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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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terça-feira, 3 de março de 2026

Itinerário da destruição: um marginal complicado (conto cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





Samuel Câmara estava folheando uns rascunhos seus sobre as vidas de sua clientela na sua seita ou a fornecedora de dinheiro que alegadamente ele lava para a sua talvez off-shore em algum paraíso fiscal, aquela paupérrima concorrente da Roma Sagrada, a tal Assembleia de Deus de Belém do Pará.




- Completos idiotas. Ha ha ha!



Ele passava uma vista d'olhos na papelada como quem conta batatas, mas que causaria espécie para uma pessoa que não fosse um psicopata como ele aquelas affaire das dores humanas sacudidas pela pressa dos dias atuais.



- Idiotas, idiotas, idiotas e mais idiotas. Cafonas, pobres, feios, enfim, protestantes... Os católicos pelo menos são mais inteligentes e têm estilo. Ha ha ha!



Entra Rebekah Câmara, estrábica com cara de demente e cabelo tingido de palha de milho, a esposa de Samuel Câmara:



- Marcelo Campelo foi discreto no Instagram ao criticar o seu aluguel do Centenário Centro de Convenções. O que o psiquiatra disse para você, Samuel, sobre o medo?



De repente o contador de batatas percebeu-as quentes, a remembrança do medo sentido por um psicopata como ele. 



- Sim... Eu sou complicado quando sinto medo. Ninguém me entende. Ninguém me entende. Ninguém me entende. - Ele tremia - O desprezo é grande a nós, psicopatas.



Samuel Câmara, o suspeito de ser um marginal comum para a Polícia Federal torna-se vulnerável, o medo, é a ferida na terrível pedra de gelo psicopatológica.



- Marcelo Campelo era meu chegado. Aquele doido do passado que me xingou, escapou-me pela mão.



Em algum lugar de Belém do Pará.



- Aquele marginal é complicado. - Diz a esposa, uma moça gorda e loura com aspecto de bonachona, de Marcelo Campelo ao marido.



- Eu rompi com o Samuel Câmara, eu disse para aquele jornalista. - Comentou Marcelo Campelo um rapaz obeso e muito dedicado, apesar do protestantismo em si, um tipo de sussurro aos hoi sophoi de uma sophia da famigerada gnosis por meio fiduciário? - Quero distância dele. - Concluiu ele.



Em uma clínica psiquiátrica em algum outro lugar de Belém do Pará.



- Para mim esse Samuel Câmara tinha que acabar em um manicômio judiciário. O sujeito é perigoso, tem o destino de muitos em suas garras. Eu soube que ele grita e trata mal os seus subordinados, é o medo transformando em gelo em quebradiças escamas do bloco de gelo da psicopatologia. Eu percebo, ele imita os melhores sentimentos como quem recita os versos de uma canção sem nunca ter ouvido a canção. Ele não me engana. Deus queira que nenhum zumbi psicopatológico nunca me engane. Aquele marginal Samuel Câmara é complicado para os leigos. - Disse em um gravador de áudio no celular com ar de galã e grisalho, o psiquiatra de Samuel Câmara.



Em um casebre de madeira no bairro da Terra Firme (Montese) de Belém do Pará. 



- Porco ateu! Tu bebes na tua adega em teu apartamento luxuoso como o teu irmão falsário, Silas Câmara, que tu vives às custas dos idiotas que te sustentam! Rezar nunca rezas! - Vociferava a entidade demoníaca em um exorcismo feito por Samuel Câmara. As pessoas ao redor "oravam" com fervor, mãos espalmadas como é o costume sui generis pentecostal protestante.



Samuel Câmara pensava: "Maldição esta coisa de demônio, exorcismo, a entidade diz toda a verdade a meu respeito. Filha da puta."



- Off-shore! Off-shore! Tu beijaste a minha bunda no Panamá com o dinheiro lavado do tráfico de drogas e das milícias, Samuel! Berrava o demônio com a língua para fora. A janela esverdeada de madeira do aposento sacudia.



- Cale-se, e saia em nome de Jesus! - Gritara ele não por devoção religiosa alguma, mas porque  naquele instante de exorcismo, sentia o medo das verdades que o demônio pronunciava.



As mulheres "orando" no exíguo quarto do rapaz possesso permaneciam de olhos fechados parecendo não crer em nenhuma das palavras do demônio como Ana mulher de Elcana seus lábios mexiam-se dizendo:



- Em nome de Jesus! Em nome de Jesus! ... ...



- Samuel Câmara, marginal, tarado, maldito, porco ateu, comunista, capitalista selvagem, herege! Tu és um marginal complicado só para quem não é psicopata como tu! - Soltando um agudo grito a entidade diabólica saiu do jovem.



sábado, 28 de fevereiro de 2026

Itinerário da destruição: Ninguém me entende... (conto cristão)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





- Pastor! Pastor! Venha aqui em casa a minha filha está muito mal... - Dizia a mulher em prantos. 



- O dia inteiro aqui contigo e esta papelada, ó Samuel... - Diz Rebekah Câmara, a amante de Samuel Câmara, vesga com cara de uma completa retardada mental, com cabelo louro de espiga de milho e enrugada precocemente. 



