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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Viva o curandeirismo!

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Os hospitais estão hiperlotados junto com os cemitérios. A falsa ciência moderna com "comos" sem os "porquês" e "fins" da realmente científica ciência antiga e  seu moderno clero, laica, deixa na mão tanta gente, não ressuscita os mortos como fazia o antigo clero romano e antes os apóstolos e tantos santos.


Se assim é, viva o curandeirismo, desde que honesto e católico apostólico romano!

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Os escravos de Maria, os escravos do capital e os acadêmicos

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Os ignorantes trabalhadores, proletários que se afadigam de trabalhar no cotidiano são escravos do capital, são escravos da exploração da mais-valia dos serviços que prestam e para piorar, ignorance is a bliss, acham-se com a consciência muito tranquila dando o lucro, a mais-valia, que o capital precisa nas suas formas financeira, industrial, no comércio, na agropecuária, nos serviços em que se dividem as corporações que formam o falso deus pagão mercado.


Enquanto isso passam despercebidos os escravos de Maria, a Soberana Senhora nossa, eles, eu com minhas inclinações tão terríveis para o pecado espero em Deus um dia ser contando como um deles, são vistos como fanáticos, "fundamentalistas", palavrinha mágica e anacrônica que se referia aos retardados mentais hereges protestantes americanos da primeira metade do século XX na América que loucos achavam que no protestantismo o Estado realmente não deve ser leigo para permitir a existência das seitas protestantes desconexas e concorrentes pululando e amaldiçoando em seu território, e até são considerados os escravos de Maria como desocupados depois de séculos de lavagem cerebral da parte dos acadêmicos nas pessoas, eu já ouvi dizer, de hereges como os cátaros e albigeneses ou os jansenistas, hoje poder-se-ia incluir os protestantes, podem-se também incluir os cismáticos do oriente que com os protestantes e os anteriores citados sempre chamaram de "papistas" a nós, católicos apostólicos romanos, fiéis ao Santo Padre, o Papa, que honrou a Virgem Maria definindo dogmas como os da imaculada conceição e a assunção da Virgem depois de sua dormição, desde a época dos cátaros somos uns ignorantes para eles que seguimos o que diz o nosso clero romano nas pessoas dos bispos em comunhão com o Romano Pontífice.


Que Maria seria esta? Onde há provas arqueológicas da existência dela? Onde estaria o seu túmulo e ossos? Perguntam o mesmo de Jesus Cristo. Eles gostam de ser arqueólogos agindo como toupeiras com miopia cavando sempre a Terra, ainda vão encontrar o inferno que está lá nas entranhas da Terra, mais confiantes em sua própria pesquisa pretensamente científica e histórica. Questionam também a existência do rei Salomão. Bom, se é tudo o tal "fundamentalismo" nosso de devotos e beatos, fanáticos, é coisa de uma massa de povo ignara, por que eles perdem tanto tempo a refutar-nos, a estudar-nos?


A nós que formos escravos de Maria podemos seguir em paz no mundo de preferência bem conscientes da exploração exercida pelo capital que não deixa na China nem que uma pessoa possa urinar durante o trabalho para não atrapalhar a tal produtividade, consciência que os esquerdistas podem dar-nos, nós só precisamos tirar o veneno ateu e materialista do marxismo. Podemos seguir em paz, porque neste mundo atomizado, desconexo de seitas protestantes, indivíduos, famílias, empresas, todos concorrentes entre si, nós, escravos da Soberana Virgem e sempre Virgem Maria somos o corpus mysticum Christi sob a autoridade do mistério do reino de Deus neste mundo através da presença da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, pelo menos a do passado até a época da morte do Papa Pio XII, hoje parece que está vaga a Sé Romana com este clero hodierno ignóbil e formalmente herético que aprova, por exemplo, a liberdade religiosa, ou diz com o suposto Papa Bento XVI que a Igreja Católica era alguma coisa do passado antes das reformas do Vaticano II queridas por ele e onde ele foi um funcionário, que quer a tal liberdade religiosa como um tal "direito" separando de vez de forma capital direito de justiça da forma a mais incicurcisa e expondo a sua incicurcisão da foma a mais desavergonhada, este atual suposto clero que é como demonstrado gritantemente herético dos supostos papas até o suposto baixo clero pós-conciliares.

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Fernando Haddad e a loucura do ateísmo (o apego à ciência)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Neste vídeo aqui Fernando Haddad parece estar louco na revolta adolescente moderna dos últimos 500 anos do mundo contra o Papa, talvez o demônio esteja perturbando ele junto com algum tipo de cansaço e embotamento psicológico que ele esteja sofrendo com tanto socialismo e aliança com quadrilhas de narcotraficantes da FARC e de sequestradores do MIR no Foro de São Paulo ao longo de décadas na cabeça e na alma dele atraindo Satanás na vida dele como a carniça atrai os urubus do Ver-o-Peso na frente da Praça do Relógio, daqui da minha cidade de Belém do Pará, a capital do Estado do Pará. Loucura e possessão demoníaca podem estar perturbando Haddad, porque ele não tem a religião católica romana, que é a única verdadeira, como religião dele, então, a ciência moderna é a religião dele com ele afirmando cuspindo na cara dos outros como se fosse dogma que a terra é redonda. A ciência moderna, ao contrário, nas pessoas dos seus operadores, os cientistas, buscam falsear a sua hipótese e não impô-la. É impossível a autoridade pública, portanto, à ciência moderna. Quem quer uma retórica baseada em algo realmente consistente para crer de uma vez por todas e para sempre e com justíssima segurança psicológica e moral e dizer aos outros sem titubear que seja católico, pois o dogma catóico é coisa certíssima de se crer.

sábado, 23 de março de 2024

Por uma dialética aprimorada

Autoria: João Emiliano Martins Neto


A dialética que eu pretendo para a minha filosofia em construção, o espiritualismo histórico e dialético, corrigindo o que eu escrevera antes é uma dialética aprimorada, é a dialética teológica católica romana para com perfeição defender os direitos de Deus, eu expressamente pretendo tal defesa, em contraposição ao relativismo, cegueira e idolatria da defesa dos tais direitos do homem expressamente, por vez dele, defendidos por Immanuel Kant, o anão disforme de Königsberg. 


