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Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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sexta-feira, 24 de julho de 2026

O Papa mau e o antipapa

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





Um Papa mau é só um Papa ladrão, assassino, pedófilo, gay, mentiroso, mas ele é Papa, não é um antipapa, um falso Papa, se não defende os erros do Vaticano II como o kantismo, o protestantismo, de não haver a possibilidade do homem e do Magistério poder formular sentenças verdadeiras e dogmas, valendo na Igreja o "carisma" de qualquer um, a "experiência" em uma imanência vital condenada por São Pio X. 

terça-feira, 30 de abril de 2019

Em defesa de um globalismo cristão

Autoria: João Emiliano Martins Neto


O Santo Padre, o Papa, o Homem Espiritual, Senhor legítimo e supremo deste mundo

Resumo: Comentário meu neste blogue aqui sobre a questão de um globalismo, mas de matriz cristã e católica romana para competir com os demais globalismos em disputa que são o russo-chinês marxista, o meta capitalista selvagem das fundações bilionárias internacionais e o globalismo islâmico que se une ao marxista para promover o terrorismo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Minha oração de submissão ao Papa

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Abençoadíssimo e fidedigno Francisco PP.


Eis uma oração minha de consagração e submissão a ninguém menos que ao Santo Padre, o Papa.


sábado, 14 de maio de 2016

Pedro, a pedra, a temperança e a segurança

São Pedro de El Greco

A fome vem, simplesmente vem e vem mesmo, por favor, não se engane de que não virá. Você será tomado de assalto e ficará paralisado ou nervoso. Sentir-se-á você abatido e como que devorado pela inanição querendo compensar devorando guloseimas, mas fique certo, fique firme na pedra que é São Pedro e seus sucessores, os papas até hoje com o nosso Santo Padre Francisco que nos confirmaram na fé em Cristo que nos ordena a temperança com relação à alimentação. Fique alicerçado nessa pedra, em Pedro, com Pedro e sob Pedro e aí construa a sua habitação, aonde podem bater os ventos e as chuvas caírem em volumes oceânicos, mas a sua casa não sofrerá ruína.

Pedro é rocha, é firme, seus pés não vacilarão, você está em a mais absoluta segurança, de fato, quem vacilará será o diabo e seus mensageiros nos buracos do fato de que o homem pode amar e amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo no perdão, na compaixão, no suporte heróico, paciente e abnegado pela oração e pelo jejum às fraquezas alheias. Enfim, o homem pode ser livre, os demônios e Satã sabem que mais cedo ou mais tarde cairão nas armadilhas do terreno cheios de falhas aonde caminham na tentativa de perder a humanidade. Enquanto, você, cristão, não precisa temer mal algum, fique firme naquele que é, pelo poder de Deus dado a ele, Pedro, conferido da faculdade da infalibilidade. Pedro, em Roma, falou, a questão está encerrada, você pode confiar e com isso motivar-se a seguir o caminho da virtude da temperança quanto aos alimentos e contra qualquer vício ou pecado que abra um abismo entre o Bem e você.


Cum Petro et sub Petro!

Roma locuta, causa finita!


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

"A Cúria pode até ter 15 doenças, mas o papa também não está nada bem".

Do blog Fratres in Unum.com

Aproxima-se o dia em que o Papa Francisco vai entregar os seus votos natalícios aos dirigentes da Cúria Romana, com muito discurso.

A nota é de Sandro Magister, publicada no seu blog Seu Settimo Cielo, 11-12-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.




E muitos se perguntam o que ele vai dizer desta vez, depois do golpe do ano passado, quando derramou sobre os curiais a lista das 15 vergonhosas “doenças” pelas quais ele os julgava afetados.

Desde então, o Vaticano, o murmúrio das críticas contra Jorge Mario Bergoglio foi crescendo, mas sempre protegida pelo anonimato, sendo conhecida a reatividade do papa contra qualquer um que o critique ou o irrite.

A mais instrutiva antologia desses rumores de bispos e cardeais da Cúria foi, no fim de abril de 2015, o serviço do vaticanista suíço Giuseppe Rusconi, que apareceu em alemão na revista berlinense Cicero e, em italiano, no seu blog Rosso Porpora.

Mas agora, novamente na Alemanha, e desta vez na revista Focus, saiu mais uma bordoada, sob a forma de uma carta aberta ao papa, por obra de um ex-curial de longo curso, de nacionalidade presumivelmente alemã.

O autor é conhecido da direção da Focus, mas nem mesmo ele assina com nome e sobrenome, não só pelo “clima de medo” que ele diz reinar hoje no Vaticano, mas também para “proteger da ira do papa” os seus anteriores superiores na Cúria.

