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Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Obrigado, Pablo Marçal e o macho arruinado

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

O macho arruinado e seu pomo de Adão


Obrigado, Pablo Marçal. Dia desses ele turbinou a minha fé. Até eu que tenho inclinação homossexual eu fiz pouco caso de um interessante rapaz jovem que vinha vindo na rua perto da casa dos meus pais, ali na avenida Comandante Braz de Aguiar no meu bairro de Nazaré, depois que eu soube do comentário dele no Flow Podcast de Igor 3K (Igor Rodrigues Coelho), comentário baseado em São João 14,12 em que o Senhor Jesus Cristo disse, "Em verdade lhes digo que aquele que crê em mim fará também as obras que faço; fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu vou para o Pai." Jesus Cristo ressuscitou nada menos do que mortos como Lázaro (São João 11,1-46), o filho da viúva de Naim (São Lucas 7,11-17), os santos que saíram do túmulo quando da ressurreição dele (São Mateus 27,50-53), além dele ter multiplicado pães e peixes conforme relatado em dois dos evangelhos sinópticos (São Mateus 14, 13-21; 15, 32-39. São Marcos 6, 34-44; 8,1-10) e no evangelho segundo São João somente a multiplicação de pães (São João 6, 5-15). Aqueles de nós, homens, que deveras crermos faremos obras maiores do que essas. Obrigado, Marçal. 

 

Neste mesmo dia eu vi dois vídeos da imprensa e mídia analfabeta bíblica e sem fé, que informaram-me dessa fala de Marçal diante de Igor 3K onde ele ousou supostamente pela fé acreditar que pode até mesmo ressuscitar mortos e fazer paralíticos andarem, supostamente pela fé porque na verdade ele é um estelionatário condenado, outrossim condenado na Justiça Trabalhista por maltratar os seus funcionários apesar da pena por estelionato estar prescrita Marçal tem interesses bem privados: ele quer o poder político e tem interesses pecuniários de multiplicar não pães e peixes compadecido de uma multidão, no entanto, ele quer multiplicar a mais a sua fortuna. Hoje o comodismo, a vida de aparências porque quando que eu que sou católico apostólico romano que é o único que é verdadeiramente cristão que segue a religião verdadeira eu vou lá ter coragem de dizer que eu vou tirar da cadeira de rodas à uma mulher que sempre vai à Santa Missa na Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro aqui na minha cidade de Belém do Pará no meu bairro de Nazaré e eu sempre a encontro na sacristia de tal templo romano? Ainda tem a ignorância crassa de nós, romano católicos, que é raro recordamos dez por centro do que há muitos e muitos anos atrás aprendemos de catecismo se é que é eficiente o atual Catecismo pós-conciliábulo (de novo agradeço a Pablo Marçal por dar-me coragem de dar nome aos bois e chamar de conciliábulo ao Concílio Ecumênico Vaticano II cuja intenção era impor na Santa Madre Igreja as ideias da Revolução Francesa de 1789) de 1992, prolixo e que inverte a criatura no lugar de Deus, somada à nossa covardia diante de um falso clero romano modernista usurpador, e ainda tem a falta de fé que é regra em nós, católicos, porque catolicismo é muito mais cultura e costume arraigado e inveterado com direito à uma mulher em uma situação anormal, por isso injusta, mãe solteira, querendo batizar o filho. Ora, se ela não quis catolicismo para ela que não casou-se na Igreja Católica para conceber filhos por que ela quererá catolicismo para os outros? O filho, no caso, e batismo autorizado pelo próprio Papa Francisco. Tem também o que é mais grave que é a falta de fé que vai dos papas pós-conciliábulo como Francisco que autoriza o referido batismo e não quer que os católicos convençam os outros a serem católicos até o baixo clero sem fé.

