Pesquisar este blog
Postagem em destaque
O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Fé (somente?) em Jesus Cristo (poema cristão)
sábado, 18 de abril de 2026
Quase um luterano (soneto cristão)
segunda-feira, 7 de agosto de 2023
A transfiguração do Senhor e a minha (suposta) transfiguração
Autoria: João Emiliano Martins Neto
A transfiguração do Senhor é a preparação para o Calvário. A Santa Igreja Romana celebrou no dia de ontem a festa relembrando de quando o Senhor Jesus Cristo brilhou no monte santo do Tabor, a glória divina de realizar nele e nos seus verdadeiros e grandes santos a felicidade e esplendor do cumprimento dos mandamentos divinos representados na pessoa de Moisés que apareceu ao lado dele no monte e a glória, esplendor e santidade dos profetas antigos que cumpriram ao preço até do próprio sangue assasinados que eles foram pelos pérfidos judeus na pessoa da aparição de Santo Elias no referido monte.
sábado, 17 de junho de 2023
Evangélicos, os cães sarnentos de rua da Igreja Católica
Autoria: João Emiliano Martins Neto
Na postagem passada eu falava de um demônio entidade ou talvez orixá da macumba da Umbanda, Catimbó e Candomblé que é o Zé Pelintra, nume entronizado nas sarjetas dos malandros. Eu não raro em minhas farras etílicas com catuaba e na prática do esporte (homossexualismo) acabo bem próximo dos pés de tal anti-santo. E eu falava do fanatismo dos evangélicos protestantes contra estas falsas religiões idólatras.
Evangélicos ou evanjegues são medíocres, são fanáticos, são loucos, que o diga o nume padroeiro deles, João Calvino, que em Genebra (Suíça) exigia que ninguém ali usasse roupas coloridas, que ninguém risse e proibiu as bebidas alcoólicas. Evangélicos, os cães sarnentos da Igreja Católica, podem ser usados para afugentar a idolatria dos demônios dos negros ou de qualquer raça que não tenha como Soberana a Virgem Maria, visto que eles depredam terreiros de macumba e sortilégios e já os destroem tarde.
Mas, será preciso mais cedo ou mais tarde afugentar aos malucos protestantes, também. Será preciso que um dia, nós, católicos viremos homens e depredemos e fisicamente ponhamos fogo até aos prédios recheados de demônios de suas seitas, mesmo que tal atitude seja criminosa segundo as leis do Estado laico que se acha maior do que Deus, visto que Deus é blasfemado nas seitas protestantes evanjegues onde é ensinada a falsidade que é a doutrina central protestante da justificação somente pela fé, sola fide, sem o concurso das boas obras. Tal doutrina que se configura em uma presunção e pecado contra o Espírito Santo que os líderes falsos pastores deles que quando são profundamente bandidos percebem a malícia desta doutrina da sola fide e se tornam ainda mais bandidos do que o são. Sola fide que é o articulus stantis et cadentis ecclesiae, é o artigo da falta de fé protestante que mantém as seitas deles de pé ou as fazem cair.
domingo, 19 de junho de 2022
Aniversário da Assembleia de Satanás
Autoria: João Emiliano Martins Neto
Ontem foi dia do aniversário daquela seita maldita que os idiotas induzidos por psicopatas ou pelo menos acusados de serem bandidos comuns chamam de Assembleia de Deus. Os suecos fanáticos Gunnar Vingren e Daniel Berg chegaram - infelizmente - aqui à minha cidade há 111 anos atrás depois que talvez por loucura e fanatismo ou por causa talvez do bafo de mau hálito do capeta disse para eles virem para o Estado do Pará. A "revelação" dizia "Para", eles acharam que se tratava do distante e remoto Estado do Pará no qual eu vivo. Quem sabe algum lampejo de consciência diante do fanatismo desses escandinavos poderia ter dito a eles, "Para.", alguma coisa indicando "parar para pensar", não seja louco. Também de forma sobrenatural e extraordinária seria possível que algum bom santo anjo, espírito celeste, quisesse dizer "Para!", "Para é volta para a Igreja Católica, seu evanjegue!"
A seita é dirigida desde o ano de 1997 por um psicopata, charlatão, acusado de lavagem de dinheiro e réu em fraude trabalhista e administrativa chamado Samuel Câmara. Eu tive a alegria e glória de xingá-lo de bandido na cara e ele saiu correndo da minha frente como um rato que ele é de fato o é, depois que eu descobri pela maravilhosa internet onde só um morador de Marte pode esconder-se, a internet tem a vida ou a capivara de todos nós, eu descobri que a Polícia Federal na sua maior operação na década de 2000 para pegar as lavadeiras de capitais, a Operação Farol da Colina fruto da comissão parlamentar de inquérito do Banestado do parlamento brasileiro que investigava as chamadas contas CC5. O cara ficava do púlpito xingado-me de doido, porque eu estava muito mal mentalmente à época, final dos anos 2000 e começo dos anos 2010. Ele mobilizou a seita maldita, pocilga, aquele prostíbulo, inteiro dele, para piorar a holding multimilionária dele, Boas Novas, transmitiu a minha debilidade urbi et orbi pelo meios de comunicação. Ele mobilizou um exército para atacar-me, então, eu disse em uma ocasião em que um ex-presidiário, auto-proclamado pastor, veio perguntar sobre a minha saúde, eu disse, Câmara estava por perto, "mas eu não sou bandido". Pode xingar-me de doido, e na época eu falhei de não querer submeter-me ao necessário tratamento, contudo, não podem xingar-me de bandido, pois bandido é o pastor com cabeça de melão deles.
Câmara já blasfemou, xingou aos gritos histéricos e furiosos - gritos histéricos (pleonasmo vicioso) e furiosos é o que resta de uma falsa religião diabólica baseada nos sentimentos como a protestante onde a fé e só a fé (sola fide) sem qualquer entendimento racional é tudo - a Jesus Cristo de doido ao pregar em torno do evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus, capítulo 8 e versos de 5 a 13. No versículo 7 o Senhor dispôs-se a imeditamente curar o servo do centurião, o bandido Câmara, então, na intepretação freestyle protestante achou que o Cristo estaria louco, deve ter achado que fosse uma atitude intempestiva do Salvador. Citando Apocalipse 3, 16, o bandido Câmara, eu presente na plateia, vomitou cocô pela boca dizendo que a seita maldita dele aqui em Belém é igreja de Laodiceia, isto é, que é rica, faz bons negócios e de nada necessita, nem mesmo de Deus.
Enfim, foi aniversário da seita, da Assembleia de Satanás, a primeira do mundo aqui na capital do Pará, no norte do Brasil. Que Deus tenha misericórdia de tantos idiotas, imbecis e ingênuos que caem nas garras deste Samuel Câmara, há outros Brasil afora, Edir Macedo, Valdemiro Santiago, R.R Soares ou Silas Malafaia que caem na lábia desses malditos farsantes que usam da boa fé do povo para conseguirem muito dinheiro e sobretudo poder.
quinta-feira, 31 de março de 2022
O mundo mau
Autoria: João Emiliano Martins Neto
![]() |
| Michelle Bolsonaro |
Eu achei interessante por ilustrar o mundo mau e sombrio que o protestantismo pinta do que seja o mundo um artigo recente de Hélio Schwartsman na Folha de S.Paulo em que ele identifica bem o significado literal de ética e moral que é costume com o que Michelle Bolsonaro, a primeira-dama, chama de "pessoa honesta, e justa, e fiel, e leal" ao se referir ao ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, exonerado nesta segunda-feira, após denúncias de que o Ministério da Educação (MEC) transformou-se em sua gestão em uma balcão de negócios para que dois pastores evangélicos, Gilmar Santos e Arílton Moura, até mesmo cobrassem, foi o caso do pastor Gilmar, propina de prefeitos para ceder-lhes verbas federais, a propina exigida era a fortuna de um quilo de ouro.
