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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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domingo, 25 de junho de 2023

Nárnia (Igreja Católica) é no templo e muito além

Autoria: João Emiliano Martins Neto





Assistindo, hoje, de novo, ao filme As Crônicas de Nárnia - O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa eu pude perceber que Nárnia (Igreja Católica) é no templo e muito além, muito mais além, abrange o mundo todo, pois que todo o poder no céu e na terra foi dado ao Senhor Jesus Cristo. Hoje a Igreja Católica é um navio fantasma e é uma casa caindo aos pedaços, assim está o mundo pela falta de vigilância e fé dos chefes humanos e romanos da Igreja, desde o Papa São João XXIII que deixou de orar e vigiar e chamou de profetas da desgraça a aqueles que lhe alertavam para os perigos do mundo moderno decadente cético e cientificista que exige um falso amor, porque desesperado e sem a verdadeira fé divina e católica romana.


O inverno cruel imposto sobre a Igreja de Cristo e sobre o mundo por Satã, a feiticeira branca Jádis, já vai há sessenta anos desde o Concílio Vaticano II. Inverno que sepulta a vida sob grossas camadas de morte, morte liberal capitalista, esquerdista comunista e socialista, pois que para capitalistas e esquerdistas o que importa é a expansão de seus instintos, de sua vontade de poder à la Friedrich Nietzsche, o que importa para eles é a cobiça, a concupiscência dos olhos, da carne e a soberba da vida em trevas sobre trevas de suas, de muitos de nós, vontades e razão nossas solteiras em trevas sobre trevas sem a compreensão, sem a ciência perfeita que veio pela vida de obediência de Cristo e por isso de obediência de seus verdadeiros e grandes santos que são o seu corpo místico. Somente a luz incriada divina, da infinitude, que pode ir além e de fato fazer-nos compreender com clareza para muito além de nossa finitude concupiscente iludida e fantoche de poderes tirânicos demoníacos e humanos, nós e eles dominados não raro pelo medo querendo a nossa sobrevivência de nossas peles de ratos e baratas cascudas covardes a qualquer custo e com sede por poder neste mundo e coisas materiais.


A nossa busca por penitência, em particular pelo próprio sacramento da penitência, e santidade de nós, os verdadeiros cristãos, que seguramente somente nós, os católicos romanos, é o que fará o gelo ceder, a morte dar vez à vida e Nárnia, a Igreja Católica Santíssima em nossos templos e em muito além deles, o mundo todo florescerão. Por fim o meu Imaculado Coração triunfará, prometeu a Santíssima Virgem Maria, a Soberana como Fiódor Dostoiévski chamava a Virgem Mãe de Deus.

terça-feira, 24 de maio de 2022

O inverno da Igreja Católica no Brasil

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Igreja da Santíssima Trindade (Belém do Pará)


O inverno da Igreja Católica no Brasil eu acho que chegou e veio para ficar e sepultar de vez o Reino da Vida que é Deus, que é Jesus Cristo neste mundo. A Vida ficará sepultada sob sete palmos de neve, de morte como o domínio da feiticeira branca Jádis do livro e série de três filmes As Crônicas de Nárnia de autoria de C.S. Lewis.


Pia batismal da Santíssima Trindade


Eu digo isso, porque uma igrejinha católica que eu frequento e onde eu fui batizado quando eu era bebê, a Igreja da Santíssima Trindade aqui na minha cidade de Belém do Pará, a pia batismal onde eu fui batizado continua no mesmo lugar até hoje, tal igrejinha está em perigo para não dizer nos estertores. Há uma pracinha que cerca a Trindade que é a Praça Barão do Rio Branco que vive cercada por consumidores de drogas, um deles no último domingo dia 22 de maio de 2022 invadiu sem camisa e muito drogado a igrejinha enquanto eu ali rezava sozinho e só foi retirado por policiais militares que foram chamados pelos funcionários da igreja para auxiliar na situação de cerco ali. Há também um alcoólatra rebarbado ali, pessoas que alternam o vício ao trabalho de flanelinha.


No dia 8 de maio deste ano um vigilante, funcionário de uma empresa de vigilância de prenome Fábio, contratada pela igreja para dar segurança ao templo, ele agrediu fisicamente a um rapaz em situação de rua que invadiu a igreja e falou palavrões ali durante a celebração de uma Missa. O vigilante errou como erra quem quer tomar para si a vingança ao ter dado chutes e pontapés no rapaz do lado de fora do templo, bastava ter expulsado o rapaz dali e estamos conversados. Se todos saírem se vingando, se ninguém mais tiver a grandeza de relevar as fraquezas alheias, vamos até ao infinito a desforra que um deve ao outro. Fábio é católico, não era só um funcionário do templo, ele sempre recebia a Eucaristia ali nas missas, ele deveria, por conseguinte, ter aprendido com Jesus Cristo que ele deveria dar a outra face. Ele não quis levar desaforo para casa, houve uma agressão recíproca segundo um advogado que analisou o episódio de agressão que ficou famoso no Brasil todo através da imprensa e das redes sociais, visto que alguém filmou a agressão do vigilante contra o pobre morador de rua que conseguiu durante os chutes e empurrões que levou dizer que o vigilante o estava agredindo, pobre rapaz.


Adeus Igreja Católica no Brasil. A Igreja apesar de suas reformas na década de 1960 é alguma coisa do passado. Aquelas pessoas que cercam a Santíssima Trindade não atentam que ali poderiam conseguir algum socorro espiritual ou mesmo material e psicológico, no caso dos viciados em drogas. É mais fácil que eles sejam acolhidos e recebam algum tipo de orientação da Assembleia de Deus que instalou-se na vizinhança do templo católico, o cristianismo pós-moderno protestante com seus funk e sertanejo universitário gospel é mais conforme o homem atual para quem a sua narrativa pessoal e individual e não uma doutrina vinda de cima para baixo, no caso católico vinda dos céus em Jesus Cristo que instruiu os seus apóstolos que em São Pedro, príncipe dos apóstolos, é a pedra fundamental do catolicismo.


Os católicos no Brasil talvez tenham de nas próximas décadas contentar-se em ser minoritários, exóticos e incompreendidos, a maioria será protestante. Contentar-se-ão em terem os seus recintos até mesmo invadidos por algum pobre diabo de um Brasil que é filho, aliás, da modernidade, foi fundado no ano de 1500 e que resvala no final das contas à pós-modernidade. A modernidade sempre falha em suas metanarrativas a exemplo do iluminismo e o do marxismo, falha, por sua vez, nas igrejas protestantes que em 505 anos de protestantismo no mundo sempre a narrativa de uma seita protestante é sucedida pela narrativa de outra formadas por uma miríade de narrativas de cada pessoa que se diga protestante, pois a interpretação da Bíblia Sagrada é livre, no protestantismo cada cabeça é uma sentença. Esses protestantes desgraçados só não percebem que já no século XVI a metanarrativa protestante, o primeiro fruto da modernidade, era uma furada como tudo o que é moderno.

domingo, 10 de abril de 2022

Eu, traidor?

