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sábado, 16 de outubro de 2021

Por que o Papa NÃO ESTÁ ERRADO | Live #204

 

 

Excelente live do psiquiatra Doutor Ítalo Marsili sobre a na época recente publicação da Carta Apostólica em forma de Motu Proprio, Traditionis Custodes, de autoria do Santo Padre Francisco que disciplina a Santa Missa Tridentina. Marsili explica que a Missa Novus Ordo do Santo Padre São Paulo VI é tão Missa romana de rito latino quando a Missa Tridentina, então, não teria sentido haver um rito ordinário e outro extraordinário que seria o tridentino. Marsili explica a questão dos ritos das igrejas de direito próprio, sui juris, o rito ambrosiano e o único rito romano que é hoje o de São Paulo VI.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

A Missa Tridentina e eu, atualmente

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu tenho frequentado a Santa Missa Tridentina, atualmente, através dos padres do Instituto Bom Pastor (IBP) em minha cidade de Belém do Pará, norte do Brasil, mais porque eu estou me vendo encurralado, visto que uma mulher louca, que talvez devesse tomar um santo remedinho antipsicótico que eu tomo os dias e talvez devesse também ficar um tempo internada em um hospital psiquiátrico manicômio no qual eu mesmo estive internado e sai de lá uma pessoa renovada, está perseguindo-me em todas as igrejas do centro da cidade de Belém que eu costumava frequentar diariamente e alegremente para assistir a Santa Missa do Papa São Paulo VI: Novus Ordo Missae. Já referi sobre ela aqui neste blog, ela está perseguindo-me, ela cismou com a minha cara, fica caluniando-me e ameaçando-me. Então, talvez eu frequentando um grupo mais conservador e tradicionalista como o do pessoal do IBP eu não encontre a loucura feminina e sem as vestes desonestas e sem talvez a empáfia própria das mulheres do século, visto que as mulheres que frequentam a Santa Missa do Vetus Ordo Missae portam-se e vestem-se de maneira mais modesta.

 

Eu mesmo sou um homem muito do século, sou muito Novus Ordo, pois sou fraco, covarde, temo as mulheres, um demônio como esta mulher insana apavora-me, pois tal qual o filósofo Friedrich Nietzsche eu fui criado em meio a um excesso de mulheres, e ainda sou homossexual, se bem que a causa psíquica da homossexualidade é algo desconhecido. O Vetus Ordo Missae não deixa de ser para mim um remédio aos males da modernidade feminista ao extremo da loucura em que vivemos.


Mas, eu reconheço que a Santa Missa Tridentina é muito superior à no mínimo minimalista Missa Nova. É a Missa antiga que mantém o símbolo da Fé, por isso, expressamente, São Paulo VI quis alterá-la, visto que uma nova Igreja surgiu com o Segundo Sagrado Sínodo do Vaticano (1962-1965) onde foi decidido uma reforma litúrgica. Contudo, eu também reconheço que se os tradicionalistas e conservadores estão sendo punidos pelo Santo Padre Francisco em especial depois da publicação da Carta Apostólica em forma de Motu Proprio Traditionis Custodes no dia 16 de julho de 2021 (Festa de Nossa Senhora do Carmo), é porque tradicionalistas e conservadores souberam historicamente e sabem  ser duros, incompreensivos e fariseus, sobretudo com homossexuais, mulheres e até com doentes mentais, vide os manicômios cruéis que haviam no mundo antigamente, vide a alta taxa de assassinato de mulheres (feminicídio) que existe até hoje, vide a alta taxa de assassinato de homossexuais, dizem que a maior do mundo que ocorre no Brasil, e vide o País em que vivemos construído pela Igreja Católica ser tão desigual, conservadores e tradicionalistas católicos tiveram participação em tal estado de coisas e por isso são julgados com o mesmo rigor com que julgaram no passado, conforme ensinou Jesus Cristo.


