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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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sábado, 18 de outubro de 2025

O império do indivíduo: o bem e a lei

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Søren Kierkegaard (Severino do Jardim da Seita Evanjegue Protestante) foi a besta evanjegue protestante que quis dar uma resposta individualista tão besta ateia, imanente quanto a da besta Hegel com seu sistema historicista totalizante para uso de qualquer Estado tirânico também ateu com sua razão de Estado maquiavélica.



O bem, a lei são - politicamente para dizer bem na prática - os democratas, são os liberais, átomos soltos individuais desgarrados de qualquer adequação lúcida à verdade, são: Hegel com o seu espírito de porco que ao fim e ao cabo é ele mesmo, junto com Kierkegaard e sua fé falsa humana evanjegue protestante ao lado dos existencialóides para os quais faltou umas aulinhas de filosofia com um grandioso mestre como Olavo de Carvalho sobre o que seja uma essência que precede a existência, exista tal essência ou não, e a determina divinamente e racionalmente.

sábado, 25 de junho de 2022

Roda de brasileiros

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Jantar luterano de confirmação de jovens: tradição, consumismo e hipocrisia


Uma roda de brasileiros reunidos, povo maldito não tem como duvidar de sua sina, para mim é o terror, é algo de dar medo e angústia. Uma roda de brasileiros reunidos é como aqueles jantares luteranos da época do grande filósofo Soren Kierkegaard, que como sempre a infelicidade e a dor gera a pérola - ostra feliz não faz pérola, dizia o teólogo Rubem Alves - que é um grande e luminoso, reflexivo sistema filosófico, gera um filósofo, diria com outras palavras Sócrates com relação ao  homem que como ele tem uma péssima esposa.


Eu estava dizendo para um idiota brasileiro ordinário, burro, qualquer, agora há pouco em uma rede social, que estou para ver em uma roda de brasileiros um só brasileiro que diga uma única verdade que seja, sobretudo, acerca de si próprio. É só fingimento ali, é só chinelagem, servilismo, soberba e contação de vantagem. Com fica o que é dito na oração do Pai Nosso, "santificado seja o vosso nome", se o brasileiro talvez seja um descompensado mórbido sempre ávido por querer se dar bem?


É um povo, o brasileiro, aliás, profundamente conservador, dizem os conservadores reinantes atualmente no Governo Federal, então, é um povo de fariseus hipócritas, sepulcros caiados, brancos por fora e cheios de prodridão por dentro. Jesus Cristo que disse essas coisas dos conservadores de sua época não pode enganar-se sobre quem é o homem. 


Eu temo as rodas de brasileiros, gosto muito da verdade e da sinceridade, gosto muito da busca da unidade do conhecimento que se dá na unidade da consciência e vice-versa. O Brasil é o país das trevas, é este triste território que é uma apenas uma fachada, um muro pintado de verde e amarelo onde há em seu interior uma terra arrasada pela hipocrisia.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Viciados em sentido e o salto da fé

Autoria: João Emiliano Martins Neto


O homem é um viciado em sentido, em busca do significado e do entendimento, há, então, uma covardia, um medo do homem, bem vê o grande filósofo Soren Aabye Kierkegaard, diante de algo que ele não entende, diante do absurdo, segue-se que o homem não quer dar o salto da fé. O homem não quer ser o herói da fé como Abraão que dispôs-se a pela fé entregar o seu filho Isaac para a morte, ou Jó que confiou em Deus mesmo diante de seus infortúnios, a mulher dele acabou louca amaldiçoando a Deus ou o homem não aceita crer em Jesus Cristo que é algo paradoxal, louco e absurdo que é Ele ser o homem-Deus ou que Ele possa ressuscitar os mortos.


No cristianismo a coisa continua indo longe quando Cristo aconselha a nós darmos a nossa outra face para uma bofetada quando a primeira já apanhou ou que abençoemos a quem nos amaldiçoa, algo considerado desumano por um sofista porco como Friedrich Nietzsche mergulhado em uma vida no estádio estético. Pode parecer banal em um ocidente acostumado com o cristianismo, e que vê tal ideia como algo banal, mas nos primeiros tempos um santo padre como Tertuliano de Cartago dizia que acreditava no absurdo, credum quia absurdum, diante da encarnação do Verbo ou diante da ressurreição dos mortos.


Não poderá ser um cristão, ser um liberto pela verdade que é Cristo, enquanto o homem for escravo medroso e dependente de que a sua luz de sua razão natural possa ser a única luz a iluminá-lo, sendo um covarde como um Fernando Pessoa que dizia da razão, "Só ela me alumia", mas, Pessoa foi apóstata em sua vida.