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Para que se diga que eu seja um traidor eu teria de recordar de já ter ter firmado algum compromisso com algum grupo ou comunidade, quase uma seita, na Igreja Católica, atual, que são certos grupos tradicionalistas católicos ou da renovação carismática católica. Não que eu deixe de achar interessantes certos postulados tradicionalistas da Igreja Católica pré-Concílio Vaticano II, que era uma Igreja Católica com uma clareza e luminosidade doutrinária maior e litúrgica apurada. 

 

Digo isso, porque ontem em uma livraria católica, a Paulinas, daqui da minha cidade de Belém do Pará, ali na antiquíssima Rua Santo Antônio no bairro do Comércio, que hoje é um bairro que faz jus ao nome da forma mais tipicamente mesquinha, brega belenense, pois é uma rua cheia de camelôs, pobretões que vendem bugingangas adulteradas, de valor reles, gente que deveria voltar a serem camponeses. Eu conversava com um membro do cabido metropolitano daqui da Arquidiocese de Belém, conversava com um cônego, o cônego Sebastião Fialho, e talvez como um traidor eu criticava os tradicionalistas.


Eu dizia ao cônego, repetindo o que um outro membro do Cabido Metropolitano de Belém, disse para mim, perguntando-me, era o cônego Vladian Alves, o meu pároco da Igreja Matriz da Santíssima Trindade aqui na capital do Estado do Pará,  perguntava-me ele diante da revolta dos tradicionalistas católicos, será que estavam todos loucos aqueles padres reunidos com o Papa à época do Sagrado Segundo Sínodo do Vaticano para quererem a Igreja Católica mais modernizada que se tem hoje?


Houve, entre inúmeras outras mudanças, com o Vaticano II uma simplificação litúrgica com a Missa Nova do Papa São Paulo VI para uma maior participação dos fiéis que não acorreriam à Missa que é a celebração eucarística, culminância da religião cristã, não mais acorreriam como mudos e distantes, alienados e meros assistentes de um culto e houve, por exemplo, o ecumenismo, onde a Santa Igreja Católica mesmo dizendo que é necessário à salvação perseverar e militar sendo católico romano, contudo, não quer a extinção física dos prédios, por isso muito menos a perda de direitos, por assim dizer, políticos das comunidades protestantes, outrora chamados de hereges e desde o Concílio chamados de irmãos separados. E que era para os católicos verem algo de exímio e verdadeiro no protestantismo quanto a algo relativo à Fé e para evitarem todo juízo depreciativo e temerário com relação a eles.


O cônego Sebastião é um exorcista daqui da Arquidiocese de Belém, ele não comentou nada acerca do que eu dizia para ele, só olhou bem nos olhos quando eu mencionei o que me disse o cônego Vladian. Se foram sábios os indevassáveis para qualquer homem comum os pensamentos do cônego exorcista acerca do que eu dizia para ele, certamente o Diabo em uma sessão de exorcismo não terá do que acusá-lo. No entanto, nenhum de nós perde por esperar, dia chegará, no Último Dia, o dia do Juízo Final, quando os mais secretos pensamentos maus e pecaminosos serão vistos de todos, serão vistos de todos a nossa falta de buscar a verdadeira luz que é Deus para entender através do tempos a sabedoria que é imortal que foi o que a Igreja Católica com os papas São João XXIII e São Paulo VI de gloriosa memória tentaram inserir, adaptar tal sabedoria eterna ao tempo e época moderna ou contemporânea concreta em que vivemos, assim atualizando o catolicismo para que o mesmo não fosse algo antiquado e do passado, morto.

segunda-feira, 14 de março de 2022

Os virgens e os iniciados

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Dia desses eu assisti ao início da live de um famoso e antigo youtuber e influenciador digital de esquerda que era estrábico e foi até acusado de pedofilia, PC Siqueira, no site YouTube e chamou-me atenção a algo que ele disse lá para definir os conservadores de direita, os fariseus e não raro hipócritas que é que eles seriam virgens. Eles teriam um entendimento virgem diante do entendimento de esquerda que seria como que de iniciados e esclarecido, "iluminado", dizia ironicamente da esquerda o psicopata e grande filósofo Olavo de Carvalho.


Eu acho que a direita tão moralista, e não raro falso moralista fariseu hipócrita, fingida, apegada aos costumes, ao conhecido, ao experimentado e ao antigo é virgem por nunca tentar algo de diverso, diferente, novo, é sempre a mesmice, não há a renovação. A esquerda seria iniciada nas novas luzes do que não se sabia acerca de algo que talvez há muito tempo sempre esteve no mundo, contudo, era visto como o comumente desprezível ou invisível, a ciência e a filosofia podem ajudar em tal compreensão, ou seja, ser escolarizado pode ajudar, ou ter a sabedoria infusa vinda de Deus ou pelo menos ser um autodidata amante sequioso do saber ajudariam na própria iluminação.


Por outro lado é um grande risco e visto como subversivo não levar-se em conta o que a direita leva que é o experimentado, o antigo, o conhecido. A esquerda, segundo o que se sabe, quer o desvirginar no sentido da aposta em um salto no escuro, tendo compromisso só com o futuro, esquece-se que esse é filho do passado, sobretudo, e do presente. A esquerda seria um esoterismo do novo, do inaudito, o Diabo deve morar em algo assim onde a criatura impõe o seu modo próprio, o que seria o moderno, subvertendo o mundo como ele seria e que sempre foi assim compreendido desde sempre em nome do império da vontade e do desejo. Uma boa água benta pode ajudar a exorcizar, então, a esquerda.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Política e burrice

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

A Política, pelo menos a moderna, teria tudo a ver com a burrice. Mas, talvez já era assim desde a Antiguidade com um Sócrates vitimado pela democracia ateniense que ele questionava, porque, por exemplo, colocava como mera questão de sorteio que qualquer um Zé mané incompetente, ainda que de uma elite, pudesse tomar temíveis decisões sobre o destino da pólis ao contrário do melhor alfaiate ou o melhor piloto de embarcações que são sempre os escolhidos, respectivamente, para a confecção de roupas ou de meios transportes aquáticos, eram exemplos práticos, segundo a sabedoria prática dados por Sócrates.

 

A democracia moderna atual é mais ampla que a ateniense que só permitia que os nativos de Atenas, homens, livres, nascido de pai e mãe atenienses e maiores de 18 anos, pudessem participar das assembleias, pudessem votar e serem votados que era o caso de Sócrates.

 

A Política moderna é sistematicamente uma questão de poder e de narrativas, discursos hipnóticos, sofísticos e retóricos para a conquista, manutenção e expansão do poder, tal coisa já ocorria em Atenas com os sofistas, isso já desde um Nicolau Maquiavel para quem a autoridade da Bíblia Sagrada, da Igreja Católica e a busca por uma sociedade ideal, utópica, perdeu-se, ainda que com a sociedade do comunismo marxista tenha-se em mente uma utopia, no entanto, tal sociedade é herdeira da concepção moderna de política.


