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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
terça-feira, 21 de outubro de 2025
A favor do assassinato de Samuel Câmara e família
domingo, 3 de novembro de 2024
Livre exame ou livre burrice protestante da atualidade
Autoria: João Emiliano Martins Neto
Li em um blog de um protestante burro (pleonasmo vicioso) português, este aqui, o texto abaixo de autoria de outro jumento protestante que eu comentarei logo a seguir:
sábado, 2 de novembro de 2024
A exclusividade católica apostólica romana do dia de finados
Autoria: João Emiliano Martins Neto
Hoje é o dia da comemoração de todos os fiéis defuntos, dia de finados, é uma festa exclusivamente católica apostólica romana, nada tem a ver com protestantes, pecadores públicos, judeus, nem com os pagãos, nem muito menos com os ateus ou os muçulmanos, nem tem a ver com quaisquer outros membros das falsas religiões, nem com quaisquer outros hereges e nem tem a ver com cismáticos da Grécia ou da Rússia. Todos essses morrem como cachorros e são esquecidos especialmente pelos hereges protestantes, que no caso de deles, eles não rezam em sufrágio das almas dos mortos que se foram protestantes, não foram católicos apostólicos romanos, não são fiéis defuntos, e só podem lamentar-se no inferno de não terem aderido à Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana junto com ateus, judeus, pecadores públicos, pagãos, muçulmanos, aderentes a outros tipos de heresias, junto com os cismáticos do oriente que podem ser russos e gregos.
quarta-feira, 7 de junho de 2023
Por que Samuel Câmara é bandido?
Autoria: João Emiliano Martins Neto
O texto que eu citarei mais a baixo é de Olavo de Carvalho, que é um trecho de um artigo dele intitulado O inimigo é um só. É um texto que lança uma luz do porquê um Samuel Câmara é bandido, ele que já xingou Jesus Cristo de doido com ódio do Cristo e já chamou Deus de vacuidade. Poderia ser um Edir Macedo que escreveu um livro sugestivo de seu ateísmo intitulado Nada a perder e já defendeu o aborto. Poderia ser outro facínora tipo um RR Soares que já quis mandar para o hospício quem discorda da ideologia dele materialista idólatra da prosperidade. Ou poderia ser um Valdemiro Samtiago que com chapéu de vaqueiro comanda o seu gado de sua seita grupelho onde ele lucra bastante para comprar latifúndios onde ele cria mais gado.
O texto de Olavo de Carvalho mostra que o movimento revolucionário nasce de heresias do cristianismo como a protestante de John Knox, Thomas Müntzer ou Jan Huss e que se combinam com o seu oposto dialético que é o ódio ao cristianismo e o intento de destruí-lo que é o caso do maldito pestilento Samuel Câmara que já escreveu artigos em O Liberal culpando o cristianismo pelo fim do Império Romano o que é típico de anticristãos, mas, ele permanece pastor parasitando a autoridade do cristianismo, lá no fundo ele é um covarde que não assume que é um ateu e cético e assim tentar viver às suas próprias expensas em sua insignificância pessoal e privada sem explorar a credulidade dos profundamente idiotas gado que o segue. Se for covardia o que acomete Câmara eu até o entendo, eu que sou um covarde, frouxo, veadinho, mulherzinha, sou uma barata ou um rato de fraqueza, visto que eu em meus quase que obsediantes momentos de ceticismo e ateísmo causados pela minha condição homossexual, eu mesmo corro, fujo de assumir um talvez ateísmo por medo da fortaleza e sabedoria de verdadeiros católicos romanos que possam me derrubar facilmente de meu pedestal, ah, o pedestal, sempre o pedestal. O cristianismo tem de fato mais autoridade e prestígio do que eu sozinho, atomizado e pulverizado enquanto um pretenso ateu ou cético e afeminado ou sodomita praticante do esporte (homossexualismo).
Segue-se o texto de Olavo de Carvalho:
quarta-feira, 16 de junho de 2021
A doutrina invisível
Autoria: João Emiliano Martins Neto
Eu estava conversando com um sujeito nas últimas semanas, um funcionário de uma garagem do meu condomínio, tentando convertê-lo para o catolicismo romano e o sujeito finalmente disse-me que não é "doutrinado" por ninguém, nem por pastor, nem por ninguém. No entanto, a doutrina dele é inteiramente a doutrina protestante da sola Scriptura, onde somente a Bíblia Sagrada é, para usar um termo bem abstrato ou filosófico, a verdade sobre o mundo ou para usar um termo cristão, é a autoridade máxima em fé e doutrina para os protestantes, para a igreja protestante.