É uma dialética melhor do que a platônica que é uma, diria eu, transcendência na imanência, apesar de ser uma dialética excelente protocristã e espiritual de alguma forma onde na pena de um Xenofonte vê-se claramente a fecundade do ensino das virtudes de uma razão ordenada que vai do sensível ao inteligível seguida de alguma forma pelos verdadeiros filósofos e pelos pretensos ao longo da história da filosofia. Mas, é uma "antropofania", diria eu assim. É uma manifestação ainda dos poderes e direitos do homem, no entanto, Platão de alguma forma abriu-se para o transcendente tanto que ele fundou a sua comunidade religiosa, a sua Thiasos, e não um partido político ateu e materialista comunista que foi o que fez Karl Marx e Friedrich Engels para construir uma ímpia torre de Babel.

sábado, 16 de março de 2024

Abandono da verdade ou emperrando a verdadeira dialética

Autoria: João Emiliano Martins Neto


O tipo de dialética que eu optei para o meu sistema filosófico e porque não dizer também teológico chamado espiritualismo histórico dialético é a dialética platônica que é a das navegações do Divino Platão do sensível ao inteligível. Em meio ao mar com sua calmaria, maresia, ondas e tormentas a ser navegado, sempre contando em meu navio com o Cristo Jesus ali na tripulação e até mesmo adormecido sobre uma almofada a bordo para a terceira navegação rumo a Ele de que falava Santo Agostinho, o que eu noto que emperra esta dialética platônica que é a verdadeira, sem as falsas analogias sintéticas do hegelianismo, é o abandono da verdade.



Claro que em algumas vezes a verdade é abandonada, outras ela é ignorada pelos debatedores. Quando o caso é o abandono voluntário da verdade, o que pode ser de um dolo atroz, a intelegibilidade decai e o homem acaba como o que se concebe que seja o filósofo ou falso filósofo sofista pós-medievo, que descarta a teologia com o seu dado revelado sobrenatural, um homenzinho com a mente cauterizada que quer impor a ferro e fogo a sua razão junto com a sua cienciazinha que abstrai o principal que é o real e que trata, por exemplo, nós, doentes mentais de forma brutal, nós que deveriamos ser paternalmente tutelados pela razão humana iluminada pelo dado sobrenatural que crê e ensina a Santa Madre Igreja Católica. 

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Heráclito de Éfeso

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Li em uma postagem de um amigo no Facebook que o filósofo pré-socrático Heráclito de Éfeso que ele seria um titã. Eu acho, do que eu sei dele, que ele era um titã, realmente. Ele seria um revoltado contra Deus ou o deus Zeus ou Júpiter. Heráclito devia sentir o fígado doer como Prometeu condenado por Júpiter, por sua revolta, a ter o fígado comido por uma ave. Se bem que Prometeu ajudou os homens, deu a eles o fogo. Da mesma forma Heráclito devia se roer por não ver que na mudança e devir que ele via nas coisas, aí mesmo já há algo que não muda ou alguma verdade que talvez ele negasse, a verdade da mudança que o devorava por ser algo de verdade e por ser a mudança alucinante que ele defendia, segundo o que é mais divulgado da filosofia heraclitiana.


Heráclito de Éfeso chamado de filósofo pré-socrático, se é que um pré-socrático pode ser um filósofo e não um mero cientista biólogo e físico, diria-se nos dias de hoje. Os pré-socráticos eram chamados de físicos ou fisiologoi. Como se pode ser filósofo sem a noção de Filosofia de Sócrates que é válida para a Filosofia até aos dias de hoje? Sócrates que desceu do céu físico examinado pelos pré-socráticos à terra, aos homens, à pesquisa antropológica socrática. O ente mais transparente e interessante neste mundo, para quem tenha a coragem de vê-lo e analisá-lo, é o homem. O resto neste mundo é um mistério biológico, bioquímico, físico naturalista que não venderia livros, jornais e revistas nas bancas tal qual vende o que é realmente digno de nota que é o que se refere ao homem. O que era examinado pelos pré-socráticos não chega a algo chamado de alma que haveria no homem, algo que é no final de tudo o mais real, que é de fato significante para o destino do planeta Terra fisicamente mesmo considerado onde o homem é o dominador inconteste. Fisicamente este mundo perecerá enquanto é inesgotável a alma humana só pelo que diz em rodas de boteco, fofocas de vizinhança e cortiço e filosoficamente desde Sócrates, há mais de dois longos e esforçados milênios.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

O padre e o psicólogo: minha mãe ultra exigente entre a fonte de todo o bem e o homem se virando sozinho

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Minha mãe chamada Marcina Graça Alcântara Martins é ultra exigente, criou os filhos com mãos de ferro, até mesmo com gritos, muita histeria, xingamentos e espezinhando. Uma falta de sabedoria só, apesar de que a sabedoria considerada a mais alta que viria da Bíblia Sagrada junto com a sabedoria da Sagrada Tradição e do Sagrado Magistério infalível da Igreja Católica Apostólica Romana, diz a Bíblia que é para os pais criarem os filhos com a vara, pois o filho que assim tratado não morreria e seria livrado desse jeito da sepultura (Provérbios 23, 13, 14). A fonte de todo o bem é Deus e assim quando eu a vejo exercendo o seu poder de matriarca xingando e falando palavrões os mais medonhos, eu digo a ela diante de tal exacerbação que ela procure um padre para que ela receba o sacramento da confissão, ela que nunca mais se confessou, pois ela estaria exorbitando, afinal, eu que frequento muito Igreja e os sacramentos eu não vejo padre algum aos gritos seja no púlpito ou seja no confesssionário, eu disse a ela, xingando e pressionando fortemente as pessoas para que se convertam.