O que se segue é a tradução integral da carta publicada na Focus no dia 29 de novembro.

Eis o texto.

Padre Santo,

no seu discurso para o Natal de 2014, você chamou os seus colaboradores da Cúria para fazerem, em primeiro lugar, um exame de consciência. De fato, o Advento é uma ocasião para refletir sobre o que Deus nos promete e espera de nós. Você afirmou que os seus colaboradores no Vaticano devem ser um exemplo para toda a Igreja e, depois, elencou uma série de “doenças” das quais a Cúria sofreria.

Naquele momento, eu senti esse julgamento como bastante duro e até mesmo injusto contra muitos no Vaticano que eu conheço pessoalmente, enquanto você parecia falar como alguém que conhece o Vaticano apenas de fora ou apenas de cima. No entanto, justamente aquele seu discurso inspirou esta carta que eu lhe escrevo. Seguindo o seu próprio exemplo, vou deixar de lado todas as coisas boas que você faz e diz, e vou listar apenas aqueles aspectos do seu exercício do ministério papal que me parecem problemáticos.

1. Uma atitude emotiva e anti-intelectual

A alternativa a uma Igreja da doutrina é uma Igreja do arbítrio, não uma Igreja do amor. Entre muitos dos seus colaboradores e conselheiros, há uma real falta de competência em termos de doutrina e teologia; são homens que muitas vezes têm pelas costas uma carreira no governo eclesial ou na administração de uma universidade, e muito frequentemente preferem raciocinar em termos pragmáticos e políticos. Você, como sumo mestre da Igreja, deveria mostrar com mais clareza o primado da fé, para você mesmo e para todos os católicos. A fé sem a doutrina não é nada.

2. Autoritarismo

Você está se distanciando da sabedoria que é conservada na disciplina eclesial, no direito canônico e também na práxis histórica da Cúria. Junto com a sua aversão a um ensinamento supostamente teórico, essa inclinação leva a um autoritarismo que nem mesmo Santo Inácio, o fundador da sua ordem dos jesuítas, teria aprovado. Você realmente escuta as advertências daqueles que lhe apontam aquilo que você, sozinho, imediatamente não viu nem entendeu? O que aconteceria se você viesse a conhecer o meu nome? Agir de modo menos autoritário ajudaria a mudar o atual clima de medo.

3. Populismo da mudança

Invocar a mudança está na moda hoje. Mas especialmente o sucessor de Pedro tem o dever de recordar a si mesmo e aos outros coisas que mudam apenas lentamente, e ainda mais coisas que não mudam em nada. Você realmente acredita que o consenso que obtém dos gurus da política e da mídia é um bom sinal? Cristo não prometeu a Pedro a popularidade na mídia e o culto de uma celebridade (Jo 21, 18). Muitas das suas afirmações levantam falsas expectativas e dão a impressão prejudicial de que a doutrina e a disciplina da Igreja poderiam e deveriam ser adaptadas às opiniões mutáveis da maioria. O apóstolo Paulo pensa de modo diferente sobre isso (Rm 12m 2; Ef 4, 14).

4. Nada de “humildade” diante da herança dos seus antecessores

O seu comportamento é percebido como uma crítica ao modo pelo qual os seus antecessores (muitas vezes canonizados) viveram, falaram e agiram. Eu não consigo ver como isso se concilia com a humildade que você tantas vezes invocou e exigiu. Essa humildade seguramente é necessária, sobretudo quando se trata de continuar a tradição que remonta a Pedro. O seu comportamento sugere implicitamente a ideia de que você quer, de algum modo, reinventar o ministério petrino. Em vez de preservar fielmente a herança dos seus antecessores, você quer se apropriar dela de um modo muito criativo. Mas São João não disse que “é preciso que Ele, o Cristo, cresça, e eu diminua” (Jo 3, 30)?

5. Pastoralismo

Recentemente, você disse que o que mais lhe agrada em ser papa é quando pode agir como pastor. Naturalmente, nem um papa nem qualquer outro pastor deve pôr minimamente em dúvida que a Igreja segue a doutrina de Cristo em tudo aquilo que faz (pastoral, sacramentos, liturgia, catequese, teologia, caridade), porque, em última análise, tudo depende da fé revelada assim como ela nos chega nas Santas Escrituras e na sagrada tradição, e portanto ela é vinculante para a consciência dos fiéis. Não podemos nem mesmo viver a fé e transmiti-la aos outros se não a conhecemos. Sem uma boa teoria, não podemos agir bem no longo prazo. Sem um ensinamento doutrinal, no campo do cuidado pastoral, nos encontraremos apenas com alguns sucessos emocionais e principalmente efêmeros.