É o mundo mau, totalmente depravado que é a visão de mundo e antropológica que os protestantes tem é que faz com que talvez muito naturalmente Michelle Bolsonaro veja como a ética e moral, o costume, de seu secto a conduta do ex-ministro Ribeiro, uma conduta "honesta, e justa, e fiel, e leal". É o costume protestante, possivelmente, que todos eles na prática sejam pessoas muito ruins, que o diga o monge louco Martinho Lutero que admitia suas bebedeiras e ociosidades, ao contrário do testemunho dos santos que é o de, sim, se for o caso admiti-las, entretanto, de o de tentar vencer suas más tendências, além de Lutero ter aconselhado ao seu amigo e colaborador Filipe Melâncton que ele pecasse com força, "Peca, peca fortiter sed crede fortius", porque tu vás ser sempre pecador, miserável, mas, terás só a fé, sola fide, que te sustente, explicou bem o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, que é um extremista de direita e teórico da conspiração que ajudou a que este governo Bolsonaro chegasse ao poder.
De fato, no mundo mau protestante o que há é que este mundo não tem quaisquer qualidades, protestantes não admitem a chamada analogia do ente (Romanos 1, 20). Qualidades de bem, verdade e beleza, é tudo terra arrasada, é um mundo em ruínas e em escombros. O filósofo Hegel, lembra Olavo de Carvalho, outro louco extremista, ao falar dos membros da Escola de Frankfurt, dizia algo que calou fundo nas mentes dos filósofos frankfurtianos de que o mundo é algo assim ao longo de sua história, ruínas. Se não há qualidades, se tudo é mau, se só a fé cega e morta protestante, porque sem obras, há de sustentar o homem, por que não será hábito do protestante ser capaz das maiores maldades e atrocidades?
domingo, 15 de agosto de 2021
No tempo do aggiornamento (parte 2)
Autoria: João Emiliano Martins Neto
![]() |
| Concílio Ecumênico Vaticano II |
Com todos os problemas causados pelo Concílio Ecumênico Vaticano II e seu aggiornamento, atualização da fé cristã querida pelo Santo Padre, o Papa São João XXIII, sobretudo no que se refere a dar-se direitos ao que é considerado o erro, às falsas religiões e às heresias, à elas dar direitos políticos, por exemplo, apesar de que antigamente havia uma certa inclinação à uma ditadura católica foi vetada e houve uma busca de uma maior compreensão à tradições espirituais mais antigas que a própria Igreja Católica, mas tal aggiornamento pode ser percebido na própria pele de quem com os cristãos, sobretudo os pobres e todos os que sofrem, compartilham com os cristãos as mesmas alegrias e esperanças, sofrimentos e angústias, ensina o Santo Padre, o Papa São Paulo VI.
Eu percebo na minha própria pele o quanto foi interessante tal aggiornamento, vivemos no tempo do aggiornamento, que é quando eu medito sobre a ideia protestante da justificação somente pela fé (sola fide) e talvez seja a fé que não pressupõe trabalho (Romanos 4, 5) a própria sabedoria e gênio do cristianismo e hoje, graças a Deus, há um ecumenismo mais franco e aberto por parte da Igreja. Ou também quando vou confessar algum pecado contra o sexto mandamento que diz para não pecar-se contra a castidade, eu percebo o quanto os padres preocupam-se não só como o pecado contra Deus, o que é o principal, a ofensa a Deus, pois Deus deve ser amado sobre todas as coisas, mas também o quanto o pecado é um mal, por exemplo, o pecado contra a castidade, é fruto de uma afetividade e emoções enfermas, feridas, é algo que conduz a um desgaste pessoal, disse certa vez para mim um padre confessor.
Uma tal compreensão, a dureza e rigidez tradicionalista não tem muita percepção, cabeça e inteligência para percebê-lo, eles já deram prova disso muitas vezes, porque movidos as vezes por um fanatismo, são obcecados, ou movidos por um senso comum acham tudo um mar calmo de evidências. Deixando de levar em conta que o que é verdade, tem que ser verdade "para mim", também, ao juízo de quem percebe a verdade e vive todo o drama humano da verdade, já que de todas as criaturas visíveis sobre a Terra somente o homem conhece a verdade tanto subjetivamente quanto objetividade, e sem querer aqui descartar a objetividade e transcendência da verdade para não cair no agnosticismo moderno.
Este é o tempo do aggiornamento, onde, por exemplo, o drama da Igreja na Alemanha pode ser compreendido como diante do pecado que é a homossexualidade que equivocadamente os padres ali querem abençoar os pares homossexuais, contudo, em tal tempo de atualização da fé cristã e católica, os que certamente sofrem e vivem angustiados tal qual os gays, os pobres que são gente como eles, como nós, gays, pois eu também sou gay, entretanto, não mais praticante, graças a Deus. Mas, nossos sofrimentos e angústias ao lado de todos os pobres a exemplo dos atuais trabalhadores uberizados vendedores de iFood e Rappi precarizados sem nenhum direito trabalhista, todavia, nós compartilhamos nossas dores com as alegrias e esperanças dos cristãos, ensina a Santa Igreja aggiornata atual.
O drama de todos os que sofrem e vivem angustiados diante da verdade de um mundo que um dia revoltou-se com Adão contra o seu próprio Deus, e restou ferido por criminosos e caído à beira do caminho ao descer de Jerusalém para Jericó, nós, todos sofredores e também nós, os doentes, no caso a minha doença é doença mental, graças a Deus que temos na Santa Igreja Católica sobretudo a atual do tempo do aggiornamento, temos por meio da Igreja a Jesus Cristo, o bom samaritano, para socorrer-nos.
sexta-feira, 12 de março de 2021
O vulcão e o cego
Autoria: João Emiliano Martins Neto
Há um vulcão adormecido em toda esta questão política em que vive o Brasil, que em seguida falarei. Bem mostra o grande filósofo Paulo Ghiraldelli Júnior, que a questão política hodierna brasileira seria de uma falsa polarização entre uma direita e esquerda, porque na verdade somente os ricos ou super ricos é que vem ganhando há pelo menos mais de uma década, desde o governo Lula e hoje mais ainda com o governo Bolsonaro, com a não regulação do mercado financeiro e com isso a agiotagem oficial do bancos que lucram com os juros causam o empobrecimento da nação brasileira pela desindustrialização. Mas, o tal vulcão é a perda da fé cristã no afastamento das pessoas da Igreja Católica indo ingressar nas igrejas evangélicas cuja ideia de cristianismo é monstruosa ao acharem, isto desde Martinho Lutero, que a mera inclinação para o pecado já é pecado.
Tal vulcão, hoje adormecido, cuja lava em seu núcleo radica-se no ódio a Deus como se Deus fosse mal e também capaz de qualquer loucura e só restaria com tudo isso a fé, sola fide e uma sola fide incurável, pois nem mesmo o solus Christus protestante poderia sanar, visto que se o Cristo é Deus, logo, Ele é tão capaz do mal quanto o Pai e o Espírito Santo. A fé em sua solidão e em seu exclusivismo parece evidente que é a fé na fé ou a fé reflexiva: antropocêntrica de Lutero para que o homem pudesse fazer frente a um tal Deus capaz de chamar o mal de bem e vice-versa, o que separa para sempre a fé da razão, a Teologia da Filosofia. Esta lava deste vulcão é constituída da raiz de amargura que há no homem que adere à tal decadência histórica da humanidade, que adere às ideias protestantes e com isso a um itinerário moderno de descolamento do homem, depois com René Descartes chamado de eu, em relação ao mundo pensando-se que o homem, o eu, não fosse parte do mundo, um mundo onde bem e mal não são substanciais. Contudo, é evidente que eu entendo que o eu pensante que é alguma coisa que pensa, res cogitans, por ser consciente tem uma nobreza maior como existente do que os seres inanimados ou animados, mas irracionais e inferiores. Porém, tais coisas, o mundo, enfim, existe, sim.
O não entendimento de que o homem é capaz de Deus, é capaz de pensar e refletir sobre Deus, o Deus sob a névoa de maldade que Lutero tinha em mente, começa daí um acúmulo de ódio à verdade e à sabedoria, o desprezo ao mundo das ideias que possibilita o conhecimento das coisas singulares, passageiras e sensíveis deste mundo, que é o núcleo que ninguém toca em meio aos debates políticos da atualidade brasileira que é herdeira das mudanças liberais, modernas, protestantes e socialistas da Europa.
