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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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quinta-feira, 13 de julho de 2023

Rotina intermitente

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu que sou um covarde de marca maior e sendo assim tendo o pior dos vícios não tenho virtude alguma e sendo assim não tenho iniciativa para nada na vida e acabo sendo um vagabundo, preguiçoso, também porque eu sou sagitariano, e segundo eu já soube do meu signo o sagitariano detesta a mesmice e a rotina em nome da concepção louca dele de liberdade, segue-se que para mim a rotina deve ser intermitente.


Rotina intermitente para mim. Eu já passei dias sem escovar os dentes, sem tomar banho, tenho inúmeros livros que eu ainda não li e eu já gastei o dinheiro do meu pai a rodo na compra deles e eu nunca os li, então, eu sou um filisteu da cultura de marca maior, só exibo livros e não os leio, eu até gosto muito de ler e considero-me um rato de biblioteca. Certa vez, eu estava em uma biblioteca pública da minha cidade, a Bíblioteca Central Professor Doutor Clodoaldo Beckmann da Universidade Federal do Pará (UFPA) de minha cidade de Belém do Pará, a capital do Estado do Pará, que fica no bairro do Guamá, eu achei que tinha visto uma mulher parecida com uma prima minha chamada Adriana Meireles e ela não falou comigo. Eu liguei reclamando de ter sido supostamente ignorado para a casa da mãe dela, a minha tia, Rosemary Alcântara dos Reis, e minha prima negou que estava lá. Na época porque eu sou doente mental a minha fama de doido estava em alta e ela deve ter achado que eu estava era perturbado. Enfim, sobre livros, eu costumo emprestar livros de uma biblioteca pública de minha cidade de Belém, a Biblioteca Pública Arthur Vianna, que fica no meu bairro de Nazaré, e fico até meses retido comigo o livro e não termino nunca de lê-lo tendo eu sempre que renovar o empréstimo para mais dez ou doze dias novamente e reiteradamente acabo de novo e de novo sem ler o tal livro.


Realmente eu detesto rotina, regras, leis, apesar de eu ter um senso de justiça, algo tipicamente sagitariano, se é que Astrologia vale para alguma coisa e eu acho que vale, porque previsões do futuro, o caráter, a escolha da profissão eu noto que bem que a Astrologia acerta, posso estar enganado, contudo, sobre a Astrologia eu sento no ombro de um gigante que é Olavo de Carvalho que tem até uma ciência sobre o assunto que é a Astrocaracterologia.


Rotina intermitente. Eu preciso de gosto para fazer o que faço caso contrário se torna maçante, triste a minha situação. Graças a Deus que hoje eu sou católico romano, portanto, quando eu rezo a Deus e aos santos eu adquiro força para seguir em frente, apesar de meus momentos de ceticismo, ateísmo e niilismo causados pelo fato de eu ser homossexual - nós homossexuais, homens do subsolo, somos de uma frivolidade tão baixa a tal ponto que o sexo e o sexo doentio invertido homossexual torna-se algo dramático nas nossas vidas - e por causa da rotina, e a própria religião exige rotina que no mínimo a prática de se ir à Santa Missa aos domingos e nas festas dos dias santos e o que é mais grave para mim que é a prática da virtude da castidade, não raro fortemente fazer eu querer afastar-me de Deus.

terça-feira, 27 de junho de 2023

Uma questão para a verdadeira liberdade

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Desde a eclosão da revolta protestante do século XVI a questão da liberdade impôs-se no ocidente. Diante da diversidade de cultos "cristãos" no ocidente, a busca de liberdade e tolerância para a existência da diversidade de grupelhos e seitas protestantes houve a eclosão do liberalismo, também, pela questão da imposição dos príncipes protestantes do erro protestante em seus territórios segundo a regra do cujus regio eius religio. O liberalismo colocando a liberdade acima de tudo até aos dias hoje sem se levar em conta uma noção clara da verdade e do bem, o que acaba dando razão para que recentemente em um artigo de Samuel Câmara no jornal O Liberal aquele bandido Câmara que é um libertino que misteriosamente amealhou junto com dois irmãos marginais dele a fortuna incalculável de 20 milhões reais, alguém que reflete - não é o caso do celerado Câmara - se pergunte liberdade para que. Quem realmente não é um psicopata celerado, é relevante e reflete, pergunta-se pelo supremo bem buscado por Platão, e eu já ouvi dizer da parte do filósofo Luiz Felipe Pondé que Platão é filósofo só por ter buscado o que é o bem.