 

A mídia que reportou-me tal fala de Marçal é analfabeta bíblica e sem fé, gente sem eira e nem beira, um deles é um macho em total ruína chamado Sophia la Banca do canal Meteoro ou Bosteoro, como dele diz Paulo Ghiraldelli Júnior, que é um macho e sempre será macho enquanto viver neste mundo supostamente transformado em fêmea, diz-se que ele é transexual, mas tem o pomo de Adão no pescoço o que é próprio de quem é macho. Um destes vídeos da mídia ignorante e ou maligna secular é do excelente canal (YouTube) e site noticioso O Antagonista, mas Felipe Moura Brasil, um dos apresentadores, não consegue simplesmente ler um texto claro como o evangelho de Jesus Cristo segundo São João no capítulo 14 e versículo 12. O Cristo prometeu, de fato, que quem nele crer fará obras maiores ainda, paciência, Marçal tem razão, apesar do risco que corre a Pauliceia de cair nas garras de um sujeito que é Marçal envolvido com o crime organizado do Primeiro Comando da Capital (PCC) que é filial das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia - Ejercito del Pueblo (Farc - EP) que tem conexões com quase todos os outros adversários de Marçal. O candidato Marçal teria ligações com as trevas ou pelo menos o tem o seu padrinho político e mentor Leonardo Alves de Araújo (Leonardo Avalanche), o amigo de Marçal que é Renato Cariani réu por tráfico de drogas e abastecedor do PCC e colaboradores do partido de Marçal, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), estarem envolvidos com o crime organizado do PCC quando eles trocaram carros de luxo por cocaína, o "açúcar" que Marçal acusou Guilherme Boulos de consumi-lo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

A defesa do debate, Kim Kataguri e a resposta católica ao liberalismo

Autoria: João Emiliano Martins Neto


No polêmico Flow Podcast do dia 7 de fevereiro de 2022 que custou a cabeça do jovem youtuber Bruno Monteiro Aiub, vulgo Monark, por acreditar que a liberdade sequestrada pelo liberalismo não se voltaria contra ele e contra o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), que agora o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e os bolsonaristas querem a cabeça dele. 

 

Deputado federal Kim Kataguiri


Kim Kataguiri, aquele mesmo jovem que na época das manifestações contra o governo Dilma Rousseff fez uma marcha servil rumo ao poder, em Brasília e não como aconselhou sabiamente Olavo de Carvalho, rumo ao povo que queria se livrar do poder dos corruptos de Brasília que o oprimem, contudo, Kim fez a defesa do debate. Disse ele: "O que eu defendo que acredito que o Monark também defenda é que por mais absurdo, idiota, antidemocrático, bizarro, tosco que o sujeito defenda, isso não deve ser crime - disse o deputado - Porque a melhor maneira de você reprimir uma ideia é (...) é você dando luz naquela ideia, para que, ela seja rechaçada e então socialmente rejeitada."


Porém, procurado pelo jornal O Globo, Kataguiri respondeu que sua fala foi "infeliz" ao falar de descriminalização total e que, na realidade, defendia que as pessoas tivessem acesso às obras para "repudiar os horrores do nazismo."


Diz o deputado Kataguiri em resposta ao senador Renan Calheiros que pede a sua cassação:


"Não faz sentido eu ter o meu mandato cassado por fazer um discurso antinazista, e por defender que a melhor maneira de derrotar as ideias nazistas, de sufocar e garantir que a tragédia do Holocausto nunca mais aconteça novamente é expondo os horrores das obras nazistas. Foi isso que eu defendi. Fui infeliz ao falar de descriminalização total do nazismo quando eu estava me referindo às obras, que as pessoas tenham acesso às obras, como a comunidade judaica alemã defende (segue-se, abaixo, as manchetes nos sites brasileiros dos alemães judeus em defesa da publicação de literatura nazista), justamente para repudiar os horrores do nazismo. É uma injustiça me colocarem a pecha de nazista quando toda a minha participação no programa foi no sentido de qual é a melhor maneira de definitivamente derrotar o nazismo."

