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Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Filho de Satanás e o amor

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Na madrugada de hoje eu estive na rua, na praça da República aqui da minha cidade de Belém do Pará, bebendo umas duas buchudinhas de catuaba, fiz sexo, beijei na boca depois de muito tempo só tendo sexo homossexual direto sem nenhum beijo ou romantismo. O amor é lindo, apesar de ser o amor eros invertido, não é o ideal heterossexual, é o eros invertido do amor que não ousa dizer o nome que é o amor homossexual. 


À certa altura da madrugada encontrei um filho confesso de Satanás, ele admitiu ser mau, que me roubou o meu chapéu.


A praça da República daqui de Belém é perigosa e é bom que eu não vá mais lá, nunca mais, àquela alta altura de hora da madrugada. Diz o Sirácida, o Eclesiástico, aquele que ama o perigo pelo perigo perecerá. Então, é melhor que eu tenha juízo e cuidado. Caso contrário, caro leitor, dado o risco deste point gay informal que é a praça da República, esta aqui ou outra próxima pode ser a última postagem minha ainda vivo para ti neste meu blog.

sábado, 11 de junho de 2022

Iniciozinho

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Estátua em bronze de Niccolò Tommaseo (Veneza)


Certa vez eu conheci um rapaz aqui na minha cidade natal de Belém do Pará, ali na praça da República, e fomos beber e fazer sexo em outra praça a de Batista Campos. Não te espantes, caro leitor, sexo na rua é além de fetiche é o que resta que os conservadores jumentos homofóbicos designam para quem comete o antigamente chamado de "pecado nefando". Na Batista eu pude experimentar um iniciozinho do que seria um namoro. Eu nunca soube o que é namorar, porque duas doenças afetavam-me, uma a minha doença mental, o transtorno bipolar, que como o nome diz, transtornou a minha vida, não muito pelo oscilar entre os estados eufórico e depressivo, porque o depressivo eu nunca tive, mas por causa da psicose que acometia-me, eu saía da realidade e na euforia ou próximo dela eu ficava muito irritado brigando com as duas toupeiras sem sabedoria que são os meus pais.


A outra doença é o bolsonarismo que sempre afetou o Brasil antes mesmo do advento de Jair Messias Bolsonaro como sequer um remoto candidato a ser uma liderança nacional. Este povo maldito brasileiro sempre foi burro, porque preconceituoso, retrógrado como se nunca tivesse lido a frase de Niccolò Tommaseo que escreveu, veritas filia temporis, a verdade é filha do tempo. Povo desgraçado conservador, hoje evangélico que dá dinheiro e poder para Samuel Câmara acusado de lavagem de dinheiro e foi réu por fraude trabalhista e administrativa que o diga o site JusBrasil, povo outrora católico quando a Igreja Católica pré-Vaitcano II era um tipo de seita fascista que tanto estigmatizou o comunismo.


Na Batista Campos eu pude experimentar o que eu nunca havia experimentado bem, antes, que foi dar uns beijinhos e abraços românticos e enamorados. Recordo-me, porém, agora, ao começar este parágrafo que muitos anos antes eu conheci em uma boate gay aqui em Belém, ali na finada Doctor Dance, um rapaz que gostou de mim, todavia, infelizmente eu o traí, ele flagrou a traição e deixou-me.


É isso, em meio a tanta doença, loucura e burrice imbrincadas, alguma vez na vida eu já pude experimentar Eros, ainda que como um iniciozinho e na Doctor um iniciozinho, também. É a homossexualidade mesmo não sendo algo que venha de uma complentariedade afetiva verdadeira: homem e mulher, diz mais ou menos assim o atual Catecismo da Igreja Católica, contudo, se até com cachorro o homem apega-se quanto mais com o ser humano, seja ele de que sexo for.

domingo, 29 de maio de 2022

Thánatos heterossexual e Eros homossexual

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Davi e Jônatas


Em minha postagem passada aqui neste meu blog eu mencionava que desde a época de Moisés (Deuteronômio 24, 1-4; São Mateus 5, 31), ou seja, desde a mais remota antiguidade, se ficarmos só no mundo judaico-cristão, os heterossexuais já reinvindicavam o direito ao divórcio. Jesus Cristo sempre foi contra o divórcio, segundo a letra da Bíblia Sagrada somente seria permitido o divórcio em casos do que é chamado no original grego do Novo Testamento de "porneías" (παρεκτὸς) em São Mateus 5, 32, que pelo próprio étimo da palavra referiria-se ao divórcio ser permitido no caso do parceiro ser dado à uma forma de sexualidade prostituída, sem fidelidade à uma boa consciência ao casar, pois o casamento válido na Igreja Católica é algo contraído livremente, aberto a ser consumado pelo sexo e aberto à vida ao contrário de um "matrimônio falso" que são as palavras usadas na tradução católica corrente da Bíblia ou na tradução protestante da Bíblia seria permitido o divórcio no caso de adultério. 