Se a questão até aos dias de hoje na parte oeste e mais decadente do mundo é a liberdade e a busca da liberdade cega para o que é a verdade e o bem, cabe uma questão para a verdadeira liberdade, tentando clarear a questão da liberdade, é que uma liberdade que cede à chantagem, mesmo que sob um medo terrível que possa gerar, o medo da morte, a pessoa não quer morrer, e coloca a vida física e biológica dela acima de tudo, diante de tal medo pode ocorrer uma perda terrível ou a perda máxima da liberdade ainda mais se é a verdade e o supremo bem que se busca. A vida sem reflexão não merece ser vivida, dizia Sócrates, e o covarde que quer salvar a própria pele a qualquer custo, nós, os covardes, pois eu sou um grande covarde, acaba com a consciência embotada, e mencionando que nós, covardes, achamos sempre uma desculpa esfarrapada para o nosso cagaço. É acabar reduzido a ratos e baratas covardes sobreviventes no fim de tudo. Para quem pelo menos anteviu o supremo bem que é o Sumo Bem que é Deus, aí entra uma questão para nós, cristãos (quando escrevo cristãos em minhas postagens leia-se sempre nós, católicos romanos, o resto não é nada), quem anteviu tal Sumo Bem não pode ceder ao terror e chantagem da morte e correr ao encontro de Deus ainda que banhado no próprio sangue e assim com o batismo de sangue absolutamente redentor, desde que tal pessoa seja católica romana, entrar no Paraíso e assim para a bendita lista do santo martirológio romano, ainda que o Papa Francisco louco queira atualmente incluir os hereges monofisitas egípcios como verdadeiros mártires santos, que é o que eles não são, jamais o serão e estão depois da morte insensata seguramente no inferno se receberam a informação de que a Igreja Católica Apostólica Romana é a verdadeira Igreja do Senhor Jesus Cristo.

terça-feira, 5 de julho de 2022

Metafísica

Autoria: João Emiliano Martins Neto


É possível um conhecimento satisfatório acerca de Deus, da liberdade e da imortalidade da alma? É possível um conhecimento do que não é condicionado, ainda que mesmo Deus poderia parecer condicionado, pelo menos o Deus cristão e judaico, ele parece ser condicionado a não ser pecador, posto que o pecado é uma fraqueza, então, ao invés é o pecado é que é condicionante. É possível conceber algo como a liberdade mesmo que em um de nós, doentes mentais, ou para além de condicionamentos históricos, culturais, de classe, físicos e de regime político? É possível conceber o homem digno desse nome sem imortalidade da alma, portanto, sem temer um juízo como o juízo divino, segundo as religiões judaica e cristã, também islâmica, e assim o homem sem esse temor tramar a vida inteira crimes perfeitos que não possam ser nunca descobertos pela expertise humana e assim punidos?




Todas essas questões pertencem à metafísica que, realmente, sempre fecunda o pensar e a reflexão humana com toda a luz do que é o mais alto do que pode chegar a mente humana e ainda pode fazê-la ir além se o homem se abre ao que é o mistério e mesmo antes do mistério se o homem se abre às coisas mesmas e também se ele não quer às coisas mesmas deste mundo vez ou outra elas poderão a ele se impor até mesmo terrivelmente.


Vale a pena sempre refletir e não nos esquecermos do que há de mais alto, Deus, a liberdade e a imortalidade, questões por excelência da metafísica, ainda que o tumulto das paixões, do inconsciente, dos instintos, da fome, do cansaço, o tumulto político e ideológico queiram obliterar nossas consciências.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Doutor Joseph Goebbels e a liberdade

Autoria: João Emiliano Martins Neto


O vídeo que se segue, abaixo, poderia ter vindo diretamente do inferno, é um discurso daquele jeito tempestuoso do ministro da Propaganda nazista, Doutor Joseph Goebbels alertando com décadas de antecedência a gente além de drogada e bêbada como Bruno Monteiro Aiub, vulgo Monark, que eles não devem dar liberdade como a liberdade de expressão ou de opinião a bandidos e psicopatas tipo os nazistas, ao ministro Doutor Goebbels.

 

Doutor Joseph Goebbels é tão espantosamente sincero que ele chega a dizer no vídeo que segue que é burro quem dá a liberdade a eles, os nazistas. Ou seja, o ministro reconhece que o nazismo é um mal que não merece vez.

 


 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

A defesa do debate, Kim Kataguri e a resposta católica ao liberalismo

Autoria: João Emiliano Martins Neto


No polêmico Flow Podcast do dia 7 de fevereiro de 2022 que custou a cabeça do jovem youtuber Bruno Monteiro Aiub, vulgo Monark, por acreditar que a liberdade sequestrada pelo liberalismo não se voltaria contra ele e contra o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), que agora o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e os bolsonaristas querem a cabeça dele. 

 

Deputado federal Kim Kataguiri


Kim Kataguiri, aquele mesmo jovem que na época das manifestações contra o governo Dilma Rousseff fez uma marcha servil rumo ao poder, em Brasília e não como aconselhou sabiamente Olavo de Carvalho, rumo ao povo que queria se livrar do poder dos corruptos de Brasília que o oprimem, contudo, Kim fez a defesa do debate. Disse ele: "O que eu defendo que acredito que o Monark também defenda é que por mais absurdo, idiota, antidemocrático, bizarro, tosco que o sujeito defenda, isso não deve ser crime - disse o deputado - Porque a melhor maneira de você reprimir uma ideia é (...) é você dando luz naquela ideia, para que, ela seja rechaçada e então socialmente rejeitada."


Porém, procurado pelo jornal O Globo, Kataguiri respondeu que sua fala foi "infeliz" ao falar de descriminalização total e que, na realidade, defendia que as pessoas tivessem acesso às obras para "repudiar os horrores do nazismo."


