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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Realidade e vida

 Autoria: João Emiliano Martins Neto




Nós, católicos romanos, os únicos e verdadeiros cristãos e nós, os únicos religiosos e com pleno potencial à verdadeira sabedoria, filhos da única e verdadeira ciência e religião que há no mundo que é a Igreja Católica como nesta gravura com o cordeiro imolado sobre o Livro, a Bíblia Sagrada, nós, temos realidade e vida. Os protestantes tem apenas a letra morta do livro adulterado deles que eles ousam chamar de "bíblia", letras demais que os enlouquecem nas cienciazinhas mundanas interpretativas deles filológica, psicanalítica, hermeunêutica na falsa teologia deles, estudos profanos que esses hereges usam para interpretar o falso livro deles, sem discernimento, sem o Espírito Santo que age privilegiadamente no Santo Padre, o Papa que eles o ignoram ou malignamente o desprezam.

domingo, 13 de dezembro de 2020

A visão Católica romana da justificação

Comentário meu ao artigo abaixo:

 

O artigo abaixo é protestante, e eu sou católico romano, mas eu publico aqui no meu blog o referido artigo, porque em qualquer assunto, mesmo nos dogmáticos religiosos que são os mais fechados e onde há mais gente fanática e burra, contudo mesmo assim eu ainda acho que em nome de uma mínima sanidade mental e apego à verdade a religião pode ser algo fecundo, interessante e inteligente quando aberta à crítica. Até porque é como diz a sabedoria, expulsa-se a verdade pela porta, mas ela volta pela janela.

 

Autoria: Matt Slick 

Tradução: David Brito

Fonte: Christian Apologetics & Research Ministry

 

A justificação é um ato divino onde Deus declara o pecador inocente de seus pecados. É uma ação legal em que Deus declara o pecador justo, como se tivesse cumprido a Lei de Deus. Esta justificação baseia-se inteiramente sobre o sacrifício de Cristo pelo Seu sangue derramado: "... Agora, sendo justificados pelo seu sangue,." (Rm. 5: 9) .

1- A justificação é um dom da graça de Deus (Rm 3:24, Tito 3: 7) que vem por meio da fé (Rm 3:28, 5: 1) .

2- Cristãos recebem Jesus (João 1:12) e colocam a sua confiança cheia de fé no que Jesus fez na cruz (Isaías 53:12, 1 Pe. 2:24) e ao fazê-lo são justificados por Deus. A Bíblia declara que a justificação não é pelas obras (Romanos 3:20, 28, 4:5, Ef 2: 8-9.) Porque as nossas justiças são como trapo da imundícia diante de Deus (Isaías 64: 6). Portanto, somos salvos pela graça, por meio da fé, em Cristo somente.

Aqueles que são justificados são salvos e salvação é um dom gratuito (Rm 6:23) - Algo que não merecemos (Ef 2: 1-10.). No entanto, a doutrina católica romana nega a justificação pela fé e diz:

 

  • “Se alguém disse, que pela fé o ímpio é justificado; de tal modo como para dizer, que nada mais é obrigado a cooperar a fim de o obter a graça da justificação, e que não é de forma alguma necessário, que ele esteja preparado e disposto pelo movimento de sua própria vontade; seja anátema "(Concílio de Trento, Cânones sobre a justificação, Canon 9).
  •  
  • "Se alguém disser que o homem é absolvido de seus pecados e justificado, porque ele seguramente acredita que foi absolvido e justificado; ou, que ninguém é verdadeiramente justificado, mas aquele que acredita ser justificado; e que somente com esta fé, a absolvição e a justificação são efetuadas; seja anátema "(Canon 14).

Anátema, “de acordo com a teologia católica significa excomunhão", a exclusão de um pecador da sociedade dos fiéis. A palavra grega, um anátema, também é traduzida como "maldito" (Rm. 9:3, Gl. 1: 8-9,) "eternamente condenado", e "amaldiçoado" (Rm. 9: 3). Podemos ver que a teologia católica romana pronunciou uma maldição de excomunhão, de estar fora do arraial de Cristo, se você acredita que somos salvos pela graça através da fé em Jesus.