Eu acho que somente na época de ouro, o Século de Ouro na Espanha, dos anos de 1550 a 1650 é que houve uma forma de Política que resultasse em um florescimento cultural fecundo e interessante, porque, apesar da lavagem cerebral e censura, opressão imposta pelos Habsburgo, pelo menos a matriz era sã, o cristianismo medieval que é o católico romano, não se tratava do paganismo da época de Sócrates e nem do pós-cristianismo apóstata moderno. Contudo, com todos os seus erros a filosofia de um Baruch de Espinosa surgiu em tal época opressiva, entretanto, de ouro, e, aliás, por tais motivos surgiu o espinosismo.


Na modernidade antropocêntrica, naturalista, materialista, ateia, nominalista onde não há mais a possibilidade do homem para uma reflexão, abstração rumo ao universal e ao mais real, seja à direita com o liberalismo capitalista em sua voragem de acumulação do capital gerando capital, dinheiro que gera dinheiro, seja à esquerda com o seu materialismo onde as ideias mais altas de justiça, verdade e virtude seriam o produto do modo de produção de cada sociedade em cada época, a melhor coisa para quem pensa, medita, para quem é inteligente querendo fugir da relação moderna umbilical que há entre Política e burrice, que tal pessoa diga, "si hay gobierno soy contra."

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

No tempo do aggiornamento: a modernidade santificada

Autoria: João Emiliano Martins Neto


A partir do Concílio Ecumênico Vaticano II alguma coisa como o protestantismo antes visto pelos padres antigos de forma, em geral, definitiva como heresia é visto como uma forma de espiritualidade cristã que pode ter elementos exímios e de validade e santificação. Os edifícios das comunidades eclesiais protestantes devem ser promovidos e preservados, diz um dos documentos do Concílio, a Unitatis Redintegratio, e assim a devoção privada, íntima, pessoal e segundo os sentimentos e livre escolha do homem por não pertencer à Igreja Católica deve ser preservada e é valorizada.


Ok, modernidade é autossuficiência, é racionalismo, é materialismo histórico e dialético ou marxismo, é subjetivismo, é um sentimento e contém uma ideia de liberdade sem uma noção firme de bem e verdade, pelo menos eu a entendo assim, conforme os cânones clássicos e medievais, mas, de alguma forma tais coisas passaram a ser levadas em conta e respeitadas, nem que seja no sentido de um diálogo, de uma escuta e entendimento maior por parte da Igreja no que antigamente era proselitismo e condenação que tomavam todo o espaço e tempo dos católicos. O entendimento do que seja o mundo por parte do sujeito é levado em conta, contudo, é claro que devemos corrigir a modernidade, pois de alguma forma o mundo, o real, insinua-se ao homem com sua presença dizendo ao homem o que é tal mundo.


O cristianismo a partir de tal Concílio passou a valorizar o homem, São Paulo VI, o Papa do Concílio de feliz e perpétua memória fazia loas ao homem e o cristianismo passou a ser visto como a religião do homem, coisa tremendamente ruim para os mais tradicionalistas radicais e fechados, rígidos. Religião do homem e como não seria algo assim o cristianismo visto que é o cristianismo a religião do Deus feito homem que quis desde a Virgem Maria na anunciação do Senhor colocar nas mãos do homem, de sua livre vontade e discernimento a união do homem à verdade cuja fonte é Deus e a reconciliação com tal verdade, repetindo, por sua livre vontade, visto que o próprio Jesus Cristo no horto das oliveiras livremente submeteu-se à vontade do Pai sendo que Ele preferia que o seu cálice de dor fosse-lhe passado de sua mão (São Mateus 26, 39).


No tempo do aggiornamento em que vivemos, em suma, a Santa Igreja Católica vem tentando provar, não sem os desafios próprios de nossa época, que não há de haver tempo e circunstância, por mais refratária que seja tal qual de fato em alguns aspectos mostra-se a modernidade muito contrária ao cristianismo, todavia, não há época em que a eternidade, em que a verdade, nas quais, respectivamente, o homem não possa ser inserido e verdade na qual ele não possa aderir. Se a verdade cristã é a verdade, se Cristo não mentiu ao dizer ser a verdade e não um costume restrito à épocas pretéritas e se a verdade vence tudo, veritas omnia vincit, a modernidade em que vivemos quando ela passar há de ser apenas a moldura atual da obra de arte de beleza, verdade e bem que o Criador quis conceber para a sua criatura e na qual a sua criatura humana está inserida, criatura que viva expressa a glória desse mesmo Criador.

domingo, 5 de setembro de 2021

No tempo do aggiornamento: 23º Domingo do tempo comum

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Neste domingo, dia 05 de setembro do ano de 2021, que é o 23º do tempo comum na proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos, eu diria que vemos que o tempo do aggiornamento começou já no tempo de Jesus Cristo em que Ele em conformidade com a novidade, a modernidade, por assim dizer, do evangelho que é algo de verdadeiro para cada um, individualmente, e não mais sendo somente uma religião meramente civil lavrada em pedra, mas lavrada no coração, novamente o Cristo comporta-se como o bom samaritano.

 

O Cristo comporta-se como a Santa Igreja Católica renovada pelos ventos do Concílio Ecumênico Vaticano II que quis ser o bom samaritano tal qual Jesus e em meio aos mestiços, entrelaçada ao mundo moderno com suas misérias de apostasia e economicismo materialista marxista e sabedoria de a religião não ser apenas um estágio ético do homem meramente servindo a regras externas e gerais que para ele concretamente não faz o sentido que a Fé, chamado salto da Fé, lhe proporciona e a Fé não pressupõe o trabalho, o cumprimento de regrinhas, pois escreveu São Paulo aos romanos (capítulo 4 e versículo 5) que é verdade que aquele que não trabalhou, mas confia naquele que justifica o ímpio, a sua Fé lhe é creditada na conta de justiça. Tal qual Cristo entrelaçado, misturado ao mestiço surdo que falava com dificuldade na Decápole, região pagã, cura tal enfermo tocando-lhe na desprezada imundície, para os mais ortodoxos e tradicionalistas, de sua língua e com sua saliva divina o curou da quase mudez e ainda curou-lhe a surdez.


É tempo do aggiornamento. A Sagrada Tradição cristã e católica é bela e é verdadeira, os tradicionalistas estão certos e são superiores, contudo como falta aos leigos e aos clérigos abaixo do Sumo Pontífice por mais tradicionalistas que sejam as luzes que só o Santo Padre, o Papa, dispõe, então, a Santa Igreja desde o Santo Padre São João XXIII conveio com Jesus dizer que: "Portanto, todo mestre da lei, bem esclarecido quanto ao Reino dos céus, é semelhante a um pai de família que sabe tirar do seu tesouro coisas novas e coisas velhas."