Diz o deputado Kataguiri em resposta ao senador Renan Calheiros que pede a sua cassação:


"Não faz sentido eu ter o meu mandato cassado por fazer um discurso antinazista, e por defender que a melhor maneira de derrotar as ideias nazistas, de sufocar e garantir que a tragédia do Holocausto nunca mais aconteça novamente é expondo os horrores das obras nazistas. Foi isso que eu defendi. Fui infeliz ao falar de descriminalização total do nazismo quando eu estava me referindo às obras, que as pessoas tenham acesso às obras, como a comunidade judaica alemã defende (segue-se, abaixo, as manchetes nos sites brasileiros dos alemães judeus em defesa da publicação de literatura nazista), justamente para repudiar os horrores do nazismo. É uma injustiça me colocarem a pecha de nazista quando toda a minha participação no programa foi no sentido de qual é a melhor maneira de definitivamente derrotar o nazismo."

 






Kim Kataguiri reconheceu que falhou no Flow Podcast em representar os judeus:


"O primeiro ponto que precisa ficar claro é que eu não defendo criação de partido nazista. Quando o Monark falou aquela atrocidades, eu falhei em representar a comunidade judaica como deveria."


***


Agora a resposta católica ao liberalismo que como uma serpente traiçoeira deu um bote em seus devotos defensores, Monark e Kim Kataguiri.


O Santo Padre Gregório XVI, na encíclica Mirari vos, diz que a liberdade de consciência é um delírio. Que a liberdade de expressão e de imprensa são perniciosas.

 

Papa Gregório XVI


Uma coisa eu noto, como pode haver liberdade de consciência, se, por exemplo, ao tomarmos consciência que está chovendo o que a consciência da chuva pode nos dar de informação? É de que no mínimo vamos nos molhar se sairmos à chuva. Ou que pode acontecer um alagamento, um transbordar ou até mesmo um dilúvio. A consciência de alguma coisa torna cativo o homem da responsabilidade diante do que ele tomou consciência e que pode ser algo temível, de grande responsabilidade, seriedade e importância, até mesmo atroz, as declarações de Monark querendo dar mais vez e voz à temível extrema-direita moderna que chega ao ponto do nazismo genocida. A liberdade de consciência, então, eu entendo que seja assim, é para quem seja muito irresponsável, leviano, cruel até diante da importância vital do que toma consciência. Posso estar enganado, mas, eu entendo assim uma crítica à tal liberdade de consciência e eu acho que é isso o que quis dizer o Papa Gregório XVI no século XIX em resposta ao liberalismo de Felicité Lamennais.


O excelente Conde Loppeux em vídeo de hoje em seu canal no site YouTube bem diz, neste vídeo aqui :


"A liberdade de consciência para o liberal está dissociada da verdade, da realidade, que está dissociada de qualquer critério factual. Na verdade o liberal ao dissociar a liberdade de opinião da verdade, ele transforma tudo em opinião e ao transformar tudo em opinião não se tem os critérios para saber o que é verdade e o que é erro. Portanto, quando o liberal afirma que todas as ideias podem ser pregadas indiscriminadamente ou todas as ideias podem ser defendidas já não existe o palco para a verdade e o erro e o palco para o quanto tais opiniões podem ser benéficas ou perniciosas."


Conde Loppeux cita uma bibliografia que é o livro O Protestantismo comparado ao Catolicismo, de autoria do padre catalão Jaime Balmes. O padre comenta a tolerância universal pregada pelos liberais do século XIX, em particular pelos liberais espanhóis. O padre diz que a tolerância absoluta é absurda porque há coisas intoleráveis por questões éticas, morais, por uma questão de juízo racional. Entra a questão da liberdade religiosa dos liberais oitocentistas. Afirma o padre, "Nós devemos ter tolerância à uma religião ou à uma prática dita religiosa que faz sacrifícios humanos? Não," afirma o padre. "Por que? Porque essa prática atenta contra a lei natural e a dignidade das pessoas."


Eis a resposta católica para o liberalismo traiçoeiro que na verdade é libertinagem, é licença para o mal e que é o sequestro da liberdade, ainda que eu considere a liberdade um princípio, pois que mesmo as melhores coisas, ou a melhor de todas, o bem maior, Deus, se for forçosamente imposto a alguém pode ser um grande mau, porque cada um sabe onde lhe aperta o sapato, porque o próprio Deus quer filhos que O amem e ninguém ama forçosamente, posto que amar é uma escolha. E, conforme disse Monark, há o direito de se ser idiota, há o direito de errar, quem de nós nunca errou que atire a primeira pedra. Cada um sabe onde lhe aperta o sapato seria o outro nome para as causas segundas, mas que os santos mártires por algo como Deus souberam não regatear o próprio sangue. No entanto, felicidade e liberdade, eu vejo como inegociáveis, a menos que seja para alguém felicidade e liberdade algo de concretamente maligno, a exemplo do próprio nazismo. Liberdade é algo de tão importante, a menos que o próprio Deus, o Bem, manifeste-se para alguém pessoalmente e Ele não o fará, - o que prova que Deus quer de nós seres livres - até porque se o fizesse, Deus tiraria toda a liberdade de tal pessoa, ensina o padre nazifascista bolsonarista Paulo Ricardo de Azevedo Júnior que não quer nenhum direito para nós, gays, todavia, diz o padre em um momento de lucidez, que cessaria toda a liberdade do homem se Deus a ele aparecesse, pois que diante do próprio Deus não há qualquer outra coisa que se possa livremente querer por estar infinitamente abaixo de Deus.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Ave, libertas!