6. Exibição exagerada da simplicidade do seu estilo de vida

Certamente, você quer dar o exemplo; mas convém se ocupar, você mesmo, de cada mínima atividade cotidiana? No campo ascético, a mão esquerda não deve saber o que faz a mão direita (Mt 6, 3); caso contrário, o conjunto parece de algum modo artificial. Se você realmente quer dirigir carros ecológicos, é preciso pagar muito mais, ou fazer com que outro pague o preço das tecnologias mais caras: a ecologia tem o seu preço.

7. Particularismo

Há um particularismo que muitas vezes subordina os objetivos da Igreja universal aos pontos de vista de apenas uma parte da Igreja. Essa atitude em um papa é quase cômica, se pensarmos como o nosso mundo está muito mais interconectado, mais móvel e mais aproximado do que nunca. Especialmente hoje, é um tesouro que a Igreja Católica seja sempre a mesma em todo o mundo, que os católicos em todos os países vivam, rezem e pensem de modo similar e, juntos, uns com os outros, correspondam à realidade global da vida.

8. Uma contínua vontade de espontaneidade

Uma falta de profissionalismo não é um sinal da obra do Espírito Santo. Expressões como “proliferar como coelhos” ou “quem sou eu para julgar?” podem impactar muitas pessoas, mas levam a graves mal-entendidos. Todas as vezes, outros têm que correr para explicar o que você realmente queria dizer. Agir fora do programa e fora do protocolo tem os seus tempos e lugares; mas não pode se tornar a norma. Trata-se também do devido direito aos seus colaboradores em Roma e em todo o mundo. Para um papa, a medida da espontaneidade deve ser muito inferior ao dos pastores.

9. Falta de clareza sobre a relação entre liberdade religiosa, política e econômica

Muitas das suas declarações indicam que o Estado deveria sempre governar mais, controlar mais e ser mais responsável, em particular no campo econômico e social. Na Europa, estamos acostumados a Estados muito fortes. Mas o fato de que o Estado pode cuidar de tudo é refutado pela história. A Igreja deve defender organizações não governamentais que podem fornecer bens que o Estado não pode fornecer do mesmo modo. Contra a tendência de esperar tudo da parte do Estado, a Igreja deve ajudar as pessoas a cuidar da própria vida. O estado de bem-estar social também pode se tornar poderoso demais e, com isso, paternalista, autoritário e não liberal.

10. Metaclericalismo

De um lado, você mostra pouco interesse pelo clero, mas, de outro, critica um clericalismo que é mais imaginário do que real. Essa falta de interesse não pode ser compensada por boas intenções ou por declarações diante de pequenos grupos.

Os bispos e os sacerdotes precisam saber que o papa está às suas costas quando defendem o Evangelho, “no tempo e fora do tempo”, mesmo que façam isso de um modo que, pessoalmente, não agrade ao papa. Não é bom que algumas pessoas pensem que o papa vê muitas coisas de um modo diferente do Catecismo, e que outras o imitem a fim de fazer carreira neste pontificado.

Como papa, você presta um serviço necessário para a continuidade e a tradição da Igreja, e também cristãos não católicos são da mesma opinião. Seria melhor que você reduzisse as suas inovações e provocações; já temos muitas pessoas que fazem isso. O seu magistério, como tal, já é, por si só, palavra definitiva de provocação e de inovação, e, no fim das contas, você é o representante de Cristo e o mestre supremo da nossa fé sobrenatural.

“Graça, misericórdia e paz” vêm “da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, na verdade e no amor” (2Jo 1, 3); e só vêm em bloco. Enquanto neste ano de misericórdia você também se prepara para o Natal, por favor, acolha esta ocasião como um incentivo para descobrir o que você negligenciou nos últimos tempos.

Deixe-se ajudar pelos seus colaboradores, que vão aprender com você apenas se você estiver disposto a aprender alguma coisa com eles. Como eu, muitos outros se encontram em dificuldade com o modo pelo qual você às vezes fala e age. Mas isso pode ser ajustado, se ficar claro que você escuta o que outros têm a dizer.

Infelizmente, eu sei que você não tolera bem esse tipo de crítica e, por esse motivo, não escrevo o meu nome no fim desta carta. Quero proteger os meus superiores da sua ira, sobretudo os sacerdotes e bispos com os quais eu trabalhei por muitos anos em Roma e dos quais eu aprendi tanto. Mas você pode agir de modo a varrer de mim e dos outros os nossos temores ou, melhor ainda, pode tornar supérfluas cartas como esta, simplesmente aprendendo alguma coisa com os outros.