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Comentário meu no site extremista católico Fratres in Unum

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Papa São João XXIII

Comentário meu, abaixo, que eu escrevi hoje de manhã no site extremista católico Fratres in Unum que eu duvido que eles publiquem, dado que como tudo o que está na internet segue o espírito de seita ou de gueto, bolha, eles gostam mais de publicar certos comentários bobos de extremistas católicos como eles.

 

Papa São Paulo VI

Sanctis Joannes XXIII et Paulus VI Pont Max in cielo

 del oro? Amigos do Fratres in Unum e demais amigos, eu tenho frequentado a Santa Missa Tridentina diariamente em minha cidade de Belém do Pará, norte do Brasil. A capelinha ligada ao pessoal do Instituto Bom Pastor (IBP) é minúscula mostrando o caminho estreito de quem quer ser um verdadeiro cristão que passa por dores, sofrimentos e lágrimas por sua fidelidade. Se bem que os círculos mais modernos da Santa Igreja passam por dificuldades também por tentarem compreender o pobre homem nosso contemporâneo ou moderno, as vestes brancas dos sumos pontífices pós-conciliares acabaram sujas e rasgadas, por isso a Igreja uma nova Igreja tão diferente da Igreja. A Igreja seria como o bom samaritano, socorrendo o homem moderno ou contemporâneo ferido no caminho de descida de Jerusalém para Jericó, essa era a intenção do Papa São Paulo VI no Concílio Vaticano II, ele disse isso expressamente no discurso de epílogo do Segundo Sagrado Sínodo do Vaticano, coisa que os mais conservadores não entenderiam, pois seriam como o levita ou o sacerdote fariseu que passam ao largo, indiferentes e orgulhosos, daquele homem ferido que para eles não seria o seu próximo. Nesse sentido, será que os santos sumos pontífices, São João XXIII e São Paulo VI não estariam em um céu de ouro, de um ouro mais refinado por terem querido inserir compreenssivamente a Santa Igreja no mundo atual de tantas e tão profundas transformações, a fim de que a Santa Igreja não seja algo meramente uma seita, algo antigo, antiquado e superado?

domingo, 29 de agosto de 2021

Dominação e vergonha

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Ontem eu conversava com um rapaz sedevacantista, logo, alguém dos mais rígidos dos rígidos e incompreensivos do estágio em que chegou o homem nos dias atuais modernos ou contemporâneos ao ponto de ser alguém que separou-se da comunhão e paz com a Sé apostólica, a Sé de Pedro dos últimos 63 anos desde a morte do Santo Padre, o Papa Pio XII. E como não poderia deixar de ser causou espécie a ele a minha atitude confessional de confessar-lhe pecados meus contra o sexto mandamento como o fato de eu ter as vezes caído no pecado da homossexualidade.


Ele dizia que certos pecados não devem ser nem nominados, São Paulo dizia o mesmo, em seu tempo longínquo em que ele viveu, mas em que tempo nós vivemos e tempo no qual a Igreja Católica Santíssima quis aggiornar-se, fez o aggiornamento, estamos no tempo do aggiornamento, tempo de atualização da Igreja? Vivemos na era moderna ou contemporânea em que o homem quer ser Deus, quer ter o domínio total, quer a maioridade, quer dar-se conta de que está nu, tal qual uma criança, Adão e Eva aperceberam-se nus ao tornarem-se como Deus no Éden e vestiram-se. 

 

O homem quer vestir-se, quer trajar-se com a cultura de sua própria humanidade, então, com as reformas ocorridas no Sagrado Sínodo Vaticano II (1962-1965), a Santa Igreja como o bom samaritano não quis, nas palavras do Santo Padre São Paulo VI ao encerrar o Concílio, condenar, contudo, quis socorrer o homem como o bom samaritano (São Lucas 10, 25-37) que viu o pobre homem, figura do homem moderno, caído à beira do caminho enquanto os nominalmente mais fiéis à religião da época como seria o sedevacantista hoje em questão não viram tal homem caído como o seu próximo, disse o próprio Jesus, mas o condenaram à destruição simplesmente passando ao largo, mantendo distância, sendo indiferentes.


Há uma rigidez, uma dureza e uma incompreensão em quem é mais tradicionalista na Santa Igreja e segundo o que eu pude perceber do rapaz sedevacantista, ele um campeão em considerar a Sagrada Tradição ao ponto de não aceitar o que os sagrados pastores dos últimos 63 anos tem a dizer dela, interpretá-la e custodiá-la, pois eles seriam traidores, o que eu pude perceber e, se ele estiver certo, a Santa Igreja de outrora, talvez ele esteja exagerando, em outrora a Santa Igreja com relação aos pecados contra o sexto mandamento parecia aos olhos do homem moderno ou contemporâneo atual dominada pela vergonha por não querer sequer nominar, dizia São Paulo, certas modalidades anormais e contra a natureza do pecado contra o sexto mandamento como a masturbação ou a homossexualidade. Segue-se que o homem católico de outrora era mais refém de certos fatos corriqueiros da vida como a masturbação e a homossexualidade por não querer nem ao menos referi-los em nome de um extremo pudor.


A vergonha tomava conta, dominava e com isso o voto de ignorância e de estar-se nas trevas parecia dominar o homem de muito tempo atrás, cujo porta-voz é o rapaz sedevacante com o qual eu dialogava ontem. Ora, nada repugna mais ao homem moderno ou talvez a vocação própria do homem que deseja sempre saber, nada repugna mais ao homem desde a época do surgimento da Filosofia, apanágio do ocidente sempre progressista, que separou o homem das construções míticas e das tradições, nada repugna mais do que não poder apreender, tomar em suas mãos o real, através do conceito que é a atividade propriamente filosófica e posteriormente científica e que é a marca da modernidade ao ponto do domínio total do homem sobre o mundo infelizmente na modernidade sem mais dispor-se a interpretá-lo, compreendê-lo de forma objetiva, contudo, tem o homem o ímpeto de transformar o mundo.

 

O rapaz sedevacante extremista radical impressionou-me, percebi que naquela reposta dele em áudio pelo WhatsApp, algo tão contemporâneo, eu voltei no tempo talvez aos anos de 1910 ou de 1940. Ele, não sei se escudado por algum santo doutor em moral da Santa Igreja, culpando-me só a mim por meu pecado homossexual, entretanto, no meu caso pessoal houve no passado o meu problema de meu distúrbio mental, o transtorno bipolar, que influencia no aumento da prática sexual e como fica a ação do diabo sobre o homem para induzi-lo a pecar? Eu tenho uma inclinação, ainda que prudente, aos grupos tradicionalistas, tenho frequentado um deles em minha cidade de Belém do Pará, então, eu tendo a ter como autoridade o parecer de um sedevacante como o rapaz em questão, ele, contudo, talvez esteja errando pela própria dureza, não sei.