 






Kim Kataguiri reconheceu que falhou no Flow Podcast em representar os judeus:


"O primeiro ponto que precisa ficar claro é que eu não defendo criação de partido nazista. Quando o Monark falou aquela atrocidades, eu falhei em representar a comunidade judaica como deveria."


***


Agora a resposta católica ao liberalismo que como uma serpente traiçoeira deu um bote em seus devotos defensores, Monark e Kim Kataguiri.


O Santo Padre Gregório XVI, na encíclica Mirari vos, diz que a liberdade de consciência é um delírio. Que a liberdade de expressão e de imprensa são perniciosas.

 

Papa Gregório XVI


Uma coisa eu noto, como pode haver liberdade de consciência, se, por exemplo, ao tomarmos consciência que está chovendo o que a consciência da chuva pode nos dar de informação? É de que no mínimo vamos nos molhar se sairmos à chuva. Ou que pode acontecer um alagamento, um transbordar ou até mesmo um dilúvio. A consciência de alguma coisa torna cativo o homem da responsabilidade diante do que ele tomou consciência e que pode ser algo temível, de grande responsabilidade, seriedade e importância, até mesmo atroz, as declarações de Monark querendo dar mais vez e voz à temível extrema-direita moderna que chega ao ponto do nazismo genocida. A liberdade de consciência, então, eu entendo que seja assim, é para quem seja muito irresponsável, leviano, cruel até diante da importância vital do que toma consciência. Posso estar enganado, mas, eu entendo assim uma crítica à tal liberdade de consciência e eu acho que é isso o que quis dizer o Papa Gregório XVI no século XIX em resposta ao liberalismo de Felicité Lamennais.


O excelente Conde Loppeux em vídeo de hoje em seu canal no site YouTube bem diz, neste vídeo aqui :


"A liberdade de consciência para o liberal está dissociada da verdade, da realidade, que está dissociada de qualquer critério factual. Na verdade o liberal ao dissociar a liberdade de opinião da verdade, ele transforma tudo em opinião e ao transformar tudo em opinião não se tem os critérios para saber o que é verdade e o que é erro. Portanto, quando o liberal afirma que todas as ideias podem ser pregadas indiscriminadamente ou todas as ideias podem ser defendidas já não existe o palco para a verdade e o erro e o palco para o quanto tais opiniões podem ser benéficas ou perniciosas."


Conde Loppeux cita uma bibliografia que é o livro O Protestantismo comparado ao Catolicismo, de autoria do padre catalão Jaime Balmes. O padre comenta a tolerância universal pregada pelos liberais do século XIX, em particular pelos liberais espanhóis. O padre diz que a tolerância absoluta é absurda porque há coisas intoleráveis por questões éticas, morais, por uma questão de juízo racional. Entra a questão da liberdade religiosa dos liberais oitocentistas. Afirma o padre, "Nós devemos ter tolerância à uma religião ou à uma prática dita religiosa que faz sacrifícios humanos? Não," afirma o padre. "Por que? Porque essa prática atenta contra a lei natural e a dignidade das pessoas."


Eis a resposta católica para o liberalismo traiçoeiro que na verdade é libertinagem, é licença para o mal e que é o sequestro da liberdade, ainda que eu considere a liberdade um princípio, pois que mesmo as melhores coisas, ou a melhor de todas, o bem maior, Deus, se for forçosamente imposto a alguém pode ser um grande mau, porque cada um sabe onde lhe aperta o sapato, porque o próprio Deus quer filhos que O amem e ninguém ama forçosamente, posto que amar é uma escolha. E, conforme disse Monark, há o direito de se ser idiota, há o direito de errar, quem de nós nunca errou que atire a primeira pedra. Cada um sabe onde lhe aperta o sapato seria o outro nome para as causas segundas, mas que os santos mártires por algo como Deus souberam não regatear o próprio sangue. No entanto, felicidade e liberdade, eu vejo como inegociáveis, a menos que seja para alguém felicidade e liberdade algo de concretamente maligno, a exemplo do próprio nazismo. Liberdade é algo de tão importante, a menos que o próprio Deus, o Bem, manifeste-se para alguém pessoalmente e Ele não o fará, - o que prova que Deus quer de nós seres livres - até porque se o fizesse, Deus tiraria toda a liberdade de tal pessoa, ensina o padre nazifascista bolsonarista Paulo Ricardo de Azevedo Júnior que não quer nenhum direito para nós, gays, todavia, diz o padre em um momento de lucidez, que cessaria toda a liberdade do homem se Deus a ele aparecesse, pois que diante do próprio Deus não há qualquer outra coisa que se possa livremente querer por estar infinitamente abaixo de Deus.