Será que a Igreja Católica Romana especificamente declara que estamos "salvos pela graça e obras"? Não que eu esteja ciente e nem os Cânones da igreja católicas declara tal coisa. Mas, quando a Igreja Católica Romana nega a justificação pela fé, isso implica necessariamente que temos de fazer algo para a justificação, pois se não é somente pela fé, então tem que ter algo mais de só a fé.

Neste ponto, muitos católicos apelam para Tiago 2:24 que diz: "Você vê que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé." Mas o contexto de James está falando de fé morta ao invés da fé salvadora. Tiago afirma que se "disser" você tem fé, mas não tem obras (Tiago 2:14), que esta fé não pode salvá-lo, porque é uma fé morta (v. 17). Em outras palavras, não passa de um mero conhecimento intelectual de Cristo, é uma fé morta que não produz regeneração e nenhuma mudança na vida de uma pessoa. Esta fé não justifica. Pelo contrário, é apenas a fé real em Cristo que resulta em justificação. Quando alguém é verdadeiramente justificado, ele é verdadeiramente salvo e regenerado. A verdadeira fé produz boas obras, mas não são essas obras que salvam. As boas obras são o efeito da salvação, não a sua causa. Certamente as obras não salvam e nem ajudam a manter a salvação. Para mais detalhes, veja o artigo; Somos salvos pela fé, ou precisamos das obras também?

A teologia protestante, como um todo, apela somente à Bíblia para a verdade espiritual e sustenta que a justificação não é pelas obras em qualquer forma, mas é pela graça mediante a fé em Cristo e Seu sacrifício. Afinal, a Bíblia diz: "Porquanto, se é pela graça, já não o é mais pelas obras; caso fosse, a graça deixaria de ser graça" (Rm. 11: 6). Além disso, a Bíblia diz:

"Portanto, ninguém será declarado justo diante dele confiando na obediência à Lei, pois é precisamente por meio da Lei que chegamos à irrefutável conclusão de que somos todos pecadores. Justificados pela fé em Jesus" (Rm. 3:20).

"sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus," (Rm.3:24).

"Concluímos, portanto, que o ser humano é justificado pela fé, independentemente da obediência à Lei!" (Rm 3:28).

"Entretanto, o que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça," (Rm. 4:3).

"Porém ao que não trabalha, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é contada como justiça," (Rm. 4:5).

"Porque não foi pela lei que veio a Abraão, ou à sua descendência, a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo, mas pela justiça da fé," (Rm. 4:13).

"Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo," (Rm. 5:1).

"Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira," (Rm. 5:9).

"Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo," (Rm. 10:9).

"para que aos gentios viesse a bênção de Abraão em Jesus Cristo, a fim de que nós recebêssemos pela fé a promessa do Espírito," (Gl. 3:14).

"Porquanto, pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef. 2:8).

Fico perplexo quando leio que a teologia católica nega a justificação pela fé e requere esforço humano além da graça de Deus para se obter a salvação. Claro, O catolicismo nega que são as obras que nos salvam, e com razão. Mas, ela se contradiz quando ensina que certas coisas devem ser feitas a fim de ser justificado e para manter essa justificação. Quer ou não o catolicismo evoca essas obras para a salvação. O rótulo não muda a substância. Ou nós somos salvos pela graça através da fé, ou não somos.

Dos atos a serem praticados pelos católicos para a justificação, o batismo é o primeiro requisito. Por favor, considere estas citações:

  •  "O Batismo é o primeiro e principal sacramento do perdão dos pecados, porque nos une a Cristo morto por nossos pecados, ressuscitado para nossa justificação, para que "também vivamos vida nova" (Catecismo da Igreja Católica, par. 977).
  •  
  • "A justificação nos foi merecida pela Paixão de Cristo e nos é concedida por meio do Batismo. Faz-nos conformes à justiça de Deus, que nos torna justos. Tem como meta a glória de Deus e de Cristo e o dom da Vida Eterna. É a obra mais excelente da misericórdia de Deus," (CIC, par. 2020).
  •  

Eu não vejo a Bíblia dizer em nenhum lugar que fomos justificados pelo batismo. Sim, há versos que podem ser interpretados dessa maneira, mas se fossem, eles estariam em contradição com o ensino claro de Rm 3:20, 28, 4: 3, 5:1, Ef. 2: 8, que diz que a salvação é pela graça mediante a fé - não a graça por meio da fé e batismo.