Uma coisa é certa, a Santa Igreja atualizou-se, aggiornou-se, ou deveria ter simplesmente abarcado e ido além, transcendido a modernidade, a época em que vivemos, conforme ensina o competentíssimo filósofo Olavo de Carvalho, pois a Igreja é a presença do eterno no tempo. E tal modernização da Igreja Santa de Cristo foi um gesto de pôr-se mesmo na pele do homem de nosso tempo e com ele a própria Igreja acabou ferida no meio do caminho, a veste branca dos papas pós-conciliares sujou-se ao aproximar-se compreensivamente dos descaminhos do pobre homem moderno ou contemporâneo. De todo o jeito eu percebo que a Igreja ganhou em ver tal homem como seu próximo, tal qual o bom samaritano, enquanto os outros rígidos e duros e incompreensivos são apenas marcados pela indiferença ao seu próprio próximo que não seja por definição algum semelhante santarrão como eles, não sabendo eles, por conseguinte, nada do amor que abrange o amor ao próximo o qual estão vendo caído no meio do caminho, então, como podem dizer que amam a Deus o qual não veem, pergunta o Apóstolo (1 São João 4, 20)?

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Heróis da liberdade ou do instinto?

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Conversando com um amigo que é protestante e como é comum em qualquer protestante ou homem comum moderno, mas em especial se ele é protestante e também os ateus eu noto que por causa do protestantismo, o primeiro alento do homem moderno, eu noto que o meu amigo e tais pessoas como ele legaram ao mundo uma perigosa banalidade e cegueira total ao mundo que é a dissolução da verdade em nome da liberdade ou seria em nome do instinto, visto que a liberdade pressupõe o conhecimento da verdade e do bem que se quer seguir, aderir livremente?


O homem moderno, a partir do protestante, estabeleceu no mundo o direito ao erro. Ele querendo ser herói da liberdade em verdade ao instinto deu direitos, deu cidadania. Um menino assim deveria dizer primeiro se o protestantismo ou o liberalismo, o socialismo ou qualquer outra ideia que ele quer aderir se ele a quer com direitos no mundo não seriam para ele, portanto, a verdade e o bem. O homem move-se pela verdade que é a notícia que a realidade dá de si e assim desperta-lhe, fecunda-lhe, dá sentido e luz ao seu pensamento.


O homem moderno é louco, vive fora de si, quer direitos ao que pode ser o erro quando o erro pode ser apenas tolerado, porque errar os homens erram, contudo mais cedo ou mais tarde se não forem débeis mentais depois que se dão conta do erro devem aderir à verdade e também ao bem. O homem moderno quer que a sua única verdade seja o seu Estado laico ateu republicano democrático e liberal onde na verdade só tal Estado em tal república é sujeito e ente de plenos direitos, porque na verdade diante do cipoal de ideias divergentes em realidade tais ideias são meramente toleradas.


Triste fim e forma tomou o mundo ocidental e que vem engolindo o oriente cismático e muçulmano em que toda a sabedoria que é a alegria na verdade está proibida não naturalmente em nome da liberdade, mas em nome do puro instinto, em nome da vontade de poder para muito além do bem e do mal, onde qualquer sensação agradável como a do viciado em drogas é mais crível do que a verdade, ainda que a mais dura, mas que sempre pode dar a mais perene e estável alegria por sua fecunda luz a guiar-nos.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

O que é a modernidade? O que é ser moderno?

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Nossa Senhora Sede da Sabedoria


O que é a modernidade? O que é ser moderno? Modernidade e ser moderno é nunca mais fazer o que um filósofo Sócrates fez que é o de abrir-se para querer saber o que são as coisas, os existentes, a realidade. O que importa para o homem moderno é o que o seu pensar exerça um domínio tal sobre o que seja o mundo que dê ao mundo existência, porém, não existência no sentido genuíno, mas existência "para o homem", "para nós", diria Immanuel Kant, ícone da filosofia moderna e contemporânea. Então, nunca mais com a modernidade pode-se ter acesso ao conhecimento, à verdade que é a informação que a realidade fornece-nos sobre ela. Enfim, no mundo moderno nunca mais pode-se ter acesso à sabedoria.

 

Que rezemos com fervor diante de uma imagem da Madona Santíssima para que Ela proteja-nos a sobretudo a nós que queremos ser filósofos, amantes da sabedoria, no final de tudo, a fim de que Nossa Senhora que é a Sede da Sabedoria, dê a nós acesso à Sabedoria que é o seu Divino Filho Jesus Cristo se a Ela formos alguma coisa de pequeno, desprezível e irrelevante aos nossos próprios olhos, mas divinamente agraciados como Maria Santíssima aos olhos de Deus, agraciados com a Luz que é o conhecimento, a Divina Verdade, a Divina Sabedoria.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Modernidade capenga

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, fala à imprensa em San Antonio de los Baños - Alexandre Meneghini - 11.jul.21/Reuters


Correu o mundo, ontem, as manifestações em Cuba, na capital Havana com a resposta vinda de seu líder Miguel Díaz-Canel em San Antonio de los Baños de que se trata de uma interferência dos Estados Unidos da América em uma guerra de tipo diferente vinda das redes sociais, o que é fato, é fato a influência das redes online e é fato a influência da América que trata a América Latina como seu quintal e mantém um embargo econômico cruel e que em nossa época de sindemia do novo coronavírus apenas agrava a situação da minúscula ilha de Cuba.


A modernidade é capenga. Enquanto Olavo de Carvalho foge do paraíso da liberdade e da prosperidade econômica capitalista selvagem americana para poder cuidar de sua saúde em nosso "comunista" e "cem por centro socialista" Sistema Único de Saúde (SUS), certos cubanos querem ser como qualquer País ocidental, liberal e capitalista. Tais cubanos assaltaram bens de consumo caros como televisores e computadores nas lojas das ruas cubanas, como alegou Díaz-Canel, não roubaram comida se estavam reclamando da falta de víveres que, aliás, em décadas de ditadura em Cuba a comida ali é racionada.


A modernidade é capenga, direita liberal e esquerda comunista não podem dar tudo aos seus governados. Sempre terá algum doente como Olavo ou alguém com muita saúde que gostaria de um computador ou um celular para assistir pornografia. Nem direita liberal e nem esquerda comunista, frutos da modernidade podem preencher o vácuo que restou ao mundo quando do surgimento dos primeiros homens modernos, os desgraçados protestantes, o homem começou a emancipar-se da verdade e da sabedoria que é ensinada pela Santa Igreja Católica Apostólica Romana restando este trapo de mundo ocidental sempre carente do necessário.