Eros


Parece que os heterossexuais há muito querem distância uns dos outros e não é raro o discurso mútuo depreciativo, seja feminista ou machista, absurdos, que homem e mulher tem um em relação ao outro. Não é raro em grandes cidades do ocidente moderno ou pós-moderno avançado um homem dizer um "oi" à uma mulher e ele ser dado como louco propenso a um processo judicial por assédio sexual ou moral. Parece haver na heterossexualidade uma incompreensão e repulsão mútuas, poderia-se chamar de pulsão de morte, a Thánatos heterossexual. Enquanto é impressionante o quanto o relacionamento homossexual é algo mais dado ao deus Eros em que há pertença um ao outro, que o diga o relacionamento entre o santo rei Davi e Jônatas (1 Samuel 18, 1-4; 2 Samuel 26, 27), filho do arquirrival de Davi, o rei Saul, não que eu tome como necessariamente homossexual a amizade que havia entre os dois, já que se o relacionamento de Davi é conforme a letra da sabedoria bíblica maior que o amor entre homem e mulher, portanto, todo o relacionamento meramente erótico e sexual fica aquém da verdadeira amizade ou em termos cristãos o amor ao próximo como a si mesmo, o amor dos irmãos cristãos na Santa Igreja. Na homossexualidade há uma necessidade mesma um do outro até ao ponto da, infelizmente, idolatria e relativismo, o que é um erro crasso, visto que Deus não divide a sua glória com outrem (Isaías 48, 8), todos devemos ser tributários a Deus, amá-Lo sobre todas as coisas e devemos ser beneficiários da Fé e o relativismo é um erro que cega o homem, no mínimo fazendo o homem pensar covardemente como um filósofo Martin Heidegger e um outro filósofo, ou sofistas, José Ortega y Gasset, que pensavam que o homem é muito mais covardemente a sua circunstância do que ele mesmo, conhecimento de si que de resto permanece oculto por causa do ateísmo e do relativismo.


Thánatos


O relacionamento banal homem e mulher míngua no mundo ocidental inteiro. Minguam o fruto natural de tal sem dúvida alguma biologicamente fecunda relação de homem e mulher, enquanto isso os LGBT querem adotar filhos e são discriminados por isso. É um clássico do passado e do presente certos LGBT travestirem-se de homens e de mulheres, enquanto isso eu já vi um presidente Jair Messias Bolsonaro com todo o extremismo de direita dele, já o vi de gravata cor-de-rosa e mulheres usam calças há muito tempo. Homossexuais fortalecem a sua identidade, heterossexuais enfraquecem-na. É Thánatos e Eros agindo respectivamente em heterossexuais e em homossexuais.



A quem pertencerá o futuro pelo menos aqui no ocidente? Será a pálidos e frios entre si, entediados heterossexuais em sua banalidade e fecundidade natural minguante ou a homossexuais apaixonados fortemente entre si e dispostos até a loucuras a exemplo do ateísmo em um extremo, o relativismo, a revolta, a idolatria ou à inseminações artificiais nada éticas visto que óvulos fecundados são aos montes descartados em tais operações, mas que seriam muito úteis tais inseminações, posto que o relacionamento homossexual não é fisicamente fecundo como o heterossexual?




sábado, 7 de maio de 2016

Unidade violência e discurso

Éric Weil

Ainda não li o livro de Éric Weil, Lógica da Filosofia, mas diante dessa dele dualidade irredutível entre violência e discurso, diria eu, logos e força não consciente, eu fico a recordar-me do ensinamento de Cristo, Ele que é o Logos, mesmo, humanizado, e não há ser mais propenso sobre a terra para o diálogo do que o homem. Cristo e o homem, Deus e o homem desde os tempos eternos foram sempre um só. Disse Jesus, certa feita, que os violentos herdariam o Reino dos Céus. Ora, no grego neotestamentário esse termo "violento" está como bías que seria a força vital; eis, parece-me, a pegada com vontade e tesão do namorado apaixonado. É de se perguntar, então, que fleuma seria essa do filósofo, segundo Weil, que não haveria força no sempre lúcido filosofante para propor e suportar o discurso ou ao menos para mandar à merda os simplesmente violentos cegos, doidos que queiram com sua loucura calar todo o discurso? Cadê o tesão, o eros, a boa vontade, o gosto, o pulso e impulso para o filosofar?

Creio poder esboçar, ainda que extremamente tateante e iniciante aqui, uma como tentativa de unidade entre violência e discurso, cerne do debate proposto por Weil, como, diria eu, para vencer usando as armas do inimigo para que a loucura, a confusão e o caos não possam vencer o discurso, a razão, o entendimento, a sabedoria, enfim, para que Cristo, o Logos, Deus feito homem e só o homem filosofa, Ele saia vencedor. 

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