 

Como pode para a razão humana a justiça de Deus revelar-se no evangelho, segundo São Paulo (Romanos 1, 17), pela simples fé, a qual não pressupõe as boas obras, do princípio ao fim se por justiça racionalmente considerada é dar a cada um aquilo que lhe é devido? Mas, se o homem não tiver a coragem, o arrojo de dar o salto da fé se ele preferir ficar viciado na busca do sentido, ele, o homem, nunca será livre para escolher e sendo escravo de sua razão cometerá o suicídio de sua razão, cometerá o assassinato de sua razão que precisa curvar-se ante o Deus encarnado, Jesus Cristo, que se revelou e que criou o homem para submeter tudo aos seus divinos pés inclusive a razão humana que se quer tão dominadora e autossuficiente.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

O suicídio do entendimento

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Nos últimos dias eu voltei a ler alguma coisa sobre o filósofo dinamarquês Soren Aabye Kierkegaard, pois que, de fato, é algo que impressiona-me a questão de uma concepção de cristianismo como a de matriz protestante que é uma ideia de religião que como via de justificar o homem pelo menos parte, tem como raiz e um Papa São Pio X concordava com isso, de uma pura confiança em alguém como Deus em Jesus Cristo que não passa ou que ultrapassa a humana consideração racional de que algo o homem precise se perfecionar ou barganhar com o divino como a de querer justiça neste mundo, vide o próprio Jesus Cristo que mandou que oferecêssemos a outra face quando levássemos uma bofetada em uma delas (São Lucas 6, 29a). Kierkegaard trouxe-nos o entendimento da retratação da razão, a razão curvando-se ante o que para ela é o absurdo da fé, a razão sempre tão dominadora do mundo que devastou as florestas, construiu cidades poluídas, arranha-céus, máquinas, computadores, redes sociais online que mais isolam do que congregam as pessoas e armas de destruição em massa.

 

Contudo, ao mesmo tempo, com todo o respeito pelo gênio de Kierkegaard de alguma coisa como a verdade, porque é verdade alguma coisa que seja verdade para si mesmo ou para cada um tomado pessoalmente, individualmente e existencialmente, mas, eu considero que tal entendimento que passa muito pelos sentimentos, tal coisa seria o suicídio do entendimento.


Se Kierkegaard revoltou-se contra as grandes abstrações e teorias e contra uma atitude teorizante que parece, interpreto eu assim, tornar o homem como uma mera peça de uma grande engrenagem, ou como um mero coadjuvante de um processo histórico, entretanto, ao mesmo tempo a verdade é alguma coisa que não espera a nossa consciência de que ela existe, pois está aí ou virá como o desenvolvimento ou presença de uma essência de algo existente no mundo. O existencialismo ateu de um Jean-Paul Sartre chega ao ponto de não reconhecer uma essência, coloca tudo na conta de uma ideia de existência que molda o homem, o homem podendo ser o que quiser ser em algo que torna a liberdade em um peso já que não há um Deus que predetermine tudo, eis a miséria do ateísmo.


Eu respeito a ideia de fé de Kierkegaard que dá-se no terceiro estádio de desenvolvimento humano que é o estádio religioso, onde ocorre o salto da fé que é um salto no escuro, apesar de que o bem-aventurado, santo e glorioso apóstolo São Tiago dizer que a fé sem obras é morta (São Tiago 2, 17), mas a fé ainda é um polo oposto à razão, é um polo complementar como uma outra asa, ponderaria um Papa São João Paulo II, todavia, oposto. O que eu respeito na ideia de fé do filósofo dinamarquês é que a relação do homem com Jesus Cristo, com o cristianismo tem por raiz uma aposta em algo que vai além da humana razão como raiz da justiça e salvação do homem, pois que parece loucura à razão Jesus, o absolutamente inocente, sofrendo à punição de morte que caberia a cada um de nós, homens culpados. Não deixaria de ser uma religião fiduciária o cristianismo pelo menos no que se refere ao primeiro passo de ingresso em tal religião.


Para além de um moralismo e de um legalismo formalista religioso que tem por origem o estádio ainda atrasado, segundo Soren Kierkegaard, que é o estádio ético de uma conformação com as expectativas da sociedade, uma massa humana amorfa e indistinta que tomada individualmente se for sincera não cumpre com todas as regrinhas, na opinião do pai do existencialismo, há a fé na concepção kierkegaardiana ou luterana do estádio religioso que toca pessoalmente, existencialmente o homem onde a sabedoria, Jesus Cristo, viria em busca do homem como em uma poesia, em um cântico, tal qual o bom samaritano que desprezado pelo sacerdote e pelo levita homens do estádio ético, também desprezavam o seu próximo caído no meio do caminho e que foi socorrido pelo samaritano.

