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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

A absolvição de Dom Alberto Taveira Corrêa

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Dom Alberto Taveira Corrêa, o Arcebispo metropolitano daqui da minha cidade de Belém do Pará foi absolvido há uns dois ou três dias atrás, ele mesmo comunicou isso na página oficial da Arquidiocese de Belém do Pará no Facebook, na Justiça estatal e na justiça eclesiástica da Santa Sé do Vaticano no âmbito da Igreja Católica Apostólica Romana pelas acusações que pesavam contra ele que fora acusado de abuso sexual. Revendo os discursos de Dom Alberto Taveira Corrêa no canal dos fanáticos católicos do Centro Dom Bosco (CDB) em um vídeo deles passapanista a certos prelados do alto clero brasileiro acusados de crimes, eu notei que o Arcebispo daqui da capital do Estado do Pará, que ele proferiu discursos na Catedral Metropolitana de Belém, da época em que as acusações de abuso sexual vieram à tona contra ele, eu achei-os muito esquisitos. Achei esquisito ele usar como estratégia discursiva o que eu chamaria de capa. Ele usou como capa ou como escudo a credibilidade da Igreja Católica, portanto, do cargo dele e ele até mencionou em seu discurso a credibilidade ou o "espetáculo", nas palavras dele, do sacramento da Eucaristia para desmentir a grande mídia de massa e o seu "espetáculo" que apenas noticiou as acusações contra ele. Dom Alberto eu acho que como capa ou escudo, subterfúgio mencionou a Eucaristia como se ela fosse uma espécie de WhatsAapp dos tiozões ridículos bolsonaristas. Como se a Eucaristia fosse uma espécie de órgão de desinformação ou uma ideologia como um vestido de ideias, diria Karl Marx sobre a ideologia, para encobrir um mero projeto de poder pelo poder e sem nenhum pudor.


Dom Alberto no lugar de usar a Igreja Católica e o sacramento como escudo, capa ou até mesmo disfarce, ele deveria na época da acusação ter deplorado a violência e a coisa lamentável que é em si um abuso sexual quando bem caracterizado e comprovado, afinal de contas quem não deve não teme. Depois de usar a Igreja e o sacramento como capa, logo em seguida o Senhor Arcebispo se lamentou do sofrimento que padecia pelas supostas calúnias. Mas, e a violência em si do abuso sexual contra os rapazes confiantes que poderiam contar com a autoridade de um alto hierarca como o Senhor Arcebispo para um dia alçar às divinas ordens? Claro que nós, católicos, devemos a Dom Alberto o devido respeito, amor filial e vênia independentemente de suas qualidades morais. É promessa de Jesus Cristo, et porta inferii non praevalebunt adversus eam, as portas do inferno não prevelacerão contra a Igreja, ninguém precisa em seu alto cargo na hierarquia católica usar a Igreja como escudo. Calúnias ou pecados podem acontecer aos homens, é da vida e do mundo, contudo, a Igreja é invencível possam caluniar e até matar os seus membros o quanto queiram. Eu acredito que Dom Alberto seja inocente, mas a reação dele às alegadas calúnias, o discurso dele foi muito aquém do esperado de alguém que tem a plenitude do sacramento da divina ordem. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Um arcebispo cego

 Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Dom Alberto Taveira Corrêa

Resumo: Um comentário meu acerca de uma frase que eu achei agressiva e fora de lugar da parte de dom Alberto Taveira Corrêa, acusado de abusar sexualmente de jovens ex-seminaristas na capital do Estado do Pará.


Colho na imprensa, no site Metrópoles, cuja hiperligação para a íntegra da matéria é esta aqui, que o acusado dom Alberto Taveira Corrêa, o arcebispo metropolitano de minha cidade de Belém, a capital do Estado do Pará, acusado de seviciar e de abusar sexualmente de quatro jovens ex-seminaristas da arquidiocese local, na época, ano de 2014, com idades que variavam entre 15 a 20 anos idade, fico sabendo no Metrópoles, na verdade há mais de uma semana eu já lera nos jornais eletrônicos e em um sermão desse arcebispo umas palavras ousadas e até mesmo agressivas da parte do alto prelado, depois da divulgação das acusações contra ele. As palavras são estas aqui:

 

"Deus me deu coragem para furar o olho do escândalo, o escândalo que estava sendo montado e Deus nos deu a graça de passar na frente. Se alguém porventura, por ação do demônio, pensasse em acabar com a Igreja Católica e a Igreja de Belém, enganou-se radicalmente"

 