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu comentei neste fim de semana, no domingo dia 30 de janeiro de 2022, em um vídeo no site YouTube de um canal de um ateu e conservador, chamado Vinícius César, o vídeo é este aqui, ele que se opõe às medidas sanitárias contra a Covid-19. Cometei lá na área de comentários do referido vídeo algumas vezes e em uma das vezes escrevi que achei interessante o título e o que ele aborda no referido vídeo dele sobre a questão da liberdade como a melhor ideologia que se possa ter e como um critério para qualquer outra ideologia ou ideia que se possa defender.


Quero reiterar, aqui, que concordo com César, a liberdade, o poder de fazer ou não determinada coisa é um critério, um crivo muito interessante para qualquer ideia, ideário ou ideologia que se defenda. Qualquer partido, organização, ideia que se tenha deve dar-nos a possibilidade de cumprirmos ou não o que é definido, deve dar-nos a liberdade de fazer ou não o que seja determinado, porque conforme o bem objetivo que para nós vá realmente causar, pois que parece-me evidente, o que é o bem o é nos casos particulares e concretos, conforme a sabedoria.


No caso concreto e real das medidas sanitárias contra o vírus Sars-Cov-2 há a questão da vacinação universal em todas as nações e para todos os povos, vacinação que pelo menos aqui no Brasil, reduziu drasticamente os casos de internação e mortes por Covid. Então, ótimo, que as pessoas se deixem vacinar, mas, é preciso ainda aí em tal ideia de vacinação que é em si mesma excelente, que haja a liberdade de não se vacinar, no caso, por exemplo, de pessoas que são muito alérgicas e, realmente, não pode submeter-se à vacinação. Também há o caso de não se ser forçado à vacinação, não se ser arrastado pelas ruas por meio de uma coleira para tomar a vacina tal qual se se tratasse de um ser irracional, o que atentaria contra a dignidade humana o que é reconhecido pelas próprias autoridades judiciárias brasileiras, o caso do Supremo Tribunal Federal (STF).


Ave, libertas! Ave, liberdade! É a liberdade o maior dos bens, o que não implica em libertinagem ou no mergulho do homem no que é objetivamente as trevas de um vício, do crime ou de algo em si mesmo desordenado. No entanto, há de haver a liberdade, porque mesmo o maior dos bens, até mesmo Deus, por causas segundas e circunstâncias adversas incontroláveis e fortuitas mesmo o maior dos bens pode tornar-se um grande mal se for forçado a ser obedecido até ao ponto da dignidade humana ser reduzida a pó, até ao ponto do homem ser reduzido à uma máquina de cumprir tarefas como se fosse um animal ou um maquinário qualquer.

sábado, 4 de dezembro de 2021

Uns frutos do sacrário

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 


Hoje como todos os dias eu estava rezando diante do sacrário da igrejinha onde eu fui batizado na infância, na Igreja da Santíssima Trindade de Belém do Pará, e lá rezando eu acho que eu colhi uns frutos de um certo ângulo muito interessante e luminoso de algumas coisas importantes comuns ao mundo como Deus, a alma humana e a liberdade tão questionadas e que seriam incognoscíveis para um certo homem distante de Deus como Immanuel Kant e que influenciou vários filósofos de várias gerações e a cultura depois dele. Kant que era oriundo de uma seita herética protestante, a luterana, mas era um cristão não muito ortodoxo, conforme dele diz o grande filósofo Eric Weil e eu acho que por tal filiação herética ele não conseguiu ter uma visão espiritual mais acurada.

 

Eu ali rezando diante do sacrário cheguei à conclusão que Kant, o homem do Iluminismo com sua noção de emancipação e busca de autonomia humanas, pois, retomando o sofista antigo, Protágoras de Abdera, o homem seria a medida de todas as coisas e não Deus, consoante via Platão, tal emancipação e autonomia humana dar-se-ia pela saída do que seria para Kant o sono dogmático, o abandono da metafísica antiga dogmática que voltava-se para a pesquisa em torno do objeto, contudo, doravante depois do pequeno homem de Königsberg, o homem seria o centro de tudo e definiria humana, demasiado humanamente o que seriam, "para ele", as coisas comuns ao mundo e não as coisas em si mesmas, em especial o que seria Deus, a alma, a liberdade e a imortalidade d'alma.


Isso que dá ser um herege protestante e nunca honrar e contemplar por pelo menos uns trinta minutos o próprio Deus Jesus Cristo tal qual há dois mil anos atrás no sacrário, o mesmo Cristo ainda que preterido por aqueles homens do passado e por todos nós, homens, de todos os tempos, judeus como os primeiros culpados e depois todos nós, homens, dos demais povos e raças. Kant acabou cego, agnóstico, dizendo que a coisa em si seria incognoscível sendo assim incognoscível o que há de mais alto como Deus e também a alma e a liberdade, por conseguinte, a imortalidade da alma.