Nesse espírito, desejo-lhe um abençoado e meditativo tempo de Advento!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O que eu penso do Papa Francisco

Eu acho interessante o nosso amantíssimo Pontifex Maximus Franscisco ser esse homem afável, bonachão, simpático, fulgurante mesmo como todo latino que ele é. Enfim, o portenho é mais um pastor, de fato, do que um cientista como Bento XVI que é um teólogo e um filósofo, um acadêmico. Mas isso pode muito bem ser usado pela esquerda para promover-se, porque a esquerda é nada mais nada menos do que as idéias cristãs tornadas loucas.

Mas eu diria, apesar de tudo, que o papado do jesuíta é ruim, porque ele estaria sob a pena de interdito, segundo o Codex Iuris Canonici, que pune quem apóia organizações que conspirem contra a Igreja como as facções de defesa da reforma agrária como a Via Campesina defendida por Francisco em um vídeo caseiro que o Romano Pontífice fez apoiando as tais.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Santo do dia - São Leão Magno, Pontifex Maximus

Homem de doutrina, soube harmonizar o Ocidente com o Oriente, dando à Igreja seu caráter universal. Pontífice compenetrado de sua missão, defendeu a verdadeira Fé, certo de que provinham da abundância
da graça de Cristo as obras por ele realizadas.

O leão é, dentre todos os animais, aquele que merece o indiscutido título de rei. Sua imponente presença lhe garante o respeito dos demais e sua força avassaladora, que nada faz recuar, afiança sua supremacia na savana ou na floresta. Tido também como o símbolo da lealdade, ele trava com ufania a batalha pela sobrevivência, lutando sempre de frente. Vemos, assim, como a perfeita ordenação da natureza consiste em cada criatura cumpra a finalidade para a qual foi criada.

Tais características do rei dos animais remetem nosso espírito para realidades mais elevadas, das quais não é senão um pálido reflexo. Quis Deus nos dar a conhecer, por meio desta imagem, algo da sua grandeza e poder infinito. Entretanto, quando a majestade divina se espelha, não mais num ser irracional, mas numa criatura humana qualificada pela graça, ela adquire alturas verdadeiramente sublimes e arrebata as almas de modo incomparável.

Assim sucede ao contemplarmos a figura de um Sucessor de Pedro que reinou em meados do século V, época crucial da História, cujas vicissitudes, tanto no campo político quanto no dogmático, contribuíram para realçar ainda mais a personalidade fulgurante daquele Pontífice e seus dotes de governo e organização. Seu nome — mantido por ele ao ser elevado ao Sólio Pontifício — reproduzia em sua pessoa “um dos mais nobres títulos de nosso divino Ressuscitado”: 1 Leão, o grande defensor da Igreja.

Foi o primeiro Papa a usar esse nome. “Ele o escolheu porque sentia dentro de si um sopro do Espírito Santo que lhe dava um ímpeto de escolher tudo quanto era grande. Ele gostava das coisas grandiosas e sabia perfeitamente o que devia fazer para harmonizar todas as correntes e defender a Igreja da forma mais extraordinária possível”.


2 A estabilidade da Igreja repousa sobre uma pedra inabalável

Corria o ano 440 quando sobreveio o falecimento do Papa São Sixto III. Reunido o conclave, foi eleito para suceder-lhe Leão, arquidiácono da Igreja romana e conselheiro pontifício, que já por esse tempo era muito estimado e admirado por “sua sabedoria teológica, sua eloquência magnificente e sua diplomacia habilíssima”. 3 O escolhido, contudo, encontrava-se nas Gálias como delegado papal, pelo que demorou em atravessar os Alpes e chegar a Roma. Por isso só pôde ser investido no dia 29 de setembro, em meio às manifestações de júbilo e benquerença do clero e do povo.

Não obstante, ninguém dos que ali o aclamavam poderia ter uma noção exata das ingentes lutas e dificuldades pelas quais ele haveria de passar ao longo dos seus 21 anos de pontificado. São Leão enfrentou a fúria das hordas invasoras, que se lançavam à conquista da Europa e de Roma, bem como a insídia das heresias, não menos perigosa para a Igreja, sem nunca perder a certeza de que a estabilidade da Igreja repousa sobre uma pedra inabalável, a qual não é a virtude natural de nenhum Pontífice, mas a promessa de Cristo a Pedro, quando este manifestou a fé em sua divindade e recebeu de suas mãos o Papado.