Bom, então, teremos talvez um arcebispo cego caso se confirmem as denúncias contra ele? Por que? Porque, mesmo não sendo eu um exímio intérprete da Bíblia Sagrada, quem teria sido o autor do escândalo é o acusado dom Alberto, e não as vítimas. Era só o que faltava serem as vítimas os escandalosos em uma interpretação equivocada das palavras do Cristo (São Mateus 18, 6, 7), pois teria sido ele, o arcebispo quem teria abusado sexualmente e cometido maus-tratos contra jovens ex-seminaristas que precisavam de uma autêntica orientação espiritual e também psicológica para que pudessem viver a sua condição genuinamente humana homossexual, que os coloca no número dos pobres deste mundo, cujas alegrias e esperanças, angústias e tristezas, sobretudo deles que são um dos tipos de pobres deste mundo, são as mesmas alegrias e esperanças, angústias e tristezas dos cristãos, porque nada do que é genuinamente humano é alheio aos cristãos. Repeti praticamente que ipsis litteris as palavras do sábio pai, um homem tremendamente compreensivo e inteligente e não um mero juiz severo que eram muitas vezes os papas do passado, pastor e santo iluminado Papa São Paulo VI em sua constituição pastoral Gaudium et Spes do Sínodo Vaticano II. O que é o homem pobre servo, criatura, tentado em tudo da mesma maneira que o Cristo Jesus, o Deus feito homem que também foi em tudo tentado tal qual o homem (Hebreus 3, 15)? Mas, ao contrário, segundo as denúncias, dom Alberto Taveira teria feito chafurdar na lama do pecado que nada tem a ver com o Deus feito homem Jesus Cristo e também nada diz o pecado sobre a humanidade do homem;o arcebispo teria feito mergulhar na lama os pobres jovens, ele que como a mais alta autoridade local da Santa Igreja deveria tê-los feito fugir do pecado e não tê-los exposto ao pecado ao ficar, por exemplo, até mesmo nu diante dos pobres jovens também nus e teria feito eles masturbarem ele e o penetrado em seu episcopal ânus... segundo as denúncias noticiadas pela imprensa com depoimentos colhidos por um jornal, o El País, anonimamente das vítimas.


A homossexualidade é algo de genuinamente humano, não é uma doença mental e se fosse ainda seria algo genuinamente humano, porém é a homossexualidade em tudo como que simétrica à heterossexualidade, ainda que de forma invertida, por isso mesmo que não haja uma complementariedade afetiva que só ocorre entre homem e mulher, diz o Catecismo da Igreja Católica de 1992 (número 2357). A, por assim dizer, analogia e como que simetria no que se refere à afetividade entre homossexualidade e heterossexualidade, se vivida a homossexualidade na mais absoluta castidade e pureza dignifica e eleva o homem, ainda mais o dignifica e eleva nos sofrimentos que a condição própria homossexual causa ao homem, e na dificuldade humana de se viver a abstinência sexual e a solidão, tornando tal homem homossexual à semelhança dos pobres deste mundo cujas alegrias e esperanças, tristezas e angústias os cristãos verdadeiros, os espirituais, têm em si mesmos, pois os orgulhosos deste mundo dizem que o cristianismo é religião de mendigos e mulheres, sem dúvida alguma que dos tipos de condições dos homens são um dos tipos e condições dos homens mais fracos.


Espero, se Deus me permitir em oração e com penitência, que o homem não acabe cego e se os escandalosos forem outros, os seus acusadores se estiverem a caluniar a dom Alberto, que se arrependam e reconheçam a sua cegueira, porque não há boa visão alguma em quem é autor de um escândalo contra os pequeninhos do Senhor que são os cristãos sinceros. Entretanto, eu fico meio que inclinado a achar que quem vai inventar uma tal narrativa contra alguém como dom Alberto, o arcebispo, se não for um grande escritor, ficcionista, romancista ou contista ao lado de ser também um grande calhorda? O futuro das investigações dirá...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Dom Alberto Taveira Corrêa - Entre o apego ao poder, a soberba e a monstruosidade

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Ex-seminarista que denunciou o alto prelado dom Alberto 

 

Resumo: Agora com depoimentos retirados por mim da imprensa das supostas vítimas de abuso sexual por parte do arcebispo de Belém (capital do Estado do Pará), dom Alberto Taveira Corrêa, disserto mais uma vez acerca da affaire envolvendo esse prelado da Igreja Católica.


Caso se confirmem as acusações contra dom Alberto Taveira Corrêa, o arcebispo de Belém, a capital do Estado do Pará, estamos diante de um monstro de ruindade, o qual seria melhor que assumisse desde há muito a própria homossexualidade do que ficasse com supostos "tratamentos espirituais", a fim de "curar" jovens seminaristas de suas tendências homossexuais, mas fazendo o uso malandro da própria homossexualidade que é algo compreensivelmente e genuinamente humano, mas só que para satisfazer o apetite e libido do arcebispo da forma mais mesquinha possível.


