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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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domingo, 24 de março de 2024

Um paciente exorcismo

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Ontem eu fui fazer a compra do livrinho mensal do mês de junho deste ano de 2024 com as leituras das missas diárias que eu costumo comprar todos os meses, pois eu costumo assistir missas diariamente ou para pelo menos poder acompanhar a leitura da Missa do dia, normalmente e pelo menos nos domingos e nas festas, e eu reclamei calmamente, com paciência da funcionária da loja Lírio Mimoso que é anexa à Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro daqui da minha cidade de Belém do Pará, que mesmo ela trabalhando ali ela não saberia o que há na loja já que ela disse não haver o livrinho de leituras do mês de junho e havia, sim, uma outra funcionária o disse e o indicou onde estava. A funcionária disse que entendera errado, ela ouvira eu dizer julho e não junho. Uma mulher que estava comprando na loja ao mesmo tempo que eu intrometeu-se na conversa, eu achei inadvertidamente que ela intrometeu-se para ajudar, na verdade quando eu finalmente fui embora da loja percebi pelos risinhos debochados dela com uma das funcionárias da loja que ela estava sendo maldosa, não sem antes eu questionar a origem do sotaque dela com esses diferentes do esse chiado do paraense de Belém. Ela primeiro disse ter vindo de uma paróquia mais distante da capital do Estado do Pará, depois revelou que ela é oriunda do Estado da Bahia. Eu, confesso que querendo desmerecê-la disse que ela viera de tão longe, a mulher retorquiu dizendo que há pessoas vindo de Angola, da França e de outros lugares em Belém no que eu candidamente concordei, não percebi a maldade dela ao enumerar várias origens.


Quando saí da loja eu apenas disse para a mulher rezar, pois ela pareceu-me nervosa. Eu acho que pela paciência eu talvez tenha tentado operar um tipo de exorcismo ali, um paciente exorcismo misturado à minha candidez e ingenuidade diante do talvez demônio que pudesse estar perturbando aquela mulher intrusiva e maldosa, mesmo que um tanto paradoxalmente, pois que conservando uma candidez ante a resposta abusada dela acerca das inúmeras origens das pessoas que se encontrariam aqui na capital do Estado do Pará, eu a tenha provocado um pouco ao dizer-lhe que ela viera de longe, da Bahia. Santo Antônio Maria Zaccaria já dizia que se tu queres evangelizar a alguém comece não ofendendo tal alguém. E o Santo Padre, o Papa São Pio X em seu Catecismo Maior diz que é pecado ofender as pessoas. Então, eu fui paciente até ao fim ali e decerto que eu não dei lugar de todo ao diabo, apesar de eu ter tentado esnobar a estranha que viera de tão longe, que já teria lugar na vida daquela pobre mulher, pois com certeza que o diabo é bem impaciente quando não precisa usar da paciência para a prudência da carne que também não deve ser essa prudência astuta para nós, homens. Pela paciência eu já consegui, graças a Deus, arrancar muitos males das pessoas, decerto que com paciência e disposição ao diálogo eu conseguira cortar os fios de títere que o demônio manteria presas tais pessoas que comigo já conviveram. É a prática da paciência sem qualquer astúcia da carne que pode substanciar a minha visão filosófica espiritual, do Espírito como substância ao longo da história e na dialética, a minha filosofia do espiritualismo histórico e dialético, a glória ao Deus trino e uno no princípio, agora e sempre na prática por um paciente tipo de exorcismo por meio da virtude da paciência.

sábado, 8 de julho de 2023

Paciência ou remorso: o que se passa com um covarde semelhante a mim

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Em um texto meu passado sobre idiotices antitabagistas, parte II, em que eu relatei o que um filho de Caim, vizinho meu chamado Bruno que mora no condomínio do edifício São Paulo onde eu também resido no bairro de Nazaré de nossa cidade de Belém do Pará, a capital do Estado do Pará, ele que quase disse que eu sou fedorento, porque eu cheiro a cigarro de tabaco depois de eu com boa intenção ter dito a ele no elevador que ele é cheiroso, fazendo-lhe uma pergunta retórica, e ele é cheiroso e muito perfumado mesmo. Depois da resposta torta dele, talvez achando-se desafiado ou até ofendido, eu respondi-lhe que, paciência, tem gente que cheira a cigarro...