A fonte de todo o bem que seria Deus é suave como a brisa, assim ficou claro na vida do santo, glorioso e bem-aventurado profeta Elias (1 Reis 19, 12), por que minha mãe sempre foi, então, tão terrivelmente estridente, barulhenta à maneira do fogo e do terremoto nos quais Deus não se encontrava quando manifestou-se a Elias? Um padre através de seus paternos conselhos de verdadeiro pai maior que ele é dos homens e através do sacramento da confissão poderia curá-la de tal ferida tão grave que a acomente com o bálsamo de Galaad que é Jesus Cristo que curou-nos para nos salvar com suas pisaduras causadas por nossas transgressões e iniquidades, através de sua paixão e morte na cruz (Isaías 53, 5).


Ou eu também dou a opção para que a minha mãe busque um psicólogo que é o homem com a sua arte e cultura científica restrita à sua razão pela Psicologia o homem vai se virando sozinho. Eu frequentei alguns psicólogos na minha vida e já ouvi cada coisa deles largados à própria razão a exemplo de pelo menos um deles perguntar se existe alguma verdade, caindo em um relativismo. O homem vai se virando sozinho com sua arte, com sua ciência, cobre-se com folhas de figueira como pode quando descobre que está nu já que longe de Deus ele perde a sua inocência, tal qual aconteceu com Adão e Eva (Gênesis 3, 7).


Quem não quer o padre que busque pelo menos o psicólogo ou que ainda informe-se por si mesmo com a sabedoria apenas humana e natural fruto de sua razão. Que ela busque o homem só como  artifex e com sua cultura e ciência, arte, música, poesia, pintura, literatura, o cinema ou sétima arte é muito interessante já que através das imagens forma de maneira plástica o que é possível no mundo. Por que? Pois que pelo menos perdida a inocência o homem será coberto no que lhe é vergonhoso e incita a sua malícia e concupiscência, que pode resultar no caos. Cobrindo-se seja com folhas de figueira, seja com vestes de peles (Gênesis 3, 21) que o próprio Deus providenciou ao casal primordial depois que os despediu do Éden, sabendo da humana fraqueza desde aquele instante de separação do paraíso quando o homem deveria viver daí por diante já conhecedor do bem e do mal semelhante a Deus (Gênesis 3, 22), a fim de que que a exemplo de minha mãe que não restaura nunca a sua inocência pelo sacramento da confissão no novo Éden que é de alguma forma a Igreja Católica possa conviver com as pessoas socialmente da melhor maneira possível sem o escândalo e pedra de tropeço que é o homem pós-inocência desterrado do Éden e da Igreja Católica não acabe histérico e violento que é o jeito que ela costuma se comportar com insanidade.

terça-feira, 12 de julho de 2022

Metafísica para além do pensamento?

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Immanuel Kant, filósofo alemão, dizia que as questões metafísicas como Deus, a liberdade e imortalidade da alma, poderia-se também incluir entre elas, a verdade, que é uma questão metafísica, podem ser pensadas, porém, não haveria como empiricamente experimentá-las. Hoje a leitura da Palavra de Deus na Santa Missa indica que algo de alguma coisa do tipo, Deus, talvez pudesse ser experieciada.


Deus teria enviado o profeta Isaías para dizer ao rei Acaz de Judá dizendo que se Acaz tivesse fé em Deus que ele venceria reis que se levantaram contra ele, Rason, rei da Síria e Faceias, filho de Romelias, rei de Israel. No evangelho de hoje, segundo São Mateus, Jesus Cristo censurou algumas cidades como Corazim, Betsaida e Cafarnaum onde teriam ocorridos milagres de Jesus, na suposição que Jesus seja Deus e que os milagres da Bíblia Sagrada tenham ocorrido, mas, mesmo assim tais cidades não se converteram.


A menos que a história de Isaías seja apenas uma invenção, que ele seja apenas um personagem literário ou uma pessoa louca, excêntrica, o doidinho de bairro e a menos que formalmente sobre Jesus Cristo ou Jesus de Nazaré, que é como é chamado o Jesus histórico, formalmente só se possa e se deva confiar na existência do Jesus da História e não no Cristo da fé como excepcionalmente na História um ser só, de alguma forma, Deus, matéria de apenas pensamento para Kant, de alguma forma, Ele teria se dado em Isaías e Jesus. Eu já ouvi falar que não há provas do que teria havido no monte Sinai onde é dito que o personagem bíblico Moisés teria recebido as tábuas da Lei.


Pode haver a metafísica para além do pensamento? Kant queria a metafísica como ciência. É possível que milagres e o que é exigido no cristianismo como os mistérios e a fé que ultrapassam a razão sejam levados em conta como algo empírico e científico? Não, porque a ciência exige a repetição do que foi testado uma vez e milagres não costumam se repetir. Seria a metafísica a filosofia primeira ou teologia, assim a chamava Aristóteles, se eu bem entendi, o Filósofo já previra algo primeiro e suprarracional. 


Eu mesmo já achei que Deus de alguma forma misteriosa falou comigo e eu disse para algumas pessoas o que é que Deus pensava. Era algum tipo de exaltação psíquica da minha parte? Talvez. Eu mesmo sou doente mental, sou bipolar, contudo, eu sentia-me naquele momento muito bem, só que um dos sintomas da doença bipolar é nas maiores crises haver uma sensação de bem-estar, se bem que é uma sensação mórbida, na verdade sofrível, que não era o caso naquele momento - até porque eu submeto-me ao necessário tratamento em saúde mental - em que eu dissertava sobre um assunto tão alto e metafísico do tipo Deus.