O apego ao poder de dom Alberto é como eu já fiquei sabendo pela imprensa, ocorre, porque Sua Excelência já disse que somente morto ele deixaria o arcebispado de Belém, quando foi aconselhado certamente que por outros clérigos para que pedisse a aposentadoria. A soberba do alto prelado católico encontra-se em que ele coloca em risco a própria Santa Igreja Católica Apostólica Romana como atingida ou maculada de alguma forma pelas denúncias de suas aventuras no bom e velho esporte que é a homossexualidade, aventuras que ocorriam em sua residência episcopal aqui na minha cidade de Belém, ali na Travessa Doutor Moraes, quase esquina com a nobre Avenida Nossa Senhora de Nazaré no bairro central de Nazaré. Ora, dom Alberto nunca leu a Bíblia Sagrada que nas palavras do próprio Cristo Jesus disse o Cristo que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja d'Ele (São Mateus 16, 18)? A Igreja segue impertérrita, pura, imaculada e infalível, apesar de ao longo de Sua história gloriosa neste mundo tropeçar com as fraquezas de nós, homens, os Seus filhos e membros.

 

O alto prelado dom Alberto durante uma Missa em Belém

Agora, a monstruosidade de dom Alberto Taveira Corrêa, se for verdade o de que lhe acusam, ocorre no que segue-se mais abaixo e que eu retirei de uma matéria jornalística do site do jornal El País, hospedado no portal MSN. Eis aqui o link para a íntegra da matéria desnudando dom Alberto que segundo as acusações gostava de desnudar-se diante de jovens efebos seminaristas. 

 

Ex-seminarista relata e afirma assédio sexual sofrido da parte de dom Alberto


Segue-se, abaixo, um trecho da referida matéria de El País com as denúncias e depoimentos dos rapazes acerca das monstruosidades do alto prelado dom Alberto contra eles que são monstruosidades, talvez espelhadas na pança grande de dom Alberto, conformes a típica homofobia da direita autoproclamada cristã, contudo que é farisaica hipócrita e pretensamente apolínea de dia, mas que na calada da noite entrega-se à húbris dionisíaca do sexo.


Orientação espiritual

Os quatro denunciantes afirmam que aceitaram participar de sessões particulares de orientação espiritual com Corrêa em sua casa em momentos e por motivos distintos, mas que a prática era muito comum entre os internos do seminário. Eles dizem que desde que chegou a Belém, em 2010, Dom Alberto frequentava o seminário com regularidade e era muito atencioso e acessível aos estudantes. “Teve sábado pela manhã que eu cheguei lá na casa dele, tinha fila de meninos para passar pelo atendimento”, contou B. à reportagem. “Era colocado como uma coisa normal. Aí acho que ele ia sentindo a abertura, vendo até onde conseguia chegar, testando a gente…”, diz ele, que teria começado a ser assediado por Dom Alberto no início de 2013, após ter sido descoberto pela direção do seminário em um relacionamento amoroso com um colega e ter sido expulso de lá, aos 20 anos. “Eu já tinha passado pela orientação particular com ele antes, mas tinha sido tudo muito superficial, eu não dava abertura. Quando fui expulso, procurei Dom Alberto e perguntei se ainda havia esperança para mim. Ele disse que tinha um caminho, mas que eu tinha que me abrir ao método de cura espiritual dele”, diz B.

Para tanto, os ex-seminaristas ouvidos pela reportagem contam que o arcebispo usava o livro A batalha pela ‘normalidade’ sexual e homossexualidade (Editora Santuário, 2000), do psicólogo holandês Gerard Aardweg, com cuja cópia presenteava estudantes. O objetivo desta orientação espiritual seria ajudar os jovens a livrar-se da homossexualidade e tentações sexuais de toda a natureza, mas na prática não era o que acontecia. “Voltei para a primeira sessão e começou: queria saber se eu me masturbava, se eu era ativo ou passivo, se eu gostava de troca-troca, se eu assistia pornografia, quando eu me masturbava o que eu pensava… achei estranho mas achei que era o método dele”, diz B., de 28.