Quem é mesmo o racista e nazista?

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Atando aqui as duas pontas de dois fatos recentes ocorridos no Brasil que foram a manifestação, justa, diga-se de passagem, no sábado 5 de fevereiro de 2022, por ter sido pacífica em uma igreja católica já vazia, sem a liturgia, conforme manda a lei, do vereador petista por Curitiba, Renato de Almeida Freitas Júnior do Partido dos Trabalhadores (PT) em uma igrejinha construída por negros e feita para negros frequentarem no século XVIII, no ano de 1737 quando ela foi inaugurada pela primeira vez, a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito que fica no chamado Largo da Ordem na capital paranaense. E a demissão do Flow Podcast, ontem dia 8 de fevereiro de 2022, do jovem Bruno Monteiro Aiub, mais conhecido como Monark, porque ele defendeu, na segunda-feira dia 7, uma ampla possibilidade de liberdade de expressão que existe no lugar mais livre do mundo que é a América, ampla liberdade para que até mesmo os nazistas possam se expressar publicamente, com seus discursos, símbolos e até um partido. 


Atando essas duas pontas o que se pode notar pelos discursos e meios de expressão por músicas e até o cabelo black-power do vereador Renato é que fica a pergunta, quem é mesmo o racista e nazista? É a esquerda evidentemente que na verdade é racista e nazista. A esquerda reduz o negro a um cabelo grande, que espera-se estar bem lavado, e reduz o negro à capoeira e à macumba, à feitiçaria, o sortilégio, à falsa religião de demônios que é o candomblé, pois que falando aqui como religioso que é o meu caso, algo tal qual o candomblé ou macumba vai contra o primeiro, segundo e terceiro mandamentos que referem-se ao culto ao Deus verdadeiro. Certa vez, Paulo Ghiraldelli Júnior, que é de esquerda disse que há brancos que acham os negros inferiores, mas, de fato, o negro é inferior, segundo a esquerda psicologista e racista, nazista ao seu modo. Ela não tem a pegada universal da cultura superior ocidental e nem segue a religião revelada por Deus em Jesus Cristo que é o cristianismo, o catolicismo romano. É na esquerda o negro reduzido à feitiçaria, às falsas religiões que negam ou que ignoram o Verbo humanizado em Cristo por não prestar-lhe culto e adoração exclusivas.


Para a esquerda salvaguardado o poder soberano, acima de Deus e do bem e do mal, do Estado democrático e liberal ou no limite democrático popular e socialista, o que resta são tribos urbanas com seus vícios, opiniões pessoais, com suas religiões restritas ao foro íntimo, subjetivo, privado, sem qualquer ambição de participarem da pólis. Pelo menos um Estado popular e socialista com toda o autoritarismo do que se viu no mundo como socialismo real, no entanto, pelo menos defende a igualdade, quer, pelo menos na teoria, o mundo de irmãos de justiça social. Contudo, na liberal democracia em nome da liberdade no passado o nazismo chegou ao poder na Alemanha em 1933 e deu no que deu. A esquerda como um lado polar do espectro político na modernidade ensaia com a extrema-direita nazista e fascista em seus cientificismos falsas sociologias e falsas biologias, uma falsa concepção do homem, sempre anticristã, que na verdade cientificamente nada conhece do homem pecador que com o seu débito ontológico insanável não há raça negra, judaica, filiação partidária, não adianta ser branco ou mestiço pardo que o salve, mas, somente Jesus Cristo por meio da fé e dos sacramentos, a partir do batismo, pode salvar o homem no sentido espiritual, metafísico.