A Missa Tridentina e eu, atualmente, tem sido para mim tal Missa um refúgio contra a loucura moderna, e loucura no sentido clínico mesmo.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Morreu um burro

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

José Arthur Giannotti

Morreu um burro, ontem, dia 27 de julho de 2021, Festa de São Pantaleão, Mártir. Morreu pela manhã José Arthur Giannotti mais um burro, mas muito influente na Política e na Educação brasileira. Um burro e ateu, certamente que blasfemo, que achava que a Filosofia é uma questão de análise de textos. E como diz Marilena de Souza Chauí, professora da mesma Universidade de São Paulo (USP) onde aposentou-se Giannotti, o ensino de Filosofia para tal universidade é uma relação promíscua entre textos sem referência alguma com alguma coisa chamada de realidade, problemas reais do mundo, da existência, contudo seria apenas um jogo de palavras. Como diz o grande mestre filósofo Olavo de Carvalho, filosofia da linguagem é achar que o cardápio de um restaurante pode fazer aparecer por mágica o que de fato a cozinha do restaurante tem de material para fazer concretamente, existencialmente, as comidas.


O último livro escrito por Giannotti fala de dois filósofos ou seriam dois sofistas, Martin Heidegger e Ludwig Wittgenstein, para os quais as palavras como criam, geram o mundo. Wittgenstein é um que diz que há mundo, porque há um vocabulário que o expresse. Heidegger de forma psicótica, como diz Carvalho, é um que diz que a linguagem é a casa do ser. Ora, que ente pode estar acima do ser, do real que o possibilita, enfim, pode estar acima de Deus que o constituiu, o criou?


Uma vez eu conversando com o famoso formador de opinião, Joel Pinheiro da Fonseca, sobre o ensino de Filosofia da USP e ele me dizia, mesmo, tal ensino lá é só basicamente Gilles Deleuze e Friedrich Nietzsche, ou seja, é ensinar o pensamento de sofistas, Protágoras de Abdera reencarnados, nulidades que tornam a Filosofia, a pergunta sincera pela realidade, em algo irrelevante.


Giannotti fez parte do Conselho Nacional de Educação (CNE) na época do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e decerto que influenciou o destino da educação no Brasil para ser a tragédia que é com os alunos brasileiros tirando sempre as últimas notas nos testes internacionais. Não é a toa que atualmente com a publicação de uma Carta Apostólica em forma de Motu Proprio, a Traditionis Custodes, por parte de Sua Santidade o Papa Francisco grupos de tradicionalistas não vejam nos documentos pontifícios (Pio XII, Mediator Dei, 52) que um Papa e mais ninguém tem o poder de alterar o rito da Missa, faltou escolarização decente e um dos culpados é Giannotti.


Enfim, mas a questão do Motu Proprio de Francisco já é outro assunto e que é fruto de uma desgraçadamente Roma moderna, visto que o Missale Romanum de São Pio V editado mais recentemente por São João XXIII, seria uma excelente barreira para que burros e nulidades como Giannotti, Heidegger, Wittgenstein ou Nietzsche não influenciassem como influenciam como o seu modernismo e humanismo apóstata para o qual o homem como um medonho tirano é a medida de todas as coisas para as que são e para as que não são.


Rezarei e farei penitência em sufrágio da alma de José Arthur Giannotti, espero que ele descanse em paz, agora, no outro mundo sabendo bem como ele laborou durante uma vida inteira no erro.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Uma fé de aparências

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Ontem, dia 22 de julho de 2021, Solenidade de Santa Maria Madalena, eu discutia, ou pelo menos tentei, discutir por escrito na área de comentários do blog Fratres in Unum, tentei, porque as pessoas que comandam tal blog censuraram, infelizmente, os meus comentários sobre a atual Carta Apostólica do Santo Padre Francisco em forma de Motu Proprio, a Traditionis Custodes, e algo que ficou claro ali para mim é que a fé do povo é uma fé de aparências.


Uma pessoa chegou ao cúmulo de citar para mim a autoridade de um homem mundano e alheio à Fé, o tal carnavalesco Joãozinho 30, vejam só vocês, para dizer que povo gosta de luxo e riqueza, é intelectual que gosta de simplicidade. Ora, a suposta autoridade do tal referido Joãozinho e a do povo no que essas pessoas tem de mais vulgar, conforme as suas paixões mais descartáveis e que substancialmente em nada fere o que torna um sacramento válido, é tal suposta autoridade evocada tornando o diálogo vulgar e banal.