Rezando ali eu percebi que há uma alma e como tal uma liberdade, liberdade para o amor, amor a Deus sobre todas as coisas e semelhantemente amor ao próximo como a si mesmo, ainda que ao custo de privações, sofrimento, perseguição, dor, humilhação, pobreza, apertos, tumultos, pancadaria e até diante da ameaça de morte. O amor que, escreveu São Paulo aos coríntios, tudo suporta, sofre, atura, tudo crê, tudo espera, tudo desculpa. O homem não precisa ser na verdade um fantoche de seus instintos, de seu orgulho idólatra, achando-se um suposto aristocrata, como dizia Friedrich Nietzsche, e assim refém dos mais baixos instintos e das trevas, descurar da compaixão, do perdão e do cuidado com os mais necessitados.


A questão da alma e a questão da liberdade foi o que brilhou para mim e eu acho que eu pude colher como uns frutos do sacrário, ao rezar ali diante do sacrário da igrejinha da Santíssima Trindade. Sou muito grato a Deus por essa luz que ele fez incidir, hoje, em mim um seu terrivelmente indigno servo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Recado meu no perfil de uma mulher árabe no Twitter

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Only Jesus saves and it saves the world from an Islamic society founded on a man who could not choose between one option or another that would always entail a renunciation, pain and loss, but at least in Christianity man can choose.
 
 
Tradução: Apenas Jesus salva e salva o mundo de uma sociedade islâmica fundada em um homem que não pode escolher entre uma opção ou outra que sempre implicaria em uma renúncia, dor ou perda, mas, pelo menos no cristianismo o homem pode escolher.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

A disciplina da verdade e da liberdade

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Quem queira caminhar na verdade e por isso ser, de fato, livre, deve ser disciplinado, deve saber que a verdade lhe imporá um reto proceder que pode ser ínvio e estreito, que pode ser algo que limita, mas que possibilita a verdadeira liberdade de uma humanidade iluminada, não vendida para uma ideia prostituída de liberdade, segundo o liberalismo moderno, na qual o homem chama de liberdade a licença para qualquer erro, prostituição e pecado, uma noção prostituída de liberdade, onde o homem torna-se cativo de algum vício, de fato, aprisionador ou cativo do pecado, pois o pecado é uma escravidão.


Esta ideia da disciplina para a verdade e verdadeira liberdade eu noto em minha própria verdade de vida, em minhas fraquezas, como no caso da homossexualidade e de minha enfermidade mental. Se é verdade que há discriminações injustas que ocorrem muitas vezes da parte de um mundo que quer esconder a própria verdade que passa pela própria homossexualidade e enfermidade mental que o mundo eventualmente pratica e é acometido nas sombras, contudo, há uma discriminação justa que exige tais condições sui generis graves que demandam cuidado e prudência.


Quem queira ser verdadeiramente livre e caminhar na verdade saiba que ainda que limitado pelo que seja a lúcida realidade, entretanto, saiba que tal limitação é a limitação legitimamente humana de quem tem uma vida de fato digna de ser vivida, porque refletida, conforme era o projeto do filósofo Sócrates. É uma vida de um iluminado e desperto, é a vida de um ex-escravo da caverna tenebrosa. O resto que possa discriminar injustamente o homem sincero e honesto é apenas a arraia miúda que vive nas sombras da caverna, que vive nas sombras do autoengano e das aparências de uma vida meramente superficial e irrelevante.

terça-feira, 2 de março de 2021

Os problemas do mundo

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Na parte oeste do mundo, a parte mais interessante e criativa do mundo, o que se tornou um grave problema do mundo, mas necessário, aqui no ocidente, o problema é que o eu ergueu-se. O homem que não mais quis ser como uma mera peça de uma engrenagem ergueu-se duvidando de tudo, acerca da existência de tudo, e encontrou-se em si mesmo, enquanto dubitante, encontrou algo de certeza, a certeza de que existe, porque pensa, porque move-se ao encontro do entendimento via a dúvida. Bom, isso já é o caráter do homem livre e consciente, crítico e cético bem formulado por René Descartes no século XVII, mas já presente em Sócrates, apesar dele ter cedido a sua consciência individual como parte da engrenagem que era a pólis ateniense. Séculos mais tarde e influenciado pelo judaísmo liberal e reformado que é o cristianismo, onde a relação da consciência individual, do eu, com a consciência suprema divina dá-se intimamente na fé e não por meio de instituições de pedra e leis também gravadas em pedra, e com o cristianismo já bem estabelecido e amadurecido no mundo o eu emergira no que poderia-se dizer que é o princípio do novo tempo em que logo antes de Descartes o grave problema do mundo que é o homem e sua dignidade, tal homem livre e consciente, crítico e cético emergiu de uma vez por todas em Martinho Lutero, o líder da Reforma Protestante do século XVI. Lutero questionou não sem grande conflito, eis uma prova do problema do mundo que é o homem consciente, a autoridade da Igreja Católica, a que é considerada a Igreja do próprio Deus Jesus Cristo, instituída por ele. Lutero questionou e em seu projeto reformista quis uma mudança, segundo o seu gênio e criatividade movido outrossim por uma tal instituição corroída pela corrupção de almas vendidas por cargos eclesiásticos e vendidas aos poderes deste mundo que esmagavam o povo, o qual somente com um Thomas Müntzer, o teólogo revolucionário, encontrou eco de seu sofrimento e lágrimas que explodiram nos mil anos de lusco-fusco medieval religioso em graves jacqueries, as revoltas camponesas. Contudo, apesar do pensamento burguês, porque alinhado com os poderes deste mundo que livraram Lutero da fogueira, de que forma em Lutero não duvidar do poderio de uma instituição eclesiástica como a Igreja Católica ainda muito parecida com a institucionalidade ou engrenagem judaica e imperial do mundo como um todo antes da emergência do eu? Como não duvidar mesmo que da própria Igreja de Cristo e com tanta poeira antiga imperial, fazendo a si próprio, o homem só consciente, nos novos tempos de emergência de uma consciência crítica, inteligente e cética, o seu eu a única instituição firme, legítima, porque pelo menos é livre para pensar?