 

A razão, o entendimento, o esclarecimento até mesmo para retratar-se precisa convir racionalmente que deve inclinar-se, sobretudo ante a autoridade de ninguém menos que do próprio Jesus Cristo que ordena a loucura para a razão de que devemos bendizer aqueles que nos amaldiçoam (São Lucas 6, 28). Soren Kierkegaard que me perdoe, todavia, ainda que a razão deva ceder a algo que até mesmo esteja abaixo de si, por exemplo, quando estamos diante de uma desgraçada pessoa com alguma enfermidade mental, mas sempre a razão o fará sem descartar a sua luz, querer negar isso é suicídio, é autoengano, e é expulsar a verdade pela porta, mas ela sempre retornará pela janela.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Debate cristão filosófico conjuntural inteligente

Fonte: Área de comentários do blog de Lucas Banzoli



Catedral cristã em Lund, Suécia, hoje luterana, outrora na Idade Média era católica, mas voltou a celebrar a Eucaristia

Resumo: Rápido diálogo na área de comentários do blog de Lucas Banzoli sobre a descristianização da Europa nos países nórdicos.

Nilda: Lucas, os paises nórdicos(como a Suécia e Noruega)tem o fenômeno de igrejas vazias como a Alemanha e Holanda?já que o luteranismo é a religião oficial...


João Emiliano Martins Neto: Nilda, o estado da Europa atual pós-cristã é o estado da maior derrota que o ser humano já pôde impor sobre si mesmo ao desistir do cristianismo que é a religião do Deus que se fez homem para mostrar ao homem que o homem pode divinizar-se, pode aproximar-se de Deus e participar da vida divina ao ser corpo de Cristo, ser o ramo da videira que é Cristo: membro da comunhão dos santos que é a Igreja Católica Romana, ou seja, partícipe da natureza divina mesmo que tendo que amar a Deus e aos homens com um coração humano como Cristo o Deus com um coração humano O fez e venceu e disse que com bom ânimo poderíamos vencer, bom ânimo que uma Europa velha, cansada, emburrecida: caduca como ocorre com os velhos e preguiçosa não se dispõe mais a ter tal bom ânimo...


Lucas Banzoli: O problema do Cristianismo nos países nórdicos é o mesmo de qualquer país da Europa: as igrejas do Estado. Em todo lugar onde há uma igreja oficial do Estado (ou onde houve por muito tempo), seja ela a católica, luterana ou anglicana, o Cristianismo está morto. Sem a "livre concorrência" de igrejas, o resultado são cristãos acomodados vivenciando um Cristianismo formal e desfalecido, baseado em ritos externos e incapaz de falar ao coração. Veja a diferença para os Estados Unidos, o único país rico e desenvolvido onde as chamas da fé cristã ainda estão acesas, porque ali nunca houve uma "igreja do Estado", mas sempre uma "livre concorrência" de igrejas dos mais variados tipos. É como eu sempre digo: a união entre Igreja e Estado é nociva para o Estado e destrutiva para a religião. A liberdade é sempre muito melhor, mesmo quando parece ser mais fácil se aliar ao Estado e instituir um monopólio da fé.


João Emiliano Martins Neto: Lucas, a minha área de estudo é a Filosofia, e sabe-se na história da Filosofia de que o filósofo dinamarquês, e luterano, Søren Aabye Kierkegaard era um grande crítico da igreja dele luterana por ser estatal, ou seja, o batismo na luterana dinamarquesa tornava antes o homem um cidadão e súdito da coroa danesa do que um cidadão dos céus, é lamentável, de fato. Mas, como sempre de algo ruim Deus tira algo bom, pelo menos o mundo e a Filosofia teve no solitário Kierkegaard em sua igreja cristã cheia de meros funcionários públicos e cristãos de crachá como os youtubers bolsolavistas são youtubers de crachá, pelo menos a cultura filosófica e o mundo teve em Kierkegaard como o pai do existencialismo, que é um tipo de filosofar que coloca a vida bem concreta e real humana sem grandes voos metafísicos e sistematizantes como uma forma de filosofar com a carne e com os ossos, o filósofo passou a filosofar por inteiro, filosofa o homem.

Feliz e santo Natal, irmão, desejo-te de coração, não por mero formalismo. ABRAÇO!