Mas, o que houve comigo foi paciência ou remorso? O que se passa com um covarde semelhante a mim? Eu acho que eu já escrevi em outro texto, artigo aqui neste meu blog que se eu fosse escrever uma autobiografia minha em um livro eu acho que eu a intitularia de O Covarde. Porque, realmente, tudo o que sempre se passou comigo em toda a minha vida desde a minha preguiça crônica em levantar-me cedo para pelo menos procurar emprego, vagabundo que eu sou, até o esmagamento que sempre sofri nas salas de aula que eu frequentei desde sempre bem jovem até a idade adulta e até as perseguições de vizinhos tipo o tal Neto do apartamento 507 do São Paulo, que é um homofóbico e já confessou não gostar de nós, homossexuais, tudo isto, todas estas circunstâncias dolorosas da minha vida são fruto de minha covardia, fraqueza, eu não reajo, são fruto de eu ser uma barata e rato.


Certamente que logo depois que eu agi como covarde no episódio com o referido filho de Caim, incapaz de dar um bom dia para as pessoas e ser simpático com os demais, eu fiquei com um tanto de remorso, tal sentimento não é novo no meu cotidiano de covarde, fiquei com o remorso de ter agido como um rato ou barata. Deveria eu ter dito para ele me respeitar ou que ele fosse tomar no cu? O cigarro fede tanto assim? No artigo referindo-me a este episódio eu argumentei que eu sempre gostei de tal cheiro desde criança. É melhor evitar brigas? Nós, covardes, frouxos, sempre encontramos uma desculpa para ficar no nosso marasmo de terror e falsa humilhação por nossso amor desordenado à nossa pele de baratas e ratos refugiados e petrificados de medo, escondidos em nossos covis, buracos ou esgoto.


Aquele que perder a sua vida por amor de mim, este vai salvá-la, disse Nosso Senhor Jesus Cristo. É melhor uma boa morte do que uma morte em vida de barata e rato, do que ter um amor desordenado por uma pele de seres tão abjetos e nojentos que é o que se passa com um covarde semelhante a mim.

sábado, 3 de outubro de 2020

A paciência - uma virtude da Igreja pós-conciliar

 Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Ao fundo o santo Sínodo Vaticano II (1962-1965) e na frente os papas do Sínodo: São Paulo VI e São João XXIII

Resumo: Uma reflexão minha sobre a paciência em quem quer que não seja um louco ou burro da direita atual, além de um grande pecador excomungado e por isso não esteja fora do mundo, fora da realidade e fora da Santa Igreja Católica pós-conciliar, pós-Vaticano II.

 

Ontem, dia 02 de outubro de 2020, conversando com um amigo protestante e mais uma vez veio-me aquela impaciência fruto da seita tetraplégica mental extremista de direita religiosa e política que é a internet, atual. Eu rápido condenei como do diabo a comunidade eclesial protestante do meu amigo... Logo depois fui à Santa Missa da festa dos anjos da guarda e no ato penitencial pedi perdão a Deus pela minha impaciência, pois diz a Bíblia Sagrada nas palavras de São Paulo aos coríntios de que o amor é paciente (1 Coríntios 13, 4a) e o cristão deve ser só um com o amor que é o próprio Deus (1 São João 4, 16b), o Cristo que humanamente, como somos homens, entregou-se pacientemente à morte, à suma injustiça de pagar pelos pecados de outrem. Cristo, Ele com o Pai e o Espírito Santo o único ofendido pelos pecados dos tais, a humanidade, nós, todos, homens.


Eu penso que a paciência é uma virtude que deve ser exercitada na Santa Igreja Católica Romana renovada no sacrossanto Concílio Ecumênico Vaticano II, porque o próprio Papa São João XXIII em sua sabedoria e ensino dizia que se vai mais longe sem o chicote e tal santo Sínodo Ecumênico dos anos 1960 do século XX foi uma forma de estabelecer um diálogo - e é evidente que quem dialoga é paciente: ouve mais e fala menos - com o homem moderno. Foi estabelecido um novo humanismo e um culto ao homem, pois o mesmo Deus em Jesus Cristo fez-se homem, sem divisão em sua natureza humano-divina. Como não ver aí um culto em Cristo e da parte primeiramente de Cristo, de Deus, ao homem, pois o Cristo é Deus humanizado? Cristo, Deus e homem ainda que sem mistura de criatura com o Criador. E o magno Papa do Concílio, São Paulo VI, disse - ele mesmo disse que houve um culto ao homem no Vaticano II no discurso de encerramento de tal Sínodo santo - ao encerrar esse Sagrado Sínodo que não houve nenhuma condenação do Deus que se fez homem em Cristo contra o homem que quer ser Deus que é o homem moderno que é o homem, segundo o pouco que eu entendo de modernidade, é o homem maduro, já que a verdade é filha do tempo, diria Santo Tomás de Aquino, porque é o homem avançado de nossa época livre em sua consciência emancipada do que podem ser meras instituições externas à liberdade, à intimidade, à coisa concreta que é o indivíduo e à dignidade humana do seu eu que se percebe como algo real, porque pensa, porque duvida, não sendo um mero objeto inerte e joguete do mundo, tal qual, aliás, é inerte e joguete tudo o mais que há no mundo com exceção do digníssimo homem.