Deus existe? A ciência poderá um dia explicar os milagres? São no mínimo pessoas excêntricas e meramente ignorantes as que dissertam sobre Deus fora dos bancos de teologia das universidades? O próprio Jesus Cristo o que será? Um louco, charlatão ou Deus mesmo feito homem? Uma coisa parece certa, a explicação mitológica e poética sobre as origens de tudo - o grande filósofo Martin Heidegger terminou na Poesia como expressão do ser - o que há ainda diz muito mais em um ou poucos versos de um hino do que bibliotecas vastíssimas de Filosofia e ciência.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

A autoridade que não ousa dizer o nome

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu assistia a um vídeo daquele ser lamentável, e lamentável que o diga não um padre ou um pastor e sim uma psiquiatra minha que elogiou-me por eu não vestir-me de mulher ainda que eu seja tão homossexual quanto tal ser lamentável, uma travesti ou drag queen, chamada Rita Von Hunty, pseudônimo de Guilherme Terreri Lima Pereira do canal Tempero Drag do site YouTube, em que ela falava sobre se é pecado ser LGBT. Chamou-me a atenção o fato dela colocar algo como autoridade, que viria sempre das religiões e por isso tal argumento não valeria, como algo abaixo do que sejam as referências e o empirismo próprio da Ciência e que seria circular e autoritária o que possa vir de saber das religiões, em especial o cristianismo que é a religião mais influente aqui no ocidente.


Mas, eu me pergunto, a Ciência se é feita por homens e se são os homens que com sua experiência do mundo compõem o que é o empirismo não é também circular e autoritário o que vem sempre de homens? No fim das contas a autoridade, sim, a autoridade está presente e vem de homens, vem do novo clero, o clero moderno, a comunidade acadêmica. Ao que se nota há aí uma autoridade que não ousa dizer o nome. Se antes era o clero católico ou protestante com a autoridade da Igreja Católica fundada por Deus ou pelo menos a autoridade vinda do que é chamada de Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, na modernidade vale um clero laico como autoridade e o que é pior que não se pretende autoridade, contudo, são poucos os que poderiam ter os anos de estudo de especialistas acadêmicos para não crerem no que eles dizem e escrevem. Só algum psicopata ou alguém muito vaidoso e arrogante beirando a psicopatia ousaria desafiá-los na autoridade que eles têm, sim, em suas especialidades.


Rita von Hunty de forma radicalizada, mas, nós, ocidentais desde o surgimento da Filosofia há mais de 2500 anos na Grécia, temos por autoridade, sim, autoridade, a autorreferência de nós mesmos, dos homens quando rompemos com os deuses ou com Deus e com o mito, as metanarrativas a exemplo da Bíblia Sagrada ou a exemplo das mitologias de povos egípcios, gregos, germânicos, indígenas amazônicos e de tantos outros povos que de longe explicam, ainda que de forma poética, de forma muito mais luminosa e literariamente valiosa sobre o mundo e que se reportam a arquétipos que seguramente seres sobrenaturais e fantásticos como anjos, os deuses ou o prórpio Deus deram-nos a desvendar algo sobre o mundo, algo da sabedoria. Resta para a nossa pobre ciência e classe acadêmica é ser autorreferente, circular, tautológica e alguns desses professores e cientistas na penumbra, hesitação e timidez de seu ceticismo, ateísmo, materialismo e dúvidas não conseguem nem vir a lume nos jornais, revistas, sites ou a um site YouTube para comunicar-nos as suas descobertas, falta-lhes sabedoria, além do dom da palavra, a retórica.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Os defuntos e seus partidos

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Por falar na questão do espiritismo abordada por mim em meu último artigo, eu acho interessante que se há alguma notícia do além para os vivos é que os mortos basicamente dividem-se em dois partidos, que eu saiba, uns são espíritas, hoje já meio fora de moda o espiritismo no Brasil e no mundo outros são católicos, basicamente isso, ainda não tive notícias de defuntos que teriam retornado a este mundo e que seriam oriundos de outras culturas e religiões. Com relação aos espíritas podendo dividir-se nas abordagens do próprio espiritismo kardecista mais branco e das classes médias e altas, há os mortos mais relacionados aos negros que manifestariam-se em terreiros de umbanda e candomblé, haveriam os falecidos que apareceriam para os chamados místicos católicos romanos, ainda não soube de nenhum falecido que tenha aparecido para os protestantes. Há, por fim, a abordagem científica racional e empírica por meio das pesquisas de manifestações metapsíquicas ou chamadas atualmente de Pesquisa Psi.


Há inúmeros casos de defuntos redivivos no catolicismo romano, eu não sei se há no protestantismo, de almas que retornaram para avisar que estão ou no Céu, a exemplo de São Francisco de Assis, retratado em um dos vitrais de uma capelinha franciscana em minha cidade de Belém do Pará, que teria retornado dos mortos quando Santo Antônio de Lisboa fazia uma homilia. Haveriam mortos que voltaram para dizer que estão padecendo no purgatório, conforme a doutrina católica. Ou mesmo há as almas que teriam voltado para alertar que estariam no inferno, também segundo a doutrina cristã, como o caso da alma de uma mulher que eu soube que rodeada por chamas foi avisar que haveria sido condenada ao inferno, então, não era para fazerem-lhe uma homenagem póstuma com um túmulo no altar de uma igreja. São inúmeros os casos e os vivos que também têm os seus partidos passam os seus crivos que podem ser nada racionais seja através da credulidade, do fanatismo religioso de um obcecado, o padre Oscar Gonzalez-Quevedo; seja através de alguma ilusão psíquica que pode ser detectada pela ciência metapsíquica, Pesquisa Psi, que poderia incluir-se algum erro ou exagero fruto de um autoengano do indivíduo ou o acometimento de uma doença mental. Ou há o charlatanismo ou um erro espírita ou ocultista, místico. Há, por sua vez, aqueles que são céticos, ateus e agnósticos, os próprios vivos tem suas facções e falhas, enfim.