O homem livre, crítico e cético do século XVI aos nossos dias seguiu a sua marcha passando, sendo problema do mundo e problematizando o mundo tal qual antes eu dizia de Sócrates que fora acusado de impiedade, de que não cultuava os deuses do Estado. O problema da emergência do eu causou guerras de religiões todas elas causadas pela outrora engrenagem hegemônica que era a Igreja Católica, alcançou-se a Paz de Westfália que sacramentou a liberdade de consciência religiosa contra a hipocrisia dos fanáticos que queriam impor catolicismo ou protestantismo ao homem que reflete. Em seguida tal homem livre que reflete passou por cima de reis cortando-lhes as cabeças na Revolução Francesa de 1789 e até o começo do século XX destronou os últimos reis que restavam com suas tiranias, porque monarquias são tentadas à tirania se o rei não for bom não sendo possível como nas repúblicas a alternância de poder depois de uns poucos anos ou a saída através de um processo de impeachment. Ainda no começo do século XX depois de séculos em que as classes militantes operárias que sempre viveram esmagadas sob as botas dos poderosos finalmente chegaram ao poder na Revolução Russa de 1917, assim conforme o intuito de Karl Marx, o pai do socialismo científico, tornar a democracia liberal que é meramente formal em democracia social e participativa com os trabalhadores podendo administrar a riqueza que produzem com suor e trabalho duro tendo em sua utopia comunista de cada um conforme a sua capacidade e dando a cada um conforme a sua necessidade.


O projeto soviético bolchevique da Revolução Russa pode até ter chegado ao fim no ano de 1991, após em 1989 o Muro de Berlim ter ruído, somadas às mentiras contadas por nazistas e pela burguesia mundial ao longo de décadas e até hoje contra a União Soviética, contudo, o sonho de uma sociedade solidária que vemos na própria proposta de sociedade cristã que é um comunismo cristão em Atos dos Apóstolos 2, 44, 45; 4, 32-37 marcou fortemente o mundo com Cuba socialista concedendo um dos melhores tratamentos em saúde do mundo, erradicando na ilha caribenha o analfabetismo e na própria Venezuela autoritária de hoje um Hugo Chávez ter preferido tratar-se em seu país do câncer que o levou à morte. Condições justas em uma sociedade solidária é materialismo? Então chamem os santos apóstolos e os primeiros cristãos de materialistas, porque muito mais materialistas pelo egoísmo, autoritarismo e solidão crassa são os capitalistas da ganância por acumulação do capital e lucro que hoje no governo de um genocida como Jair Messias Bolsonaro obriga o povo brasileiro a trabalhar em plena pandemia do novo coronavírus tendo por efeito colateral a morte por asfixia de mais de 250 mil brasileiros.


Dizem que a esquerda e os socialistas comunistas querem dissolver em um maquinário coletivista o indivíduo, o tal gerador de problemas do mundo, o homem com o seu eu, mas e se tal eu encontrou na esquerda a consciência de si em outros eus livres, céticos, conscientes e pensantes, no Partido, uma confraria de seres inteligentes? Eu acho que foi isso o que ocorreu. Por que? Porque a esquerda é a vanguarda do novo e da mudança, é a profetisa do futuro, é o instrumento político da modernidade do eu que vem romper com o que é mera tradição ou o que é recebido do passado de forma acrítica.


Hoje a revolução, a dor de cabeça ou problema necessária do mundo, é a emergência do eu consciente e crítico em relação aos dos costumes e ao corpo, é a revolução de gênero tendo por proto revolução atual a revolução homossexual. Os problemas do mundo gerado pelo eu, pelo homem consciente de sua dignidade não quer ser por último a peça da engrenagem que lhes pretende moldar o corpo, a identidade e o afeto, enfim, o amor e só ama quem é livre. Não estou querendo dizer com isso que o desafio à ordem natural e biológica outorgada por gays e transgêneros seja algo sensato, todavia, se a questão deste meu artigo é destacar a necessidade de um problema do mundo na pessoa do homem com o seu eu consciente, gays e transgêneros põem em marcha brilhantemente o pensamento, a inteligência, a crítica e a consciência contra toda hipocrisia e casmurrice de pessoas que se não pecam muitas vezes como os gays e transgêneros, porém, os mais fanáticos e hipócritas de vez em quando relacionam-se sexualmente com eles nas caladas das noites, ou pelo menos pagam prostitutas fingindo-se de dia de propugnadores da castidade e da pureza.