Eu entendo que a Santa Missa Tridentina do Santo Padre São Pio V foi organicamente desenvolvida ao longo dos séculos e que o seu rito complicado, longo, mas também rico e cheio de simbolismo é algo precioso, é um patrimônio para nós católicos romanos de rito latino ou ocidental, é a nossa pátria. Mas, em que pese tudo isso, substancialmente o Novus Ordo Missae de 1970 do Papa São Paulo VI mantém o sacramento, em que pese ele acabar sendo até mesmo simplório, quiçá pobre e no limite mutilado em sua busca por simplicidade, contudo o sacramento está mantido em sua substância, porque em tal Novus Ordo há a intenção, forma e fórmula, matéria e ministro somado à um rito como de São Paulo VI que pode ser um diálogo fecundo com os protestantes por remeter a um banquete e mencionar o sacrificium laudes dos fiéis leigos, algo muito presente na teologia protestante mais clássica.


Apelar de tal forma demagógica ao que diz um reles carnavalesco como porta-voz do pobre povo ignorante e não guiá-lo como mestres e doutores da Fé que é a função do Papa e dos bispos do mundo inteiro em comunhão com o sucessor de São Pedro, segundo a pessoa que dialogou comigo na área de comentários do blog Fratres in Unum, um tal apelo é renunciar a função da elite que é, sem destruir o senso comum, mas apenas lapidá-lo e organizá-lo de forma mais racional, contudo, sobretudo, se trata-se da Igreja, iluminá-lo com a luz do Espírito Santo.


Como dito, substancialmente, a Santa Missa nova de São Paulo VI é um sacrifício, logo, o sacramento da Eucaristia ocorre ali para a remissão dos pecados pela mesma imolação, no caso da Santa Missa de forma incruenta, do Cordeiro de Deus, o Cristo Jesus, feita há mais de 2000 anos, e que, tudo bem, tal Santa Missa pode ser mais pobre e até simplória, mas, para além de uma fé de aparências, o povo pode atender a este mistério não como "mudos e estranhos espectadores" (Constituição sobre a Liturgia Sagrada "Sacrossantum Concilium", 3 de dezembro de 1963, n. 48) conforme ocorria na Santa Missa de São Pio V, a Vetus Ordo Missae, quando o padre mantinha-se inaudível e distante de costas para todos, ainda que efetivamente de frente para Deus, e mantinha a barreira da língua latina no culto.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

O mínimo da Missa de sempre

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 


Ainda sobre a questão da polêmica atual levantada pela edição da Carta Apostólica de autoria do Santo Padre Francisco em forma de Motu Proprio "Traditionis Custodes" que regula o uso do Missale Romanum de 1962 ou Missa Tridentina de antes da reforma litúrgica do ano de 1970, eu vejo que o mínimo da Missa de sempre que muitos dão este nome somente à Missa Tridentina é que é Missa de sempre se há o mínimo para que hajam sacramentos válidos que é a intenção, a forma ou fórmula, o ministro e a matéria. 

 

Para o batismo, por exemplo, o mínimo exigido para que um batismo ocorra é a intenção de fazer o que os cristãos sempre fizeram para tornar alguém filho de Deus removendo-lhe os pecados, a começar do pecado original e depois os pecados atuais do batizando; a sua forma ou fórmula é batizar a pessoa em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; o ministro do batismo pode ser até mesmo um pagão e uma mulher e a matéria é a água.


No caso da Santa Missa a intenção é fazer um sacrifício, a renovação incruenta do mesmo sacrifício feito por Jesus Cristo há mais de 2000 anos. A forma ou fórmula para o sacramento da Eucaristia ser válido é a consagração do pão e do vinho onde se diz do pão, isto é o meu corpo que será entregue por vós e do vinho, este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por muitos, segundo literalmente diz o Motu Proprio "Missale Romanum" de 3 de abril de 1969 de autoria do Papa São Paulo VI ou "por todos", conforme a tradução brasileira. O ministro do mínimo para a Missa de sempre é o sacerdote ordenado do sexo masculino. A matéria é o pão e o vinho, pão sem fermento e vinho alcoólico de uva.