Ou seja, o cara inconscientemente: achando-se muito senhor do próprio nariz, livre, mas segue a doutrina invisível para os idiotas como ele moderna máxima em que a autoridade sobre o que seja a verdade do mundo, usando novamente um termo filosófico, é na verdade ele mesmo capaz de aplicar o próprio pensamento individual, atomizado, fragmentado e relativista a algo como a Bíblia e na medida em que a modernidade avançou até os nossos dias, tal indivíduo está livre da Bíblia que já não é para os protestantes mais avançados atuais que são os liberais senão um best-seller, um livro famoso qualquer escrito por meros homens.
Em seguida o idiota repetiu para mim a cantilena enfadonha protestante que é o pessimismo antropológico extremado de achar que tudo o que parte dos homens é ruim, filosoficamente dir-se-ia, a negação da analogia do ente bem presente na carta de São Paulo aos romanos, capítulo 1 e versículo 20. Contudo, a própria Bíblia de Gênesis até o fim diz que o homem é algo que Deus criou, junto com toda a criação, e que são coisas boas e muito boas. A sombra de São Pedro curava, os lenços que São Paulo usava para limpar a boca curavam. Jesus Cristo mesmo é Deus feito homem, então, onde que o homem é algo de tão depreciado? Loucuras protestantes para séculos mais tarde ser dito por Immanuel Kant de que o homem não pode conhecer a coisa em si, a verdade, a essência das coisas, tudo isso sob um manto de piedade.
O Brasil sempre foi um território com uma massa de gente ignorante em peso, mas agora a ignorância chegou a um ponto que ignora-se a ignorância, pois em um Brasil finalmente ingressando na modernidade ao tornar-se em massa protestante vai passar a ignorar a própria ignorância da maneira mais radical, porque a modernidade é inteiramente a ingratidão e a cegueira do homem que querendo emancipar-se, livrar-se de ser católico romano com isso duvida do mundo, duvida de pastores e mestres, duvida do Papa e inclusive duvida da autoridade de seus próprios pastores protestantes, os quais nem mesmo reclamam para si alguma autoridade, por fim, descrê da autoridade divina da própria Bíblia Sagrada, e acaba em um mundo cujo senhor é o indivíduo atomizado, fragmentado, em seu subjetivismo, absolutamente só sendo para si mesmo a sua grei, a sua lei e o seu rei.
terça-feira, 2 de julho de 2019
O crassus philosophus também christianus catholicus no confessionário
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Comendo pó e espumando de raiva
É destinado a comer pó e a espumar de raiva um acusado de ser um bandidinho comum como Samuel Câmara, aquele corifeu daquela tal seita de retardados mentais, a Assembléia de Deus de minha cidade de Belém, a capital do Estado do Pará. Deus, no Éden, destinou a comer pó, como punição à serpente, ao diabo, por haver induzido o homem ao pecado. Eu entendo o comer pó à uma vida árida, à ter um coração seco, terrivelmente isento da fonte da vida que é a água que deu vida a tudo mesmo àquilo que renegou a água, pois encontra-se na secura. O que encontra-se na secura é como Samuel Câmara, o desgracento que negou Deus, pois quer o poder e o poder total.
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| Samuel Câmara |
terça-feira, 17 de julho de 2018
Os jegues evangélicos evanjegues
Olá, amigos leitores. Depois de um intermezzo ausente, eis-me aqui, de volta. Perdoem-me a ausência ao fazer mais uso de outro tipo de meio de comunicação como o áudio e visual, aonde as palavras voam, pois só o que se escreve permanece.
sexta-feira, 2 de março de 2018
O efeito verdade e o dourado de uma jaula
Escrevia em um artigo próximo passado acerca de mais um artigo covarde, alusivo, escrito pelo Sr. Samuel Câmara, mais uma ameaça do trapo humano que ele é para manter-se na jaula dourada em que ele encontra-se uma vida inteira, a jaula de mais um escravizado pelo diabo.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Felipe Heiderich fala sobre acusações de Bianca Toledo
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Um problema dos hereges
terça-feira, 17 de maio de 2016
Notinhas sobre o "batismo" de Jair Bolsonaro
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| Jair Bolsonaro sendo "batizado" no Rio Jordão |
Nosso Arcebispo romano daqui de Belém, Sua Excelência Rvmª. Dom Alberto Taveira Corrêa, é uma pessoa que diz que, realmente, esses "batismos" ou rebatismos nas seitas protestantes não passam de banhos, de fato. É só um jogar uma água em alguém e mais nada.