Agora o jovem Monark é chamado de nazista e até de monstro, eu acho que injustamente do pouco que eu o conheço. Ele além de no podcast do dia 7 estar bêbado, eu acredito que de forma cândida, fiel ao liberalismo moderno, apenas quis a liberdade de expressão ao máximo de alcançar a todos os pensantes, apesar de que defesa da liberdade dos perigosos nazistas aí já parece um pouco demais, pois a população inteira de judeus, e depois os negros, os doentes mentais e homossexuais, estarão ameaçados de morte, como vimos na história. Monark mostrou ignorância histórica, parece que ele não passou pela escola ou a bebida fê-lo esquecer, sem dúvida alguma, assim como a esquerda com o seu racismo e nazismo negro quer negros ou seus descendentes, mestiços, os mulatos, por exemplo, presos em uma incapacidade para o que realmente constituiu o mundo como o conhecemos, o mundo civilizado inspirado em Jerusalém, Roma e Grécia, ou seja, no cristianismo, no direito romano e na filosofia helênica clássica de Sócrates, Platão e Aristóteles. A esquerda quer de forma flagrantemente racista e nazista à sua maneira, um negro e seus descendentes como criaturas limitadas e aí, sim, alvo fácil por seu racialismo à uma discriminação injusta por parte dos brancos, sobretudo se eles forem nazistas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Monark e o limite da liberdade (mesmo no liberalismo)

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Monark

Hoje foi muito falado internet afora sobre o último Flow Podcast com Bruno Aiub, e foi, de fato, o último podcast do Flow com a participação de Aiub, mais conhecido como Monark, no qual, como depois ele reconheceu em uma rede social, Monark bêbado, não se deu conta do limite da liberdade (mesmo no liberalismo) e defendeu no podcast de número 545 do dia 7 de fevereiro de 2022, a existência de um partido nazista que fosse reconhecido por lei no Brasil.


Disse Monark: "A esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, na minha opinião. Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido por lei."


Contradiz o Monark o excelente André do canal no site YouTube, Reflexo do Todo, enumerando alguns avanços da direita radical neste vídeo aqui:


1) Extrema-direita na Presidência com Bolsonaro. A extrema-direita retirou a ex-presidenta Dilma Rousseff do poder;


2) Motim da Polícia Militar do Estado do Ceará, eis uma atitude de extrema-direita;


3) Extrema-direita nos últimos anos no bolsonarismo se armando até os dentes. Nas últimas semanas foram divulgados números sobre o armamento civil, apoiado por Bolsonaro. 


A deputada federal Tábata Amaral do Partido Socialista Brasileiro (PSB) do Estado de São Paulo convidada para o podcast argumentou contra Monark: "a liberdade de expressão termina onde a sua expressão coloca em risco a vida do outro." Também disse Tábata: "O nazismo é contra a população judaica e isso coloca em risco uma população inteira."


Outro convidado para o podcast do Flow foi o também deputado federal do Podemos, também do Estado de São Paulo, Kim Kataguri, que argumentou, eu li no site UOL, usando "uma suposta fala de um membro partidário do PCO (Partido da Causa Operária) para argumentar de maneira superficial, que os partidos com bandeiras ideológicas comunistas também não poderiam existir devido a declarações que poderiam violar os direitos humanos. O parlamentar não detalhou sobre as circunstâncias envolvendo a suposta declaração do membro partidário."


Disse Kim Kataguiri: "Quando Rui Costa do PCO, fala em fuzilar burguês, por exemplo, aquilo está contemplado pela liberdade de expressão. Pelo menos no entendimento de hoje", disse. "E isso entra em contradição com violação de Direitos Humanos. Então, por essa definição, o partido comunista não deveria existir," completou.