Os problemas do mundo são gerados pelo homem, porque o homem é um ser potencialmente inteligente e deve buscar a consciência de si e a consciência do mundo que em si mesmo, nas massas de gente: os povos, não os coletivos conscientes dos partidos de esquerda, e nem muito menos nos seres inferiores não tem consciência nenhuma. O mundo é o mundo dos homens despertos.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Por que eu sou católico romano?

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Resumo: Uma reflexão minha sobre o porquê eu sou católico romano aonde baseio-me na realidade das coisas para fazer tal opção pelo catolicismo romano.

Há alguns poucos meses atrás eu escrevia sobre reflexões em torno de perplexidades reais minhas no que se refere ao cristianismo estar dividido em católicos e protestantes. Eu mesmo fui protestante durante uns oito ou nove anos de minha vida. Eu mesmo participei da fé protestante que de fato toca os sentimentos do homem e o homem passa por algo como uma parte do seu íntimo que simplesmente não calcula e delibera friamente como se o homem um anjo fosse e não tivesse um corpo ou como se o homem fosse simplesmente uma peça de um maquinário cósmico a serviço de verdades universais, gerais e necessárias nenhum pouco humanas ou inconscientes negando ao homem de alguma forma o que lhe caracteriza que é a sua liberdade. Segue-se que algum tempo depois diminuídas as precauções sociais de isolamento social no mundo com relação à atual pandemia do novo coronavírus que vem dominando e tragicamente matando as mentes e os corpos neste ano da graça de 2020 a minha arquidiocese, a de Belém do Pará (Brasil), voltou à de forma gradual e serena a celebrar o Santo Sacrifício da Missa. Voltei, então, à santa Religião romana e católica alegremente e de forma penitente por ter afastado-me das coisas espirituais durante os primeiros tempos de pandemia.

Como um raio de luz algo acerca da liberdade humana a santa Fé católica romana iluminou-me. É bem conhecida da ideia de Martinho Lutero e de João Calvino, os precursores da Reforma e principais reformadores, com relação à escravidão da vontade humana ou de que o homem seria impedido por sua natureza corrompida pelo pecado original de colaborar com a graça divina. Mas a Fé católica por sua divindade e santidade bem conhece o homem e sabe que ele é alguma coisa, diria o filósofo Olavo de Carvalho ao falar da questão de livre arbítrio e determinismo, e alguma coisa que o homem é, de fato, que ele é uma criatura racional e como tal normalmente pode conhecer a verdade e pode ser livre. Não é só a Fé sozinha que justifica o homem, se bem que a Fé é o princípio da justificação coisa que não nega um papa como São Pio X insuspeito de ter sido um homem liberal. A Fé mobiliza o homem, porque o amor de Cristo nos constrange, diria São Paulo, desperta-nos a agir, fazendo a Fé operar a respondermos em amor não por apego à letra da Lei que mata, mas ao seu espírito da Lei que é amor a Deus sobre todas as coisas e por isso mesmo por verdadeiro respeito e amor aos homens como a nós mesmos.

Se o homem não fosse livre ele não seria alguma coisa humana e como tal não seria um ser moral, com méritos por sua liberdade de optar entre o bem e o mal e inteligente, capaz de conhecer e conhecimento é acesso à verdade por um diálogo da alma consigo mesma da forma como conceitua o conhecimento o filósofo Platão. Eu entendo que se o homem não tivesse essa dignidade o próprio Deus não teria se feito homem em Jesus Cristo sendo inseparavelmente, sim, inseparavelmente Deus e homem, ainda que sem mistura, a fim de restaurar e imagem e semelhança que o homem guarda em relação ao seu Criador.

Por tudo isso e também, porque infelizmente as comunidades de irmãos separados protestantes são muito divididas entre si, caro amigo leitor, eu me digo um católico romano, porque, de fato, concretamente o catolicismo romano corresponde à verdade do que seja o homem. Ainda que o homem antes do batismo e da Fé cristã em sua vida esteja morto e sepultado em seus delitos e pecados, como diz São Paulo, contudo o homem pode algo saber da verdade que é Deus em seu poder, glória e realeza por meio da natureza, como também diz São Paulo e o autor do livro deuterocanônico da Sabedoria. Pela natureza ou a criação Deus dá pistas acerca de Sua Pessoa excelsa o que torna todo homem indesculpável e culpável, sendo que mesmo sem a Lei de Moisés e mesmo sem o Evangelho todo homem será julgado no Juízo Final e desde já em sua vida mais cotidiana pelo tribunal de sua consciência, dada por Deus, aonde a glória, realeza e poder de Deus refulge como em um santuário particular que todo homem tem dentro de si e aonde ele encontra-se de alguma forma com o seu Deus ao olhar-se no espelho que há em si mesmo e que mostra-lhe a feiura ou a beleza que é tal ou qual homem conforme as suas obras o enfeiem ou o embelezem.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

A verdadeira e clássica idéia de liberdade

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Imagem do Espírito Santo. Basílica de S.Pedro (Vaticano)

Resumo: falo um pouco neste meu artigo sobre a verdadeira liberdade que é a clássica cristã sem a ideologia moderna espúria do liberalismo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

A vida do cristão entre a generosidade, a amizade e obediência

Autoria: João Emiliano Martins Neto



A vida do cristão autêntico que é o católico romano é algo entre a generosidade, a amizade e a obediência. Explico.

