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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

A realidade (teratológica) da luta de classes

Autoria: João Emiliano Martins Neto


A luta de classes é real, é uma realidade teratológica, monstruosa, ninguém pode negar. Ninguém pode negar a inveja humana, o complexo de Édipo, ninguém pode negar na luta de classes, a macumba, feitiçaria, sortilégio de rebelar-se contra as legítimas autoridades como Deus, Jesus Cristo, o Papa e rebelar-se contra o pai e a mãe ou contra os professores e os patrões, contra o Rei, contra a polícia, legítimas autoridades.

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

A VERDADEIRA filosofia da história

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

A luta de religiões e não a luta de classes é a verdadeira filosofia da história. Tem a única religião verdadeira que é a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana e o resto das falsidades religiosas, culturais do falso culto do homem ao seu ego na forma protestante, islâmica, hindu, budista e tantos outros restolhos, lixos culturais.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

A soberba da classe média

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu e a minha família vivemos em bairros de classe média de minha cidade de Belém do Pará, bairros do tipo os de Nazaré, Batista Campos, Umarizal, Centro, Reduto, Campina ou mesmo no Comércio. A classe média tem a sua soberba que se dá no discurso de pavão que, certa vez, eu com raiva disse para uma mulher que pediu-me que a ajudasse a transportar um carrinho de venda de salgadinhos e sanduíches para uma garagem aqui perto de casa, antes eu precisei perigosamente levar uma bacia elétrica com óleo quente de fritar salgadinhos para uma casa antiga local onde os ambulantes da rua de casa, que eu os auxilio, eles guardam os seus carros. Fiquei com raiva do sacrifício que foi levar a tal bacia que com óleo quente se derramasse em mim eu ficaria muito ferido.


Eu soberbo vim com um discurso de superioridade de classe dizendo que eu sempre morei bem para a pobre mulher e ainda falei para ela, se sobretudo à mãe dela, que elas se convertessem ao catolicismo, a mãe da mulher é evangélica, eu mesmo preciso seriamente ainda me converter realmente à religião que eu quereria que elas se convertessem, porque eu não raro vivo em uma crise de fé recorrente e deprimente. É a soberba da classe média que cria cães no lugar de ter filhos e vive encastelada em seus apartamentos, eu moro em um apartamento. O meu pai, eu acho que padecendo terrivelvemente de tal soberba quer que eu deixe de auxiliar o ambulante que eu auxilio. Ele nega que se acha superior aos proletários vendedores de rua, contudo, eu acho que é isso mesmo, é soberba. Ele com minha mãe, pessoas com as quais eu moro debaixo do mesmo teto, que são miseráveis e desgraçados com comida, escondem alimentos no armário do quarto deles. Meu pai compra os alimentos, doces, em particular, esconde-os, pois diz que eu comeria tudo, na verdade ele os come sempre sozinho. Dia desses, no último sábado, eu estava com uma febre alta e se eu não tivesse o dinheiro que eu ganho do ambulante ao qual eu sirvo, eu teria que curtir dolorosamente uma febre, pois minha mãe miserável não queria me dar o remédio.


Ou seja, vivemos um mundo, pelo menos eu acho que aqui no ocidente, marcado pelo materialismo, em uma suposta superioridade materialista, pela quantidade de dinheiro que se tem. O que a classe média e até os ricos têm de melhor? Como eu disse, criar cachorros, uns muito bonitos de raça? É isso? Eu já soube de gente com dinheiro que na Igreja Católica se dá alguma contribuição é um mínimo ínfimo, enquanto isso Jesus Cristo oferece-se a cada Santa Missa ferido, morto e ressuscitado junto com o fecundo sangue dos mártires que gera novos cristãos desde os primórdios do catolicismo até aos dias atuais. Eis a verdadeira superioridade que passa despercebida de uma classe média pernóstica e o que é pior em um bairro como o meu de Nazaré daqui da capital do Estado do Pará onde se localiza a maravilhosamente bela Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro, testemunho que tal templo católico o é dos tempos em que havia realmente fé.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Novo áudio: Arthur do Val diz que ex-namorada o chamou de 'playboy VillaMix'

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Neste novo áudio vazado de Arthur Moledo do Val Mamãe Falei, o senhorzinho de classe média típico, prova na lama de que talvez a esquerda esteja certa ao defender com Karl Marx que a luta de classes seja uma ideia correta, ele se lamenta de ter perdido a própria namorada, Giulia Baglitz, depois dos áudios de WhatsApp vazados durante a sua viagem ao leste europeu, em virtude da atual guerra da Rússia contra a Ucrânia que começou no dia 24 de fevereiro de 2022, onde ele ficou cego de desejo sexual pela beleza das loiras eslavas ucranianas e ainda disse, algo típico de classe média que abusa até mesmo sexualmente de empregadas domésticas, que as elas são fáceis, porque são pobres.