- Reli pra você os relatórios.



- Chegou o fornecedor da Boas Novas? E aquele idiota, frequentador da espelunca, cafona com aquele paletó mal cortado falando de igreja esposa daquele doido judeu do passado? Ele acha que está onde? Lá é seita, Igreja fica do outro lado da 14 de março. - Sentenciou Samuel Câmara.



- Estou aqui sempre contigo, Samuel, veremos como nos arranjar com esta massa de crédulos vendedores ambulantes desta cidade imunda e quente. Bando de deserdados moradores das periferias de Belém do Pará dominadas pelo Comando Vermelho. - Comentou Rebekah Câmara.


 
Samuel Câmara nunca "rezava" ou "orava" como dizem os completos imbecis bocós da ralé de povo que com traços farisaicos do pior tipo gabam-se de "orar" para distinguir-se dos católicos que "rezam". Vida mística zero ou abaixo de zero em Samuel Câmara, ele apenas repetia, máquina infernal que é sempre aprontando das suas, a linguagem protestante de tipo pentecostal ou neopentecostal para melhor enganar a arraia miúda em forma de plateia que abunda no Brasil desde a Colônia tão desprezada pelos portugueses. Pai e mãe por pior que sejam conhecem bem os filhos que têm.



- Saiam todos do quarto! - Ordenou Samuel Câmara daquele jeito truculento, controlador, tão típico do signo regido pelo deus rouco do triste submundo da mitologia helênica.



O pastor, sendo o psicopata que é, calculando sempre todos os seus passos com uma frieza espantosa, mas sacudido pela raiva e medo dado os evangélicos brasileiros, ou sua liderança mais notória, midiática, já ter chegado ao seu limite que é o banditismo comum puro e simples que ele próprio envolvera-se; assentou-se à cama da menina possessa e disse:



- Ninguém me entende...



- Porco herege! Ateu! Bandido! Eis sei quem és, eu te entendo, mas não estou nem aí para ti, não largo-te nem depois de morto com teu corpo apodrecido sendo roído pelos vermes debaixo da terra! - Vociferou a entidade demoníaca que dominava a menina.



- Eu estou a teu serviço... Sabes... Contenta-te e não me injuries. - Respondeu Samuel Câmara com uma frieza atroz. 



Sacudia por efeito do demônio a janela de madeira do quarto do casebre da família da menina onde ela jazia no bairro do Guamá. A mãe da menina pranteava na sala.



- Porco psicopata! Não venhas ditar ordens a mim! O senhor por usurpação do século é o meu Mestre, o Espírito profundo de Ivan Fiodorovitch Karamázovi. Tu sabes calcular, deformidade psicopatológica, mede bem o teu medo e raiva, és bom, és bom nisso e aquietando-te faz sempre o que o meu Mestre quer de ti. Vou embora para o meu tormento perpétuo, fica com os louros da vitória do falso exorcista que és, falsário, incrédulo, marginal branqueador do capital da bandidagem! - Concluiu a entidade.



- Minha irmã, sua filha está liberta. - Disse Samuel Câmara dirigindo-se à mãe da menina.



- Glória a Deus, pastor, muito obrigada. Tome um cafezinho conosco. - Disse a mãe enxugando as lágrimas.



- Não. Mas muito obrigado. Passar bem. - Despediu-se Samuel Câmara.


quinta-feira, 5 de junho de 2025

Domingo dia de Missa (conto e poesia)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



- Sai desse sofá, vai tomar um banho, põe uma roupa decente e vamos pra Missa! Tá tudo sujo aí no carpete de batata-frita e pipoca, eu limpo e tu sujas!


- Que Missa o que?! Eu quero é assistir o campeonato de futebol, hoje é decisão!


- Decisão que tu achas que está na tua mão, tu que não és um atleta como os jogadores, é fácil falar sentado no sofá tomando cerveja, quero ver tu com a bola nos pés no campo, suando, cansado, jogando. Sai logo daí, vai tomar banho, te arruma e vamos pra Missa.



(Uns gênios potestades do ar zombando do anjo do Brasil)


País do futebol, do Carnaval 
Lúdico viver, vendaval
Jogatina, vingança, sede de sangue
Catolicismo não praticante
Vaca profana com os córneos
Mergulhada na manada comunista
Tanto faz ser a nazifascista
Pusilânime 
Lúdico viver, vendaval, Carnaval
Exangue, unânime.



quarta-feira, 28 de maio de 2025

A gazelidade ou a arquigazela (conto)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


- Não vou olhar este rapaz vindo na bicicleta, convém ao casto disciplinar os olhar. - Assim pensou o católico e pobrezinho dele, homossexual, cujo sobrenome é Souza, enquanto ele fumava na rua.


- Que pernas! - Souza acabou olhando. É forte a sua gazelidade, arquigazela que é ele.


- Vai encher o cu de rola! - Disse um gaiato para Souza que apenas foi educado com o gaiato cumprimentando-o com um bom dia.