Nisso tudo, em tal voragem há o cego, o cego é o cristão, é a Igreja Católica e as demais igrejas cristãs ocidentais: protestantes que esqueceram-se do mundo de irmãos sem fronteiras de nações, raças e culturas ou gênero, o mundo da partilha, o mundo comunista cristão que com toda a força do que é evidente os primeiros cristãos ao lado dos apóstolos viviam, onde, como queria o materialista e apóstata Karl Marx, de cada um conforme a sua capacidade e a cada um conforme a sua necessidade. O cego quando leu a Bíblia Sagrada ao longo de mais de dois milênios de cristianismo ao ler o Livro esqueceu-se de tal mundo de irmãos e apegou-se à hierarquia eclesiástica pela hierarquia sem atinar que o próprio Papa, o topo de tal hierarquia, é o Servo dos servos de Deus. O cego preferiu a simonia e preferiu a tibieza, a mornidão, e largou pelo menos um milênio de influência cristã no mundo o povo na mais crassa miséria, exposto à fome, às epidemias e ao desleixo pastoral que culminou com a Reforma Protestante por meio de um monge perturbado, Martinho Lutero, aterrorizado por uma religião cruel cujo monarca e rei, Deus, seria um tirano severo e não um Salvador.
Séculos de opressão sobre o povo, até hoje, mas na Idade Média que explodiam em jacqueries, as revoltas camponesas, e a miséria sendo idealizada pelo cego que não conseguia ler Atos dos apóstolos 2, 44, 45; 4, 32-37, onde está exposto o programa social, político e econômico cristão, o comunismo cristão, o cego foi contribuindo para o vulcão hoje adormecido no Brasil e digo adormecido, ainda, porque falta para que ele acorde que os protestantes se deem conta do erro em que labutam, erro de relativismo, fruto de sua heresia, e que também chama o Cristo de mentiroso, porque se a Igreja Católica falhou tal qual querem os protestantes, por conseguinte as portas do inferno teriam prevalecido contra a Igreja para eles fundarem as suas seitas. Resta, claro, que Jesus era um falsário e todo protestante é lá no fundo um liberal, um apóstata.
Eis, por fim, um debate interessante a se fazer observando a questão da que seria a verdadeira religião, católica romana, se Jesus Cristo não mentiu ou se enganou e se a fé não deve divorciar-se da razão, e a cegueira e omissão de todos os cristãos diante da necessidade de justiça social e igualdade se queremos um mundo de irmãos e se almejamos um debate político interessante e fecundo sobre as bases de nossa civilização, a fim de extinguir de vez este vulcão e curar a cegueira.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
O dedo na ferida teológica e histórica
Autoria: João Emiliano Martins Neto
Eu aprendi em algo tão humano e que aborda unicamente de forma humana o mundo como a Filosofia, aprendi com o filósofo Luiz Felipe Pondé que intelectualmente a gente só deve tratar com o que verdadeiramente tira-nos o sono. De longe o tema da justificação do homem se é somente pela fé ou se é por fé e somadas às boas obras é algo que tira-me o sono, perturbação típica de quem quer um cristianismo com a cabeça no lugar: lúcido, e sobretudo hoje que eu venho interessando-me em estudar a Sagrada Teologia na faculdade, a Sagrada Teologia que é um passo além da limitada abordagem natural filosófica, porém rumo e levando-se em conta o sobrenatural, a divindade.
A questão da justificação se é somente pela fé ou se é por fé e obras causou uma das revoluções mais formidáveis no mundo que foi a Reforma Protestante, ou talvez a revolução por excelência, inspirando algo do céu, não obstante os erros dos reformadores, à terra, porque depois da mesma como raiz o homem moderno com o seu eu livre e consciente, porque dubitativo pôde erguer-se rumo às outras subsequentes revoluções que bem ou mal libertaram o homem e mudaram a face do mundo até hoje que são a Revolução Francesa de 1789, cuja raiz mesma libertária encontra-se na Revolução Americana de 1776 cuja alma é cristã protestante e a Revolução Russa de 1917 contestadas de forma rançosa e odienta apenas por grotões insignificantes como o Brasil.
De longe a questão da justificação tira-me o sono e faz-me oscilar entre Roma e Wittemberg na Alemanha. Como não interpretar claramente em Romanos 4, 5 com a ideia luterana da justificação somente pela fé, a sola fide, quando lê-se o que escreveu São Paulo: "ei vero qui NON OPERATUR credenti autem in eum qui justificat impium reputatur FIDES EJUS ad justitiam". NON OPERATUR e FIDES EJUS, se isso não é sola fide o que será? A fé não demonstra-se aí suficiente para salvar e no próprio sacramento da penitência da Santa Madre Igreja Católica Romana o que se exige mais para salvar o homem, apesar das penas meramente temporais, senão a fé em Jesus Cristo com a consequente confissão dos pecados e absolvição do padre? Como fica Romanos 1, 17 em que São Paulo escreveu: "Justitia enim Dei eo revelatur EX FIDE IN FIDEM sicut scriptum est JUSTUS AUTEM EX FIDE VIVIT." Ora, EX FIDE IN FIDEM é de matar, quer dizer traduzindo-se DE FÉ EM FÉ, fé do princípio ao fim é exigida ao homem, onde entrariam as obras? Talvez, claro, o que se poderia chamar de "obras" entrariam na disposição do coração do homem em servir a Deus e aos homens não sendo, então, uma fé meramente passiva e intelectual, apesar de que em alguns casos não reste ao crente mais nenhuma ação piedosa a não ser a inclinação íntima do coração invisível ao mundo, palco dos fariseus orgulhosos e hipócritas, rumo ao coração sagrado do Cristo.
A liberdade do homem, o homem depois amadurecido na modernidade com o seu eu em dúvida de tudo e que com isso tem uma relação pessoal, existencial, com o mundo e não como uma mera peça de um mecanismo e maquinário cósmico, o homem consciente de si, o homem moderno, repetindo, evidentemente que nasceu com Jesus Cristo com o qual o homem tem uma relação pessoal pela fé salvadora que pessoalmente entre o fiel e o Cristo tal fé pessoal, muitas vezes invisível do palco do mundo, e relacionamento pessoal foi a cura e libertação de tantas pessoas que encontraram e encontram o Cristo em suas vidas e Ele os curou até aos dias de hoje.
As revoluções que se seguiram à formidável revolução que foi a Reforma Protestante do século XVI por cruéis que tenham sido desarraigaram de uma vez por todas o homem daquele mesmo maquinário e mecanismo cósmico que um dia um homem livre e crítico, Sócrates, foi vítima de tal maquinário e a ele submeteu-se que era a pólis ateniense, mas Sócrates era um homem de sua época, contudo algo de moderno nele havia e ainda era muito incipiente. Na Revolução Russa de 1917 tão execrada pelos fascistas e nazistas de classe média dos tempos atuais livrou um povo como o russo e depois os ucranianos de serem peças do referido maquinário em seus territórios da Europa do leste que viviam sob o guante, as chicotadas, de um governante, o Czar e os ricos kulaks, que os reduziam à servidão feudal que na Europa do oeste séculos antes causara tanta opressão, epidemias, fome e pesada tributação para engordar os governantes eclesiásticos balofos da Igreja Católica e do Sacro Império Romano-Germânico.
Tais revoluções desde a protestante, incluindo-se a socrática em Atenas, passando pela francesa até a russa, e hoje a revolução nos costumes sexuais como a revolução homossexual e de gênero, bem ou mal no caso da francesa e da russa e dessas últimas, com todos os seus senões, livraram a consciência humana dando-lhe o direito de o que seja a verdade, ser verdade para o sujeito, para mim, algo biográfico e encarnado, enfim, para um mundo de homens, a criatura mais nobre que Deus pôs sobre a terra e que Deus a ama por si mesma. A verdade é algo vivido pessoalmente e crido de pessoa para pessoa, de coração para coração, o relacionamento de Jesus, o Cristo, a própria verdade (João 14, 6) com o homem para o horror e o desespero dos fariseus de todos tempos que são parafusos, pregos e peças do referido mecanismo geringonça cósmica, cuja justiça injusta, além de hipócrita, o Cristo disse a quem O seguia que a justiça deles deveria exceder e muito a dos escritas e fariseus (Mateus 5, 20).
domingo, 3 de janeiro de 2021
Teologia ou ideologia?