Entidades israelitas condenam a afirmação de Monark:


A Conib (Confederação Israelita do Brasil) divulgou uma nota condenando a fala do youtuber.


"O nazismo prega a supremacia racial e o extermínio de grupos que considera 'inferiores'. Sob a liderança de Hitler, o nazismo comandou uma máquina de extermínio no coração da Europa que matou 6 milhões de judeus inocentes e também homossexuais, ciganos e outras minorias", disseram. 


"O discurso de ódio e a defesa de discurso de ódio trazem consequências terríveis para a humanidade, e o nazismo é sua maior evidência histórica."


A Federação Israelita de São Paulo se manifestou afirmando que o apresentador sugere "a um só tempo, desconhecer a história do povo judeu e a natureza de um princípio constitucional essencial [que é a da liberdade de expressão], muitas vezes deturpado por aqueles que insistem em propagar um discurso que incita o ódio contra minorias."


"Nós, da Federação Israelita do Estado de São Paulo, repudiamos de forma veemente esse discurso e reiteramos nosso compromisso em combater ideias que coloquem em risco qualquer minoria. Manifestações como essa evidenciam o grau de descomprometimento do youtuber com a democracia e com os direitos humanos," acrescentou.


Só uma observação minha à nota da Federação Israelita do Estado de São Paulo. A Federação defendeu a democracia liberal inteiramente com a sua nota e não a importância do povo israelita e do judaísmo, não entra no mérito do que seja uma verdade e realismo religioso, afinal, o Estado liberal é o soberano. Ou seja, para os judeus de tal organização o judaísmo é apenas uma ideologia, é uma opinião de foro privado e que as tais minorias não devem ser importunadas. Porém, minoria por minoria, neonazistas são uma minoria, mas, não devem ir para a cadeia segundo a lei? Claro que devem se ostensivamente defenderem o nazismo ou se cometerem atos de violência.

 

A democracia liberal que um dia deixou chegar ao poder o nazismo na Alemanha, porém, viu que tal ideia era muito agressiva e hoje a condena e condena Monark por querer dar espaço à tais ideias. Perdida a unidade espiritual da Europa com a Reforma Protestante do século XVI e cada principezinho querendo impor a sua religião luterana em seu território surgiu o liberalismo para livrar as consciências do poder despótico de tais governantes, porém, a alma no vácuo do liberalismo, séculos depois, no século XX sentiu-se com um tônus e um novo impulso e motivação na loucura da Nêmesis nazista e deu no que deu. A consciência humana ressentida por ter perdido a verdade católica ressentiu-se ao ponto da loucura e no século XX embarcou na ideologia nazista.


A liberdade do liberalismo não como a busca por um bem e verdade objetivos patina por qualquer ideologia perigosa à maneira do nazismo. Acontece que as sociedades democráticas e liberais aprenderam a duras penas o perigo de algo como o nazismo, por isso rechaçam o discurso de Monark e ele foi demitido do podcast do Flow, não sem o que é mais importante na sociedade do capital, ter perdido um patrocinador, porque o bolso é a parte que dói mais:


"A Flash Benefícios acredita em uma sociedade igualitária, sem qualquer tipo de discriminação. Não há sociedade livre quando há intolerância ou busca de legitimação de discursos odiosos, nazistas e racistas, tecidos a partir de uma suposta liberdade de expressão. Reforçamos que todo e qualquer tipo de opinião jamais pode ferir a existência de alguém ou de um grupo da sociedade.


Diante de tais absurdos como esse, é preciso agir e, desta forma, solicitamos o encerramento formal e imediato de nossa relação contratual com os Estúdios Flow."


Enfim, adeus Monark e sua ideia que eu pessoalmente acho que ele a defendeu de forma cândida e bem intencionada, ele ainda tão jovem, só 31 anos de idade, mas, mesmo o liberalismo acaba conhecendo algum limite à liberdade quando qualquer ideia que dá na telha da cabeça humana quando chega ao poder tornar-se o poder do mais idiota.

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