No entanto, de acordo com o Catolicismo Romano, até mesmo a fé e o batismo não são suficientes em si mesmos para que você possa ser salvo. Ela diz que o batismo é apenas o primeiro sacramento do perdão. As boas obras, de acordo com o Catolicismo Romano, também são necessárias e são recompensadas com o céu:

"Podemos esperar, pois, a glória do céu prometida por Deus aos que o amam e fazem sua vontade. Em qualquer circunstância, cada qual deve esperar, com a graça de Deus, "perseverar até o fim" e alcançar a alegria do céu comi recompensa eterna de Deus pelas boas obras praticadas com graça de Cristo. Na esperança, a Igreja pede que "todos ó homens sejam salvos" (1Tm 2,4). Ela aspira a estar unida a Cristo, seu Esposo, na glória do céu," (CIC, par. 1821).

A citação acima afirma claramente que o Céu é a "recompensa eterna para as boas obras realizadas com a graça de Cristo." A teologia católica afirma que as obras são um predecessor para a justificação em contradição direta com a Palavra de Deus que diz "... Que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei," (Rm. 3:28). Quais são as obras da lei? Tudo o que fazemos na esperança de obter ou manter a nossa justiça diante de Deus.

No Catecismo da Igreja Católica (CIC), par. 2010, diz,

"Movidos pelo Espírito Santo e pela caridade, então podemos merecer para nós mesmos e para os outros as graças necessárias para a nossa santificação".

 

PERGUNTA

 

Como é que alguém obtem mérito por si mesmo pela bondade imerecida da graça de Deus? A graça é, por definição, favor imerecido. Para mim, este é um ensino totalmente falso de que você pode ganhar a graça de Deus através de obras ou rituais. Então como é que a Igreja Católica contorna este aparente dilema que a graça é imerecida, mas é obtido por meio de nossos méritos? Ela afirma que. . .

" A graça santificante é o dom gratuito que Deus nos faz de sua vida, infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para curá-la do pecado e santificá-la," (CIC, par. 2023).

Este é o cerne do problema. Teologia católica romana afirma que a graça de Deus é concedido por meio do batismo e infundido em uma pessoa pelo Espírito Santo. Isso, então, permite que ele ou ela possa fazer boas obras, que, em seguida, são recompensados com o Céu. Basicamente, isso não é diferente da teologia das seitas que mantêm que a justificação é pela graça mediante a fé e suas obras, seja batismo, indo para "a igreja verdadeira", mantendo certas leis, receber os sacramentos, ou qualquer coisa que voce seja obrigado a fazer. Em resposta, dirijo-me a Palavra de Deus em Gl.3:1-3:

"Ó gálatas insensatos! Quem vos enfeitiçou? Ora, não foi diante dos vossos olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado? Quero tão-somente que me respondais: Foi por intermédio da prática da Lei que recebestes o Espírito Santo, ou pela fé naquilo que ouvistes? Estais tão enlouquecidos assim, a ponto de, tendo começado pelo Espírito de Deus, estar desejando agora vos aperfeiçoar por meio do mero esforço humano?"

A escritura acima não está afirmando que receber o Espírito de Deus é pela fé e não pelo que fazemos? Não está claro que ensina que não podemos aperfeiçoar a nossa salvação pelas obras que fazemos na carne?. Receber Jesus (João 1:12) significa tornar-se o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19.) O que significa que uma pessoa é salva e justificada. É esta salvação que alcançamos através do nosso esforço? Claro que não! É algo que mantemos através do nosso esforço? De modo nenhum! É dado  e assegurada aos cristãos por Deus  porque se baseia no que Deus tem feito e não em qualquer coisa que tenhamos feito - é por isso que a salvação é pela fé e não obras. Se de alguma forma fosse por nossas obras, então a nossa salvação não poderia ser assegurada, e nós iriamos passar toda a nossa vida tentando ser bons o suficiente para chegar ao céu. Isso nos levaria de volta à servidão da lei, e o resultado é uma falta de certeza da salvação, uma preocupação constante de que você não é bom o suficiente, e uma sujeição aos ensinamentos e os requisitos da igreja sobre o que você deve fazer para ser salvo. O único efeito natural de tal ensinamento seria de que você pode perder sua salvação e que você deve executar os requisitos necessários da Igreja Católica para mantê-la.