Depois de algumas sessões dessa natureza, cerca de cinco, ainda em 2013, o ex-seminarista diz que encontrou em uma missa na cidade um amigo que ainda estava no seminário, e descobriu que o ex-colega estava passando pela mesma coisa. “Aconteceu com ele uma situação parecida com a minha que culminou em uma ameaça de expulsão, e o arcebispo aproveitou e estava fazendo com ele a mesma coisa que estava fazendo comigo, só que já um passo a frente. Ele me confidenciou que foi obrigado a ficar nu com o arcebispo, tocar no corpo dele, se deixar tocar”, diz. Após essa conversa, e assustado com o rumo que o “tratamento” vinha tomando, ele conta que deixou de ir aos encontros marcados e afastou-se do arcebispo. B. já estava sem esperanças e sem a certeza de querer voltar ao seminário e com a perspectiva de cursar uma faculdade. Pouco tempo depois o amigo que encontrou na missa também deixou o Pio X. Estava lançada a pedra da denúncia que seria feita anos depois, apenas agora em 2020, depois que mais dois ex-seminaristas juntaram-se a eles no ano passado.

Com A., teria sido pior. Após também ser ameaçado de expulsão do seminário por conta de um envolvimento amoroso com um colega e ter passado por diversas sessões de assédio com o arcebispo como as descritas acima, ele teria sido chantageado por Corrêa para aceitar abusos sexuais quando demonstrou resistência às investidas. “Ele disse que ia contar do meu caso no seminário para minha família”, diz. Fora isso Corrêa teria prometido reintegrá-lo, o que o jovem A. afirma que aconteceu após ceder às investidas da autoridade religiosa. Reunia-se a sós com o religioso em seu escritório e quarto, e conta que dentre os métodos utilizados pelo arcebispo durante as sessões de orientação espiritual estava a obrigação de ficarem pelados juntos, olhando um para o corpo do outro como forma de “resistir às tentações”.

“Outra coisa comum era a reza junto ao corpo. Ele chegava junto de você, se roçando, e fazia uma reza em algum lugar do seu corpo nu… teve vez que era no rosto e achei que ele ia me beijar”, afirma B.. “Tive que pegar nele e masturbá-lo, ele pegava no meu pênis e tentava fazer com que eu tivesse uma ereção… Outra coisa é que ele ficava nervoso quando você não conseguia, brigava, dava bronca, mas sempre com esse papo do tratamento, do estamos tentando te salvar… A cada sessão, ele ficava mais agressivo e violento, dizia coisas horríveis, lembrava de fatos passados para te humilhar, dizia que você não estava progredindo, dizia coisas horrorosas para você, que você era uma pessoa horrível, era aterrorizante”.

Segundo relata A., após mais de uma dezena de encontros com o arcebispo, em cerca de três meses, ele o enviou para uma temporada de sete meses em uma paróquia como ajudante “dando um tempo”. Depois disso, conseguiu voltar para o seminário — de onde seria expulso definitivamente um ano e meio depois. “Eu tinha ficado revoltado, estava arrumando muita briga e confusão lá dentro, não funcionou mais para mim”, afirma.

O quarto ex-seminarista que participa da denúncia ao MP e às autoridades religiosas tinha 16 anos quando afirma ter sido abusado por Corrêa. Segundo seu relato, o arcebispo mandava o motorista particular buscá-lo no seminário, não raro de noite, para participar das sessões de orientação espiritual. Teriam sido diversas sessões ao longo de alguns meses em 2014. Ele relata que, dentre outras sevícias, o arcebispo deitava-se nu de pernas para o alto e pedia para o adolescente penetrá-lo. Como ele não conseguia manter uma ereção, Corrêa ficava nervoso, gritava e o maltratava muito.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Uma reflexão genuinamente cristã

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 



Diante desta corrupção do clero romano que vemos, aí, nas denúncias sobre atividades de dom Alberto Taveira Corrêa, o meu arcebispo da arquidiocese de minha cidade de Belém (capital do Estado do Pará), atividades consideradas imorais, não seria melhor que nós cristãos, que nos dizemos católicos, que a gente largasse a Igreja Católica Romana e, então, ingressássemos em alguma igrejinha luterana? Por que? Porque a doutrina da Reforma Protestante luterana do século XVI que é a da justificação somente pela fé, sola fide, parece consumar o que seja o cristianismo, não fica a reboque da resposta humana em boas obras, e parece ser mais realista com relação ao homem, isto é, não depende da resposta do pobre homem a religião do Cristo, conforme a visão de Martinho Lutero com o luteranismo e o protestantismo clássico, em geral, mas depende da obra mesma desse Cristo que no alto do Seu trono glorioso, ainda que humilde e de morte, da cruz, consumou a salvação humana (São João 19, 30), sendo que só o Cristo conseguiu pelo homem ser a oferenda perfeita, ou seja, dar toda a glória, honra, louvor, adoração e ação de graças a Deus.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Ainda a affaire dom Alberto Taveira Corrêa, o arcebispo

 Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Dom Alberto Taveira Corrêa


O que mais importa é rezar não especialmente por dom Alberto ou por fulano, sicrano ou beltrano, a, b ou c. O que importa é rezar para que a verdade prevaleça e se mostre, porque escreveu São Paulo, que "nada podemos contra a verdade, senão pena verdade" (2 Coríntios 13, 8). Nada de passar pano ou de ser gado de nenhum poderoso da vez, porque este ou aquele arcebispo, bispo, cardeal ou Papa passarão, mas a Igreja com o papado e os bispados e arcebispados no mundo todo permanecerão e a Igreja é a coluna e sustentáculo da verdade, escreveu também São Paulo (1 Timóteo 3, 15). A Igreja sustenta e é o pilar da verdade e não da mentira para sustentar no poder pessoas sedentas de poder sem nenhum pudor.

TEOCRACIA EM VERTIGEM - ESPECIAL DE NATAL

Comentário meu ao vídeo mais abaixo:

 

Civilização, convívio social saudável e inteligente é rir, é bom humor, eu acho que é encontrar mesmo nos melhores homens alguma coisa de má, algo de humano, demasiado humano. Parabéns ao Porta dos Fundos pelo novo especial de Natal deste ano de 2020, lançado, hoje, dia 10 de dezembro de 2020. Silas Malafaia, segundo o professor filósofo Doutor Paulo Ghiraldelli Júnior, teria Malafaia a boca com uma aparência de boca gulosa, louca para chupar um pênis, mas ele não se permite a isso, ou caso se permita é na calada noite nos braços de algum travesti, pois Malafaia é mais um fariseu hipócrita da atual direita que é a mesma da época do Cristo. Dom Alberto Taveira Corrêa, o meu atual arcebispo da minha cidade de Belém, a capital do Estado do Pará, ele está sendo acusado da boa e velha brotheragem, porque é aquela coisa, expulsa-se a verdade pela porta, ela volta pela janela. Se ele, dom Alberto, à Igreja tivesse sido sincero com relação à possível homossexualidade dele, caso confirme-se as acusações contra ele, quando ele quis ser padre, certamente que, com a ajuda de Deus, falando mais abertamente sobre si mesmo, com transparência e até bom humor, como faz o Porta, dom Aberto e tantos outros saberiam lidar com suas questões humanas, demasiado humanas, pois o homem não é Deus, é limitado, tem lá suas dificuldades. Eu mesmo, que sou católico, eu já quis ser padre, mas graças a Deus desde o primeiro instante em que fui ao Seminário da minha arquidiocese eu disse a verdade, graças a Deus, fui sincero e transparente, porque eu disse que eu sou homossexual e, então, não fui aceito para ingressar em tal Seminário.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Espelho da alma, o mirar e o mirar-se diante de tal espelho

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 


Resumo: Reflito aqui sobre a ideia as vezes muito criticada que é a ideia de especulação, que é de ver como a um espelho, ao espelho da alma, o que há no mundo e também o homem a ele mesmo.


A palavra especulação, tão criticada pelos tais devotos dos fatos, vem da palavra latina speculum que quer dizer espelho. Ora, especular quer dizer mirar algo, como a si mesmo, ao espelho, ao espelho da alma ou da mente. Os devotos dos fatos costumam diminuir quem fica especulando até mesmo como se estivessem apenas a maldizer a alguém. Isso ocorre, por exemplo, neste caso das denúncias de que dom Alberto Taveira Corrêa, o meu arcebispo da arquidiocese de minha cidade de Belém, a capital do Estado do Pará, de que ele estaria envolvido em abusos sexuais contra menores de idade e seminaristas, acusado que ele foi por seminaristas e por padres. Bom, veremos e muito, eu mesmo tenho feito isso em conversas com pessoas e nas redes sociais, as pessoas usarem algo do tipo da imaginação, das deduções e de analogias para por algo diante do espelho da mente. Os tais fatos evidentemente que passam por esse processo de especulação, mas é claro que radicam-se em alguma prova de algo que de fato aconteceu, o fato sonante, bruto, nu e cru, pois o mesmo existe, sim, para muito além da doutrinação que encerra a muitos em ideias fechadas, isto é, as ideologias ou nas modernas análises de textos e de textos entre si sem uma referência ao mundo em si mesmo. E também segundo a teoria antiga e celebrada da reminiscência que parece evidente, não só na época de Sócrates quando ele dialogou ao lado de um pobre escravo, Mênon, e o fez dissertar sobre assuntos complexos de matemática, parece evidente a teoria da reminiscência, pois, para a alma, o homem especular, porque segundo essa teoria, bem provada em Mênon, antes de vir a este mundo a alma humana fora formada pela realidade do bem, da verdade e da beleza que o homem com o speculum de sua alma ou mente são parte e que as circunstâncias deste mundo fazem recordar essa realidade. O processo contra dom Alberto corre em segredo de Justiça e as autoridades romanas da Santa Sé também não abrem o jogo. Então, cabe a cada um mirar e mirar-se, se for alguém sincero, ao espelho da mente para orientar-se em uma situação onde se ignoram muitos fatos e ficam-se só com teorias da conspiração a exemplo de que a ala mais à esquerda da Santa Igreja estaria caluniando o arcebispo em questão por ele supostamente ser conservador, coisa que ele não é, e teorias da conspiração demonizando a esquerda como sendo a pior coisa do universo abundam no mundo de hoje dominado pelo fascismo.