Que o mundo um dia reencontre o único necessário que é Jesus Cristo, conforme Ele mesmo disse à Marta tão atarefada e dispersa como o mundo de hoje, único necessário que é ensinado em sua Santa Igreja Católica. Cristo, o Uno que é o que há de mais inteligível e digno para a alma humana, pois as coisas deste mundo, incluindo a ditadura da opinião instaurada pela modernidade, com o seu devir não podem dar um conhecimento das ideias reais de cada coisa para uma mente que reflita.

domingo, 11 de julho de 2021

Igreja, Estado e o indivíduo e o capitalismo

Autoria: João Emiliano Martins Neto


O indivíduo reina hoje absolutamente no sólio de seu trono revolucionário. Emancipado da Igreja Católica Romana, isto é, livre das amarras de Deus, resta ao indivíduo quando não a solidão em uma multidão nos coletivos, partidos e sindicatos à esquerda, sem o rei que seria Deus e o Papa, mas somente com a sua grei autossuficiente de sua classe social trabalhadora e seguindo a sua própria lei, o indivíduo encontra-se só também à direita de forma aí absoluta, atomizado, ou segundo o protestantismo com a sua Bíblia Sagrada na mão a interpretá-la livremente à luz de uma lanterna ou em conjunto com outros em alguma seita protestante átomo solto, individualista e desconexa brigando com outras seitas protestantes. Ou resta ao indivíduo só, o capitalismo, com o seu dinheiro no bolso ou melhor dizendo, no banco, que rende a ele juros ou em outra forma de aplicação financeira mais rentável.


À esquerda e à direita o indivíduo, autor subjetivo de sua história e destino reina só, ele é sua grei, rei e lei. A sua opinião a sós ou nos coletivos de esquerda reina absoluta aplicando à sociedade o seu controle social ao arrepio do que para ele é, como dizia de forma blasfema Ciro Gomes, a ilusão da moral católica. E como também de forma mais sutil, mas da mesma forma blasfema os protestantes, primeira geração de homens modernos ou a primeira geração da revolução do indivíduo, querem os protestantes respeito à suas crenças e que se dane a religião revelada por Deus que é a Igreja Católica, o que importa para os protestantes é equiparar o erro à verdade, o erro protestante à verdade católica, os liberais não diriam melhor na busca por tolerância e no limite direitos ao erro.


Enquanto isso a realidade, a verdade, o mundo como ele é em sua verdade insiste em desmentir o jogo revolucionário do indivíduo e assim alguém acaba velho e doente ou velho ou doente e precisa do seu próximo e na modernidade resta a quem acudir o átomo humano doente ou velho? Pode restar o ingresso em alguma seita protestante que o acolherá para conseguir-lhe clientela para o seu negócio privado ou restar-lhe-á a esquerda com o seu Estado assistencialista e previdenciário. Os primeiros homens modernos protestantes e os liberais protestam, não reconhecem a esquerda como parte da família, como tendo o mesmo DNA. 

 

Olavo de Carvalho que é um liberal ataca os esquerdistas como "comunistas" com uma inveja diabólica disfarça com objetivos humanitários, palavras que ele escreveu hoje mesmo em uma rede social daqui do Brasil onde ele está tratando a sua saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) "comunista" e "cem por cento socialista", segundo ele. Na revolução do indivíduo e tal qual em qualquer revolução os seus filhos são devorados, Carvalho devora os esquerdistas querendo emancipar-se como liberal que é dos coletivos, partidos e sindicatos de esquerda, os quais perdida a dimensão do Papa e do clero divino ninguém ali tem verdadeira autoridade que legitimamente vem do Céu, assim como nas seitas evangélicas que há aos montes no mundo por tal diversidade a ideia de verdade e por isso aí também de autoridade perdeu-se, protestante adora devorar outro protestante.


A realidade expulsa pela porta, retorna pela janela e o Estado que é o corpo cuja alma é a Igreja Santa Católica, especificamente nas monarquias, ampara o indivíduo em necessidade quando o capitalismo nada pode fazer pelos débeis que não propiciam a acumulação do capital, definição de capitalismo. Carvalho é a prova disso que o indivíduo nada é sem sua grei, lei e rei, nem que tal grei seja apenas a dos homens unidos simplesmente por serem homens em uma fraternidade, conforme quer a Maçonaria e seus revolucionários, a sua lei sendo as leis escritas dos homens e o seu rei cuja escolha democrática dele que seja um rei menos apegado ao dinheiro, mas a princípios ainda que longinquamente inspirados nos reis católicos romanos de outrora, que tinham compaixão dos mais fracos, doentes e velhos.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Do particular ao universal ou a humildade como um colírio

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Em minhas orações diante no sacrário na Igreja Católica eu sempre peço a Deus que eu concretamente, de fato, verdadeiramente e na prática que eu odeie a mim mesmo, odeie a minha vida e ame sobre todas as coisas a Ele, Deus, verdade e sabedoria, o sumo bem, o universal. Pois disse Nosso Senhor Jesus Cristo que quem amar a sua vida mais do que a Ele, sabedoria e verdade feitas homem vai perdê-la.


Eu como homem sou o particular, sou o regional, o fragmento, sou um átomo e indivíduo mesmo hoje em plena revolução do indivíduo em estágio avançado, pois hoje, na contemporaneidade, o homem chega a ser empresário de si mesmo, se eu não me engano é o chamado microempreendedor individual, o MEI, e encontra-se "uberizado" em sua bicicletinha pelas ruas vendendo-se a si mesmo em forma de comida de iFood alheio a qualquer senso necessário e normal de comunidade que antes unia os trabalhadores em guildas, associações ou sindicatos. 


O grão de poeira, o grão de areia quer elevar-se a ser o todo, a ser o universal e ganhar muito dinheiro com isso, dinheiro sem o qual ele e o mundo nada é, seja, como dito "uberizado" vendendo comida de iFood, seja desde o começo da revolução do indivíduo no século XVI sendo um pastor protestante em uma seita átomo solto e desconexo em alguma esquina perdida na periferia do mundo, louco emancipado da Roma eterna dos mártires e dos santos, mestra da verdade e da sabedoria.


A humildade, o enfim desapego da mera opinião individual naturalmente irrelevante, o amor à Ciência e à Filosofia, portanto, o amor à sabedoria, o martírio, se preciso for, pela verdade e sabedoria, sendo assim um verdadeiro e grande cristão e também filósofo, sem idolatria à própria casca e aparência, sempre de pé e desprezando os olhares corruptores dos homens, é por meio da humildade que o homem obtém um colírio para ver claro e orientar a própria vontade e ação no sentido da luz, no sentido do conhecimento, no sentido do universal, e de uma generosidade que fecunde o solo árido do deserto de ideias que é o mundo atual.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

O fanatismo da esquerda e os homossexuais como seus reféns

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Print da fala intolerante de Jean Wyllys contra Eduardo Leite em uma rede social

Diante da recente assunção como homossexual praticante do atual governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), Leite assumiu-se um homossexual, cabe refletir o fanatismo da esquerda diante das reações de alguns de seus representantes como o mais notório dos homossexuais assumidos e militantes da atual cena política brasileira, o ex-deputado federal Jean Wyllys (PT) que simplesmente xingou o governador de "bicha de direita", desconfiado da atitude do governador de sair do armário, como se uma representação política homossexual fosse uma necessidade, negada pelo governador em sua fala ao dizer e deixar bem claro que ele não é um gay governador, mas um governador gay.