- Ele se fosse patrão seria um péssimo patrão, seria autoritário. - Disse Souza para um colega de trabalho do gaiato. - Eu que sou bicha, bicha, bicha, veadésimo, ficaria facilmente debaixo dele.


- Tu és uma gazela. - Com bom humor e leveza respondeu o homem.



Um demônio no inferno conversando com outro:
 

- Satanicamente orgulhoso de sua virilidade e de seu emprego, o gaiato é um dos nossos.


O outro demônio respondeu:


- Ele é um supremacista da virilidade, é a besta escravizada pelo capital na ausência do Estado com seu trono, majestade, sendo o rei, queria aquele Vigário do Inimigo, que queria o controle estatal da ganância da livre-concorrência. O gaiato é um membro humano, encarnado, de nosso bando.



Interrompeu o colóquio um demônio encarregado:


- Eu quero como sempre de vocês e de outros demônios a boa e velha tentação sobre esta bicha Souza. Apesar dela ser católica devota, quero ela na sua cegueira boiolesca, na sua gazelidade de arquigazela, apesar da cadela admitir o óbvio e justo que ela como bicha está abaixo dos machões fariseus orgulhosos como o gaiato que a ofendeu que é mais um dos nossos em seu orgulho do que ela maldita moneide que é humilde e católica para nossa derrota.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Os "papas" (conto)

Autoria: João Emiliano Martins Neto


- Oi, mano, entre aqui, aqui é a casa da misericórdia! Seja bem-vindo! - o padre Paolo, talvez mais esquerdista do que padre, porque induzido pelo erro de uma realidade teratológica de um mundo decaído pelo pecado original, degenerado mais do que conduzido pelos mandamentos divinos recebeu padre Paolo a Marcos na residência e capela católica em uma avenida de Belém do Pará outrora com muitas palmeiras imperiais raquíticas, pois que pouco afeitas ao clima equatorial da capital paraense, ele recebeu Marcos com uma máscara cirúrgica, há pouco o mundo vivia a sindemia mais do que pandemia de Covid-19. 


- "Como é velho e cansado este homem, a Igreja Católica parece alguma coisa velha e cansada." - assim pensava Marcos que naquele tempo ia com frequência premido pela infância que é a tentação homossexual para receber o sacramento da penitência naquela residência e capela católica. 


No inferno disse um demônio aos seus demônios de sua facção - Esta bicha nem sabe o quanto ela é apegada ao gostinho dela por homens. Um dia ela descobrirá e tentará ser casta mais sistematicamente, veremos o que faremos com ela. Para piorar esta bicha maldita indecisa, cega pela imaturidade da inversão, atrapalha a gente buscando a desgraça do sacramento da penitência, que ódio! - vituperava o pobre demônio.


- Estes gays são a nossa clientela da que chamamos de misericórdia, mas um dia por estas redes sociais de internet eles vão descobrir a farsa ou pelo menos precariedade, ambiguidade alucinante que seriam os "papas" das últimas décadas que não se sustentam com suas heresias da época e depois do Vaticano II. - comentava o padre Paolo em uma audiência com um importante Arcebispo do norte do Brasil próximo à renovação carismática católica, seita fanática e pretensamente extática, um tanto montanista catafriga, fruto do período confuso pós-conciliar.


***


Ano de 1962, primeiro do Concílio Vaticano II


- Eu não quero emitir condenações. Os meus acordos com os maçons, as suspeitas são fundadas sobre o meu envolvimento naquele truísmo de modernismo da época de Pio X policialesco, esse tipo de ideia e gente é mais atinada com o movimento da história do que estes simplórios apegados à letra da lei que são muito ousados em conclusões, as quais em nossa época percebemos no mecanismo do que é o corpo dominado pela ciência; a alma, para nós o que seja o psicológico em nosso tempo é algo puramente subjetivo que as intersubjetividades devem entrar em acordo em um mundo de irmãos à maneira maçônica tolerante e em vias de alargar os direitos. - assim disse o "Papa" João XXIII para um perito do Concílio Vaticano II que ele acabara de convocar.


***


Tempo presente


Depois, já em casa, de conversar com um viciado em drogas e devasso na Praça da República de Belém do Pará, diz Marcos: - Tesão da porra! - exclamou Marcos ficando no seu quarto despido empinando as nádegas diante do espelho, maquinalmente, o que parece desmentir a ideia do "Papa" de que o corpo seria tão indenpendente da alma.


Marcos fez tal gesto quase maquinalmente diante do espelho depois de: - Vem mais tarde aqui na praça - o viciado e devasso mostrava para Marcos o volume do pênis coberto pela bermuda. Marcos e o sujeito já tiveram relações íntimas em plena Praça.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

A impenitente cúmplice (conto)

Autoria: João Emiliano Martins Neto


- Aquele doido, demente, zero à esquerda, eu ainda pego ele! - vingativa com aquele vozinha terrível imprecava Márcia Maria e com o sabor amargo dos rancorosos e raivosos sem razão comia do seu almoço em casa conversando com o marido Donoso Pina, ex-Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado do Amazonas, o danoso irmão de Samuel Pina e Pantoja Pina pegos pela Polícia Federal nos anos 2000 com mais de 30 milhões de reais suspeitíssimos do crime de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.