Segundo li em um blog de um pastor protestante, os turistas costumam serem "batizados" no famoso rio Jordão. Talvez Jair Bolsonaro agiu como turista, mutatis mutandis seria mera especulação nossa, precisamos perguntar para o deputado.
Se o Jair Bolsonaro fosse um católico sério, em primeiríssimo lugar, não ter-se-ia separado de sua primeira esposa; em segundo lugar dificilmente casaria com uma herege protestante; em terceiro lugar não ter-se-ia casado sob as bençãos de um pseudopastor protestante; em quarto lugar, se Jair Bolsonaro fosse um católico sério, não defenderia a laqueadura e a vasectomia que são métodos anticoncepcionais condenados pela Santa Igreja Romana e; em quinto lugar, Bolsonaro se fosse um católico sério ao invés de passar um por um novo "batismo" público sendo batizado por um protestante, mas ao invés Bolsonaro teria feito uma renovação das promessas do batismo como todo católico deve procedê-lo quando do aniversário de seu batismo, de seu primeiro, único e definitivo batismo.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Em defesa das imagens sacras
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Santo do dia - São Leão Magno, Pontifex Maximus
da graça de Cristo as obras por ele realizadas.
O leão é, dentre todos os animais, aquele que merece o indiscutido título de rei. Sua imponente presença lhe garante o respeito dos demais e sua força avassaladora, que nada faz recuar, afiança sua supremacia na savana ou na floresta. Tido também como o símbolo da lealdade, ele trava com ufania a batalha pela sobrevivência, lutando sempre de frente. Vemos, assim, como a perfeita ordenação da natureza consiste em cada criatura cumpra a finalidade para a qual foi criada.
Tais características do rei dos animais remetem nosso espírito para realidades mais elevadas, das quais não é senão um pálido reflexo. Quis Deus nos dar a conhecer, por meio desta imagem, algo da sua grandeza e poder infinito. Entretanto, quando a majestade divina se espelha, não mais num ser irracional, mas numa criatura humana qualificada pela graça, ela adquire alturas verdadeiramente sublimes e arrebata as almas de modo incomparável.
Assim sucede ao contemplarmos a figura de um Sucessor de Pedro que reinou em meados do século V, época crucial da História, cujas vicissitudes, tanto no campo político quanto no dogmático, contribuíram para realçar ainda mais a personalidade fulgurante daquele Pontífice e seus dotes de governo e organização. Seu nome — mantido por ele ao ser elevado ao Sólio Pontifício — reproduzia em sua pessoa “um dos mais nobres títulos de nosso divino Ressuscitado”: 1 Leão, o grande defensor da Igreja.
Foi o primeiro Papa a usar esse nome. “Ele o escolheu porque sentia dentro de si um sopro do Espírito Santo que lhe dava um ímpeto de escolher tudo quanto era grande. Ele gostava das coisas grandiosas e sabia perfeitamente o que devia fazer para harmonizar todas as correntes e defender a Igreja da forma mais extraordinária possível”.
2 A estabilidade da Igreja repousa sobre uma pedra inabalável
Corria o ano 440 quando sobreveio o falecimento do Papa São Sixto III. Reunido o conclave, foi eleito para suceder-lhe Leão, arquidiácono da Igreja romana e conselheiro pontifício, que já por esse tempo era muito estimado e admirado por “sua sabedoria teológica, sua eloquência magnificente e sua diplomacia habilíssima”. 3 O escolhido, contudo, encontrava-se nas Gálias como delegado papal, pelo que demorou em atravessar os Alpes e chegar a Roma. Por isso só pôde ser investido no dia 29 de setembro, em meio às manifestações de júbilo e benquerença do clero e do povo.