 

O fanatismo da esquerda não tem limites. Fanatismo político do lado sinistro do espectro que absolutiza o homem, o homem que pelo seu exercício de pensar, René Descartes isto queria, acho que pode determinar assim um mundo que se impõe, a realidade se coloca queira-se ou não. Para a esquerda é impensável que possam haver, por exemplo, homossexuais independentemente do que preconiza a sua cartilha pretensamente crítica e bem pensante.

 

A esquerda, como fruto da modernidade, tem por irmãos mais velhos os protestantes e como irmãos do meio os liberais, o que inclui os burgueses neoliberais, mas, os primeiros, os protestantes estão fora do seu alcance, junto com os liberais burgueses neoliberais, mas os três não escapam da ditadura do relativismo e da autonomia autista humana, o individualismo seja do indivíduo, seja das seitas evangélicas em discórdia individualmente umas contra as outras, seja o individualismo dos coletivos de esquerda emancipados todos em relação a Deus e à Igreja Católica Romana.

 

Os homossexuais podem entrar em tal roda viva da modernidade de liberdade divorciada da razão e da verdade se pelo menos os homossexuais não cogitarem em seguindo os bons conselhos da Igreja Católica optarem pela pureza e pela castidade, a fim de não serem reféns (reféns da esquerda) de uma época moderna como a nossa onde a ditadura da opinião da revolução promovida pelo indivíduo, lá atrás, no século XVI de Martinho Lutero, que torna a mera opinião individual naturalmente irrelevante.

A estrada bloqueada

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Desde o século XIV a estrada do esclarecimento filosófico tornou-se bloqueada. O conhecimento do universal que é o último na escala do saber tornou-se interditado no crepúsculo da grande noite em que vive o mundo que é a modernidade que teve como crepúsculo, início das trevas, a opção que foi feita pelos filósofos ou teólogos e intelectuais da época pela chamada via moderna, isto é, o que seja o universal, gêneros e espécies, tornou-se incognoscível.


A obtusidade, a incapacidade de abstração, de generalização, que é o próprio do exercício filosófico, metafísico, reflexivo, tomou conta da Europa no final da Idade Média. Um Padre apóstata, amigo dos prazeres e escravo das paixões como Leonardo Lucian Dall Osto querendo impor um historicismo na Sagrada Teologia por meio da opção dele pela nouvelle théologie, isto é, tornou-se comum no ocidente a partir do século XIV. Houve o fracasso de um filósofo ou no caso do padre: um teólogo, que é superior ao filósofo, ao assumir-se um mero historiador, vendo em tudo fatos desconexos ao longo do tempo sem daí discernir a coisa em si, a sabedoria excelsa do que seja a natureza humana como a parte mais nobre e reveladora do que seja a verdade acerca do mundo, o conhecimento do homem que somente está abaixo do conhecimento da natureza dos anjos.


A noite moderna foi avançando e no século XVII com René Descartes, o próprio pai da filosofia moderna, em nome do pensamento e a reboque do pensamento o mundo perdeu consistência existencial para somente existir, porque o homem o pensou em um delírio evidente de onipotência. No século seguinte a Descartes, finalmente, com Immanuel Kant, as trevas modernas estabilizaram-se e influenciaram os dois séculos seguintes depois da morte de Kant no ano de 1804 com a ideia de Kant da incognoscibilidade da coisa em si. O sujeito humano tornou-se absoluto sem enviar quaisquer sinais sobre si mesmo, para tanto o sujeito deve ser tomado em algum momento como objeto, para que ele possa saber-se sujeito cognoscente e organizador (tirano) da bagunça que seria o mundo, ou seja, eis aí de Kant uma profunda contradição.


A estrada do saber permanece interditada, em termos modernos ou contemporâneos, pela onipresença no mundo de uma cidade grande onde acotovelam-se em tumulto e em uma solidão incurável, em suma o império da opinião pensante ou sub pensante individual naturalmente irrelevante por si mesma, na prática por meio de uma poeira atomizada de seitas evangélicas lideradas por charlatães corifeus no mínimo acusados de serem bandidos comuns; mulheres revoltadas com o fogão, os filhos e o tanque; negros racistas; pobretões ferrados na vida invejosos, cobiçosos indo contra o décimo mandamento da lei de Deus diante de uma classe média e rica que tem mais posses do que eles; supostos transexuais psicóticos que acham que nasceram no corpo errado e outros malucos.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Contra a modernidade, contra o subjetivismo

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Homens modernos como os protestantes, os liberais e os comunistas, apegam-se ao subjetivismo como se a verdade sobre o mundo que no fim das contas é na verdade Deus, não fosse uma presença, tal qual quando, como dizemos aqui no Brasil de forma proverbial, estamos na chuva é para nos molhar, pois a água presente entre nós é evidente que tende a molhar-nos.

 

Para os homens modernos tudo é questão do homem sozinho, emancipado de Deus e da Santa Igreja Católica Romana, emancipado por fim da própria presença de alguma coisa chamada mundo, como queria René Descartes com o seu eu pensante, a fim de que o homem por si mesmo por em ordem todas as coisas. O homem por si mesmo interpreta sozinho a Bíblia Sagrada e o homem sozinho interpreta o que seja a verdade do mundo sem passar por Deus, sem passar pela Igreja Católica, sem passar, enfim, por algum critério objetivo, de fato, realista, ou seja, o mundo mesmo que sempre está sempre aí e que mais cedo ou mais tarde pedir-nos-á contas, acerca do que seja o mundo. Mas, o homem moderno, talvez por algum tipo de autismo, fica somente pelo critério subjetivo, enfim, do arbítrio, do totalitarismo da humanismo radical imanentista e da ditadura do relativismo e da opinião.

sábado, 19 de junho de 2021

A vacina e o dilúvio

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Vacina da AstraZeneca


Hoje tomei a primeira dose da vacina contra o Covid-19, da AstraZeneca. Também hoje eu conversando com uma vizinha minha um tanto fanática esquerdista eu vi o perigo de frente, a esquerda, a possibilidade de a esquerda voltar ao poder, pois hoje dia 19 de junho houveram umas manifestações mais cedo de esquerda no País. Contra tal perigo esquerdista ainda não há vacina eficaz, mas só há a frágil proteção que é Jair Messias Bolsonaro com todos os seus senões e problemas é ainda um algum bastião de liberdade e de moralidade conservadora contra o dilúvio que é a terceira geração de homens modernos que são os esquerdistas com a solidão ao homem em meio à uma multidão, ou os coletivos de esquerda, que a esquerda propõe ao mundo.


Se a primeira geração de homens modernos, os protestantes, e a segunda geração, os liberais, propõem sem dúvida alguma que a solidão do homem emancipado de Deus e de sua Santa Igreja Católica Romana, no caso dos protestantes, e emancipado do que seja a verdade e o bem em nome da liberdade, no caso dos liberais, o homem esquerdista propõe uma solidão mais sutil que é a solidão do homem em meio à uma multidão ou coletivo partidário de esquerda, também emancipado de toda legítima autoridade, seja a autoridade divina, seja a autoridade do padre. É evidente que ao fim e ao cabo os membros da horda de esquerda vão se revoltar, porque quem são, que autoridade legítima têm simples seres humanos uns em relação aos outros do coletivo a que pertencem e que não são nem Deus e nem são o padre para ditarem normas de valor absoluto já que a esquerda costuma ser agnóstica, cética e ateia?