Donoso Pina ouvia calado em um primeiro momento depois murmurou.


- O que ele sabe sobre nós é o que deve ter saído nas redes sociais onde só quem é daquele meio dá crédito, se saiu na imprensa é outra coisa... Ele é doido, ninguém vai acreditar nele. - ponderava Donoso Pina para a esposa.


- Deus, livra a Asssembleia dos Eleitos dos Últimos Dias de Belém! - ajoelhado em um canto Luís Pinho rezava ou "orava", como dizem os protestantes que "oram" e não "rezam" como os católicos, protestantes uns fariseus hipócritas e outros burros mesmo que nunca leem o dicionário.


***


Belém do Pará, ano de 2011


- O jovem Luís está aqui no Centenário dos Eleitos... - silenciou Samuel Pina ao ouvir da boca do repórter o nome Luís, ao  entrevistado para a sua rádio a Ondas Evangélicas FM, naquele ano do centenário de fundação de sua igreja, época da construção em tempo recorde de um grande galpão chamado Arena Centenário dos Eleitos. - Doido! - exclamou Samuel Pina logo após o breve silêncio e disse mais. - E nós estamos doidos para inaugurarmos o nosso Centenário dos Eleitos. - reagiu Samuel Pina que sabia que Luís Pinho, o tal "jovem Luís", é doente mental obsessivo-compulsivo como Marcos é maníaco-depressivo e odiado e perseguido por Samuel Pina naquele ano por ele e por toda a sua família junto com Márcia Maria.


***


- Deus! Ó Deus! Ó Deus! - "orava" Márcia Maria semelhante a Luís Pinho daquela maneira insana pentecostal e de resto protestante de "orar" onde não entra nenhuma racionalidade, raciocínio. 


- Ai, Senhor! Ai Senhor! - algum arrepio e lágrima saía do rosto de Márcia Maria. É a vontade protestante piorada no pentecostalismo e neopentecostalismo de ter-se sensações de bem-estar sem qualquer racionalidade e por isso com alguma verdadeira penitência pelos pecados cometidos, contrição penitencial, aliás, rejeitada por Martinho Lutero, o fundador do protestantismo.


- Horroroso! Zero à esquerda! - imprecava a impenitente cúmplice do marido Donoso Pina, Márcia Maria, enquanto apresentava o programa Voz Feminina na TV dos Evangélicos de Samuel Pina disfarçando dizer o contrário contra Marcos que denunciara o marido dela no ano de 2009.

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Entre o aparente e o inteligível (conto)

Autoria: João Emiliano Martins Neto


- Tu é baitola, tu, é? Veado, tu, é? - brincava Marcos com quase qualquer um nas ruas de Belém do Pará, a capital do Estado do Pará, com funcionários de supermecados, com o ambulante onde ele comprava o cigarro baratíssimo dele valendo dois reais na Praça do Relógio do Ver-o-Peso, brincava, enfim, com vendedores ambulantes que ainda que de forma humilde em Belém jogam na cara do mundo a sociedade da troca capitalista e que se dane a partilha, a solidariedade, que se dane a sociedade ideal do consumo que um dia um Karl Marx quis com o seu comunismo restaurar ou instaurar pela primeira vez, porque se é que já houve alguma vez depois do pecado original alguma sociedade só de partilha e do consumo, talvez só em tribos ágrafas de selvagens aborígenes, indígenas onde esses aqui no Brasil relegavam à morte velhos e deficientes e já houve na Igreja de Jerusalém sanado o pecado original com os sacramentos. Marx quis tal sociedade, apesar da revolta dele contra tudo o que é divino.


- Veado, tu, é? - respondiam brincando com Marcos o povo da rua ambulantes e também transeuntes. Alguns gaiatos respondiam: - É, tu (Marcos) é veado. - e riam todos.


Pensava Marcos:


"Eu na verdade sou tímido, mas quem sabe brincando, brincando, eu consiga assumir o que outrora era inominável, a prática homossexual, assim consigo vencer barreiras psicológicas, entre o aparente e o intelígível pelo humor vença a inteligência em um platonismo prático, meio que psicológico."


Discutia com Marcos, Denilson, o fruteiro burraldo protestante que vendia as suas frutas na Beverly Hills decadente belenense, a avenida Comandante Braz de Aguiar, membro que ele é da seita do na verdade pastor do demônio, ele que é ateu, Samuel Pina, por Marcos xingado de bandido na cara dele no ano de 2009.


- Tu sabe que é pecado, mas tu continua no erro.


- Por enquanto, não, não estou em pecado, já me confessei para o padre. A gente nunca sabe o dia de amanhã, pode aparecer um cara bonitinho como tu ou o teu irmão que é mais bonito do que tu e aí eu posso cair em tentação. - respondia Marcos com sinceridade e bom humor ao tal Denilson fruteiro em uma conversa ingrata com esse sujeito Denilson que respondia como se nada tivesse dito Marcos, repisava o burraldo que não adianta se confessar para pecar de novo e etc. ... Haja saco para os bodes pastoreados por um psicopata...