Em uma homilia comemorativa de sua ascensão à Cátedra petrina, alguns anos depois, proclamou ele com voz forte e palpitante de emoção esta convicção: “Quando se trata de exercer os deveres de nosso cargo, desejamos agir com piedade e vigor, e nos reconhecemos, ao mesmo tempo, fracos e covardes, pesados que somos, devido à fragilidade de nossa própria condição; no entanto, fortes pela incessante intercessão do Sacerdote todo-poderoso e eterno que, semelhante a nós e igual ao Pai, abaixou a divindade até o nível do homem e elevou a humanidade até o nível de Deus, nós nos rejubilamos justa e santamente pela disposição por Ele tomada. Com efeito, se delegou a numerosos pastores o cuidado de suas ovelhas, nem por isso renunciou a guardar Ele próprio seu rebanho bem-amado. Mais ainda, como consequência dessa assistência essencial e eterna, recebemos a proteção e o apoio do Apóstolo que, decerto, não se afrouxa no cumprimento de sua função; e este sólido fundamento, sobre o qual se eleva em toda a sua altura o edifício da Igreja, não se cansa de sustentar a massa do templo que sobre ele repousa. [...]. Pois é na Igreja inteira que Pedro diz a cada dia: ‘Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo’, e toda língua que confessa o Senhor é instruída pelo ensinamento desta palavra. É esta Fé que [...] introduz no Céu aqueles que ela arrancou do mundo, e as portas no inferno não podem prevalecer contra ela. Ela é, de fato, assegurada divinamente com uma tal solidez que nunca a perversidade dos hereges a poderá corromper, nem a perfídia dos pagãos a poderá enganar”.4

Defensor da Igreja face às heresias

Espalhavam-se, com efeito, por aqueles tempos muitas heresias que ameaçavam a unidade do Corpo Místico, confundindo e arrastando numerosos espíritos menos vigilantes. O norte da África via-se infestado por arianos, donatistas e também por maniqueus, muitos dos quais procuravam refúgio na Itália fugindo da invasão dos vândalos. De outro lado, os priscilianos, que no fim do século IV haviam difundido na Espanha sua ideologia, tornavam a multiplicar-se, apesar de terem sido condenados pelo Concílio de Toledo no ano 400.

Mas o pior inimigo assomava no Oriente. Ainda não se haviam silenciado totalmente os ecos da perniciosa doutrina de Nestório — o qual “não via em Cristo mais do que duas pessoas colocadas uma ao lado da outra, unidas exterior e moralmente” 5 —, quando Eutiques, arquimandrita de um convento de Constantinopla, começou a defender o erro oposto: segundo ele, havia em Jesus Cristo “uma só natureza composta da divindade e da humanidade”, 6 motivo pelo qual seus partidários chamaram-se monofisitas.

Contra esses adversários São Leão fez honra a seu nome, “intervindo em diferentes circunstâncias com prudência, firmeza e lucidez, através dos seus escritos e mediante os seus legados. Mostrava deste modo como a prática da primazia romana era necessária então, como também hoje, para servir eficazmente à comunhão, característica da única Igreja de Cristo”.7

Tendo tomado conhecimento da presença dos maniqueus em Roma, apressou-se em advertir o rebanho confiado à sua guarda, exortando-o à vigilância, em suas pregações. Também contra os priscilianos escreveu São Leão uma carta a São Turíbio, Bispo de Astorga, denunciando os principais erros dessa nociva seita.

Pedro falou pela boca de Leão!

Sem embargo, sua maior vitória no campo dogmático foi a condenação decisiva dos desvios doutrinários de Eutiques, o qual, sob a capa de ortodoxia antinestoriana, encontrava grande aceitação entre o povo. Como já o próprio São Paulo escrevera aos coríntios, “é conveniente até que haja heresias, para que também os que são de uma virtude provada sejam manifestados entre vós” (I Cor 11, 19), também os enganos dos monofisitas contribuíram para ser definida de maneira clara e fulgurante a doutrina cristológica da união das duas naturezas — humana e divina — na única Pessoa do Verbo.

Na célebre carta dirigida a Flaviano, Bispo de Constantinopla, São Leão afirmou: “Numa natureza perfeita e integral de verdadeiro homem, nasceu o verdadeiro Deus, perfeito na sua divindade, perfeito na nossa humanidade. [...] Verdadeiro Deus, Ele é também verdadeiro homem; e nada há de falso nessa unidade, pois n’Ele é perfeita tanto a humildade do homem como a grandeza de Deus. [...] Em colaboração com a outra, cada natureza realiza o que lhe é próprio: o Verbo, aquilo que é próprio do Verbo; a carne, o que é próprio da carne. A primeira resplandece nos milagres, a segunda sucumbe aos sofrimentos. Assim como o Verbo não renuncia à igualdade da glória do Pai, a carne não deixa a natureza de nossa raça”.8

Este documento, belo tanto por sua pureza teológica quanto pelo brilhante estilo literário, foi proclamado no Concílio de Calcedônia, convocado em 451 para dirimir a questão. E os Bispos presentes acolheram o final da leitura “com uma eloquente aclamação, da qual é conservada a notícia nas atas do Concílio: ‘Pedro falou pela boca de Leão’, prorromperam em uníssono os Padres conciliares”.9