Autoria: João Emiliano Martins Neto
Resumo: Uma reflexão minha sobre o que seja a Teologia que é um estudo a serviço da verdade e não do poder sem nenhum pudor.
Se Deus me permitir, no final deste ano da graça de 2021 eu hei de ingressar no curso de Teologia da Faculdade Católica de Belém (Facbel) que é ligada à Arquidiocese de minha cidade de Belém, a capital do Estado do Pará.
Eu gostaria de refletir, aqui, caro amigo leitor, sobre se a Teologia pode confundir-se à uma ideologia que é a falsa consciência, o vestido transparente de ideias que inutilmente cobre o ridículo rei nu que quer o poder total, entretanto, não consegue ter poder nem sobre si mesmo para evitar o ridículo de estar nu e que para isso faz uso de meras narrativas, discursos falsamente brilhantes a fim de manter-se no poder. Depois de anos interessado em Filosofia que é uma ciência que começou em seus primórdios como uma crítica à religião estabelecida, isto é, como um movimento que se poderia dizer iluminista por ser crítico ao fazer uso da razão humana a fim de se entender o mundo e não usar do recurso ao divino ou da mágica, diriam os ateus caluniosamente; depois desse tempo todo de humanismo e laicidade próprios da Filosofia eu voltei-me para o estudo da ciência sagrada. Bom, mas a ciência do Sagrado não precisa ser de forma alguma algo que não seja um exame crítico, ainda que atrelado ao que Deus revelou que não é discutido, assim como o filósofo e o cientista, respectivamente, não discutem o fundamental que é a razão e as suas pesquisas empíricas de laboratório. A Teologia não precisa ser ideologia, um mero discurso para manter-se no poder uma casta sacerdotal corrupta e ignóbil, contudo a Teologia como um falar a partir de Deus, diria o grande Karl Barth, é a Teologia o entendimento racional do conteúdo do que seja o Sagrado que é tudo o que é separado para o serviço divino, para que a Deus seja dada toda honra e glória.
No caso da Teologia em sentido estrito que é o estudo do cristianismo, eu acho interessante as conclusões teológicas fecundas que há na liberdade, apesar das divisões, do protestantismo. Ideias fecundas e interessantes como a luterana da justificação do homem somente pela fé ou o calvinismo com sua teologia da expiação em que o Senhor Jesus Cristo teria morrido somente pelos eleitos. No catolicismo a questão da obediência ao clero e a manutenção da unidade eclesial podem calar ou ao menos obliterar a intuição ou dedução do que seja a verdade teológica, mas tudo bem, é evidente que para nós, católicos, o Espírito Santo que é fundamental para o teólogo e para os cristãos, em geral, age de maneira privilegiada e infalível no Santo Padre, o Papa, porque ele detém as chaves. Contudo, dizendo com Galileu Galilei que a Terra se move, de fato, ela se move e o próprio Galilei que fora condenado em sua época, hoje a Igreja Católica mesma reconhece o erro que cometeu contra o pensamento.
Os teólogos devem afirmar e reafirmar a Teologia como Teologia, jamais ideologia. A Teologia como um dizer algo acerca de Deus, a partir de Deus, tendo o Espírito Santo como guia, e, sim, para nós, católicos, o Papa é o porta-voz privilegiado do Espírito Santo, por isso o doce Cristo aqui na terra que é o Papa jamais em nome da unidade que pressupõe a verdade que é o Cristo manso e humilde de coração quererá à força, logo, com violência e orgulho forçar nos estudos teológicos e também para os simples fiéis o que seja a mentira que tem pernas curtas, mais cedo ou mais tarde cairá.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
Eu, um cripto-luterano?
Autoria: João Emiliano Martins Neto
Resumo: Fanáticos já disseram que eu sou um cripto-marxista outros podem pensar que eu sou um cripto-luterano ou cripto-protestante, mas que fique claro que eu sou alguém que busca o esclarecimento e no artigo abaixo eu procuro explicar isso melhor.
Seria eu um cripto-luterano, um luterano disfarçado de católico romano? Bom, meu caro leitor, um dos temas ao lado da questão política moderna relacionada à direita e à esquerda e suas disputas hoje tão polarizadas e fanatizadas no Brasil e no mundo, também ao lado da questão da homossexualidade que de longe é um dos assuntos que mais me aflige. Mas, a questão do luteranismo, isto é, a questão da justificação do homem se é somente pela fé (sola fide) ou se é por fé e obras que é tal questão o olho do furacão, princípio da Reforma Protestante do século XVI e é a sola fide, o artigo que mantém a igreja protestante de pé ou a faz cair. Poderia também a Reforma Protestante chamar-se de reforma luterana, iniciada por aquela figura ímpar que foi o Doutor Martinho Lutero, o qual eu costumo pensar que foi um homem que viveu o cristianismo mais do que teve o cristianismo como um adorno externo pessoal como quem usa um cordão ou um broche em forma de cruz, mas sem atinar para o fato que a cruz é o símbolo de um instrumento antigo de tortura e morte onde o Cristo pagou pelos pecados dos homens e os salvou ou sem atentar que ser simplesmente obediente como signo do que se seja ser cristão em nada difere da conduta simplesmente obediente dos pagãos ou dos judeus ou dos muçulmanos e ai deles se não o forem obedientes, sobretudo os muçulmanos, visto que as divindades pagãs e o judaísmo, muito menos no Islã, não salvam ou não justificam ninguém, não quitam o karma, diriam os orientais, por ninguém, contudo querem apenas serviçais tais divindades e no judaísmo mal compreendido que resulta em judeus que até hoje não aceitam o Cristo como o Messias predito desde Moisés, na Lei, nos escritos dos salmos e pelos profetas. Mas, é a questão luterana algo que toca-me profundamente, porque eu percebo que com o luteranismo, com Lutero fica esclarecido quem o Cristo Jesus é, de fato. Quem Ele é? O Cristo é o Salvador. O Cristo como manifestação gloriosa da graça de Deus é algo que é graça, realmente, e se é graça, é de graça não podendo o homem merecer algo com a graça que é o que ensina a Igreja Católica sem a menor sombra de dúvida em suas decisões conciliares desde Trento e no Catecismo atual de 1992.
É algo que toca-me, é algo que mexe comigo a questão da justificação, porque é fato o que disse São Paulo em Romanos 4, 5 que escreveu que aquele que não trabalha, mas confia em quem justifica o ímpio que essa sua confiança lhe é levada em conta de justiça. Ora, não trabalhar é não trabalhar, não pode ser outra coisa, enquanto a Igreja Católica prega e espera outra coisa que é um tipo de graça estranha em que as boas obras são o preço para adquirir-se mais graça, como pode algo assim? Outro trecho bíblico que impressiona-me não sem antes ter impressionado e esclarecido o excelentíssimo e inspirador Martinho Lutero em seu gabinete humilde e à luz de velas é a perícope de Romanos 1, 17, onde está escrito que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, porque é como está escrito, o justo viverá da fé. Ora, nada é mais evidente do que a necessidade absoluta e evidentemente exclusiva da fé para a justiça e salvação, e nisso de exclusividade da fé reconhece literalmente uma edição católica romana da Bíblia Sagrada, a da editora Paulus.
As perícopes escriturísticas, sobretudo em São Paulo, são diversas em que a justificação somente pela fé, sola fide, é reconhecível, parece que São Paulo foi o primeiro cristão e Martinho Lutero o segundo. Eu pessoalmente acho que o que distingue o cristianismo de outras religiões, éticas e visões sobre o homem, antropologias, é a questão da justificação onde com a força do que é evidente: legalmente, juridicamente, é algo forense por tratar-se de justiça, a justiça do Cristo é imputada ao homem, diz patentemente o Apóstolo na carta aos Romanos. É o que eu acho, é o que eu vejo. Tal qual Galileu Galilei eu posso estar diante de uma terra que se move sendo eu condenado não pela Santa Igreja Católica de hoje que é doce, compreensiva, humanística, ecumênica e esclarecida, mas por um Brasil e um mundo de fascistas e nazistas fanáticos religiosos ou políticos que internautas alucinados querem aprisionar o pensamento, o mover-se à maneira pela qual uma Igreja Católica fascista do passado prendia o movimento óbvio da terra, querem prender o movimento do cérebro, o movimento da alma e do homem rumo a um inevitável olhar o mundo sob um novo ângulo que sempre esteve aí, todavia que não era visto pelos homens de outrora e mesmo os assuntos eternos da religião ainda passam pelo pobre olhar, as vezes distraído do homem que a interpreta, a interpreta ainda que na luz bruxuleante de velas.