Não obstante, ninguém dos que ali o aclamavam poderia ter uma noção exata das ingentes lutas e dificuldades pelas quais ele haveria de passar ao longo dos seus 21 anos de pontificado. São Leão enfrentou a fúria das hordas invasoras, que se lançavam à conquista da Europa e de Roma, bem como a insídia das heresias, não menos perigosa para a Igreja, sem nunca perder a certeza de que a estabilidade da Igreja repousa sobre uma pedra inabalável, a qual não é a virtude natural de nenhum Pontífice, mas a promessa de Cristo a Pedro, quando este manifestou a fé em sua divindade e recebeu de suas mãos o Papado.
Em uma homilia comemorativa de sua ascensão à Cátedra petrina, alguns anos depois, proclamou ele com voz forte e palpitante de emoção esta convicção: “Quando se trata de exercer os deveres de nosso cargo, desejamos agir com piedade e vigor, e nos reconhecemos, ao mesmo tempo, fracos e covardes, pesados que somos, devido à fragilidade de nossa própria condição; no entanto, fortes pela incessante intercessão do Sacerdote todo-poderoso e eterno que, semelhante a nós e igual ao Pai, abaixou a divindade até o nível do homem e elevou a humanidade até o nível de Deus, nós nos rejubilamos justa e santamente pela disposição por Ele tomada. Com efeito, se delegou a numerosos pastores o cuidado de suas ovelhas, nem por isso renunciou a guardar Ele próprio seu rebanho bem-amado. Mais ainda, como consequência dessa assistência essencial e eterna, recebemos a proteção e o apoio do Apóstolo que, decerto, não se afrouxa no cumprimento de sua função; e este sólido fundamento, sobre o qual se eleva em toda a sua altura o edifício da Igreja, não se cansa de sustentar a massa do templo que sobre ele repousa. [...]. Pois é na Igreja inteira que Pedro diz a cada dia: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo’, e toda língua que confessa o Senhor é instruída pelo ensinamento desta palavra. É esta Fé que [...] introduz no Céu aqueles que ela arrancou do mundo, e as portas no inferno não podem prevalecer contra ela. Ela é, de fato, assegurada divinamente com uma tal solidez que nunca a perversidade dos hereges a poderá corromper, nem a perfídia dos pagãos a poderá enganar”.4
Defensor da Igreja face às heresias
Espalhavam-se, com efeito, por aqueles tempos muitas heresias que ameaçavam a unidade do Corpo Místico, confundindo e arrastando numerosos espíritos menos vigilantes. O norte da África via-se infestado por arianos, donatistas e também por maniqueus, muitos dos quais procuravam refúgio na Itália fugindo da invasão dos vândalos. De outro lado, os priscilianos, que no fim do século IV haviam difundido na Espanha sua ideologia, tornavam a multiplicar-se, apesar de terem sido condenados pelo Concílio de Toledo no ano 400.
Mas o pior inimigo assomava no Oriente. Ainda não se haviam silenciado totalmente os ecos da perniciosa doutrina de Nestório — o qual “não via em Cristo mais do que duas pessoas colocadas uma ao lado da outra, unidas exterior e moralmente” 5 —, quando Eutiques, arquimandrita de um convento de Constantinopla, começou a defender o erro oposto: segundo ele, havia em Jesus Cristo “uma só natureza composta da divindade e da humanidade”, 6 motivo pelo qual seus partidários chamaram-se monofisitas.
Contra esses adversários São Leão fez honra a seu nome, “intervindo em diferentes circunstâncias com prudência, firmeza e lucidez, através dos seus escritos e mediante os seus legados. Mostrava deste modo como a prática da primazia romana era necessária então, como também hoje, para servir eficazmente à comunhão, característica da única Igreja de Cristo”.7
Tendo tomado conhecimento da presença dos maniqueus em Roma, apressou-se em advertir o rebanho confiado à sua guarda, exortando-o à vigilância, em suas pregações. Também contra os priscilianos escreveu São Leão uma carta a São Turíbio, Bispo de Astorga, denunciando os principais erros dessa nociva seita.
Pedro falou pela boca de Leão!