O áudio é um primor de hipocrisia, no qual Arthur admite que não fala nunca de sua vida pessoal, de sua família, logo, o esporte dele é julgar e condenar os outros, e tudo isso em nome do poder político o que não é pouca coisa, sem nunca notar que pode ter uma trave no próprio olho, conforme ensinou Jesus Cristo (São Lucas 6, 39-42). Por falar em Cristo ele relembra que não é santo e nunca quis dar uma de santo, nunca pretendeu a santidade. Ninguém é forçado a ser católico, mas, que bem que faz falta o catolicismo na vida das pessoas, é Arthur a prova no lixo da falta que faz a Igreja Católica.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Pensamentos - Homossexualidade

 Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Resumo: Pensamentos sobre a homossexualidade em uma reflexão onde o pensamento seja conduzido a ir com a coisa mesma que é a homossexualidade onde a mesma deva conduzir o pensar.

 

A homossexualidade designa ora um desejo afetivo e sexual subjetivo por pessoas do mesmo sexo e ora uma prática sexual com pessoas do mesmo sexo. Hoje a homossexualidade é vista como algo normalizado nas sociedades ocidentais e mesmo por governos ditos de direita conservadores como o governo de Donald Trump na América ou de Jair Messias Bolsonaro no Brasil atual. Ainda que o próprio presidente Bolsonaro com o intuito de agredir um jornalista que lhe fez uma pergunta incômoda, Bolsonaro tenha dito que o sujeito teria "uma cara de homossexual terrível". Porque na verdade a relação de certos indivíduos de direita com a homossexualidade é uma relação ambígua de amor e ódio, morde e assopra. Certas pessoas mais conservadoras por seus escrúpulos morais e segundo uma concepção antiga que a ciência tinha da homossexualidade como doença mental não aceitam as pessoas homossexuais e também em alguma dessas pessoas alegadamente mais escrupulosas há uma consciência culpada e pesada por estarem na verdade a praticar atos homossexuais às escondidas, então, escravas como o são da direita ou da religião elas tem inveja dos outrora escravos homossexuais hoje libertos que vivem as suas vidas afetivas e sexuais à luz do dia e agem tais escrupulosos como capitães do mato de seus senhores a caçarem os homossexuais praticantes e assumidos.


Eu já ouvi um conservador como Bernardo Pires Küster, um líder conservador atual brasileiro, a dizer em um evento de pessoas de direita que a direita aceitaria os homossexuais caso eles fossem não praticantes... Mas que negócio é esse? Tratava-se de um evento partidário ou um evento de alguma religião ou da Igreja? Quer, por acaso, Küster, um Hezbollah ou um Fatah no Brasil? Isto é, um partido religioso em pleno Estado laico? Quantos partidos conservadores ocidente afora não tem homossexuais em suas fileiras? Então, o homossexual deve ser sempre esquerdista se a própria esquerda outrora considerava a homossexualidade como uma degeneração burguesa que atrapalharia a revolução? Se bem que se a ciência, como tudo o que é humano, pode evoluir e as próprias agremiações de direita que certamente nem sempre aceitaram os homossexuais em seu meio, hoje os aceitam, bem como a esquerda faz o mesmo.


Eu penso que a homossexualidade não resiste a quem busca refletir. Primeiro porque é evidente que a prática sexual é tal e qual como algo que deveria ser aberto à vida e a homossexualidade fecha o que seria a finalidade do sexo para a geração de filhos. Em segundo lugar, estou me baseando muito no que diz o Catecismo da Igreja Católica, não há uma complementariedade afetiva genuína na homossexualidade, visto que tal prática por ocorrer entre pessoas do mesmo sexo é curioso que um dos pares ou ambos em uma medida razoável deverão ser pessoas mais masculinas em um certo sentido ideal, porque é o ideal do homem que se busca em uma dupla de dois homens, os gays. Sendo que também um dos tais secundariamente poderá ser mais feminino se na dupla gay um dos componentes da dupla for, como é comum ocorrer, ou um bissexual ou um heterossexual por ocasião desviado da prática comum heterossexual própria a ele. O mesmo esquema vale inversamente no caso de lésbicas se a dupla se der entre duas mulheres como o ideal em tal caso é o da mulher, ambas deverão ser idealmente femininas e delicadas, mas costuma ocorrer que um dos componentes da dupla é mais masculinizada. Parece que em tais duplas um dos dois ser mais feminino, no caso dos gays, ou uma das duas ser masculinizada é o não raro o mínimo que se vê corriqueiramente por aí ou ainda em uma só pessoa coexistir elementos mais ou menos femininos os masculinos como traço apropriado da inversão homossexual que os caracteriza. Há, como demonstrado, na homossexualidade uma grande complicação e mão de obra, coisa que no outro lado, no relacionamento comum, normal e natural heterossexual se vê dispensado, visto que na heterossexualidade ocorre, de fato, além da abertura à vida, ocorre a tal complementariedade afetiva, um homem e uma mulher com seus perfis sexuais polares íntegros, por assim dizer, que se complementam afetivamente com perfeição.