Depois de Bolsonaro, o dilúvio, o caos esquerdista. Après moi, le déluge ou après nous, le déluge. Após Bolsonaro, Sodoma e Gomorra impondo a tirania de que não há, de fato, machos e fêmeas. Após Bolsonaro as medidas sanitárias contra os vírus a exemplo do Covid-19 sendo tomadas de forma draconiana. Após Bolsonaro, o assassinato de bebês. Após Bolsonaro a instituição do aborto e das drogas. Após Bolsonaro, os primeiros homens modernos que são os protestantes finalmente tirando a máscara e renunciando à toda moralidade cristã, finalmente assumindo que na verdade não são nada crentes, mas grandes e verdadeiros descrentes e assumindo a tirania da própria opinião e tratando a Bíblia Sagrada como apenas um livro qualquer, um best-seller qualquer.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

A coragem e terapia do sedevacantismo

Autoria: João Emiliano Martins Neto


"A ira de Deus se manifesta do alto do céu contra toda a impiedade e perversidade dos homens, que pela injustiça aprisionam a verdade." (Romanos 1, 18)

 

Eu acho que cabe muito bem o sedevacantismo a quem já chama de simplesmente Bergoglio a Francisco, o Santo Padre. Dom Carlo Maria Viganò é um dos maiores senão o maior atualmente, a pela linguagem romper com o Santo Padre ao chamá-lo pelo nome Bergoglio. Seria melhor assumir de uma vez o sedevacantismo, é muito mais coerente e talvez uma prova de uma coragem absolutamente terapêutica diante da crise terrível atual na Santa Igreja Católica Apostólica Romana, até porque quem teve uma boa formação catequética há de convir que mesmo um fiel leigo pode criticar e até romper com os seus sagrados pastores e o Santo Padre se eles tornam-se heréticos, apóstatas ou cismáticos, porque se formos esperar uma confirmação oficial do erro, para que serviria, então, o ensino do catecismo? Vamos esperar uma confirmação oficial e ser arrastados pelo erro?

 

Evidentemente com o Concílio Ecumênico Vaticano II houve uma traição do alto clero à Igreja Católica Romana de mais de 2000 anos, há erros em tal Concílio que são clamorosos. São Roberto Belarmino, doutor da Santa Igreja, dizia que poderíamos resistir à um Romano Pontífice que erra. Há um santo que foge-me agora o nome que resistiu a um Papa da época dele e São João Bosco resistiu ao Papa Beato Pio IX quando ele estava na fase liberal dele. São João deu um viva ao Papa, isto é, à instituição divina do papado e não ao Papa em questão Pio IX em sua fase na época equivocada, liberal.

 

São João Bosco poderia ser chamado de cismático por não reconhecer aquele Pio IX de sua época liberal? Os sedevacantes são muito chamados de cismáticos, mas é um erro, pois reconhece-se a instituição e direito divino do papado, a questão é que tanto na época de São João quanto hoje o Papa sumiu ou pelo menos tornou-se precaríssimo em sua jurisdição. Um cismático é como os ortodoxos que não reconhecem o papado, um sedevacante apenas constata uma ausência, a ausência do Romano Pontífice que infelizmente com o Vaticano II sucumbiu à modernidade ou contemporaneidade que começou no século XVI e que nos nossos dias líquidos não reconhece nada como estável e certo, mas somente reconhece a autoridade do indivíduo com sua Bíblia Sagrada a examiná-la e interpretá-la livremente ou hoje já sem nem mesmo isso, mas a dar ao que seja o mundo o conceito tirado do nada que amanhã vai se liquefazer, pois não há mais correspondência intrínseca das palavras com as coisas.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

A doutrina invisível

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu estava conversando com um sujeito nas últimas semanas, um funcionário de uma garagem do meu condomínio, tentando convertê-lo para o catolicismo romano e o sujeito finalmente disse-me que não é "doutrinado" por ninguém, nem por pastor, nem por ninguém. No entanto, a doutrina dele é inteiramente a doutrina protestante da sola Scriptura, onde somente a Bíblia Sagrada é, para usar um termo bem abstrato ou filosófico, a verdade sobre o mundo ou para usar um termo cristão, é a autoridade máxima em fé e doutrina para os protestantes, para a igreja protestante.


Ou seja, o cara inconscientemente: achando-se muito senhor do próprio nariz, livre, mas segue a doutrina invisível para os idiotas como ele moderna máxima em que a autoridade sobre o que seja a verdade do mundo, usando novamente um termo filosófico, é na verdade ele mesmo capaz de aplicar o próprio pensamento individual, atomizado, fragmentado e relativista a algo como a Bíblia e na medida em que a modernidade avançou até os nossos dias, tal indivíduo está livre da Bíblia que já não é para os protestantes mais avançados atuais que são os liberais senão um best-seller, um livro famoso qualquer escrito por meros homens.


Em seguida o idiota repetiu para mim a cantilena enfadonha protestante que é o pessimismo antropológico extremado de achar que tudo o que parte dos homens é ruim, filosoficamente dir-se-ia, a negação da analogia do ente bem presente na carta de São Paulo aos romanos, capítulo 1 e versículo 20. Contudo, a própria Bíblia de Gênesis até o fim diz que o homem é algo que Deus criou, junto com toda a criação, e que são coisas boas e muito boas. A sombra de São Pedro curava, os lenços que São Paulo usava para limpar a boca curavam. Jesus Cristo mesmo é Deus feito homem, então, onde que o homem é algo de tão depreciado? Loucuras protestantes para séculos mais tarde ser dito por Immanuel Kant de que o homem não pode conhecer a coisa em si, a verdade, a essência das coisas, tudo isso sob um manto de piedade.


O Brasil sempre foi um território com uma massa de gente ignorante em peso, mas agora a ignorância chegou a um ponto que ignora-se a ignorância, pois em um Brasil finalmente ingressando na modernidade ao tornar-se em massa protestante vai passar a ignorar a própria ignorância da maneira mais radical, porque a modernidade é inteiramente a ingratidão e a cegueira do homem que querendo emancipar-se, livrar-se de ser católico romano com isso duvida do mundo, duvida de pastores e mestres, duvida do Papa e inclusive duvida da autoridade de seus próprios pastores protestantes, os quais nem mesmo reclamam para si alguma autoridade, por fim, descrê da autoridade divina da própria Bíblia Sagrada, e acaba em um mundo cujo senhor é o indivíduo atomizado, fragmentado, em seu subjetivismo, absolutamente só sendo para si mesmo a sua grei, a sua lei e o seu rei.

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