Sem embargo, sua maior vitória no campo dogmático foi a condenação decisiva dos desvios doutrinários de Eutiques, o qual, sob a capa de ortodoxia antinestoriana, encontrava grande aceitação entre o povo. Como já o próprio São Paulo escrevera aos coríntios, “é conveniente até que haja heresias, para que também os que são de uma virtude provada sejam manifestados entre vós” (I Cor 11, 19), também os enganos dos monofisitas contribuíram para ser definida de maneira clara e fulgurante a doutrina cristológica da união das duas naturezas — humana e divina — na única Pessoa do Verbo.
Na célebre carta dirigida a Flaviano, Bispo de Constantinopla, São Leão afirmou: “Numa natureza perfeita e integral de verdadeiro homem, nasceu o verdadeiro Deus, perfeito na sua divindade, perfeito na nossa humanidade. [...] Verdadeiro Deus, Ele é também verdadeiro homem; e nada há de falso nessa unidade, pois n’Ele é perfeita tanto a humildade do homem como a grandeza de Deus. [...] Em colaboração com a outra, cada natureza realiza o que lhe é próprio: o Verbo, aquilo que é próprio do Verbo; a carne, o que é próprio da carne. A primeira resplandece nos milagres, a segunda sucumbe aos sofrimentos. Assim como o Verbo não renuncia à igualdade da glória do Pai, a carne não deixa a natureza de nossa raça”.8
Este documento, belo tanto por sua pureza teológica quanto pelo brilhante estilo literário, foi proclamado no Concílio de Calcedônia, convocado em 451 para dirimir a questão. E os Bispos presentes acolheram o final da leitura “com uma eloquente aclamação, da qual é conservada a notícia nas atas do Concílio: ‘Pedro falou pela boca de Leão’, prorromperam em uníssono os Padres conciliares”.9
“Nesta controvérsia, na qual estava em causa a Fé da Igreja, o mérito de São Leão foi o de dar ao dogma tradicional uma formulação precisa, que punha fim de imediato às ambiguidades tão prejudiciais para a ortodoxia. [...] Somando a Tradição ao carisma infalível do Pontífice Romano, São Leão enuncia em termos simples a fórmula de Fé adotada logo de saída pelos Padres da Calcedônia: há em Cristo duas naturezas completas, e uma só Pessoa”.10
Um “leão” face à barbárie pagã
Mal acabara de derrotar a perversidade da heresia que procurava desestabilizar a Igreja, perfilava-se já no norte da Itália a barbárie pagã que avançava num turbilhão de fogo, sangue e devastação. Átila, o terrível chefe dos hunos, o “flagelo de Deus”, cruzara os Alpes, tomara Milão e Pavia, e estava acampado em Mântua, com a via aberta para atacar Roma, onde se encontrava uma população aterrorizada e abandonada por seus governantes, incapazes de defendê-la. A esperança da Urbe e de todo o resto da Península repousava sobre os ombros do Vigário de Cristo. Agora não teria ele de empunhar o gládio da palavra, a fim de confundir os hereges, mas sim de arriscar a própria vida para salvar suas ovelhas.
São Leão pôs-se resolutamente a caminho, seguido de alguns Cardeais e dos principais membros do clero romano. Revestido das insígnias pontifícias e cavalgando um humilde animal, apresentou-se diante de Átila e o intimou a cessar aquela guerra de saques e devastações. Contra todas as expectativas humanas, o bárbaro recebeu com temeroso respeito aquele ancião que vinha até ele sem armas e sem soldados; prometeu-lhe viver em paz com o Império, mediante o pagamento de um leve tributo anual, e retirou-se por onde viera. Interpelado depois por seus guerreiros, os quais não compreendiam aquela súbita mudança,o “flagelo de Deus” replicou: “Enquanto ele me falava, eu via, de pé a seu lado, um Pontífice de majestade sobre-humana. De seus olhos jorravam raios, e tinha na mão uma espada desembainhada; seu olhar terrível e seu gesto ameaçador me ordenavam conceder tudo quanto solicitava o enviado dos romanos”.11
Quais foram as palavras do santo Papa ao chefe bárbaro, não se sabe. Segundo o relato de um cronista contemporâneo, ele “abandonou-se ao auxílio divino, que nunca falta aos esforços dos justos, e o êxito coroou sua fé”.12 Do alto do Céu, São Pedro favoreceu a missão de seu sucessor, confirmando-a por um milagre. “Este importante acontecimento tornou-se depressa memorável, e permanece como um sinal emblemático da ação de paz desempenhada pelo Pontífice”.13 A vitória foi festejada com pompa e solenidade em Roma e, para perpétua ação de graças, São Leão mandou fundir a estátua de bronze de Júpiter Capitolino e fazer com esse metal uma grande imagem do Apóstolo Pedro, que até hoje se venera na Basílica Vaticana.