Então, caro leitor, finalizando, se eu sou um cripto-luterano? Talvez, mas se eu sou isso é em nome da inteligência, é em nome da verdade e em nome do conhecimento sobre o mundo, sobre Deus, e o homem que o cristianismo vem ser a luz divina para tal.
domingo, 13 de dezembro de 2020
A visão Católica romana da justificação
Comentário meu ao artigo abaixo:
O artigo abaixo é protestante, e eu sou católico romano, mas eu publico aqui no meu blog o referido artigo, porque em qualquer assunto, mesmo nos dogmáticos religiosos que são os mais fechados e onde há mais gente fanática e burra, contudo mesmo assim eu ainda acho que em nome de uma mínima sanidade mental e apego à verdade a religião pode ser algo fecundo, interessante e inteligente quando aberta à crítica. Até porque é como diz a sabedoria, expulsa-se a verdade pela porta, mas ela volta pela janela.
Autoria: Matt Slick
Tradução: David Brito
Fonte: Christian Apologetics & Research Ministry
A justificação é um ato divino onde Deus declara o pecador inocente de seus pecados. É uma ação legal em que Deus declara o pecador justo, como se tivesse cumprido a Lei de Deus. Esta justificação baseia-se inteiramente sobre o sacrifício de Cristo pelo Seu sangue derramado: "... Agora, sendo justificados pelo seu sangue,." (Rm. 5: 9) .
1- A justificação é um dom da graça de Deus (Rm 3:24, Tito 3: 7) que vem por meio da fé (Rm 3:28, 5: 1) .
2- Cristãos recebem Jesus (João 1:12) e colocam a sua confiança cheia de fé no que Jesus fez na cruz (Isaías 53:12, 1 Pe. 2:24) e ao fazê-lo são justificados por Deus. A Bíblia declara que a justificação não é pelas obras (Romanos 3:20, 28, 4:5, Ef 2: 8-9.) Porque as nossas justiças são como trapo da imundícia diante de Deus (Isaías 64: 6). Portanto, somos salvos pela graça, por meio da fé, em Cristo somente.
Aqueles que são justificados são salvos e salvação é um dom gratuito (Rm 6:23) - Algo que não merecemos (Ef 2: 1-10.). No entanto, a doutrina católica romana nega a justificação pela fé e diz:
- “Se alguém disse, que pela fé o ímpio é justificado; de tal modo como para dizer, que nada mais é obrigado a cooperar a fim de o obter a graça da justificação, e que não é de forma alguma necessário, que ele esteja preparado e disposto pelo movimento de sua própria vontade; seja anátema "(Concílio de Trento, Cânones sobre a justificação, Canon 9).
- "Se alguém disser que o homem é absolvido de seus pecados e justificado, porque ele seguramente acredita que foi absolvido e justificado; ou, que ninguém é verdadeiramente justificado, mas aquele que acredita ser justificado; e que somente com esta fé, a absolvição e a justificação são efetuadas; seja anátema "(Canon 14).
Anátema, “de acordo com a teologia católica significa excomunhão", a exclusão de um pecador da sociedade dos fiéis. A palavra grega, um anátema, também é traduzida como "maldito" (Rm. 9:3, Gl. 1: 8-9,) "eternamente condenado", e "amaldiçoado" (Rm. 9: 3). Podemos ver que a teologia católica romana pronunciou uma maldição de excomunhão, de estar fora do arraial de Cristo, se você acredita que somos salvos pela graça através da fé em Jesus.
Será que a Igreja Católica Romana especificamente declara que estamos "salvos pela graça e obras"? Não que eu esteja ciente e nem os Cânones da igreja católicas declara tal coisa. Mas, quando a Igreja Católica Romana nega a justificação pela fé, isso implica necessariamente que temos de fazer algo para a justificação, pois se não é somente pela fé, então tem que ter algo mais de só a fé.
Neste ponto, muitos católicos apelam para Tiago 2:24 que diz: "Você vê que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé." Mas o contexto de James está falando de fé morta ao invés da fé salvadora. Tiago afirma que se "disser" você tem fé, mas não tem obras (Tiago 2:14), que esta fé não pode salvá-lo, porque é uma fé morta (v. 17). Em outras palavras, não passa de um mero conhecimento intelectual de Cristo, é uma fé morta que não produz regeneração e nenhuma mudança na vida de uma pessoa. Esta fé não justifica. Pelo contrário, é apenas a fé real em Cristo que resulta em justificação. Quando alguém é verdadeiramente justificado, ele é verdadeiramente salvo e regenerado. A verdadeira fé produz boas obras, mas não são essas obras que salvam. As boas obras são o efeito da salvação, não a sua causa. Certamente as obras não salvam e nem ajudam a manter a salvação. Para mais detalhes, veja o artigo; Somos salvos pela fé, ou precisamos das obras também?
A teologia protestante, como um todo, apela somente à Bíblia para a verdade espiritual e sustenta que a justificação não é pelas obras em qualquer forma, mas é pela graça mediante a fé em Cristo e Seu sacrifício. Afinal, a Bíblia diz: "Porquanto, se é pela graça, já não o é mais pelas obras; caso fosse, a graça deixaria de ser graça" (Rm. 11: 6). Além disso, a Bíblia diz:
"Portanto, ninguém será declarado justo diante dele confiando na obediência à Lei, pois é precisamente por meio da Lei que chegamos à irrefutável conclusão de que somos todos pecadores. Justificados pela fé em Jesus" (Rm. 3:20).
"sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus," (Rm.3:24).
"Concluímos, portanto, que o ser humano é justificado pela fé, independentemente da obediência à Lei!" (Rm 3:28).
"Entretanto, o que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça," (Rm. 4:3).
"Porém ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é contada como justiça," (Rm. 4:5).
"Porque não foi pela lei que veio a Abraão, ou à sua descendência, a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo, mas pela justiça da fé," (Rm. 4:13).
"Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo," (Rm. 5:1).
"Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira," (Rm. 5:9).
"Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo," (Rm. 10:9).
"para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito," (Gl. 3:14).
"Porquanto, pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef. 2:8).
Fico perplexo quando leio que a teologia católica nega a justificação pela fé e requere esforço humano além da graça de Deus para se obter a salvação. Claro, O catolicismo nega que são as obras que nos salvam, e com razão. Mas, ela se contradiz quando ensina que certas coisas devem ser feitas a fim de ser justificado e para manter essa justificação. Quer ou não o catolicismo evoca essas obras para a salvação. O rótulo não muda a substância. Ou nós somos salvos pela graça através da fé, ou não somos.
Dos atos a serem praticados pelos católicos para a justificação, o batismo é o primeiro requisito. Por favor, considere estas citações:
- "O Batismo é o primeiro e principal sacramento do perdão dos pecados, porque nos une a Cristo morto por nossos pecados, ressuscitado para nossa justificação, para que "também vivamos vida nova" (Catecismo da Igreja Católica, par. 977).
-
- "A justificação nos foi merecida pela Paixão de Cristo e nos é concedida por meio do Batismo. Faz-nos conformes à justiça de Deus, que nos torna justos. Tem como meta a glória de Deus e de Cristo e o dom da Vida Eterna. É a obra mais excelente da misericórdia de Deus," (CIC, par. 2020).
Eu não vejo a Bíblia dizer em nenhum lugar que fomos justificados pelo batismo. Sim, há versos que podem ser interpretados dessa maneira, mas se fossem, eles estariam em contradição com o ensino claro de Rm 3:20, 28, 4: 3, 5:1, Ef. 2: 8, que diz que a salvação é pela graça mediante a fé - não a graça por meio da fé e batismo.
