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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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sábado, 30 de maio de 2026

"antes que seja tarde"! (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 





A psicopatia expõe despudorada
Completos retardados mentais
Até ontem católicos não praticantes.



Relapsos, vazios, temerários, mortes-vidas fecais
"antes que seja tarde"!
Escreve o psicopata sem mais nada.



Diz ele:
"Nada a perder"!
O tudo da finitude a ter.



Sede de poder
Prazer (cochicha um demônio: para os mais frívolos)
Dinheiro (cochicha outro demônio: para os mais idiotas)



Bandido! Ei, bandido! Psicopata! Poder?
Um alerta! Poder só o piedoso vem a ter.

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Flecha viril (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Ó flecha viril, lança do mundo caído, cupido

É só o recorte de alguém, ínfimo recorte

Terrível tentação.

Não serei mais explícito sobre ti tal flecha em nome do pudor 

Que revela a alma e não a deixa perder-se

Da caridade de Jesus Cristo que constrange-nos.

A caridade que não deixa que por tão pouco de ti, ó flecha viril

Tentação

Recorte

Carne

Da finitude física, mesquinho cúpido.

sábado, 31 de dezembro de 2022

A razão a serviço do irracional

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Ontem eu estava rezando a caminho, na rua, da Igreja Católica Apostólica Romana para rezar diante de um sacrário em uma capela mariana jesuíta da minha cidade de Belém do Pará, ali na Capela Nossa Senhora de Lourdes, rezando eu acho que me dei conta da razão a serviço do irracional. A razão por si mesma, por si só, sem Deus, materialista e naturalista, sem a Sagrada Teologia, logo, sem ser a boa serviçal que lhe cabe do conteúdo do sobrenatural, sem o mistério que vem pela Revelação divina que chega pela Bíblia Sagrada e segundo o que crê e ensina a Igreja Católica, a razão por si só poderia muito bem convir que o que resta ao homem é que já que tudo se acabaria neste mundo com a morte, então, diria São Paulo, comamos e bebamos, pois depois morreremos.


A razão por si só em uma ética da finitude, o que resta a ela é compactuar com o que é irracional, com a gula, a intemperança, a incontinência em uma vida emporcalhada e enfastiada pelas facilidades para o corpo até o cansaço em que tudo no mundo e preso a este mundo torna tudo banal, besta e mesquinho. Valendo só o poder pelo poder e sem nenhum pudor, só valeria o lucro, a acumulação pela acumulação de capital, o fazer tudo para se dar bem neste mundo a qualquer preço, pois depois morreremos, assim a razão por si só chegaria a tais conclusões.


Claro que uma reta razão discordaria de tais conclusões. Uma boa e qualificada razão abriria-se à infinitude, à convir que bem simplesmente quem com todo o poder neste mundo é capaz de ser como Deus e ser impassível e autossuficiente ao ponto de não precisar nem de um copo d'água para matar a sede, água que talvez não pudesse por si mesmo consegui-la e tal pessoa, afinal de contas, precisa como todo mundo beber água, sente sede? Uma ética da finitude é uma anti-ética que só promoveria a destruição, o caos, a agigantamento perigoso do ego em um salve-se quem puder a própria pele no darwinismo social da lei do mais forte.

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

O engano que é o ateísmo

Autoria: João Emiliano Martins Neto


O ateísmo é um engano. Fruto de minhas orações eu cheguei à conclusão de que sem Deus não há a resposta sobre o fundamento último da realidade e sem tal resposta o que resta ao homem é aceitar as trevas do absurdo acerca do mundo, pois no mundo o mal é grande, e assim o homem nada sabe de definitivo, vive nas trevas e só se for louco dará um passo em meio às tais trevas, pois poderá cair no abismo. Sem Deus o que resta ao homem é o salve-se quem puder, é a lei do mais forte, onde chora menos quem pode mais, e assim o homem já que é finito e um dia morrerá e com a morte tudo acabará, o homem quererá apenas ser esperto e astuto, como o Diabo, para conseguir alguma vantagem meramente passageira, contingente, já que sem Deus tudo é contingência e devir, a qualquer custo. Sem Deus só há o arbítrio, a dominação do homem sobre o homem, sobre o mundo, a busca do poder sem nenhum pudor, o poder pelo poder sem nada entender a fundo, sem ciência, sem sabedoria, porque, como dito, sem Deus não há o conhecimento do fundamento último da realidade, com isso o homem acaba sendo senhor absoluto de um mundo de trevas, um mundo de cegos guiando outros cegos.

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