Vivos e mortos têm os seus lados e assim se manifestam. Onde está a verdade? Bom, não podemos fazer comércio usualmente com os mortos, eles estariam em um plano ora em paralelo a nós, ora em V ao supostamente entrar em contato conosco, no entanto, com os vivos que normalmente convivemos podemos procurar alguém com a cabeça no lugar que esteja em busca da verdade, no caso o que seja a científica metapsíquica que sãos os hodiernos estudos em Pesquisa Psi, porque é o meio que não é tão tentado a ideologias. É como diz a filósofa Marilena de Souza Chauí: 

 

"A obscuridade de uma experiência nada mais é senão seu caráter necessariamente indeterminado e o saber nada mais é senão o trabalho para determinar essa indeterminação, isto é, para torná-la inteligível. Só há saber quando a reflexão aceita o risco da indeterminação que a faz nascer, quando aceita o risco de não contar com garantias prévias e exteriores à própria experiência e à própria reflexão que a trabalha."

 

O que é interessante para mim em todo esse debate aberto pelo menos por hora no Brasil recentemente, um Brasil que ainda é o país mais espírita do mundo, e o espiritismo apesar de sua pegada religiosa abre uma picada na mata na questão do que seriam à primeira vista certas anomalias psíquicas sem ser necessariamente enfermidades mentais. A questão toda para mim começou quando do uso da advogada Tatiana Borsa em um julgamento em um tribunal de supostas mensagens dos mortos para inocentar o seu cliente julgado um dos culpados pelo sinistro criminoso e mortal que matou 242 pessoas em uma casa noturna chamada Kiss na cidade de Santa Maria (Estado do Rio Grande do Sul). Parece que a morte talvez não seja a última fronteira a ser percorrida ou que pelo menos em um caso de ceticismo e ateísmo ou agnosticismo mais experimental e racional, científico, a mente humana teria poderes ainda por conhecer.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Psiquiatria, a ciência nas trevas

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

The Rake's Progress, gravura de William Hogarth retratando um manicômio


A Psiquiatria é a ciência nas trevas. É uma ciência, uma forma de circunscrever, recortar e abordar um trecho da realidade que encontra-se envolta em preconceitos, ignorância, orgulho, brutalidade, dor, sofrimento, vergonha que sem dúvida alguma envolvem a saúde mental em algo mais doentio, de trevas e sem sentido do que já é algo de absurdo e tenebroso a própria loucura, pois conta com a maldade humana.


Efeitos colaterais fortíssimos por causa de certos medicamentos, até mesmo o comportamento brutal em que eram tratados os pacientes em situação a mais miserável possível de eclipse da razão com o que é até compreensível, porém injustificável, o cansaço de quem os cuida, somado ao medo das criaturas terríveis que se tornam certos pacientes psiquiátricos que agindo como gigantes bobos, crianças grandes, porém com a força dos gigantes, dos adultos na névoa de luz da razão natural toldada pela enfermidade mental. Orgulho de até mesmo certos terapeutas, eu mesmo como paciente psiquiátrico que eu sou já enfrentei uma psicóloga dizendo-me que eu seria uma vergonha na família e para a memória do meu avô, pois eu tenho o nome dele, acrescentado do nome Neto, porque eu sou doente mental como se a culpa fosse minha por tal condição ou situação. Ou o orgulho do paciente que não assume-se como doente mental, mente sobre os seus sintomas ao médico, disfarça, teme uma internação se for necessária para o seu bem em determinada circunstância, pois, no fim de tudo o homem é o animal racional, não é mesmo? Logo, segue-se que ele sente-se desumanizado, rebaixado e arrastado pelas tenazes de sua doença da mente, por ser arrastado pelo nonsense de sua doença.


A Psiquiatria pode iluminar os meandros do crepúsculo da racionalidade humana tornando-a de novo em dia ou pelo menos em uma cidade iluminada durante a noite, por isso vale tirar tal ciência de entre as trevas do preconceito, da ignorância, em outros casos da maldade humana, tirá-la de debaixo do alqueire para colocá-la no velador e assim iluminar a casa que é o mundo com a restauração da luz humana deste mundo que é o homem que pode estar por hora caído por alguma enfermidade absolutamente compreensível, o cérebro não é isento do pecado original e nem é de ferro pode cair como soldado ferido, doente, cabe à uma ciência como a Psiquiatria reerguê-lo.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Sabedoria

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Uma constante em qualquer diálogo até mesmo com pessoas comuns até aos debates com pessoas mais sofisticadas que frequentaram as madrassas da esquerda que são as escolas e universidades e sofisticado aqui no que tal palavra tem em seu sentido etimológico de algo dos sofistas é que o que importa para tais pessoas é o império da opinião em um convívio meramente liberal ou liberalóide onde o império de uma ideia moderna ou sui generis de liberdade desvinculada da busca de um bem objetivo é o que impera.


O império da opinião subjetiva e privada desvinculado de qualquer compromisso com a verdade e com a verdadeira ciência, a sabedoria, é o que impera hoje no mundo em um agnosticismo e ceticismo que no Brasil de hoje de forma triste de se ver dá-se no crescimento dos evangélicos protestantes onde sob o comando do deus ou Jesus de cada seita evangélica particular personificado por um pastor em muitos casos acusado de ser um bandido comum que dirige tal seita que é apenas um qualquer negócio privado capitalista que lhe pertence por força da heresia que lhe é mais confortável, um disfarce de cristianismo é apresentado, mas que não vale para a próxima seita evangélica da esquina mais próxima, pois os protestantes sempre foram divididos, visto que diante da Bíblia Sagrada, única referência que eles têm do que seja a verdade acerca do mundo, vale a sentença subjetiva da livre interpretação da cabeça e talante que cada protestante privadamente dá ao que seja o significado de tal texto sagrado.