No entanto, de acordo com o Catolicismo Romano, até mesmo a fé e o batismo não são suficientes em si mesmos para que você possa ser salvo. Ela diz que o batismo é apenas o primeiro sacramento do perdão. As boas obras, de acordo com o Catolicismo Romano, também são necessárias e são recompensadas com o céu:
"Podemos esperar, pois, a glória do céu prometida por Deus aos que o amam e fazem sua vontade. Em qualquer circunstância, cada qual deve esperar, com a graça de Deus, "perseverar até o fim" e alcançar a alegria do céu comi recompensa eterna de Deus pelas boas obras praticadas com graça de Cristo. Na esperança, a Igreja pede que "todos ó homens sejam salvos" (1Tm 2,4). Ela aspira a estar unida a Cristo, seu Esposo, na glória do céu," (CIC, par. 1821).
A citação acima afirma claramente que o Céu é a "recompensa eterna para as boas obras realizadas com a graça de Cristo." A teologia católica afirma que as obras são um predecessor para a justificação em contradição direta com a Palavra de Deus que diz "... Que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei," (Rm. 3:28). Quais são as obras da lei? Tudo o que fazemos na esperança de obter ou manter a nossa justiça diante de Deus.
No Catecismo da Igreja Católica (CIC), par. 2010, diz,
"Movidos pelo Espírito Santo e pela caridade, então podemos merecer para nós mesmos e para os outros as graças necessárias para a nossa santificação".
PERGUNTA
Como é que alguém obtem mérito por si mesmo pela bondade imerecida da graça de Deus? A graça é, por definição, favor imerecido. Para mim, este é um ensino totalmente falso de que você pode ganhar a graça de Deus através de obras ou rituais. Então como é que a Igreja Católica contorna este aparente dilema que a graça é imerecida, mas é obtido por meio de nossos méritos? Ela afirma que. . .
" A graça santificante é o dom gratuito que Deus nos faz de sua vida, infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para curá-la do pecado e santificá-la," (CIC, par. 2023).
Este é o cerne do problema. Teologia católica romana afirma que a graça de Deus é concedido por meio do batismo e infundido em uma pessoa pelo Espírito Santo. Isso, então, permite que ele ou ela possa fazer boas obras, que, em seguida, são recompensados com o Céu. Basicamente, isso não é diferente da teologia das seitas que mantêm que a justificação é pela graça mediante a fé e suas obras, seja batismo, indo para "a igreja verdadeira", mantendo certas leis, receber os sacramentos, ou qualquer coisa que voce seja obrigado a fazer. Em resposta, dirijo-me a Palavra de Deus em Gl.3:1-3:
"Ó gálatas insensatos! Quem vos enfeitiçou? Ora, não foi diante dos vossos olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado? Quero tão-somente que me respondais: Foi por intermédio da prática da Lei que recebestes o Espírito Santo, ou pela fé naquilo que ouvistes? Estais tão enlouquecidos assim, a ponto de, tendo começado pelo Espírito de Deus, estar desejando agora vos aperfeiçoar por meio do mero esforço humano?"
A escritura acima não está afirmando que receber o Espírito de Deus é pela fé e não pelo que fazemos? Não está claro que ensina que não podemos aperfeiçoar a nossa salvação pelas obras que fazemos na carne?. Receber Jesus (João 1:12) significa tornar-se o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19.) O que significa que uma pessoa é salva e justificada. É esta salvação que alcançamos através do nosso esforço? Claro que não! É algo que mantemos através do nosso esforço? De modo nenhum! É dado e assegurada aos cristãos por Deus porque se baseia no que Deus tem feito e não em qualquer coisa que tenhamos feito - é por isso que a salvação é pela fé e não obras. Se de alguma forma fosse por nossas obras, então a nossa salvação não poderia ser assegurada, e nós iriamos passar toda a nossa vida tentando ser bons o suficiente para chegar ao céu. Isso nos levaria de volta à servidão da lei, e o resultado é uma falta de certeza da salvação, uma preocupação constante de que você não é bom o suficiente, e uma sujeição aos ensinamentos e os requisitos da igreja sobre o que você deve fazer para ser salvo. O único efeito natural de tal ensinamento seria de que você pode perder sua salvação e que você deve executar os requisitos necessários da Igreja Católica para mantê-la.
Teologia Católica ensina você a manter sua justificação
Porque a visão católica da justificação é um esforço cooperativo entre Deus e o homem, esta justificação pode ser perdida e recuperada pelo fracasso do homem para manter a graça suficiente através de obras meritórias. Agora devo admitir que, dentro de igrejas protestantes existem opiniões diferentes sobre este assunto. Alguns acreditam que a salvação pode ser perdida, enquanto outros não. Não estou aqui tentando resolver esta questão. Em vez disso, eu procuro ressaltar que o catolicismo romano ensina que as obras são necessárias para o "reobter" a justificação. É assim que funciona.... . .
De acordo com a teologia católica, a penitência é um sacramento em que uma pessoa, por meio de um padre católico (CIC, par. 987), recebe o perdão dos pecados cometidos após o batismo. A pessoa penitente deve confessar seus pecados a um padre. O sacerdote pronuncia a absolvição e impõe atos de penitência a serem executados.
“Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de tudo para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial”. E a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de converter-se e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como “a segunda tábua (de salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça," (CIC, par. 1446).
O Concílio de Trento (Seção. XIV )faz a seguinte declaração a respeito Penitência:
" Como um meio de ganhar a graça e a justiça, a penitência foi em todos os momentos necessária para aqueles que haviam contaminado suas almas com qualquer pecado mortal. . . ."
Atos de penitência variam, mas alguns deles são; rezar o rosário, ler as escrituras, rezar várias vezes o "pai nosso" ou "ave Maria" boas obras, jejum, etc. Ao fazer esses atos de penitências que o penitente, segundo a Igreja Católica recupera o seu estado de justificação diante de Deus? Estou surpreso ao pensar que eles são ensinados a acreditar que por suas obras de penitências a justificação pode ser recuperada. Na essência, ele está ganhando a salvação. Pense nisso:
Se você não tem a justificação, e ao fazer rezas, jejum, e / ou boas obras, você a re obtém novamente, então você é culpado de "obras de justiça”, que é condenado pela Bíblia. “Obras de justiças" significam que uma pessoa se empenha em atingir, ou manter a sua posição com Deus com base em suas obras. Este ensino é totalmente falso.
Eu confesso meus pecados a Deus e Ele me perdoa (1 João 1: 9). Eu não preciso de um padre católico para ser mediador do meu perdão. Eu preciso do verdadeiro mediador e Sumo Sacerdote que é Jesus. Só Ele é o meu mediador (1Tm. 2:5). Ele tem todo o poder no céu e na terra (Mt 28:18) para perdoar meus pecados e interceder por mim. Ele terminou a obra na cruz (João 19:30) para que eu não precisa executar qualquer trabalho a fim de obter, manter, ou até mesmo recuperar a minha salvação. É por isso que a Bíblia ensina que somos justificados pela fé (Rm 3:28, 5:1), independentemente das obras.
Dizer que podemos acrescentar algo à obra consumada de Cristo na cruz é dizer que o que Ele fez não foi suficiente para nos salvar! Nós somos salvos pela graça através da fé, e não a graça por meio da fé e nossas obras. Se assim fosse, então a graça não seria graça.
"Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça," (Rm. 11:6).
Relacionamento, não um Ritual
A salvação é um dom gratuito de Deus dado a nós pela Sua maravilhosa Graça e baseia-se no sacrifício de Jesus na cruz. Os cristãos recebem esta maravilhosa Graça de Deus pela fé e não pelas obras.
O que Deus deseja com o seu povo é comunhão (1Cor. 1: 9) não rituais de justiça [obras] que não podem nos salvar.