“Nesta controvérsia, na qual estava em causa a Fé da Igreja, o mérito de São Leão foi o de dar ao dogma tradicional uma formulação precisa, que punha fim de imediato às ambiguidades tão prejudiciais para a ortodoxia. [...] Somando a Tradição ao carisma infalível do Pontífice Romano, São Leão enuncia em termos simples a fórmula de Fé adotada logo de saída pelos Padres da Calcedônia: há em Cristo duas naturezas completas, e uma só Pessoa”.10

Um “leão” face à barbárie pagã

Mal acabara de derrotar a perversidade da heresia que procurava desestabilizar a Igreja, perfilava-se já no norte da Itália a barbárie pagã que avançava num turbilhão de fogo, sangue e devastação. Átila, o terrível chefe dos hunos, o “flagelo de Deus”, cruzara os Alpes, tomara Milão e Pavia, e estava acampado em Mântua, com a via aberta para atacar Roma, onde se encontrava uma população aterrorizada e abandonada por seus governantes, incapazes de defendê-la. A esperança da Urbe e de todo o resto da Península repousava sobre os ombros do Vigário de Cristo. Agora não teria ele de empunhar o gládio da palavra, a fim de confundir os hereges, mas sim de arriscar a própria vida para salvar suas ovelhas.

São Leão pôs-se resolutamente a caminho, seguido de alguns Cardeais e dos principais membros do clero romano. Revestido das insígnias pontifícias e cavalgando um humilde animal, apresentou-se diante de Átila e o intimou a cessar aquela guerra de saques e devastações. Contra todas as expectativas humanas, o bárbaro recebeu com temeroso respeito aquele ancião que vinha até ele sem armas e sem soldados; prometeu-lhe viver em paz com o Império, mediante o pagamento de um leve tributo anual, e retirou-se por onde viera. Interpelado depois por seus guerreiros, os quais não compreendiam aquela súbita mudança,o “flagelo de Deus” replicou: “Enquanto ele me falava, eu via, de pé a seu lado, um Pontífice de majestade sobre-humana. De seus olhos jorravam raios, e tinha na mão uma espada desembainhada; seu olhar terrível e seu gesto ameaçador me ordenavam conceder tudo quanto solicitava o enviado dos romanos”.11

Quais foram as palavras do santo Papa ao chefe bárbaro, não se sabe. Segundo o relato de um cronista contemporâneo, ele “abandonou-se ao auxílio divino, que nunca falta aos esforços dos justos, e o êxito coroou sua fé”.12 Do alto do Céu, São Pedro favoreceu a missão de seu sucessor, confirmando-a por um milagre. “Este importante acontecimento tornou-se depressa memorável, e permanece como um sinal emblemático da ação de paz desempenhada pelo Pontífice”.13 A vitória foi festejada com pompa e solenidade em Roma e, para perpétua ação de graças, São Leão mandou fundir a estátua de bronze de Júpiter Capitolino e fazer com esse metal uma grande imagem do Apóstolo Pedro, que até hoje se venera na Basílica Vaticana.

Três anos depois, quando Genserico, rei dos vândalos, chegou às portas da Cidade Eterna, foi mais uma vez este santo pastor quem a salvou, alcançando do invasor que não a incendiasse nem derramasse sangue.

Pastor terníssimo e generoso

Os últimos anos de sua vida, São Leão os dedicou à organização da disciplina eclesiástica, à pregação e ao aprimoramento da Liturgia. Foi ele quem acrescentou ao Cânon da Missa as palavras: Sanctum sacrificium (Sacrifício santo), e Immaculatam Hostiam (Hóstia imaculada), as quais refletem de modo inequívoco seu senso teológico e sua intensa devoção ao Mistério Eucarístico. Restaurou as antigas basílicas, erigiu novos templos e doou ricos vasos para as celebrações.

Grandioso sob todos os aspectos de seu pontificado, São Leão também o foi na caridade, demonstrada por seu terníssimo afeto pelo rebanho que o Espírito Santo lhe confiara e pela generosidade com a qual distribuía esmolas entre os mais necessitados. Finalmente, a 10 de novembro de 461, rodeado do amor de seus fiéis, rendeu sua nobre alma a Deus, deixando à posteridade um exemplo ímpar de integridade e de zelo pela Casa do Senhor.