O mundo, então, e o Brasil está preso no fundo da caverna descrita por Platão em sua alegoria do homem não educado, ignorante. A verdade mesma do que seja o mundo é para o mundo atual e para o Brasil apenas sombras no fundo de tal caverna. O que vale são grupos de pressão que gritem mais alto seja de gays ou de evangélicos a digladiarem-se como se fossem algo de substancialmente distintos, mas ambos são fruto da modernidade ou contemporaneidade sofística em que jazemos onde o homem é a medida de todas as coisas em sua interpretação livre diante da presença da verdade do que seja o mundo seja com a Bíblia na mão seja diante dos fatos do mundo que em si mesmo o sentido eles desprezam, é algo confuso, porque o ignoram tal qual uma pessoa com miopia.


A verdade mesma, a coisa em si, a sabedoria que sustenta e dá alma ao mundo, sentido, Deus conforme é crido e ensinado por Sua verdadeira e Santa Igreja Católica Romana, a sociedade perfeita que poderia trazer luz, conselho, ciência perfeita e direção às almas, tal verdade consistente e coerente em mais de 2000 anos que é o catolicismo romano é deixada de lado. O mundo prefere o agnosticismo, prefere o autoengano, prefere a idolatria de si mesmo, sendo ele um mero mortal e que não pode sondar com sua mente o Altíssimo Absoluto que é Deus, Absoluto que tal homem moderno ou contemporâneo já não crê, pois o que vale-lhe é o império da própria opinião.

sexta-feira, 19 de março de 2021

Ainda o ante rem

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Platão

Os universais, gêneros e espécies, as coleções de coisas do mundo sem uma existência fora da mente, de forma real ou no caso extremo nominalista sendo apenas palavras e flato vocis (som vocal), segue-se que as coleções do que se vê no mundo, dos deuses, ou de Deus, passando pelos anjos, os homens, também os animais, até os vegetais e os seres brutos seriam apenas uma poeira atomizada de coisas singulares diante das quais seria impossível fazer ciência, ter conhecimento do que as distingue e une.


Sem uma noção correta dos universais, segundo Platão, ante rem, a burrice e a impossibilidade de reflexão que é a abstração instalar-se-ia.

domingo, 7 de março de 2021

O espiritismo (visão panorâmica)

Autoria: João Emiliano Martins Neto


O espiritismo, doutrina religiosa e científica fundada no século XIX na França por Hippolyte Léon Denizard Rivail que adotou o nome de Allan Kardec, porque os espíritos disseram-lhe que em uma existência passada, na terra dos celtas, ele teria sido um sacerdote druida, é o espiritismo uma como religião oficial do Brasil, porque o Brasil é o maior país espírita do mundo. Então, vale a pena tentar entender tal doutrina supostamente religiosa e científica, a fim de tentar-se entender o Brasil, um país que por isso é um território de gente muito chinelo e sem serventia alguma para entender-se o homem e o mundo, porque crê em algo tão mesquinho como o espiritismo.


O espiritismo, semelhantemente aos monoteísmos, apesar de negar o que seja religião qual se fosse algo atrasado e dogmático, entretanto, o espiritismo também tem algo de religioso por ser monárquico, tem a Deus como "causa primária de todas as coisas", evidentemente que o monarca, dizem os supostos espíritos no livro O Livro dos Espíritos (Le Livre des Esprits).

 

É engraçado o espiritismo, porque Allan Kardec em O Livro dos Médiuns (Le livre de Médiums) reconhece que não dá para saber absolutamente qual é a identidade dos espíritos que se comunicam, se são realmente bons ou maus.

 

O espiritismo vingou no Brasil e tornou-se o oposto do espiritismo, porque tornou-se, como tudo no Brasil, centralizado, tornou-se centralizado nas garras de um Francisco Cândido Xavier, o famigerado falsário Chico Xavier que tinha fama de santo, apesar de ser um homem com boa vontade. Puro erro, porque Allan Kardec dizia que uma forma para se saber se os espíritos que se comunicam são do bem ou do mal é que deve haver uma pluralidade de médiuns, e não um só como Chico Xavier ou Divaldo Pereira Franco como centrais de santidade e moralidade. Também para a aferição da qualidade dos espíritos comunicantes deveria-se buscar no mundo todo comunicações dos espíritos, logo, nada de centralizar em um só lugar, o Brasil, como Meca ou Vaticano do espiritismo.

 

O espiritismo segue a mentalidade cientificista do século XIX no livro A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo (La Genèse, Les Miracles et les Prédictions Selon le Spiritisme) ao se opor aos milagres impondo na natureza as suas próprias leis e limita o divino às tais leis. Se é assim para que religião? Só se for para confessar que religião é uma neurose da humanidade ao divinizar as potências naturais. Ademais no espiritismo quer-se incluir o cristianismo, tendo o Cristo como um tal governador do planeta Terra, por ser o espírito mais evoluído, mas só se for um Cristo à imagem e semelhança do espiritismo, porque o Cristo da fé, Ele é Deus, é o Senhor do universo inteiro. A obra de Chico Xavier diz ser Cristo um tal governador, puro embuste, mas o embuste de incluir o cristianismo no espiritismo já vem da época de Allan Kardec, visto que o livro O Evangelho segundo o Espiritismo (L'Evangile Selon le Spiritisme) deforma o cristianismo como uma religião originalmente de salvação, misericórdia e remissão dos pecados em uma religião reencarnacionista da vingança contra quem erra, devendo o homem purgar-se de erros que nem ele sabe se cometeu, ao longo de uma pluralidade de existências. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Leviandade?

