mateus 13, 31-32) para mover montanhas. Mostra-se a fé nas mais terríveis situações tal qual a atual guerra da Rússia contra a Ucrânia, imaginemos o quanto é preciso de fé um povo qual o ucraniano e rezemos para que os ucranianos diante desse embate possam ter uma fé do tamanho pelo menos mínimo de um grão de mostarda, e que não tenham a fé talvez ínfima que é ao que parece a minha como se eu não pudesse ir além nem mesmo do nível dos animais que buscam o cruzamento sexual a todo custo, o ser humano deve dar o passo da razão e começar aí a superar o desejo sexual desregrado até chegarem superando a razão, ao homem piedoso, metafísico ou espiritual que deve dar o passo além rumo ao mistério que ultrapassa-lhe a razão.

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