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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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quarta-feira, 12 de julho de 2023

A gula e devassidão do mundo

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Já reportei-me antes aqui no meu blog e repito agora aqui, rezar diante dos sacrários da Igreja Católica para mim é inspirador. É inspiador estar diante de Jesus Cristo guardado no sacrário, o Cristo que está ali como há dois mil anos atrás sacrificado cabeça e corpo, Ele mesmo e a sua verdadeira Igreja que é somente a Igreja Católica Apostólica Romana, a sua eleita, nos seus grandes e verdadeiros santos de todos os tempos que são sábios que com uma sabedoria perfeita, uma ciência perfeita submeteram-se à toda à uma sorte de penitências, foram com Cristo esmagados, feridos, enfermados e até à semelhança de Cristo assassinados cruelmente, mas, deram-se docilmente e com liberdade como cordeiros por amor ao Pai, amor a Deus sobre todas as coisas e por amor ao próximo como a si mesmos mesmo que o seu próximo fosse o mais cruel assassino, sicário.


Hoje, dia 12 de julho de 2023 eu acho que eu colhi a reflexão que escrevo agora aqui de que todos nós temos uma tentação à gula e devassidão do mundo. A gula e devassidão ou pouca castidade de pelos sentidos nossos, a Filosofia comumente é bem assim ou a vã filosofia, quando não mortificados pelo jejum e castidade queremos tocar, ver, ouvir, sentir o sabor e experimentar mormente a comida, as bebidas mormente alcoólicas, até mesmo as drogas ou o sexo não vivido no sagrado sacramento do matrimônio e mesmo aí quando desordenadamente não queremos estar abertos à geração de uma nova vida só concebemos um mundo que passe pelo que podemos experimentar fisicamente e dentro de nossa razão que quer legislar sobre o mundo achando que o único mal do mundo é que não somos nós que estamos mandando e desmandando nele, não aceitando que o mundo com o seu item mais polêmico e mais importante que é Deus venha corrigir-nos, venha ser este Deus o nosso Senhor a quem devamos temer e de tal temor seja o princípio de nossa sabedoria, diz o autor do livro de Provérbios, em nós infundida por meio de nossa humilhação a ele, por meio da sinceridade conforme diz no salmo cinquenta o rei Davi em seu cântico de contrição, o miserere.                                    

sábado, 4 de dezembro de 2021

Uns frutos do sacrário

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 


Hoje como todos os dias eu estava rezando diante do sacrário da igrejinha onde eu fui batizado na infância, na Igreja da Santíssima Trindade de Belém do Pará, e lá rezando eu acho que eu colhi uns frutos de um certo ângulo muito interessante e luminoso de algumas coisas importantes comuns ao mundo como Deus, a alma humana e a liberdade tão questionadas e que seriam incognoscíveis para um certo homem distante de Deus como Immanuel Kant e que influenciou vários filósofos de várias gerações e a cultura depois dele. Kant que era oriundo de uma seita herética protestante, a luterana, mas era um cristão não muito ortodoxo, conforme dele diz o grande filósofo Eric Weil e eu acho que por tal filiação herética ele não conseguiu ter uma visão espiritual mais acurada.

 

Eu ali rezando diante do sacrário cheguei à conclusão que Kant, o homem do Iluminismo com sua noção de emancipação e busca de autonomia humanas, pois, retomando o sofista antigo, Protágoras de Abdera, o homem seria a medida de todas as coisas e não Deus, consoante via Platão, tal emancipação e autonomia humana dar-se-ia pela saída do que seria para Kant o sono dogmático, o abandono da metafísica antiga dogmática que voltava-se para a pesquisa em torno do objeto, contudo, doravante depois do pequeno homem de Königsberg, o homem seria o centro de tudo e definiria humana, demasiado humanamente o que seriam, "para ele", as coisas comuns ao mundo e não as coisas em si mesmas, em especial o que seria Deus, a alma, a liberdade e a imortalidade d'alma.