Lucas: Essa colocação do Lucas me lembrou de um trecho do livro do Tocqueville sobre os EUA. Não vou conseguir achar a fala exata agora, mas se não me engano há uma parte em que ele relata que ao perguntar aos americanos o que eles achavam sobre a união da religião com o Estado eles enfaticamente reprovaram. E havia toda uma linha de raciocínio, a religião nunca poderia se unir ao Estado pois ela é uma coisa eterna, já os governos não são eternos, logo, prender uma verdade eterna a uma coisa finita, como governos humanos, é condena-la ao fracasso e ao esquecimento. Pensamento interessante.


Lucas Banzoli: Bem lembrado.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Meu irmão Kierkegaard

por Luiz Felipe Pondé

Quando você estiver lendo esta coluna, estarei em Copenhague, Dinamarca, terra do filósofo
Soren Aabye Kierkegaard (1813-1855), pai do existencialismo. Ao falarmos em existencialismo, pensamos em gente como Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Albert Camus, tomando vinho em Paris, dizendo que a vida não tem sentido, fumando cigarros Gitanes.

O ancestral é Pascal, francês do século 17, para quem a alma vive numa luta entre o "ennui" (angústia, tédio) e o "divertissement" (divertimento, distração, este, um termo kierkegaardiano).

O filósofo dinamarquês afirma que nós somos "feitos de angústia" devido ao nada que nos constitui e à liberdade infinita que nos assusta.

A ideia é que a existência precede a essência, ou seja, tudo o que constitui nossa vida em termos de significado (a essência) é precedido pelo fato que existimos sem nenhum sentido a priori.

Como as pedras, existimos apenas. A diferença é que vivemos essa falta de sentido como "condenação à liberdade", justamente por sabermos que somos um nada que fala. A liberdade está enraizada tanto na indiferença da pedra, que nos banha a todos, quanto no infinito do nosso espírito diante de um Deus que não precisa de nós.

O filósofo alemão Kant (século 18) se encantava com o fato da existência de duas leis. A primeira, da mecânica newtoniana, por manter os corpos celestes em ordem no universo, e a segunda, a lei moral (para Kant, a moral é passível de ser justificada pela razão), por manter a ordem entre os seres humanos.

Eu, que sou uma alma mais sombria e mais cética, me encanto mais com outras duas "leis": o nada que nos constitui (na tradição do filósofo dinamarquês) e o amor de que somos capazes.

Somos um nada que ama.

A filosofia da existência é uma educação pela angústia. Uma vez que paramos de mentir sobre nosso vazio e encontramos nossa "verdade", ainda que dolorosa, nos abrimos para uma existência autêntica.

Deste "solo da existência" (o nada), tal como afirma o dinamarquês em seu livro "A Repetição", é possível brotar o verdadeiro amor, algo diferente da mera banalidade.

É conhecida sua teoria dos três estágios como modos de enfrentamento desta experiência do nada. O primeiro, o estético, é quando fugimos do nada buscando sensações de prazer. Fracassamos. O segundo, o ético, quando fugimos nos alienando na certeza de uma vida "correta" (pura hipocrisia). Fracassamos. O terceiro, o religioso, quando "saltamos na fé", sem garantias de salvação. Mas existe também o "abismo do amor".

Sua filosofia do amor é menos conhecida do que sua filosofia da angústia e do desespero, mas nem por isso é menos contundente.

Seu livro "As Obras do Amor, Algumas Considerações Cristãs em Forma de Discursos" (ed. Vozes), traduzido pelo querido colega Álvaro Valls, maior especialista no filósofo dinamarquês no Brasil, é um dos livros mais belos que conheço.

A ideia que abre o livro é que o amor "só se conhece pelos frutos". Vê-se assim o caráter misterioso do amor, seguido de sua "visibilidade" apenas prática.

Angústia e amor são "virtudes práticas" que demandam coragem.

Kierkegaard desconfia profundamente das pessoas que são dadas à felicidade fácil porque, para ele, toda forma de autoconhecimento começa com um profundo entristecimento consigo mesmo.

Numa tradição que reúne Freud, Nietzsche e Dostoiévski (e que se afasta da banalidade contemporânea que busca a felicidade como "lei da alma"), o dinamarquês acredita que o amor pela vida deita raízes na dor e na tristeza, afetos que marcam o encontro consigo mesmo.

Deixo com você, caro leitor, uma de suas pérolas:

"Não, o amor sabe tanto quanto qualquer um, ciente de tudo aquilo que a desconfiança sabe, mas sem ser desconfiado; ele sabe tudo o que a experiência sabe, mas ele sabe ao mesmo tempo que o que chamamos de experiência é propriamente aquela mistura de desconfiança e amor... Apenas os espíritos muito confusos e com pouca experiência acham que podem julgar outra pessoa graças ao saber."

Infelizes os que nunca amaram. Nunca ter amado é uma forma terrível de ignorância.

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