Três anos depois, quando Genserico, rei dos vândalos, chegou às portas da Cidade Eterna, foi mais uma vez este santo pastor quem a salvou, alcançando do invasor que não a incendiasse nem derramasse sangue.
Pastor terníssimo e generoso
Os últimos anos de sua vida, São Leão os dedicou à organização da disciplina eclesiástica, à pregação e ao aprimoramento da Liturgia. Foi ele quem acrescentou ao Cânon da Missa as palavras: Sanctum sacrificium (Sacrifício santo), e Immaculatam Hostiam (Hóstia imaculada), as quais refletem de modo inequívoco seu senso teológico e sua intensa devoção ao Mistério Eucarístico. Restaurou as antigas basílicas, erigiu novos templos e doou ricos vasos para as celebrações.
Grandioso sob todos os aspectos de seu pontificado, São Leão também o foi na caridade, demonstrada por seu terníssimo afeto pelo rebanho que o Espírito Santo lhe confiara e pela generosidade com a qual distribuía esmolas entre os mais necessitados. Finalmente, a 10 de novembro de 461, rodeado do amor de seus fiéis, rendeu sua nobre alma a Deus, deixando à posteridade um exemplo ímpar de integridade e de zelo pela Casa do Senhor.
Mais poderosa é a chave de ouro
Homem de doutrina, de escritos e de palavra eloquente, soube harmonizar o Ocidente com o Oriente, dando à Igreja seu caráter universal. Varão de inigualável personalidade, contribuiu para reforçar a primazia da Sé de Roma, graças ao prestígio e à autoridade de sua pessoa. Pontífice compenetrado de sua missão, defendeu a verdadeira Fé, certo de que não provinham de sua capacidade humana, mas sim da abundância da graça de Cristo, as obras por ele realizadas.
Tal foi São Leão I, cognominado Magno devido à santidade majestosa com a qual se distinguiu ao longo de sua vida, legando aos séculos futuros um profundo ensinamento: a carne nada é diante do espírito (cf. Jo 6, 63). Por piores que sejam as situações de aflição ou de prova pelas quais tenha de passar a Santa Igreja, o poder espiritual, entregue por Jesus a Pedro, faz a verdade brilhar e impor-se definitivamente. Das duas chaves que adornam a tiara pontifícia — de prata e de ouro, símbolos do poder temporal e do espiritual —, a mais poderosa é a de ouro: “e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”! (Mt 16, 18).
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Possíveis recados divinos para pecadores e santos
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Pequena resposta a um herege
Eliu, você é protestante, esse seu discurso é evangélico-protestante, sim. Jesus é o único Senhor, mas nós temos uma Senhora, sim, que é a Santíssima Mãe de Deus que é nossa redentora junto com Jesus, pois deu o seu sim a Deus quando da anunciação do arcanjo São Gabriel e aceitou ser transpassada pela espada de nossos pecados em seu Imaculado Coração para nos salvar.
O que você chama de intolerante e ódio? Pregar o Evangelho chamando as pessoas para a única, santa e verdadeira Igreja de Cristo que é a Igreja Romana? Então, eu sou intolerante e prego o ódio, ódio e intolerância ao erro protestante e tantos outros erros, porque só pode ser salvo quem estiver debaixo da autoridade e poder do Papa que é o sucessor legítimo de Pedro a quem Cristo deu as chaves e que por meio de Pedro, a pedra INABALÁVEL, a Igreja foi fundada.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Os erros de Augustus Nicodemus sobre a doutrina da graça no catolicismo
Augustus Nicodemus é exemplo daquilo que Chesterton acertadamente diz, em sua obra Hereges: " O reformador está sempre certo sobre o que está errado. Ele, geralmente, está errado sobre o que está certo."
Highlights
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Autoria: João Emiliano Martins Neto O último escrúpulo desnecessário, absolutamente desnecessário, é o pudor de não desejar e de não def...
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