 

Teologia Católica ensina você a manter sua justificação

 

Porque a visão católica da justificação é um esforço cooperativo entre Deus e o homem, esta justificação pode ser perdida e recuperada pelo fracasso do homem para manter a graça suficiente através de obras meritórias. Agora devo admitir que, dentro de igrejas protestantes existem opiniões diferentes sobre este assunto. Alguns acreditam que a salvação pode ser perdida, enquanto outros não. Não estou aqui tentando resolver esta questão. Em vez disso, eu procuro ressaltar que o catolicismo romano ensina que as obras são necessárias para o "reobter" a justificação. É assim que funciona.... . .

De acordo com a teologia católica, a penitência é um sacramento em que uma pessoa, por meio de um padre católico (CIC, par. 987), recebe o perdão dos pecados cometidos após o batismo. A pessoa penitente deve confessar seus pecados a um padre. O sacerdote pronuncia a absolvição e impõe atos de penitência a serem executados.

“Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores de sua Igreja, antes de tudo para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial”. E a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de converter-se e de recobrar a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como “a segunda tábua (de salvação) depois do naufrágio que é a perda da graça," (CIC, par. 1446).

O Concílio de Trento (Seção. XIV )faz a seguinte declaração a respeito Penitência:

" Como um meio de ganhar a graça e a justiça, a penitência foi em todos os momentos necessária para aqueles que haviam contaminado suas almas com qualquer pecado mortal. . . ."

Atos de penitência variam, mas alguns deles são; rezar o rosário, ler as escrituras, rezar várias vezes o "pai nosso" ou "ave Maria" boas obras, jejum, etc. Ao fazer esses atos de penitências que o penitente, segundo a Igreja Católica recupera o seu estado de justificação diante de Deus? Estou surpreso ao pensar que eles são ensinados a acreditar que por suas obras de penitências a justificação pode ser recuperada. Na essência, ele está ganhando a salvação. Pense nisso:

 Se você não tem a justificação, e ao fazer rezas, jejum, e / ou boas obras, você a re obtém novamente, então você é culpado de "obras de justiça”, que é condenado pela Bíblia. “Obras de justiças" significam que uma pessoa se empenha em atingir, ou manter a sua posição com Deus com base em suas obras. Este ensino é totalmente falso.

Eu confesso meus pecados a Deus e Ele me perdoa (1 João 1: 9). Eu não preciso de um padre católico para ser  mediador do meu perdão. Eu preciso do verdadeiro mediador e Sumo Sacerdote que é Jesus. Só Ele é o meu mediador (1Tm. 2:5). Ele tem todo o poder no céu e na terra (Mt 28:18) para perdoar meus pecados e interceder por mim. Ele terminou a obra na cruz (João 19:30) para que eu não precisa executar qualquer trabalho a fim de obter, manter, ou até mesmo recuperar a minha salvação. É por isso que a Bíblia ensina que somos justificados pela fé (Rm 3:28, 5:1), independentemente das obras.

Dizer que podemos acrescentar algo à obra consumada de Cristo na cruz é dizer que o que Ele fez não foi suficiente para nos salvar! Nós somos salvos pela graça através da fé, e não a graça por meio da fé e nossas obras. Se assim fosse, então a graça não seria graça.

"Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça," (Rm. 11:6).

 

Relacionamento, não um Ritual

 

A salvação é um dom gratuito de Deus dado a nós pela Sua maravilhosa Graça e baseia-se no sacrifício de Jesus na cruz. Os cristãos recebem esta maravilhosa Graça de Deus pela fé e não pelas obras.

 O que Deus deseja com o seu povo é comunhão (1Cor. 1: 9)  não rituais de justiça [obras] que não podem nos salvar.

Que Deus receba toda a glória que lhe é devida por causa de Sua  Maravilhosa Graça.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

SOBERANIA DE DEUS vs. RESPONSABILIDADE DO HOMEM

Só um comentário que eu faria é que, sobre algo da soberania divina que desafia fortemente e essencialmente os protestantes é que Deus usou instrumentos humanos para salvar o homem como foi o caso de Maria Senhora Nossa, a Divina Maria Santíssima Mãe de Deus.

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