 

Dom Alberto Taveira Corrêa

Mirar-se diante do espelho. Ora, eu mesmo costumo dizer publicamente que eu tentei ser padre, entretanto, logo na primeiríssima entrevista ao padre reitor do Seminário de minha arquidiocese eu fui rejeitado como um candidato para ingressar em tal Seminário. Por que? Porque perguntado sobre a minha vida afetiva, se eu já tinha tido namoradas, eu disse simplesmente a verdade para o padre, graças a Deus eu fui sincero, eu disse-lhe que eu sou homossexual, então, fui rechaçado. Tudo bem, continuamos amigos, eu continuo sendo católico e católico praticante, graças a Deus, mesmo que rejeitado para as sagradas ordens, graças a Deus não vendo a minha alma por cargos em lugar nenhum. Mas, eu disse a verdade, pois mentira tem perna curta e um dia, conforme disse o Cristo que não há nada oculto que não venha a ser revelado (São Mateus 4, 22), descobre-se a verdade nem que o mentiroso já esteja velho e em um alto cargo que é o que, se tudo se confirmar, parece ser o caso de dom Alberto que já velho está sendo acusado de praticar a boa e velha brotheragem. Quando expulsa-se a verdade pela porta, ela volta pela janela. Vejam, caros leitores, o mirar-se ao espelho, a fim de algo saber da verdade, ora, se talvez dom Alberto, que hoje no fim da vida ele é acusado de uma conduta sexual considerada infamante, se ele tivesse se visto com atenção diante do speculum de sua alma e tivesse dito a simples verdade ao padre que desde a primeira vez o entrevistou no Seminário da diocese dele, um discernimento teria sido feito de que talvez não fosse adequado o sacerdócio para alguém com a complicada tendência homossexual, tendência homossexual que por acaso não resultou até hoje em santidade na Santa Igreja, não que eu saiba, em ninguém que tenha passado por tais tentações, as tentações homossexuais e tenha-as vencido, eu não conheço santo católico gay. Se bem que há décadas atrás a questão homossexual, em um certo sentido, não era exatamente um grande problema para a Igreja Católica e nem muito menos há muito mais tempo atrás e por que? Porque, eu vejo assim, não havia a questão de uma cultura e movimento político gay no mundo que desafiasse politicamente, o que é temível, a própria Igreja Católica, era apenas uma questão de pobres almas individuais com um abacaxi violento para descascar.

 

Por exemplo, podemos imaginar, deduzir e fazer uso de analogias de que o poder é algo sedutor e corrompe os mais fracos e é muito usado pelos mais frios. Eu já soube, para corroborar com um fato, que diante de tal caso de acusações contra o meu arcebispo, que ele teria sido sugerido que renunciasse o arcebispado, dom Alberto teria dito que só morto sairia de tal cargo. Então, primeiramente diante de algo como o poder, partiu-se, não sem antes da experiência do perigo que é a dominação ou o poder, mas também do fato noticiado do que teria dito tal coisa o prelado em questão e também, é claro, consoante a própria experiência do poder no mundo nas muitas vezes miseráveis vidas dos políticos, reis e governantes. Na verdade, finalmente, tanto a imaginação, quanto a dedução ou analogia e os fatos evidentemente que devem todos passar pelo speculum da mente e constituem esse espelhar. A analogia no speculum da mente ou da alma pode dar-se com seu jogo de semelhanças e dessemelhanças de alguma coisa em relação à outra coisa, por exemplo, no caso do sexo, e mais, no caso de alguém que detém um cargo de chefia, dom Alberto, em que há o domínio na mente de alguns para possuir alguém e o sexo propicia a dominação pelo domínio carnal de um outro alguém e em situação de grande desvantagem se for um menor de idade, um vulnerável, se for o caso da relação hierárquica no trabalho, nas forças armadas de um país ou nas religiões ou até mesmo porque a vítima é uma criança e que se tal pessoa não ceder o superior a tal pessoa o punirá de alguma forma, por exemplo, com a perda de uma promoção, aprovação ou mesmo a incompreensão dos seus pares inferiores por estar difamando, se ela denunciar o agressor, aquele superior querido pela comunidade. A analogia do sexo com poder é impressionante e muito visível no espelho da alma.