Mais poderosa é a chave de ouro

Homem de doutrina, de escritos e de palavra eloquente, soube harmonizar o Ocidente com o Oriente, dando à Igreja seu caráter universal. Varão de inigualável personalidade, contribuiu para reforçar a primazia da Sé de Roma, graças ao prestígio e à autoridade de sua pessoa. Pontífice compenetrado de sua missão, defendeu a verdadeira Fé, certo de que não provinham de sua capacidade humana, mas sim da abundância da graça de Cristo, as obras por ele realizadas.

Tal foi São Leão I, cognominado Magno devido à santidade majestosa com a qual se distinguiu ao longo de sua vida, legando aos séculos futuros um profundo ensinamento: a carne nada é diante do espírito (cf. Jo 6, 63). Por piores que sejam as situações de aflição ou de prova pelas quais tenha de passar a Santa Igreja, o poder espiritual, entregue por Jesus a Pedro, faz a verdade brilhar e impor-se definitivamente. Das duas chaves que adornam a tiara pontifícia — de prata e de ouro, símbolos do poder temporal e do espiritual —, a mais poderosa é a de ouro: “e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”! (Mt 16, 18).

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Pequena resposta a um herege

Por João Emiliano Martins Neto

Eliu, você é protestante, esse seu discurso é evangélico-protestante, sim. Jesus é o único Senhor, mas nós temos uma Senhora, sim, que é a Santíssima Mãe de Deus que é nossa redentora junto com Jesus, pois deu o seu sim a Deus quando da anunciação do arcanjo São Gabriel e aceitou ser transpassada pela espada de nossos pecados em seu Imaculado Coração para nos salvar.

O que você chama de intolerante e ódio? Pregar o Evangelho chamando as pessoas para a única, santa e verdadeira Igreja de Cristo que é a Igreja Romana? Então, eu sou intolerante e prego o ódio, ódio e intolerância ao erro protestante e tantos outros erros, porque só pode ser salvo quem estiver debaixo da autoridade e poder do Papa que é o sucessor legítimo de Pedro a quem Cristo deu as chaves e que por meio de Pedro, a pedra INABALÁVEL, a Igreja foi fundada.

domingo, 28 de junho de 2015

Dia de um pai e festa de São Pedro e São Paulo

Por João Emiliano Martins Neto


Papa Francisco
No segundo domingo do mês de agosto de cada ano se comemora o dia dos pais. Hoje, e a cada ano, no último domingo de junho se comemora o dia de um pai também, um grande pai, um paizão que é o Papa. Hoje é dia do Papa, o Santo Padre, o supremo pastor da única, santa e verdadeira Igreja de Cristo que é a Igreja Católica.

Também hoje é dia de São Pedro e São Paulo, os líderes maiores da Igreja Católica sendo Pedro e seus sucessores a pedra fundamental da Igreja de Cristo. Pedro e seus sucessores devem confirmar os irmãos na fé e com as chaves que Cristo Jesus lhe deu ligar ou desligar aqui na terra para que também seja ligado ou desligado o que quer que seja no céu. Papa, em latim, quer dizer papai. O Papa é nosso fecundo pai na fé, deve gerar filhos para o Reino de Deus. Já Paulo e seus sucessores que somos todos nós, pois devemos ter o mesmo espírito missionário, na força do Espírito Santo, convertendo os gentios de nosso tempo. Voltando a Pedro, de certa maneira, como disse o próprio Pedro em uma de suas cartas, somos também pedros, pois  somos pedras vivas construindo e reconstruindo a Igreja de Cristo ao longo da História.


São Pedro e São Paulo (El Greco)
Que peçamos à Virgem Maria, medianeira de todas as graças, que novos paulos e pedros surjam para que sejamos Igreja em saída rumo ao mundo, rumo às periferias existenciais e geográficas que é a essência deste mundo perdido, que como Paulo evangelizemos. E que como São Pedro que é a pedra, sejamos a pedra no sapato que este mundo alicerçado na geléia dos ventos de doutrina que o levam de um lado para o outro. Este mundo precisa de um basta na rota de colisão do mesmo rumo ao abismo da perdição do inferno se firmando na firme rocha que é São Pedro e seus sucessores, o mundo precisa ingressar na Santa Igreja Católica.

Que como São Paulo saibamos honrar e ter um arraigado amor filial pelo nosso líder, o Papa, mas se preciso for, que resistamos na cara dele caso se desvie da fé como tem feito o nosso amado Papa Francisco que vem estimulando movimentos de esquerda como a ONU e a movimentos de esquerda latinoamericanos como o MST e a Via Campesina que pretendem, como na igreja da Galácia condenada por São Paulo em uma de suas cartas, acabar com a liberdade dos cristãos dando todo o poder ao Estado com seu legalismo fanático que vai contra a salvação pela graça, mediante a fé em Cristo Jesus, não por obras para que ninguém se glorie.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Prefiro errar com o Papa

Por João Emiliano Martins Neto



vivemos em uma sociedade de netos da modernidade da qual seus filhos primogênitos são os protestantes


Em um debate na blogosfera contra um irmão separado protestante e ao ver o Papado atacado pelo rapaz, respondi que prefiro errar com o Papa que é o fundamento da unidade dos bispos e da multidão de fiéis do que errar sem ter um líder como ocorre com os evangélicos individualistas que por isso se dividem em uma babel de mil e uma seitas. 