Ajoelhando diante do sacrário e de uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses, na Basílica Santuário de Nazaré, rezava Marcos.


- Meu Deus, por Ti, Jesus Cristo, ajuda-me a compreender esta situação infantil, ignóbil, imoral em que eu me encontro de vir a ceder às tentações homossexuais, o certo é o macho e a fêmea unidos em uma relação indissolúvel e aberta a terem filhos. - rezava Marcos diante do sacrário da Basílica. Depois dizia em reza a mesma coisa, virado, ainda de joelhos, para a imagem da Madona de Nazaré e acrescentava. - Ó minha Senhora, que Tu que és a Sede da Sabedoria, e eu que quero ainda estudar a filosofia, o amor à sabedoria, que eu compreenda, que eu tenha a ciência, a sabedoria por meio de eu ser sincero, como diz o salmista Davi, que entre o aparente e o inteligível eu não pare nas sensações prazerosas, fugazes, apesar de tão fortes como as do sexo e eu chegue ao inteligível, chegue eu à inteligência meio de apreensão da verdade, da sabedoria. Amém.


Que os anjos e Platão digam amém.

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Paulo Ghiraldelli e seus passarinhos (conto)

Autoria: João Emiliano Martins Neto


- Aquela bichona do Luiz Felipe Pondé, a Cuca Morena, Cuca Pondeca ganha muito dinheiro dando palestras, nunca me convidam para dar nenhuma palestra, e ele vem dizer nos jornais que é tudo uma questão de espirrar esperma dentro de uma mulher. Será que até no boteco mais pé sujo se diz algo assim? Nós, da esquerda, a nova aristocracia que queremos direitos sociais para o proletário nosso que está na Terra que subsituiu o Pai Nosso que está no céu, nós somos aqueles que estudamos, não somos os desescoralizados. - Assim confidenciava Paulo Ghiraldelli Júnior para a sua nova amante bem mais jovem do que ele chamada Mariângela Cabelo.


- Os meus passarinhos me contaram que o Olavo de Carvalho não sabe conferir um troco. Eles me contaram que a Michelle Bolsonaro chamava de "corno e covarde" o marido Jair Bolsonaro, por isso ele deixou que comentassem diante dele, porque enquanto ele era presidente, o crime de falarem sobre golpe para ele. Vocês sabiam que os meus passarinhos me contaram que Olavo de Carvalho fede a mijo e cigarro? E a esposa dele mais parece uma bruxa. - Em diferentes períodos de tempo diante de uma câmera de qualidade, talvez financiada pelo que dizem que é a Maçonaria que não aceita estar fora do poder sobre os assuntos do mundo, Paulo Ghiraldelli Júnior contava tais "causos" privados sobre seus desafetos em seus vídeos postados no site YouTube e no Facebook.


- Cri! Cri! Cri! - Pipilava um passarinho de espécie desconhecida por este autor aqui. - Cri! Cri! Cri!, esse Ghiraldelli é um chato, totalitário que se diz filósofo e professor, é um manipulador, cri! cri! cri! de universidade não sai ninguém que preste, olha que é só o Sapo Barbudo Lula ladrão teu lugar é na prisão e o Bozo mandando no Brasil, cri! cri! cri!, universidade só forma jumento como o Ghiraldelli manipulador e não educador. - Dizia o passarinho de espécie desconhecida para o Senhor Beija-flor.


Dizia mais o mesmo passarinho.


- Ghiraldelli, cri! cri! cri!, é o que se poderia chamar de um lobo solitário da esquerda, ele é até pior do que o resto da esquerda que pelo menos é esperta o suficiente para trabalhar por dinheiro e poder fazendo uso do vácuo materialista da esquerda, cri! cri! cri!, ele não, é um devoto da causa esquerdista por meio da defesa de embustes como o pragmatismo, aquela geringonça pseudo filosófica de resultados onde faz-se pouco caso da ideia de substância, cri! cri! cri!, de verdade, que seria uma coisa de "padre". Cri! cri! cri!. Ele diz ter os seus "passarinhos", nós, os "passarinhos" que apenas rimos dos boatos que ele inventa usando os nossos dignos nomes que contam-lhe coisas insólitas, cri! cri! cri!, sobre os seus inimigos, seriam os seus informantes, mas parece pouco plausível que ele soubesse algo de Olavo de Carvalho, porque são urubus, cri! cri! cri!, disfarçados de passarinhos que assessoram o sofista pragmatista comunista Ghiraldelli, ele que inventa para o seu gado na internet que Olavo não sabia conferir um troco, como podem acreditar nessa lorota do velho doido sofistão pragmatóide? Cri! cri! cri!