Especular é preciso, não vejo porque envergonhar-se disso, os próprios fatos devem ser mirados no speculum da mente e interpretados sem preconceitos. E eu diria que nesse caso de corrupção do clero romano, mas também poderia ser a corrupção do clero protestante ou do clero de outra religião ou mesmo no trabalho, na família ou na convivência de vizinhos, enfim, em sociedade, é preciso mirar ao espelho questões de poder, ganância, vícios e mesmo virtudes, para, à maneira de um fio de Ariadne mirar ao espelho da alma não um labirinto onde se perca nele, mas por tais variáveis de misérias e coisas boas humanas, até que os fatos se deem, possa-se, por fim, saber qual seja a verdade.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

O caroço no angu. Martinho Lutero e meus 42 anos

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Martinho Lutero

 

Resumo: Notícia e reflexão minha sobre o caso de acusações recentes de que o arcebispo da arquidiocese católica romana da minha cidade, dom Alberto Taveira Corrêa, estaria envolvido em um escândalo de abuso sexual contra menores de idade e uma reflexão sobre a influência do testemunho e vida marcantes de Martinho Lutero em minha vida.


Sobre o que eu soube nos últimos poucos dias, desde sábado, dia 05 de dezembro do ano da graça de 2020, a respeito das denúncias que pesam contra dom Alberto Taveira Corrêa, o arcebispo da arquidiocese da minha cidade de Belém, a capital do Estado do Pará, denúncias de que ele teria abusado sexualmente de sete jovens seminaristas, alguns deles hoje são padres, todos à época dos supostos crimes eram menores de idade, e com o envolvimento de garotos de programa, eu acho que nesse caso caroço tem nesse angu. Por que? Porque como é que a Santa Sé, viria de tão longe, de além-mar, lá da Itália em uma visita apostólica à minha cidade Belém para investigar tal caso? Agora a culpa recai logo nas costas da grande imprensa malvadona de que a mesma estaria, em suma, com fofoca, com anticatolicismo, como dizem os mais paranoicos conspiracionistas e vitimistas mimizentos da direita débil mental, conforme quis explicar-se o arcebispo em carta aberta ao clero e aos leigos lida no último sábado ao final de uma Santa Missa que eu participei e em um vídeo recente do arcebispo veiculado nas mídias da arquidiocese. Eu acho que alguém está mentindo ou omitindo aí. Ou mente e omite o arcebispo ou mente e omite os seus acusadores. O futuro dirá, com a apuração dos fatos sonantes. Não adianta reclamar de forma ideológica, ou seja, farsesca utilizando a religião, passagens bíblicas, tal qual fez o arcebispo contra a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão, porque é como se diz, o povo aumenta, mas não inventa. E citar passagens bíblicas para tentar explicar-se ou justificar-se, conforme fez o arcebispo dom Alberto, citando aí trechos em que Jesus Cristo instrui sobre como se deve proceder diante do irmão que erra (São Mateus 18, 15-17), não cabe no caso de denúncias de que um crime foi perpetrado, no caso crime de abuso sexual de menores de idade (Artigo 227 da Constituição Federal de 1988, parágrafo 4) ou vulneráveis. O crime ultrapassa evidentemente os muros das religiões, pois afetam o Estado, a sociedade como um todo, o bem comum e a segurança dos cidadãos visado pelo Estado. Veritas omnia vincit, a verdade tudo vence, quem estiver com a verdade será invencível, mesmo que caluniado, difamado ou injuriado. A Igreja é a coluna e o sustentáculo da verdade (1 Timóteo 3, 15), escreveu o apóstolo São Paulo, então, quem estiver sendo sincero, honesto e transparente nesse caso, invencível será, porque também o Cristo disse que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja (São Mateus 16, 18), e será tal pessoa que encara a vida de frente um verdadeiro membro vivo e atuante da Igreja sustentando assim a verdade.