 

Quem não é da nova direita que há no Brasil e no mundo, atuais, que é uma direita burra, cabeça de jumento com orelhas bem grandes a relinchar bem alto. Quem não está fora da Igreja Católica renovada no santíssimo Vaticano II, por isso não está fora do mundo, fora do real que exercite a cristianíssima virtude da paciência, e ouça mais, dialogue mais e fale menos ao tratar com seu irmão. Pois, onde está verdadeiramente o homem, o homem com honestidade, boa fé, livre com sua humana dignidade íntegra em sua consciência também livre se ele não é nenhum drogado, bêbado, criança ou doente mental em pleno surto e se ele tem boa vontade, está em busca da verdade e do bem, aí estará Deus. O Deus feito homem sem qualquer divisão em tal união histórica que houve em Jesus Cristo que soube também desgarrar-se em vista da integridade de Sua consciência das amarras do sistema político e religioso contaminados de Sua época. Que nós saibamos que se é em vista da liberdade honesta, dignidade e respeito justos ao homem, aí haverá o amor: Deus, a sabedoria, e se há o amor, há paciência, a verdade não se perde e nem o bem. Amém.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Exortação Apostólica "Amoris Laetitia"


Ainda não li a nova exortação apostólica do Santo Padre Francisco, Amoris Laetitia (A Alegria do Amor), mas pelos poucos comentários que li na imprensa chapa vermelha que quer como eu li na vendida ao diabo, Folha de São Paulo, que o Papa seja um "revolucionário puro-sangue", não há qualquer menção do Santo Padre a mudanças na doutrina de sempre da Igreja, que como diz São Judas em sua carta na Bíblia, foi de uma vez por todas entregue aos santos.

Ora, imaginem Cristo sempre assentado com pecadores, publicanos e prostitutas, para os nossos progressistas atuais Cristo seria um "revolucionário puro-sangue", então, porque estaria indo contra a Torá, a lei de Moisés, provocando o farisaísmo; já para os conservadores propositalmente menos atentos como o eram os fariseus da época de Cristo Jesus, eles se admiravam do Mestre se assentar na roda dos escarnecedores como parece condenar o salmo 1, não é mesmo? Mas gente, não é nada disso, Cristo e nós a Sua Igreja, hoje, estamos aí para salvar o mundo, o cristão é benevolente como o ateu Friedrich Wilhelm Nietzsche o reconhece. Devemos ser tardios para nos irar como diz São Tiago, devemos ser perfeitos, como perfeito é nosso Pai celeste e nosso Pai é longânimo, paciente, tardio para se irar. Ora, eu meu mesmo confesso e peço perdão a Deus aqui que em debates de internet, sobretudo, tenho sido lépido em irar-me, mas assim não pode ser. Calma, paciência, generosidade, longanimidade, mas sobretudo oração por toda a carne e o sangue que lidamos no mundo devemos ter minha gente, porque nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas é uma batalha espiritual pela oração, pelo jejum e pelo nosso testemunho muitíssimas vezes silencioso contra os demônios que reinam nos ares sobre os filhos da desobediência como é o caso dos pecadores e de seus apoiadores progressistas amaldiçoados.

Penso ser essa a intenção do Santo Padre, partindo da realidade concreta de cada um e não somente de um idealismo, de uma regra muito geral, mas pouco encarnada e Cristo, o Verbo se fez carne, fez-se concreto, histórico, deixou de ser apenas uma idéia em um livro, ou talhada em pedra como no Monte Sinai, letra morta e fria, mas ao contrário para tornar-se palpável neste mundo, Deus humanizou-se, tornou-se gente como a gente.