Que Deus receba toda a glória que lhe é devida por causa de Sua Maravilhosa Graça.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
Uma reflexão genuinamente cristã
Autoria: João Emiliano Martins Neto
Diante desta corrupção do clero romano que vemos, aí, nas denúncias sobre atividades de dom Alberto Taveira Corrêa, o meu arcebispo da arquidiocese de minha cidade de Belém (capital do Estado do Pará), atividades consideradas imorais, não seria melhor que nós cristãos, que nos dizemos católicos, que a gente largasse a Igreja Católica Romana e, então, ingressássemos em alguma igrejinha luterana? Por que? Porque a doutrina da Reforma Protestante luterana do século XVI que é a da justificação somente pela fé, sola fide, parece consumar o que seja o cristianismo, não fica a reboque da resposta humana em boas obras, e parece ser mais realista com relação ao homem, isto é, não depende da resposta do pobre homem a religião do Cristo, conforme a visão de Martinho Lutero com o luteranismo e o protestantismo clássico, em geral, mas depende da obra mesma desse Cristo que no alto do Seu trono glorioso, ainda que humilde e de morte, da cruz, consumou a salvação humana (São João 19, 30), sendo que só o Cristo conseguiu pelo homem ser a oferenda perfeita, ou seja, dar toda a glória, honra, louvor, adoração e ação de graças a Deus.
sábado, 23 de maio de 2020
O cristianismo e eu
Resumo: Um rápido esboço de minha relação com o cristianismo em que apesar da minha perplexidade diante da diversidade de confissões cristãs, especialmente a protestante e católica, sendo a protestante a que chama-me mais a atenção por ter me dito pela primeira vez o que seja com maior clareza o que seria o cristianismo.
Nos últimos tempos, acho que nos últimos dois meses, tempos fúnebres de pandemia do novo coronavírus no mundo todo por isso de ausência do cristianismo institucional da Igreja Católica Romana e inclusive das evangélicas, novamente como é recorrente em minha alma, voltou a questão do protestantismo. Eu fui protestante durante uns oito anos de minha vida, a partir do ano de 2006 quando fui rebatizado na Igreja Evangélica Assembléia de Deus (Igreja-mãe/Templo central) de minha cidade de Belém (capital do Estado do Pará), mas voltei a ser católico romano em 2013, retornei por um breve espaço de tempo às hostes protestantes evangélicas, mas voltei a ser católico, enfim, acho que lá pelo ano de 2017, por aí.
![]() |
| Martinho Lutero |
De fato, o cristianismo protestante marcou-me como uma noção muito surpreendente e com uma clareza da causa salvadora de Cristo neste mundo do que seja o cristianismo com a ideia protestante de cristianismo que é a da justificação e salvação do homem que é operada pela fé e somente pela fé, sola fide, em Jesus Cristo sem a necessidade de obras, como me parece que é dito com clareza na Bíblia Sagrada em diversas passagens, e onde a questão da liberdade do homem, muito em voga na Igreja Católica, mas se o homem é livre, por que teríamos a necessidade de um Salvador como Jesus Cristo se nossa liberdade, então, poderia tudo, inclusive que evitássemos o mal que nos conduz ao inferno? Por que o protestantismo marcou-me? Segundo o que eu acabei de dizer e eu diria que parece-me um tanto nebulosa a questão do cristianismo no catolicismo que é muito atrelada ao engajamento do homem em uma institucionalidade como a da Igreja Católica Romana através de mil meios como os caritativos, educacionais, em toda uma estrutura grandiosa eclesial e litúrgica, mas sobretudo nos sacramentos, todavia, que essa Igreja não prende nem a Deus e nem o fiel aos sacramentos e quem reconhece tal verdade é uma voz sectária por exemplo a de um padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, voz do inferno mentirosa, porque mente que não sente ao falar do que ele discorda e do que talvez desconheça absolutamente como quando o padreco fala mentirosamente sobre Martinho Lutero, o protestantismo, Hegel ou Karl Marx. O tal padre é um fanático, além de ter a voz fina e ter trejeitos homossexuais e ser um decrépito com aquela batina preta que ele usa, e é um histérico. Deus tem os seus próprios caminhos para além da institucionalidade mesmo sacramental, mas que passa fortemente por este mundo e pelo homem. Deus pode conquistar o homem tocando com toda a evidência no íntimo, no coração do homem, algo oculto ao mundo como no caso da conversão do chamado bom ladrão crucificado ao lado do Cristo e o homem estava ali pregado, preso em uma cruz. Ora, que obra ele poderia ostentar? Ou em outro caso, por exemplo, no batismo de desejo que é quando o catecúmeno, o homem adulto com desejo e em preparação para ser cristão, se ele vir a morrer antes do batismo, contudo o seu desejo de ser batizado, de ingressar na grei sagrada de Cristo lhe é levado em conta de justiça e os seus pecados são perdoados e a sua alma é salva. Mas há uma outra questão em que há um vínculo muito estreito com as obras, e de novo entra a ideia errada da Igreja Católica de que o homem é livre, no caso da participação do fiel à Missa aos domingos, e que fiel católico não se sente ao menos tentado ao orgulho, à soberba, com força, quando vai todo o domingo com sua família burguesa a cumprir a obra e obra em cima de obra ao ir todo tomado banho, bem vestido, cabelo penteadinho, com talco no bumbum e perfume que comprou com o vil metal, o dinheiro que comanda o homem na sociedade que vivemos que é a do capital? Enfim, há um sistema todo de obras e obediência como ao clero que se superpõe, se impõe e se sobrepõe à simples fé que foi a redescoberta de Martinho Lutero em sua leitura da carta aos Romanos de São Paulo (Romanos I,17). Com relação à necessidade do clero no catolicismo como algo externo ao homem é interessante o que diz Karl Marx, o famoso e polêmico economista e filósofo do século XIX, que ele diz que Martinho Lutero superou a religiosidade exterior, pela fé. Lutero teria superado a essência do mundo exterior no sacerdote católico romano ordenado, ou seja, trazendo para o coração do homem a religião mediante a fé o que lhe era externo e uma "idolatria", diz Marx, no sacerdote, pois o homem não poderia se aproximar de Deus sem o sacerdote.
![]() |
| Virgem Maria |
Há mais coisas, que à primeira vista parecem confusas no catolicismo, porque também há a devoção aos santos, a começar da Virgem Maria. Eu não discordo de tal coisa, a devoção aos santos, pois eu não a vejo como idolatria como fazem os protestantes mais duros, porque os méritos infinitos de Cristo Jesus que Ele obteve pela salvação objetiva e concreta dos homens em Sua vida e morte de perfeita obediência ao Pai é claro que tais méritos se sobrepõem na escala do infinito aos méritos dos santos que são méritos relativos, a começar dos méritos da Virgem Maria, ainda que méritos superlativos, acima de todos os santos, mas jamais infinitos como os de Cristo.
![]() |
| Karl Marx e Hegel |
A questão da justificação pela fé ou somente pela fé, sola fide, como parece ser evidente ao que diz São Paulo em suas cartas como as aos Romanos ou aos Gálatas parece-me, de fato, colocar a fé com a exclusão de obras como o que salva, entretanto, a Igreja Católica por uma síntese mais humanística e científica com o pensamento anterior grego pagão como o de Aristóteles quis adaptar o cristianismo ou traduzi-lo, não sem uma traição, dizem ocorrer em traduções, a ideia cristã de justificação e salvação por Cristo aos pagãos alheios à manifestação gloriosa da graça de Deus em Jesus Cristo, o Messias do povo israelita. Porém, ao meu ver, a razão é, de fato, desafiada no cristianismo a começar do Deus e homem Jesus Cristo sem mistura e sem divisão: divino e com algo de criado e natural que é o que o Cristo é, escandaloso por tal rebaixamento de Deus ao humanizar-se, é escândalo aos judeus, por exemplo, Deus vir a servir, a cumprir os mandamentos pelo pobre homem, tornar-se escravo como os judeus eram chamados de escravos na Antiguidade, todavia o homem é incapaz de dar conta do recado e cumprir a Lei, o Cristo veio e pelo homem cumpriu as regras. E o Deus e homem Jesus Cristo é loucura para os gregos, porque, na minha opinião, o homem para o grego podendo ser apenas o filósofo, entretanto, em Cristo o sábio que só pode ser o divino humanizou-se, tornou-se homem em Cristo Jesus e o homem Cristo é o sábio e não mais apenas filósofo sendo o Cristo a própria sabedoria encarnada. Também ainda a questão de Aristóteles, aponta para a ética das virtudes que se dá pelo hábito, enquanto o cristianismo escandalosamente e como coisa de louco para os gregos e para o padre Paulo Ricardo coloca a justificação e a virtude do homem não no hábito, mas na fé em Cristo ou somente na fé em Cristo, acentuam os protestantes.
| Ícone mais antigo do Apóstolo São Paulo encontrado em Roma |
Bom, meus amigos leitores, é basicamente este, acima, um rápido esboço de minha relação pessoal com o cristianismo. Há também a questão moral da homossexualidade que para mim é uma luta terrível contra tal coisa, e diante da qual eu já fui derrotado diversas vezes, contudo ainda bem que é Cristo que venceu pelos homens, e n'Ele somos mais que vencedores, escreveu São Paulo na Bíblia Sagrada. O sexo é assim mesmo, porque é por natureza, à maioria dos homens, a questão do apelo forte animal a muitos e o homem é outrossim um animal ainda que racional e no caso da homossexualidade já que a mesma é um desafio a Deus, então, o diabo impulsiona o homem com a tendência homossexual a desafiar o seu Criador.