O que poderia-se dizer que é mero preconceito de pessoas teleguiadas, aterrorizadas e fanatizadas por uma educação muito rígida e conservadora, é que a homossexualidade gera vergonha, culpa, é um desafio aos escrúpulos simplesmente presentes na consciência de todo homem ou mulher normais. Eu penso que não tem jeito, o homem tem inscrita em sua consciência a lei divina e é no santuário ou recinto íntimo e privado da própria consciência que o homem orientado pela reta razão que uma reflexão honesta o fará dirigir a sua vontade para o que seja a verdade e o bem e daí poderá julgar os rumos que a mesma vontade tomou e diante do Deus que está sempre assentado em Seu trono em tal santuário, pois Deus mesmo é a raiz e a culminância do que seja o bem e a verdade que o homem na homossexualidade acaba por prestar contas por ter trocado Deus e sua vontade que é contrária à homossexualidade, conforme o que diz a própria natureza e sua ordem queridas por essa mesma verdade e bem personificadas em Deus.

 

Para concluir aqui esta minha atitude de pensar ou de adentrar a verdade sobre o mundo fazendo uso da fecundidade que pensando bem o marxismo e o comunismo podem dar ao pensamento, é claro que na sociedade capitalista e burguesa interesseira por lucro e dinheiro, onde Deus virou dinheiro, que pessoas homossexuais poderão ser preteridas aos bons empregos ou poderão ganhar menos do que pessoas heterossexuais. Ou seja, a uma consciência transcendental e metafísica ou espiritual, hoje, substitui-se a consciência de classe se se trata de homossexuais empobrecidos ou proletarizados. Há a ideia perene segundo Karl Marx da luta de classes e há de acertar quem ficar do lado dos pobres, então, a outrora consciência espiritual na prática hoje de um mundo tão materialista que ocorra à consciência de classe social onde o oprimido é o homossexual e o opressor é heterossexual, sobretudo é oprimido aquele pobre homossexual mais afetado, isto é, mais feminino no caso de um gay ou mais masculina, no caso de uma lésbica, porque, realmente, a homossexualidade é uma limitação pessoal ou é algo sui generis que não raro marca uma pessoa humana com certos trejeitos que podem ser muito escandalosos e isso a prejudica em detrimento de suas capacidades que poderiam ser muito úteis para a prosperidade de um mundo que se quer mais solidário, justo e fraterno.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Esquerda e direita, hoje

A esquerda, hoje, é a defesa de uma luta de classes não mais de um suposto proletariado oprimido, mas é a defesa de uma elite, de uma burguesia com um tipo de proletarismo, diria assim, espiritual: anticristão e promotor de tudo o que destrói o homem. A direita quer destruir de vez os fracos no seu moralismo farisaico furibundo e individualista burguês e liberal, a esquerda cultiva o mal que vai destruir mais cedo ou mais tarde os proscritos da sociedade, enfim, não há esperança política.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O erro da explicação marxista para o fenômeno do Fascismo

Por Olavo de Carvalho

Poucas coisas no mundo são tão ridículas quanto as explicações econômicas do fenômeno fascista pela "luta de classes" -- até hoje repetidas nas nossas faculdades como verdades de evangelho. O fascismo não foi criado nem por burgueses, nem por proletários, nem muito menos pela "pequena burguesia" à qual a vulgata marxista atribui a quintessência da sua ideologia. Foi criado por soldados que voltavam do front trazendo nos olhos e no coração as imagens mais horríveis de uma violência e de um caos jamais vistos antes na história humana, e que muito compreensivelmente se sentiam deslocados na placidez medíocre e artificial da ordem democrática burguesa. Eles estavam pouco se lixando para "interesses de classe". O que eles queriam era atear fogo no mundo e insuflar na política o espírito da guerra, que para eles representava a realidade da vida humana em oposição às fantasias jurídicas da ordem vigente. Sua motivação foi cem por cento existencial e psicológica, irracional no fundo. É coisa tão inacessível a explicações econômicas quanto uma convulsão epiléptica ou uma esquizofrenia paranóica.

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