- Bem-te-vi! Bem-te-vi! Bem-te-vi! Rá! Rá! Rá! - Cantava e ria alto o passarinho conversando com outro passarinho. - Olha que eu bem vi, Doutor Saibá, e muito bem aquela Marângela Cabelo, bem-te-vi! bem-te-vi! rá! rá! rá!, atual amante do tal do Ghiraldelli sendo beijada de língua por outro cara na rua e tão jovem e belo quanto nem ela é bela, só é jovem, bem-te-vi! bem-te-vi! rá! rá! rá!, nem ela aguenta ficar com aquele velho do Ghiraldelli, ser uma das maiores cuidadoras de idosos do Brasil só perdendo para a Micheque Bozo e para a Janja ou Esbanja com aquele óculos dela que mais parece uma máscara do Zorro na cara dela. rá! rá! rá! rá! rá! rá! Bem-te-vi! Bem-te-vi!. - Cantava e ria bem alto o passarinho.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Baile no inferno (conto)

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Conta-se que quando um invertido, um homossexual, chegou no inferno alguns demônios receberam-no no inferno em festa, fizeram um verdadeiro baile no inferno, tais demônios empinavam a bunda e diziam para o recém chegado:


- Nós estávamos contigo quando tu principalmente na Praça da República de tua cidade de Belém do Pará, puteiro a céu aberto e tu mais raramente nos teus bailes dos lençóis à luz da Lua tu empinavas-te a tua bunda para os teus rapazes. Nós, demônios, aqui no inferno pensavámos que tentando-te a isso nós estaríamos indo contra a mesmice da lei natural divina que obriga ao homem a fazer ele empinar a mulher na cama e cavalgá-la, ele é o maioral. Nós queríamos reduzir o homem à escrava que é a mulher conforme determinação divina.


O baile no inferno corria solto e o invertido recém chegado, apesar de chorando a ranger os dentes com vermes imortais a comer-lhe a alma nas profundezas do núcleo do planeta Terra que é com toda a evidência cristã o centro do universo sendo o Sol que gira em torno dele. Era uma festa em tal baile aqueles demônios empinando suas bundas indo contra o senso comum dado como servil e ralé, próprio da ralé de povo, repeti-lo, servi-lo.


- Ah, este Deus maldito ao qual eu o odeio. - Dizia para si mesmo o invertido recém chegado no inferno. - E estou bem certo aqui neste lugar de meu ódio como eu nunca estive certo na superfície da Terra centro do universo, eu que na Terra plana ria de Olavo de Carvalho que está aqui também no inferno com Eduardo Bueno aquele infiel exibindo como eu a sua incircucisão dele que chamou Olavo de guru da Terra plana. Minha alma está bem assentada neste chão de chamas e ódio de meu delírio. Mete na minha bunda, demônio horroroso, mete! Tudo aqui é dor, minhas lágrimas escorrem como um rio dissolvendo a minha alma, mas aqui eu sou eu mesmo odiando toda esta ordem, razão, lei deste Deus que odiei, tive preguiça de compreender, naquelas mulheres que tinham tudo o que eu não tinha, que eu desprezei elas em meus bailes dos lençóis à luz da Lua com meus múltiplos rapazes e até mesmo na rua empinei a bunda naquela ante-sala do inferno que é a Praça da República da minha cidade de Belém do Pará, puteiro a céu aberto.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Sonhos em Sodoma (conto)

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Do fundo do mais sincero caos de sua alma Marcos observa as penas bem cabeludas de Gaio, ele acha Gaio acessível para cortejá-lo, apesar de nunca ter tentado porque Marcos é sinceramente católico, qualidade que passa longe de um tal Guilherme Bastos dito católico, além de católico brasileiro o que normalmente é ser católico fake, é católico de internet, que é geralmente também fake, dele falarei logo a seguir.


- É verdade, é bom não ficar só com rapazes, porque com uma mulher se pode ter um filho. - Já Gaio disse certa vez concordando com Marcos que é interessante ter uma mulher.


- Sim, é interessante, meu amigo, para ter um filho. - Marcos que por um talvez milagre interessou-se carnalmente por uma mulher.


Sonhos em Sodoma, Marcos gostava do jeitinho boyzinho, no frescor da idade jovem de Gaio. Nem tudo em Sodoma era, então, abuso sexual, violência no reino dos sodomitas como dos sodomitas bíblicos, em metáfora ao mundo dos gays? Às vezes é, outras vezes, não.


- O cara pegou no pescoço, ele parecia querer me estuprar, eu logo fugi dele ali na Praça da República, durante a madrugada. - Disse Marcos a um vizinho seu protestante, pai de família, falando de abusadores como um tal Guilherme Bastos, fariseu hipócrita, dito "influencer" (esses são piores só querendo dinheiro de monetizações de internet) do site YouTube, ele que já participou da produtora de vídeos de extrema-direita, a Brasil para Ler, metido a satarrão, e para piorar pai de família, ele é hetero e não homo, a um abismo de distância da malfadada Sodoma, pai de muitos filhos, safado, segundo consta, o sono sem sonhos, talvez com pesadelos povoados por demônios na mente hetero abusadora de Guilherme Bastos.

terça-feira, 8 de julho de 2014

A invejosa

Por João Emiliano Martins Neto

Há muito, mas há muito tempo atrás, havia uma certa religião no mundo em que algo como o divino era buscado filosoficamente. Como talvez os hindus e os filósofos com o deus deles procedem, os seguidores dessa religião buscavam ao Ser supremo, diferente dos judeus, cristãos e muçulmanos que seguem ao deus que a eles foi revelado pelo seu próprio deus, mas os seguidores dessa antiga religião falavam do que eles mesmos encontraram usando apenas as suas mentes.