Autoria: João Emiliano Martins Neto


É leviano, é irresponsável convir com algo que ultrapasse a inteligência humana, Filosofia e Ciência experimental? É irresponsável, coisa de gente inconstante acreditar em algo como a religião, mais propriamente o cristianismo já que estamos no lado oeste do mundo, que exige algo, o sobrenatural, que escapa à capacidade humana de medir e testar se há constantes em uma proposição ou experimento? Eu penso que não, se não quisermos cair na idolatria e em endeusar a razão humana, mas sendo bem perspicaz, se não reconhecermos que há tantas coisas no mundo que o homem não pode reproduzir, sobretudo a partir do nada como fez o Deus hebreu-cristão, visto que tal Deus sendo o Criador, a palavra hebraica para criação é fazer tudo o nada. Não, o homem não pode fazer algo do nada, e nem, por exemplo, construir um olho humano com a sua finalidade de enxergar, nem pode constituir a alma humana, se é que há alma e eu acho que há, ainda que as vezes doente, contudo está ali; a alma menos ainda pode no estágio atual da Filosofia e Ciência experimental não pode produzir algo qual a alma com sua propriedade de formar, sendo a causa formal do homem, visto que o homem sem alma é um cadáver que logo se decompõe.


Há o mundo, há céu e terra, há mares, há animais terríveis marinhos como a baleia ou o tubarão. Há a glória da criação neste mundo que é o homem e no todo da criação há o anjo que estando acima do homem não passa fácil pelo experimento material do homem, visto que é puro espírito e há pessoas que já viram anjos por aí. Há o rei da selva que é o leão, há o tigre ou o elefante, seres tremendos que o homem com toda a sua tecnologia não pode, não que eu saiba, não pode constituir semelhantes. Há todo um mundo invisível, em específico falava do cristianismo a questão espiritual principal da parte oeste do mundo, que gera o visível tal qual no caso do Espírito Santo que gerou no ventre da Virgem Maria o Eterno Verbo divino Jesus Cristo que tantas coisas maravilhosas fez enquanto neste mundo interditas ao homem comum. O Espírito Criador mesmo que deu origem a tudo e Jesus Cristo, a Palavra divina por meio da qual tudo se fez estão muitíssimo acima do que pode fazer o homem mesmo o melhor dos homens. A pobre razão humana pode operar com o que eu reportei sobre o cristianismo se admitir algo com boa consciência acima e além de si sendo-lhe de tais coisas uma serva fiel, pois para isso classicamente presta-se a razão, a Filosofia e Ciência experimental.


Com tudo isso, eu acho que fica mais do que evidente que não é leviandade convir com a fé, unir razão e fé, a fim de se não cair em uma clara, aí, sim, leviandade, que é superestimar os meios humanos a exemplo da razão, Filosofia e Ciência experimental, tornando-as propaladoras de falsas profecias de que mistérios tremendos deste mundo e do outro, o invisível, serão um dia reproduzidos pelo homem. Uma Filosofia e uma Ciência experimental, hoje mais à Ciência, prestam-na a ser profética e prometeica, pois a Ciência é encarada como uma nova forma de religião desnaturando-a.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Ex-gay e Crassus Philosophus

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Nesta postagem tento justificar o meu artigo anterior em o qual falo de minha condição de ex-gay como um artigo pretensamente filosófico ou científico de forma bem básica e até mesmo simplória, porque este meu blog é preferencialmente o blog de um filósofo.


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Sobre Deus, deuses e a busca do conhecimento


Decerto que Deus ou os deuses não rebaixariam-se às mesquinharias humanas por meio da fraqueza ao engano e à mentira, seja por fraqueza, mesmo, seja porque não gostariam de pregar uma peça à maioria dos homens que seguem algum princípio de ordem como o da defesa da vida, da propriedade, da família e do mínimo pudor moral, sentimento de honra como no confiança na própria palavra empenhada. Deus ou deuses como tudo o que costuma mandar querem a ordem e a segurança, a menos que sejam loucos e feitos à imagem do homem, como aliás ocorria no panteão grego. Deus ou os deuses é próprio deles a misericórdia, como diz Santo Tomás de Aquino sobre o Deus único hebreu-cristão, mas como este meu post é mais filosófico e de uma filosofia de tipo aberta, uma idéia aberta, então, pretendo aqui alargar a noção de divindade para uma ou várias. Claro que é próprio para o que quer que se entenda por deidade que a mesma seja misericordiosa, porque é a deidade, meu Deus! O poder das divindades é descomunal, é colossal, é incomensuravelmente maior que o poder do mais poderoso dos homens, eis a noção clássica presente em todas as religiões. Por isso, é próprio de Deus e dos deuses compadecerem-se e serem graciosos com os homens que os servem de boa vontade. Diante da excelência dos deuses, sobretudo o severo Deus hebreu-cristão, que é o que eu melhor O conheço, não caberia a quem tem saúde, capacidade e meios, evadir-se da ciência, evadir-se do conhecimento, como no uso Filosofia, também, para o saber, é bom lembrar saber por excelência como é o caso do filosófico. Todos os meios para o entendimento de Deus ou dos deuses e da criação, e menciono criação, evidentemente, no sentido judeu-cristão, são válidos todos os meios de conhecimento de tudo de Deus ou dos deuses como das criaturas ou de todo o resto muitíssimo abaixo das divindades.

O pobre homem pode por franqueza ou negligência optar pelas trevas da ignorância ou se é um pobre homem analfabeto perdido em algum rincão do mundo ou se é algum selvagem ou um doente mental absolutamente irremediável estaria desculpado, sem dúvida, mas a imensa maioria deve buscar o saber, deve ser o máximo que possa um homem, isto é, filósofo, com toda a força e convicção; deve ao menos flertar com a Filosofia nas horas vagas e se for um vocacionado para a Filosofia, pois não pode ser e fazer outra coisa da vida, como diz José Ortega y Gasset e Olavo de Carvalho, tal homem, nesse último caso, deve ser um crassus philosophus, tal homem deve ser um puro filósofo, alguém que busca até mesmo obsessivamente e agressivamente o esclarecimento, alguém que deve fazer aquele movimento misterioso que se passa n'alma humana que é o do esclarecimento, tateando e caminhando, ainda que no escuro, a contemplar os astros e rumo à luz no fim do túnel que são, respectivamente, mestres menores filosóficos e científicos seus, sendo a luz no fim do túnel os ou o mestre maior de um filosofante que busca entender todos os entes, o ser dos mesmos, sobretudo o ser do ente por excelência que é Deus ou os deuses, mas que eu como monoteísta que sou, julgo ser uma só deidade, porque é certo que tudo o que existe precisaria de unidade vistas para ser, tanto quanto um só homem pode compreender, agir e executar algum plano, ainda que compartilhado com outrem, sendo um só e não vários, pois que seria algo monstruoso, um ser, um homem com várias cabeças divergentes, algo doido, logo, inviável.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O espiritismo é uma filosofia respeitada pelo mainstream filosófico? -...