Sempre em Deus, por Deus e com Deus ou em Cristo, por Cristo e com Cristo, como se diz no Missal, a Deus Pai todo-poderoso toda honra e toda a glória agora e para sempre, a vida do cristão é doação generosa à humanidade pecadora, sendo o próprio cristão em si mesmo cheio de pecados e fraquezas e por isso deve ele compadecer-se de seus irmãos homens.


terça-feira, 30 de maio de 2017

Um caminho para a honestidade, sinceridade, enfim, para a verdade

Seja você mesmo, seja você o que você é. Mas o que é você de tão especial senão primeiramente e incontornavelmente um homem, um ser humano? Você é criatura, você é homem, nem anjo e nem um animal irracional quadrupede, não é você uma reles besta qualquer movida e arrastada pelo instinto. Você é homem, você é criatura, sabe muito, mas não sabe tanto quanto o anjo sabe nem muito menos, nem você e nem o anjo, sabem tanto quanto Deus que tudo sabe, pois a divindade é onisciente: tudo sabe.

Ok, você é homem, é criatura, seja você mesmo, então, meu amigo, você pode saber algo e pode querer, tanto quanto Deus sabe e tem vontade, tanto quanto os anjos e diferentemente dos animais. Você é um ser espiritual, você tem uma alma, um espírito, que são livres, logo, não escravize à materialidade, à aparência e ao que passa, ao devir, não escravize ou não deixe-se escravizar e subverter o que em você é, liberdade e conhecimento puros, em vista do que passa, do que não é o ente, como os vícios de comida, bebida, drogas, o dinheiro, a mentira, a corrupção, a fornicação, o poder, ou seja, em nome de tudo que já na sua vida hão de te dar apenas um curto e fugaz momento de prazer ou no caso do dinheiro e bens, as próximas gerações que sucederem a você, ó homem, elas não conseguirão manter, pois mentira tem perna curta e ninguém engana a todos e o tempo todo.

Eis, portanto, acima, meu amigo, um caminho que te dou para a honestidade, a sinceridade e a verdade. Seja forte, você é forte, é homem, tem a graça divina, Cristo morreu por você. Eis, por fim, um caminho, que creio seja o caminho, seja o próprio Cristo que pela fé e somente pela fé n'Ele, justifica e purifica você de toda a mancha do pecado e com a graça d'Ele há de ajudar a você a ter uma fé viva, plena de boas obras, plena de uma maravilhosa carreira luminosa, livre e sapiencial, porque espiritual e fecunda.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Eu, filosofante


É muito simples a posição desposicionada do filósofo. É a daquele que quer aprender o que seja a porra toda, sem doutrinas ou mantras.

Martinho Lutero vingou-se do pai cruel ao liderar a Reforma da Igreja Católica que formou o pai e um mundo sempre pré-cristão.

O valor da obra vicária e propiciatória de Cristo, fruto de sua vida e obra impecáveis e irrepreensíveis é mitigada, coberta de sombras, ignorada, subjetivada e tornada em suspenso pelo Catolicismo sempre legalista. Roma deveria aceitar o pilar mais importante da Reforma protestante que é justificação somente por fé e graça, mesmo que com isso institucionalmente venha abaixo, mas estará sendo filósofa, estará amando o saber e sendo finalmente cristã, pregando a graça, para além da noção humana, natural, cheia de culpa e entediada do homem acerca do que seja a Religião.

Pobre Lula... Uma grande liderança histórica brasileira enxovalhada pelo perene mal esquerdista.

Os luteranos já arregaram pra Roma. Fiéis à Reforma só os "reformados" calvinistas presbiterianos.

Os filósofos são os mais perseguidos de todos, pois dificilmente contam com igrejinhas, guetos LGBT ou o senso comum.

domingo, 28 de agosto de 2016

Forma de livrar-se dos preconceitos

Uma forma de evitar-se ficar com o cérebro ultrassensível e irritadinho é ser um Freitgeist, é ser um livre-pensador, desgarrado de todos os clubes, seitas, gurus, doutrinas, torcidas organizadas, times e ideologias e apenas ser fiel a si mesmo, ser fiel à própria alma aprendiz e filosofante que há em todo verdadeiro filósofo.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

A apologia do fumo

A apologia do fumo é a apologia não mais somente do fumo, atualmente, mas é a apologia da liberdade, porque o Estado fazer leis para coibir o fumo a menores de idade que podem por outro lado roubar, estuprar e matar e o Estado fazer leis para coibir o fumo em lugares fechados, tudo isso têm sido o luxo sinistro da tirania que se transformou a república brasileira.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O valor da filosofia

Bertrand Russell
Clique na hiperligação, abaixo, e leia um magistral texto de Bertrand Russell, acerca do valor de uma atividade como a Filosofia que ao não nos fechar em fáceis certezas abre-nos à profundidade e largueza que o poder humano totalitário sobre o mundo desejaria limitar.

http://criticanarede.com/filos_cidadania.html

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