Isso que dá ser um herege protestante e nunca honrar e contemplar por pelo menos uns trinta minutos o próprio Deus Jesus Cristo tal qual há dois mil anos atrás no sacrário, o mesmo Cristo ainda que preterido por aqueles homens do passado e por todos nós, homens, de todos os tempos, judeus como os primeiros culpados e depois todos nós, homens, dos demais povos e raças. Kant acabou cego, agnóstico, dizendo que a coisa em si seria incognoscível sendo assim incognoscível o que há de mais alto como Deus e também a alma e a liberdade, por conseguinte, a imortalidade da alma.


Rezando ali eu percebi que há uma alma e como tal uma liberdade, liberdade para o amor, amor a Deus sobre todas as coisas e semelhantemente amor ao próximo como a si mesmo, ainda que ao custo de privações, sofrimento, perseguição, dor, humilhação, pobreza, apertos, tumultos, pancadaria e até diante da ameaça de morte. O amor que, escreveu São Paulo aos coríntios, tudo suporta, sofre, atura, tudo crê, tudo espera, tudo desculpa. O homem não precisa ser na verdade um fantoche de seus instintos, de seu orgulho idólatra, achando-se um suposto aristocrata, como dizia Friedrich Nietzsche, e assim refém dos mais baixos instintos e das trevas, descurar da compaixão, do perdão e do cuidado com os mais necessitados.


A questão da alma e a questão da liberdade foi o que brilhou para mim e eu acho que eu pude colher como uns frutos do sacrário, ao rezar ali diante do sacrário da igrejinha da Santíssima Trindade. Sou muito grato a Deus por essa luz que ele fez incidir, hoje, em mim um seu terrivelmente indigno servo.

quarta-feira, 7 de julho de 2021

Do particular ao universal ou a humildade como um colírio

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Em minhas orações diante no sacrário na Igreja Católica eu sempre peço a Deus que eu concretamente, de fato, verdadeiramente e na prática que eu odeie a mim mesmo, odeie a minha vida e ame sobre todas as coisas a Ele, Deus, verdade e sabedoria, o sumo bem, o universal. Pois disse Nosso Senhor Jesus Cristo que quem amar a sua vida mais do que a Ele, sabedoria e verdade feitas homem vai perdê-la.


Eu como homem sou o particular, sou o regional, o fragmento, sou um átomo e indivíduo mesmo hoje em plena revolução do indivíduo em estágio avançado, pois hoje, na contemporaneidade, o homem chega a ser empresário de si mesmo, se eu não me engano é o chamado microempreendedor individual, o MEI, e encontra-se "uberizado" em sua bicicletinha pelas ruas vendendo-se a si mesmo em forma de comida de iFood alheio a qualquer senso necessário e normal de comunidade que antes unia os trabalhadores em guildas, associações ou sindicatos. 


O grão de poeira, o grão de areia quer elevar-se a ser o todo, a ser o universal e ganhar muito dinheiro com isso, dinheiro sem o qual ele e o mundo nada é, seja, como dito "uberizado" vendendo comida de iFood, seja desde o começo da revolução do indivíduo no século XVI sendo um pastor protestante em uma seita átomo solto e desconexo em alguma esquina perdida na periferia do mundo, louco emancipado da Roma eterna dos mártires e dos santos, mestra da verdade e da sabedoria.


A humildade, o enfim desapego da mera opinião individual naturalmente irrelevante, o amor à Ciência e à Filosofia, portanto, o amor à sabedoria, o martírio, se preciso for, pela verdade e sabedoria, sendo assim um verdadeiro e grande cristão e também filósofo, sem idolatria à própria casca e aparência, sempre de pé e desprezando os olhares corruptores dos homens, é por meio da humildade que o homem obtém um colírio para ver claro e orientar a própria vontade e ação no sentido da luz, no sentido do conhecimento, no sentido do universal, e de uma generosidade que fecunde o solo árido do deserto de ideias que é o mundo atual.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O Sacrário, Nossa Senhora e o tempo

Sacrário de Nossa Senhora do Pilar (Minas Gerais)

O tempo diante do Sacrário só faz sentido quando, totalmente consagrados à Santíssima Theotokos, reconhecemos que ali naquela caixinha sagrada aquela carne e aquele sangue e aquela alma humana de Cristo e divindade do Filho de Deus tão definitivamente unida à humanidade do mesmo Cristo Jesus, é alma, corpo, sangue e coração sagrado frutos da alma, corpo, sangue e coração imaculado de Maria Senhora nossa.

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