O fato é que por ser uma religião filosófica e na História da Filosofia quase só haver homens, machos, em suas fileiras, nessa religião todo o serviço para o seu deus é feito por intermédio de homens. Sempre havia sido assim até que uma certa mulher resolver questionar.

- Nós mulheres somos capazes também. Somos gente, somos inteligentes, podemos liderar na nossa religião. - alegava a pretensa reformadora.

- Mas meu amor, - objetava o sumo-sacerdote daquele ano e marido da mulher reformadora, - claro que você é gente e é inteligente e capaz, ninguém questiona isso, mas é que os protagonistas do pensamento humano e de nossa religião que é fruto desse pensamento sempre foram homens. Como acontece no Cristianismo aonde Jesus Cristo escolheu 12 homens, pilares daquela fé, na nossa religião o destino sempre alicerçou a Filosofia nossa mãe, através de homens. - ponderava o santo sacerdote.

Enfim, passaram-se 50 anos e a mulher invejosa do serviço reservado aos homens conseguira criar um grande cisma nessa religião de antanho, mas o engraçado era que na tentativa de filosofar da parte das mulheres filhas então do cisma elas sempre contavam em seus estudos com ninguém menos que seus antecessores homens que pensaram a Filosofia e a religião. Bem pouco com mulheres e seu temperamento digamos que passional antifilosófico.

O candidato-anestésico

Por João Emiliano Martins Neto

Sabe-se que em uma terra muito distante havia um candidato a governador daquele lugar que mesmo sendo um dos ministros do atual governo, ele era ministro de uma curiosa pasta que como que anestesiava através de medidas as mais criativas do universo, as medidas chocantes do governador atual, era o Ministério Moderador. Entretanto, ele achava estranho as tais medidas chocantes que consistiam em cobrar de pessoas com todo tipo de poder desde o poder econômico como os ricos a fim de que pagassem altíssimos impostos progressivos (somente os ricos pagavam tal tipo de imposto). Outras pessoas com outros tipos de poder como pais de família, juízes, deputados e senadores daquele lugar eram seduzidos a antes de mais nada confiarem cegamente as suas responsabilidades a esse malvado governante, além de darem dinheiro para que o mandão detivesse todo o poder na prática junto com todo o dinheiro naquele distante lugar.

- Sempre achei estranho por ver que em outros lugares isso não ocorre em que o atual governante quer todo o poder sobre seus governados, o que inclui ter mais dinheiro que o mais rico deles. - comentava o candidato a um de seus conselheiros de campanha.

Ao que esse conselheiro muito sábio desse homem sempre lembrava-lhe.

- Você é quem decidirá se continuará com tal concentração terrível de poder. Espero que decida-se por ser justo e bondoso ao libertar o seu povo para que cada um assuma a sua responsabilidade e que mesmo os ricos fiquem com o que lhes é de direito por mais ricos que eles sejam. Não seja você como outros candidatos nesta eleição o estão chamando de candidato-anestésico.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Cada um com seus pecados

Por João Emiliano Martins Neto

Era uma reclamação constante daquele comunista o fato de ser vizinho de um hospital público barulhento por ser como os comunistas queriam: estatal e por isso sempre abarrotado de pacientes naquela litorânea república.

- Cara! Eu nem ligo se esses asquerosos pacientes vão me perdoar, mas sou comunista, mesmo, doente, e por isso apoiei na última eleição o nosso candidato a presidente. - confessava o homem para um seu amigo pastor evangélico.

O fato é que o comunista era também radialista, cristão e nas últimas semanas falava sempre sobre caridade e paz somente por fé em Cristo e assuntos outros ligados à religião cristã.

- Você fala com insistência dos assuntos de nossa religião. O seu programa é ouvido em toda a nossa pobre república. Será que darão crédito à sua pregação, pois todos sabem que você é um notório apoiador do partido que há anos vem destruindo nosso País? - ponderava o pastor.

- Mais um problema, então, para esse bando de pobre, pois se tornarão pessoas rancorosas, até mesmo anticristãs, que ninguém vai nem querer entrar no elevador com esses medonhos. Vão preferir as escadas. - respondeu o infeliz.

- É verdade, cada um com seus pecados. Todavia se me permite corrigi-lo, anticristão será e é só você, pois você não prega o Evangelho com sinceridade. - finalizou o pastor.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Apólogo comparativo

Por João Emiliano Martins Neto

Conta-se que em um brejo muito afastado do centro de uma pequena cidade interiorana, haviam um tucano e um feioso jacaré. Esse porém com fama de santidade. O senhor tucano era habituado a fazer troça da aparência do senhor jacaré ao que o santo réptil suportava e até divertia-se, porque baseava-se em alguma verdade aquelas piadas todas. Mas chegou um dia, sempre chega esse belo dia, em que o magnânimo senhor jacaré ponderou com o engraçadinho.

- Mas você, senhor tucano, já reparou que precisa roubar dos outros para se alimentar? Eu não roubo, mas caço meu próprio alimento. - ponderou o senhor jacaré.