Eis a Missa de sempre, Missa romana da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, a única e verdadeira Igreja de Cristo, com tudo que lhe é exigido para existir em sua intenção, forma ou fórmula, ministro e matéria. Segundo a minha opinião pessoal seria apenas resto o que se vê no Missale Romanum do ano de 1962 cuja autoria, edição é do Papa São João XXIII ou Missa Tridentina que são gestos como as genuflexões e a língua latina que pela barreira de tal língua faz com que o povo seja apenas um espectador alheio ao sagrado mistério não podendo participar do mistério de forma piedosa e consciente.


Eu acho que há é um apego a um passado da parte dos conservadores e tradicionalistas mais radicais que eu já ouvi um deles ousar dizer que a Santa Missa Nova, o Novus Ordus Missae do Santo Padre São Paulo VI, é como o sacrifício dos profetas de Baal da época do profeta Santo Elias, ou seja, tal homem e é um religioso, o Frei Tiago de São José (carmelita), é um homem em aberta rebelião, porque ele está exagerando evidentemente em seu apego ao pretérito.

domingo, 18 de julho de 2021

Traditionis intellectus

Autoria: João Emiliano Martins Neto


No dia 16 de julho deste ano da graça de 2021, Solenidade de Nossa Senhora do Carmo, o Santo Padre Francisco emitiu um documento, uma Carta Apostólica na forma de Motu Proprio chamada de Traditionis Custodes que está sendo muito questionada por grupos de conservadores tradicionalistas na Santa Igreja Católica Romana, eles que seriam como que espécies selvagens e livres na Santa Igreja, segundo a figura descrita sobre eles em um noticiário na internet da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, desde a promulgação do Motu Proprio de quatorze anos atrás, de 2007, de Bento XVI o Summorum Pontificum que concedia uma maior liberdade para a celebração da liturgia de 1962 até mesmo com a fundação de paróquias voltadas para a celebração do rito antigo.


São espécies selvagens e livres, mas que agora deverão estar debaixo dos guardiães da Sagrada Tradição que são os bispos do mundo todo em comunhão com o Santo Padre, novas paróquias para o culto antigo não deverão ser erigidas e também novos grupos para a celebração segundo o de outrora Missale Romanum não deverão surgir, porque, afinal de contas, se a Igreja não está sem um Papa desde a morte de Pio XII em 1958 e se a Santa Igreja é assistida pelo Espírito Santo, os papas desde São João XXIII até Francisco devem ser obedecidos, se não são hereges, logo, são verdadeiramente sumos pontífices, devem os cristãos estar cum Petro et sub Petro, com Pedro e sob Pedro ou, caso contrário, aqueles que resistem ao Romano Pontífice e não são mais coerentemente sedevacantistas, tratam-se de grupos rebeldes, cismáticos, protestantizados lá no fundo, bem segundo a modernidade que abominam, pois que interpretam a Sagrada Tradição tão individualmente e subjetivamente tanto quanto fazem os protestantes com a Bíblia Sagrada.


A compreensão do que seja a Tradição, a sua interpretação, a fim de apreendê-la objetivamente à luz do Espírito Santo é prerrogativa dos bispos do mundo inteiro em comunhão com o sucessor de São Pedro e tal compreensão, conforme diz expressamente Francisco em seu Motu Proprio Traditionis Custodes é que no artigo primeiro: "Os livros litúrgicos promulgados pelos Santos Pontífices Paulo VI e João Paulo II , de acordo com os decretos do Concílio Vaticano II , são a única expressão da lex orandi do Rito Romano."

 

Se o atual alto clero deve ser resistido e é objetivamente herege que o resistamos de vez no sedevacantismo, o que não dá é para resistir ao Papa e aos bispos que pelo menos nominalmente são eles assistidos especialmente pelo Espírito Santo, a fim de não falharem jamais.

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