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Quem é o Papa?

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

só em Pedro afirmou que edificaria a Sua Igreja e só a ele entregou de modo particular "as chaves do Reino dos céus" (Mt 16, 19).

O Papa é sucessor direto do apóstolo Pedro e, mais que uma pessoa, representa um encargo, um múnus deixado pelo próprio Senhor.

No começo deste ano, todos os olhares se voltaram para o Vaticano. Era uma triste manhã de segunda-feira, 11 de fevereiro. As redações dos jornais e dos noticiários de todo o mundo anunciavam o inesperado: o Papa Bento XVI iria renunciar. O que levou o Sumo Pontífice a fazê-lo? Por que Sua Santidade abdicara o trono de São Pedro e decidira passar os últimos anos de sua vida em recolhimento? As dúvidas não deixavam dormir as mentes mais preocupadas. Aquilo sequer parecia verídico.

E, no entanto, era. Os católicos tinham pouco mais de duas semanas para se despedir de Joseph Ratzinger. O mês de março começava com a Sé Vacante e, pouco mais de um mês depois da renúncia do Santo Padre, dia 12 de março, os cardeais eleitores entravam na Capela Sistina para eleger o novo bispo de Roma. Depois de um conclave rápido, apareceu na sacada da Basílica de São Pedro a figura de Jorge Mario Bergoglio, que viria a chamar-se Francisco.


sábado, 16 de março de 2013

Que Deus abençoe o novo líder católico

Por João Emiliano Martins Neto

Que o SENHOR seja propício ao novo mandatário máximo da denominação dos irmãos papistas, romanistas, os católicos.

Benção, paz, saúde, mas sobretudo graça para o novo líder romanista eleito, Francisco, há uns poucos dias atrás.

Graça para que o novo papa saiba, como diz Paulo aos efésios, que pois fomos salvos por graça, mediante a fé, e isso não vem de nós, mas é dom de Deus. Não por obras para que ninguém se glorie (Efésios 2.8-9). Ou seja, a respeito de salvação e a respeito, aliás, de tudo, ora, tudo é graça. Estaríamos na lama do nada não fosse o Alto (Hebreus 11.3).


Primeira missa papal celebrada pelo argentino Francisco (Cardeal Bergoglio)


Que reformas já há quase meio milênio necessários ocorram, finalmente, na Igreja Romana. Sugeriria, por exemplo, uma reforma romana com a franca adoção da doutrina da Predestinação (Romanos 8.29-30 e Efésios 1.5 e 11) Porque, diria como os poetas, que Deus é pai, papai, paizinho, paizão, de fato. Pois Ele provou seu amor por certos homens, pois que se animou a morrer pelos ímpios, quando ainda eles eram embotados ímpios (Romanos 5.6-8). Desejo, por fim, graça divina e da parte de ninguém menos que do verdadeiro Deus, o hebraico-cristão, para que o novo papa saiba influenciar uma reforma na igreja romana tirando a idolatria, o próprio papado e certos costumes bárbaros que tornam o divino Pai graciosíssimo como alguém digno de desprezo, ódio e ressentimento. Vejam, por exemplo, a selvageria que é o Círio de Nazaré aqui na minha cidade de Belém do Pará no Brasil setentrional. Ora, nessa procissão que ocorre no segundo domingo de outubro de cada ano, pessoas, entre outras práticas de um extremo ascetismo absolutamente anticristão, trituram seus joelhos no asfalto das ruas de Belém.

Que, em nome do Senhor Jesus, Francisco seja humilde como o pobrezinho de Assis e haja como Agostinho o qual se retratou de dizer que a Igreja fora fundada sobre Pedro e não, com correção, sobre a doutrina da divindade de Cristo.

Que, finalmente, em nome de Deus, Francisco tenha aquela mesma paz de Deus, graça e misericórdia pelos heréticos irmãos papistas que teve pelo povo argentino. Ora, o Santo Padre Francisco, providencialmente, delatou certos cães comunistas durante a mais duro Ciclo Militar Argentino (1976-1983) no País dele no que fez muito bem.

Deus abençoe o Papa e os irmãos romanistas. Em nome de Jesus e amém. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.



Sola gratia!

Soli Deo gloria!

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