- Eu roubo, mas se você disser isso novamente eu mato você, ó seu horroroso e asqueroso jacaré da época em que a Terra era sem forma e formosura, como diz a Bíblia. - retrucou sorrateiramente o senhor tucano.

- Posso até por medo calar-me, mas eis a sua feia verdade, meu caro senhor tucano. Enquanto sou feio por fora, você o que é realmente triste, é feio por dentro. - finalizou o senhor jacaré.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Agilidade para perdoar *

Por João Emiliano Martins Neto


"para quem não trabalha, mas acredita naquele que torna justo o ímpio, sua fé lhe é creditada como justiça." (Romanos 4:5)



Santo Egídio
 A disputa era grande naquele Dia do Senhor para subir a rampa de acesso à capela de Santo Egídio, daquela distante cidade.

"Eu entro primeiro!" - dizia um.

"Não! Eu entro primeiro!" - dizia outro.

"Por que?" - perguntou o primeiro.



domingo, 6 de outubro de 2013

Método da loucura

Por João Emiliano Martins Neto


Ele não pagou ao tráfico aqueles quilos de drogas apreendidos pela polícia, estava, então, marcado para perecer nas garras dos criminosos. No dia do acerto de contas como é a praxe desse tipo de mal, estava a vítima acompanhado de seu irmão e então!


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Praça da República de Belém do Pará

Por João Emiliano Martins Neto

Fitando Mariane a musa dos republicanos ingratos brasileiros, na posse do cume do mastro do obelisco e monumento-mor da referida praça, senti-me como os republicanos de 1889 a trair um rei.

Manhã ensolarada na Praça da República de Belém do Pará.


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Agilidade para perdoar

Por João Emiliano Martins Neto


"para quem não trabalha, mas acredita naquele que torna justo o ímpio, sua fé lhe é creditada como justiça." (Romanos 4:5)


Santo Egídio
 A disputa era grande naquele Dia do Senhor para subir a rampa de acesso à capela de Santo Egídio, daquela distante cidade.

"Eu entro primeiro!" - dizia um.

"Não! Eu entro primeiro!" - dizia outro.

"Por que?" - perguntou o primeiro.



sexta-feira, 28 de junho de 2013

O pastor ateu, o Apóstolo e a gratidão

Por João Emiliano Martins Neto 


"Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." (1 Timóteo 1.15 ACF)

Havia um famoso pastor luterano nazista o qual não tivera a sorte de ser um predestinado à bem-aventurança eterna e que por isso tinha todos os maus sentimentos a respeito da religião. Ele vivia na fronteira do Brasil com o Uruguai e também arriscava-se na fronteira da beira do abismo do Inferno. Esse oficial luterano tinha um irmão deficiente físico que vivia internado em um hospital. Ora, certa feita quando visitava como sempre com muita pressa para retirar-se e deixar o irmão só naquele leito de hospital, o pastor cruel, liberal, defectivo e ateu perguntara a seu irmão.

- Como pode você ser tão grato e viver em aparente paz, não obstante a sua terrível doença.


- Bah! Exclamava gauchescamente o irmão enfermo do ateu. É que eu sempre fico maravilhado em ser do testemunho de um Apóstolo tão maravilhoso como Paulo. Príncipe dos apóstolos, o autor da maior parte dos escritos mais consistentes do Novo Testamento e missionário inigualável. São Paulo escrevera certa vez que ele era o maior dos pecadores (v. 1Tm 1.15). Ora, raciocino eu, - continuou a falar irmão do oficial luterano - como eu, doente em uma cama durante uma vida inteira e tantos cristãos ao longo desses 2000 anos de Cristianismo não seríamos humildes como Paulo se mostrou humilde se nenhum de nós cristãos pós-paulinos fomos ou somos tão excelentes como o discípulo de Gamaliel? 

Paulo Apóstolo (El Greco)

- Faço diferente de você meu irmão - prosseguiu o rapaz enfermo - vencedor na vida, saudável ao menos fisicamente, que na ingratidão e simplismo de sua teologia liberal apóstata originada de sua própria igreja luterana, costuma fazer fofoca de Paulo que era supostamente apenas um maluco, farsante e cínico hebreu com a mente hiperaquecida.

A gratidão, caro leitor, é a virtude de quem sabe que é gente. Ora, como gente, de carne e osso, humanos, falíveis, criaturas e finitos que saibamos ser gratos à mesmo que mínimos gestos de ajuda da parte de pessoas de boa vontade, humanas e frágeis como nós como o foi Paulo. Mas, sobretudo que sejamos gratos ao motor imóvel de tudo o que há que é ninguém menos que o próprio Senhor Deus. Sem Deus e sem a humildade proverbial de filhos como Paulo para testemunhá-Lo, não haveria o conhecimento da existência de ninguém menos que do Pai de todas as criaturas, pois o Criador mantém, move todos nós, sustém tudo no ser, leva-nos pelas suas mãos paternais. Ou seja, Deus é sem dúvida alguma o supremo credor de nossa gratidão por ser o único e perseverante autor e mantenedor da vida.

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