 

Dom Alberto Taveira Corrêa


Mudando de assunto, caros amigos leitores, mudando de assunto de maneira até mesmo sintomática diante de acusações de abusos por parte de pessoas como dom Alberto que deveriam pastorear o rebanho do Senhor, dom Alberto que segundo informações que eu obtive, ele está apegado ao cajado dele de pastor, quer muito manter-se no poder, e diz que só o largará morto... Rosnados desse homem a parte, eu acho interessante que nestes meus 42 anos de idade, que eu, graças a Deus, completei no último dia 02 de dezembro do ano da graça de 2020, eu acho interessante que Martinho Lutero, ao longo dos últimos anos desde o ano de 2006 quando eu conheci o protestantismo, Lutero mostrou para mim de maneira marcante com a própria vida e testemunho dele de alguém que já não sabia como agradar a Deus com boas obras, sendo bonzinho, bom moço. Ele mostrou-me o de fato e único e verdadeiro Pastor e Bispo da alma humana (2 Pedro 2, 25) que é o Cristo. A Santa Igreja Católica pode, de fato, muito mais no passado, mas ainda hoje, por causa de fariseus hipócritas como estão acusando que dom Alberto seria um dos tais, colocar fardos pesados nas costas dos outros que os fariseus que dizem ser dom Alberto não se dispõe a levantá-los nem com um só dedo (São Mateus 23, 4), como alertou o Cristo sobre os fariseus da época d'Ele. Dom Alberto, se for verdade o que dizem dele, deveras, ele está lá no bem bom da Igreja, comendo, bebendo, morando bem em um imóvel confortável ali na Travessa Doutor Moraes com a Avenida Nossa Senhora de Nazaré, em um bairro central de Belém como é o meu bairro de Nazaré, e, segundo o acusam, curtindo os favores sexuais de algum belo e jovem rapazote ou o que é verdadeiramente inaceitável, coagindo ou pelo menos seduzindo a algum rapazote menor de idade a servi-lo sexualmente, não que tais rapazotes não provoquem os mais velhos de mil maneiras valendo-se da própria força e beleza juvenil. Entretanto, o seu clero, talvez sobretudo os religiosos, e o povo leigo se mata penitenciando-se sob pesados fardos em suas costas como aqueles que vemos durante as procissões anuais do Círio de Nossa Senhora de Nazaré...


É evidente que um católico, e eu sou católico, graças a Deus, não pode aceitar a doutrina basilar e central protestante da reforma luterana que é a da justificação somente pela fé, a sola fide, no mínimo, segundo eu entendo, pelo risco que é para a alma humana comum, pois a santidade é algo raro, não participar da normalidade sacramental, mas uma coisa é certa, tal doutrina foi nascida da vida e testemunho concreto e real de Lutero. É algo o testemunho de um Lutero que diz com muita veemência a muitos de nós, cristãos, de todos os matizes, que somos muitas vezes cristãos mornos, imersos em um aquário de uma cultura ocidental inspirada hoje de forma remota e distorcida no cristianismo, onde não se vê mais a necessidade de pescar ninguém de tal situação para uma consciência cristã genuína. Quantas vezes eu rezando com o que possa haver de ortodoxo na ideia de Lutero, ainda deitado em minha cama de manhã, sem praticar a boa obra tipicamente católica ou esforço humano algum de ajoelhar-me e acender uma vela diante de meu oratório, mas por tal atitude praticamente passiva de rezar tendo em mente o testemunho luterano, deitado, eu com isso tomei consciência ao longo dos meus 42 anos de que, de fato, o Cristo é o Salvador, de fato, concretamente, verdadeiramente e realmente, e que não há boa obra que eu faça por melhor que seja tal obra, jamais chegará aos pés do que o que o Cristo fez pela humanidade, pois que de fato Ele consumou tudo na cruz do Calvário (São João 19, 30) nas palavras d'Ele próprio no alto de Seu trono glorioso, ainda que paradoxalmente de humilhação e morte que é a santíssima cruz...


Então, caro leitor, nestes meus 42 anos de idade uma das grandes contribuições para esta minha vida de um pouquinho mais de quatro décadas neste mundo está o fato interessante, um como que alívio e um testemunho de sabedoria alvissareiro que é o conhecimento da religião protestante em minha existência no que tal religião e facção do cristianismo tem de substancialmente relevância universal e interdenominacional. O protestantismo apesar de ser uma heresia aos olhos de Roma, mas fala poderosamente à subjetividade humana onde a resposta da fé se dá e que muitas vezes tal resposta é oculta ao mundo, a exemplo de Abraão que creu no promessa de Deus e a sua fé lhe foi imputada para justiça (Gênesis 15, 6; Romanos 4, 3), tornou-o justo. Tal resposta oculta ao mundo pouco caso faz da boa aparência diante do mundo que os fariseus hipócritas de plantão buscam e que fazem questão que a mão esquerda deles saiba o que faz a mão direita (São Mateus 6, 3) e que gostam de tocar trombeta ao darem esmolas (São Mateus 6, 2) para serem vistos pelos homens, conforme denunciou o Cristo.

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