A biografia intelectual interior é mais interessante do que o que diz ou do que estar conforme ao mainstream filosófico que é a moda, porque o próprio Martin Heidegger era moda na era nazista, visto que o homem introduziu o Nazismo na Filosofia naquela idéia dele da distinção de ser e ente como, respectivamente, a distinção entre o Estado hitlerista e o völkisch que é a comunidade racial ariana. Se o espiritismo fala a alguém como uma experiência vivida, de fato vivida e, de fato, meditada, então que o valha, porque tudo vale a pena se a alma não é pequena. Eu fui espírita durante oito anos de minha vida, mas um belo dia a mensagem da cruz falou a mim mais forte, a obra de Cristo, obra salvífica, o seu mistério pascal, é muito mais forte do que eu centrar em mim mesmo, pobre de mim mesmo, as baterias como um bode expiatório desumanizado para melhorar-me a mim mesmo coisa que jamais há de ter fim, prefiro crer na graça divina e graça é conceito desconhecido no paganismo espírita.

 

sábado, 29 de abril de 2017

Descobrindo a Filosofia com Pondé - Ep.02: Os Pré-Socráticos

A Filosofia como o a Ciência e o humano conhecimento, em geral, pode ser a semente da descrença, pelo que se entende da fala do professor Pondé sobre os pré-socráticos, e eu digo isso, porque sou cristão e como tal preciso saber conviver com a sede de saber, enquanto estudante universitário de Filosofia, que é o meu caso, e o dever de fidelidade e amor a Deus e não ao saber, acima de todas as coisas. É um desafio, mas uma coisa é certa, um correto entendimento da fé, de fato, não impede o conhecimento, não na medida em que tal conhecimento não seja uma vã curiosidade para o homem se ensoberbecer achando que pode manipular com crueldade aos outros homens e a criação ou a natureza inteira com objetivos malignos.

 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A Religião do povão versus a Ciência das elites e suas heranças

Logo de cara, à queima-roupa, a Religião, o Cristianismo, para ser mais específico, é visto como coisa da grande massa ignorante, é visto como coisa do povão. Pelo menos nos círculos da sociedade mais escolarizados e abastados burgueses, e, repito, burgueses, pois nos últimos tempos no Brasil em que o pensamento marxista tem sido majoritário, pelo menos nas elites, o que é até mesmo uma contradictio in terminis, porque algo majoritário para uma elite e elites são sempre uma minoria de escol, mas, ora, não era Karl Marx quem dizia que a Religião é o ópio do povo e que seria a ideologia das classes opressoras burguesas para manter o pobre proletário alienado? Ora, todavia, são essas mesmas classes burguesas quem mais desprezam a Religião, e também o tabaco, porque dizem que estudaram mais, além de não sofrerem mais na pele as intempéries metafísicas de medo, morte, solidão, fome e violência mais de perto, tal qual sofrem os pobres proletários e proscritos deste mundo? Parece-me evidente que, então, já em Marx algo como a Religião e de resto a cultura sempre foram, então, instrumentos de manipulação das massas por parte das elites. Bom, este meu post, caríssimo amigo leitor, quer falar que logo de cara a Religião é vista como coisa do povão, de gente ignorante e pobre, ok, muito bem. Porque que pessoa sábia segundo este mundo e cauta, humanamente cauta, aceitaria como dogma, como verdade indiscutível de que o mundo teria saído do nada pela intervenção de um Ser a que chamam de o deus e tal? Que coisa mágica seria essa, de do nada, ex nihilo, sair tudo? Bom, o fato é que uma idéia de origem do mundo e do universo como o Big Bang, parece conferir o estatuto de verdade, pelo menos segundo um debate que assisti aqui entre Christopher Hitchens e William Lane Craig, à idéia de criação hebreu-cristã. A Ciência, então, confirmaria a Bíblia, o relato da criação bíblico. As almas mais avisadas e escolarizadas preferem aguardar por seus métodos para tomarem uma decisão, as classes inferiores de cara creem, tem fé, mas ó diabos, se a humana Ciência confirmaria a fé, por conseguinte, eu prefiro ficar, por suprema cautela, antes com o meu Evangelho e a Bíblia do que com uma mera promessa, uma confiança meio que idolátrica, absolutamente ridícula, no homem e na sua Ciência, Filosofia ou artifícios.

Bom, era basicamente o que eu gostaria de dizer a vós, meus caros leitores, o passo inicial para todo o projeto humano neste mundo é o da fé, é o da confiança, sem a mesma, se a cada passo precisarmos raciocinar como loucos absolutamente obsessivos, a buscar definições de maneira febril sobre cada passo que formos dar, não sairemos do lugar. Como diziam os medievais, é preciso crer para compreender e nós, cristãos, com uma genuína espiritualidade, sabemos bem em quem cremos, como disse São Paulo, não nos valemos, nós, cristãos, de maneira unilateral somente do homem, do pobre homem que tão miseravelmente ao longo da História faliu, mas confiamos em nosso Deus cristão e hebreu, que, como prova a mesma História, legou-nos, por sua Igreja, uma civilização portentosa como a ocidental e o que o homem apartado de Seu Deus nos deu senão regimes tirânicos como os marxistas-leninistas ou nazistas que a tudo e todos levou à ruína e à morte, não é mesmo, caro leitor?

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