Espero não estar sendo apressado, ainda não li Amoris Laetitia, mas penso que é mais um documento de um homem todo bonachão, caridade e simpatia como o é o nosso Santo Padre Francisco, gosto muito dele, apesar de suas ambiguidades. Oremos por nosso amantíssimo Pontifex Maximus.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Meu elogio da loucura

Se como Erasmo de Roterdã eu pudesse elogiar a loucura, eu diria, segundo a minha própria experiência de vida na loucura que foi para mim o transtorno bipolar, eu diria que os efeitos do estado maníaco que experimentei, pois nunca caí em depressão, foram os mais estimulantes para que eu pudesse desempenhar atividades comuns do dia-a-dia e até mesmo atividades intelectuais, vez que eu conversava com pessoas pelas redes sociais na internet.


Viva, então, essa como que santa loucura que são os episódios maníacos do transtorno bipolar ou meio que unipolar no meu caso. Glória, então, à boa disposição, bom humor e boa vontade que não se encontra em indivíduos ditos normais.

Mas é claro, eis que é um estado este, dos episódios maníacos, assim como os depressivos, exigem tratamento, porque levam o paciente a cometer atitudes que podem levá-los mesmo a correr risco de morte como a busca de esportes radicais no estado maníaco ou o suicídio pela perda do sentido e motivação para viver nos casos de depressão.

Mas, um viva, de toda forma, ao que possa haver de incomparavelmente recompensador e bom mesmo nas maiores dores e abismos sem fundo na vida. Trata-se do bem vencendo, é Deus querendo tirar de uma experiência amarga, raízes amargas escondidas no solo duro, escuro e sujo, mas doces frutos de superação, amor, fé, perseverança, paciência, perdão, compaixão, enfim, santidade.

sábado, 9 de março de 2013

A Parousia e a paciência

Por João Emiliano Martins Neto

Dia desses, tão-só por graça divina, estava em minhas costumeiras orações fervorosas sem cessar enquanto caminhava pelas ruas de minha amada cidade de Belém (capital do Pará, norte do Brasil) a qual eu chamaria desde hoje de padaria espiritual em frangalhos por causa de terríveis pecadores dos quais eu sou o principal, e acho que fui iluminado por Deus para escrever esse post aqui que se segue.

Em cumprimento à doutrina apostólica da comunhão dos santos, ora, apesar de muitos simplesmente bandidos comuns estarem por aí a serviço do acusador da humanidade, mas há outras a serviço da cruz de nosso Senhor que oram e torcem para que, o último dos santos que por sorte seja eu, sobreviva à minha própria cruz que são certas deficiências que sofro. Lembrava-me da volta do Senhor Jesus Cristo, ou seja, a Parousia e sua relação com a paciência. Não é fácil sofrer de transtornos psicológicos, mas junto com a fé e com a alguma força de vontade humana tento superar os sintomas. Aliás, devo reconhecer que acho que é a primeira vez que menciono esse trágico assunto de minhas deficiências psíquicas aqui neste meu antigo Blog. Mas então, em oração fervorosa lembrei que é preciso perseverança na oração, orar mesmo sem cessar como ensina o Apóstolo (Paulo), enquanto o Cristo não volta.

Jesus voltará não sabemos quando, mas será em breve. Escrevo não sabemos quando, porque devemos estar preparados para estarmos de pé quando da volta fortuita do Filho do homem, como dizem as Escrituras. Será em breve, eu pelo menos interpreto assim a Bíblia, pois esse intermezzo será encurtado, para que os eleitos não sejam enganados pelas tribulações e ciladas do diabo armadas contra o povo de Deus nestes últimos trabalhosos dias.

Por isso digo a você, ó meu caro leitor, que perseveremos. Em santa porfia, pois tal porfia é santa que é a busca da salvação, mesmo que em meio às loucuras deste mundo que as vezes se apegam em alguns de nós na forma de enfermidades...

O nosso Senhor Jesus há de voltar, isso é certo, mas é por ser repentina como o ladrão a Parousia, cabe-nos a paciência e a pertinácia em orar, buscar, evangelizar, participar dos sacramentos, congregar, buscar pelos dons espirituais sobretudo o melhor deles que é o do amor, protestarmos contra o príncipe deste mundo, sermos teólogos e lermos a Bíblia sempre. Tudo isso ou o principal, conforme a capacidade de cada um, deles que cultivemos a fé, sobretudo pela oração, sempre e sempre.

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