O cristianismo é algo que toca no meu coração profundamente, o cristianismo apaixona-me, é uma via de libertação crassa, sobretudo na via cristã luterana da ideia de justificação somente pela fé. Eu só sei que a causa de Jesus Cristo é algo que me move, apela ao meu desejo forte por libertação, mobiliza-me para agir, porque é conforme diz o Apóstolo (São Paulo), "caritas Christi urget nos", o amor de Cristo nos constrange, porque conduz o homem à sabedoria que é o de ganhar almas, como diz a Bíblia, e no protestantismo eu noto que mais do que no catolicismo o homem sabendo-se justo e salvo pela simples fé, somente pela fé e não por obras, sai logo o homem de si e de sua sacristia para conquistar o mundo, para ressuscitar o mundo morto e sepultado em seus delitos em pecados.
sábado, 17 de novembro de 2018
Eu, o crassus philosophus filosofando
Olavo de Carvalho:
Tentar vencer os comunistas por meio de leis em vez de derrotá-los no campo intelectual e cultural é conceder a eles uma honra que não merecem, é abrir-lhes, de graça, o caminho da hegemonia.
O problema central a ser discutido dia e noite é: Os comunistas exercem ou não exercem um controle ditatorial das opiniões na universidade e na mídia? Sabemos que exercem. Só falta prová-lo de maneira irrespondível. Tão logo esse ponto esteja firmemente estabelecido na consciência popular, o controle hegemônico cairá de podre, assim como o império eleitoral dos partidos de esquerda ruiu ante o simples acúmulo das provas de corrupção.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Um solilóquio
ou católico?
Emiliano: Sou protestante.
AE: E você protesta contra o que ou contra quem?
E: Protesto contra qualquer igreja, contra qualquer homem, contra o mundo, a carne e o diabo que queiram solapar a autoridade final, absoluta e suprema das Escrituras em assuntos de fé e ética cristã para o fiel.
AE: Quais é o princípio protestante o que é ser protestante?
E: O princípio formal e material da Reforma protestante do século XVI
é o da justificação do homem somente pela fé (sola fide) em Cristo Jesus, o
Redentor. O homem torna-se justo e cumulado dos mesmíssimos méritos de Cristo, porque simplesmente o homem creu no referido Redentor, e não porque tal homem praticou qualquer obra para que ele tivesse algum mérito; os méritos são todos desse Cristo. Ao homem é imputada a mesma justiça e mérito de Cristo e não infundida tal justiça e mérito, em um processo gradual, como defendem os católicos os ortodoxos. Eis, como dito o princípio principal protestante. Ser protestante é, acrescentando à demanda de protestos acima, é crer que o homem é salvo somente pela fé em Jesus, pois Jesus é objetivamente o Salvador, não havendo debaixo do céu nenhum outro nome por meio do qual o homem possa ser salvo, a não ser por Cristo Jesus, como diz a Escritura. Amém.
sexta-feira, 7 de julho de 2017
O homem mau e algo mais que a vitória na fé
domingo, 2 de julho de 2017
Oração de fervorosa devoção
Deus, devotaste a mim e a todo homem por Ti eleito predestinado desde antes da fundação do mundo para a redenção um amor que não impediu-Te de entregares o Teu próprio Filho Jesus Cristo em oblação, em voto, promessa e dedicação para a propiciação dos pecados do mundo inteiro. Como eu seria tão louco e, por isso, sem entendimento, com um tal coração de pedra, ainda que endurecido cheio das calosidades provocadas por este mundo terrível, provocadas pela carne ávida de mal e provocadas tais calosidades pelo cruel demônio? Ainda que com tão fortes motivos para o mal, a Tua graça me move, pois o nosso querer e proceder humano vem de Ti, a Tua graça a mim reanima e faz os meus joelhos desconjuntados por meu mau proceder tornarem a favorecer o meu caminhar no Caminho que é Cristo, a estrada rumo ao Céu somente pela fé (sola fide).
Por Tua graça, ó meu Deus Salvador, quero ser cada vez mais Teu devoto, cada vez mais teu adorador, cada vez mais quero ser alguém que a Ti louva, que louva a Tua gloriosa graça poderosíssima que manifestou-se na humanização do Verbo, em Jesus Cristo, como dito, Caminho e também Verdade e Vida e vida em abundância e justiça por meio da fé no Filho, como está escrito: o justo viverá por fé. Não há, ó Deus amantíssimo, rigor ascético de jejuns, nem mesmo orações intermináveis, pois o homem não sabe orar como convém, não há talismã ou patuá, não há Ciência, Filosofia ou Teologia, nem Arte ou artifícios ou livros que o homem mais destro na escrita possa fazer para alcançar o Céu. O finito, ó Deus, as coisas deste mundo, podem ser grandes, mas infinito só és Tu e ponte para algo assim incomensurável é somente Cristo (solus Christus), como a escada de Jacó, por Quem os anjos sobem e descem levando pelas mãos os santos.
Devoção, adoração e louvor e por isso a Tua entronização que seja perpétua em minha vida e na vida de meus irmãos no Brasil e no mundo inteiro. Ajuda-me, ajuda-nos Senhor em nossa fraqueza absolutamente paralisante do pecado que abunda tão terrivelmente em nossa natureza humana filha de Tua ira. Por Cristo Jesus Nosso Senhor e na força de Teu Santo Espírito, tudo isso a Ti imploro, ó Pai. Amém e amém. Aleluia!
Highlights
-
Autoria: João Emiliano Martins Neto Brasileiro não é de nada. É um povo chinelão, omisso, servil, covarde, amorfo. Brasileiro não suport...
-
Autoria : João Emiliano Martins Neto Se a filosofia é a preparação para morte, segundo Platão, os boiolas alemães do Christopher Street D...
-
Autoria: João Emiliano Martins Neto 28 de julho de 2026. Cometi o outrora chamado pecado nefando depois de mais de um mês. Relacionei-me...
-
Autoria: João Emiliano Martins Neto Deus, meu Deus. Diário meu diário. Aquele incapaz, inválido para o trabalho, por mais nojento que sej...
-
Autoria: João Emiliano Martins Neto Querido diário , lá vai mais de minha pena sobre ti. Aquele incapaz, aposentado por ser um doido fur...
Outros sites relevantes
-
#Cultura: O despertar da consciência - Sem escrever um linha, Sócrates marcou profundamente o desenvolvimento da ética ocidentalHá 9 horas
-
-
Antes de ler Santo Afonso. - Por que nossos amigos de guerra estão lendo Santo Afonso de maneira semelhante à dos protestantes — como o estimado leitor poderá concluir ao final deste a...Há uma semana
-
O FUTURO DO HOMEM ESTÁ NO MACACO - Título original: Os curiosos xenoimplantes glandulares do doutor Voronoff O presente artigo trata de uma figura do mundo científico que, mesmo antes de che...Há uma semana
-
Mundo e Existência no horizonte da transfiguração o ser-no-mundo sofredor - *CAPÍTULO 1: O SOFRIMENTO* O sofrimento é um conceito complexo, multifacetado e inescapável, que ocupa um papel central na experiência humana. E...Há um ano











