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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Moïse Kabagambe e o negro de cabeça branca

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 



Segundo o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, o negro de cabeça branca, o negro racista inimigo dos negros, há dias atrás no excelente canal Desmascarando no site YouTube, fiquei sabendo que Camargo disse em uma rede social sobre o caso do assassinato brutal do jovem congolês, Moïse Kabagambe, Camargo disse que a cor da pele de Moïse nada teria a ver com o brutal assassinato dele. Segundo o negro de cabeça branca Moïse andava e negociava com pessoas que não prestam. Em tese, disse o negro racista inimigo de negros Camargo, foi um vagabundo morto por vagabundos mais fortes. Segundo Camargo, teriam sido determinantes o modo de vida indigno de Kabagambe e o contexto de selvageria na qual vivia e transitava, diz Camargo.

 

O negro de cabeça branca


Uma crítica a Sérgio Camargo é que o contexto de selvageria no qual vivia Kabagambe é o Rio de Janeiro onde as milícias controlam 57% do território da cidade. Tem mais um percentual controlado pelo tráfico no Rio, onde o Estado não existe. Tráfico e milícia já controlam 80% da venda de botijões de gás no Estado do Rio, todas essas informações até aqui em colhi no realmente muito bom canal Desmascarando.


Então, qualquer um no Rio pode ser assassinado. Dois policiais militares e um ex-policial são indiciados pelo assassinato do irmão do político Marcelo Freixo. Crime ocorrido em 2006, pois policiais milicianos haviam sido demitidos de condomínio onde Renato Freixo era síndico, eles faziam a segurança, apurou o canal Desmascarando.

 

São Benedito, o Negro, era um santo sem alma por acaso?

Poderia-se objetar diante de tanta acusação aqui de racismo, que o racismo é uma ideia moderna e é a esquerda mesma que defende a modernidade. É verdade, no entanto, é o governo Bozo que tem um secretário especial de Assuntos Internacionais, chamado Filipe G.Martins, que há um tempo atrás fez um sinal de supremacia branca, nazista, com uma das mãos. E o negro é discriminado pelo menos culturalmente como inferior há séculos, e a cultura deles é bárbara em muitos aspectos, sim, somado ao que até mesmo a Igreja Católica dizia que o negro não tinha alma, o que até parece-me uma contradição, porque um São Benedito era negro retinto e foi canonizado, chamado de São Benedito, o Negro.

 

Enfim, a direita não quer a pecha de racista, contudo, na prática o gesto de um Filipe G.Martins só mostra que a direita, sendo a força moderna que é, sempre vai apelar para algo que lhe é próprio que é a ordem e ideia de hierarquia e como é moderna apelará para uma ideia nazista de raça superior que certamente não será a negra. Sérgio Camargo é alguém adaptado ao seu meio.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Manifestação na Igreja do Rosário (Curitiba - Paraná)

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Vereador Renato Freitas na Igreja do Rosário dos Pretos de Curitiba (PR)


Eu soube melhor, hoje, dia 7 de fevereiro de 2022, de uma manifestação que ocorreu no sábado, 5, por parte de militantes de esquerda, organizada pelo Coletivo Núcleo Periférico, liderados pelo vereador da cidade de Curitiba, Estado do Paraná, Renato de Almeida Freitas Júnior do Partido dos Trabalhadores (PT) em uma igrejinha na capital Curitiba do chamado Largo da Ordem, Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito por causa da morte de dois homens negros, recentemente, no Brasil, chamados Moïse Mogenyi Kabagambe, um congolês assassinado por três homens na cidade do Rio de Janeiro e Durval Teóifilo Filho, não conheço esse homem. Graças a Deus que investigando na internet sobre tal manifestação eu encontrei um site, o Banda B, sem paixões político partidárias e ideológicas, que foi atrás da justificativa dos manifestantes e que foi atrás da direção da igrejinha onde ocorreu a manifestação, mas, ninguém ali respondeu nada.

 

Em nota dada à Banda B, a assessoria do vereador Renato, escreveu, em um trecho importante, "Nos surpreende perceber que exaltar o amor e a valorização da vida em uma igreja causa mais indignação do que o assassinato brutal de dois seres humanos negros no Brasil."


A esquerda que com Karl Marx considera no livro Crítica da filosofia do direito de Hegel (Zur Kritik der Hegelschen Rechtsphilosophie - Einleitung), não li todo o trecho com o seu contexto imediato do site Wikipedia, todavia, cito aqui alguns trechos reveladores, Marx considera a religião como um mundo invertido, algo infantil e ilusório, mas, ao mesmo tempo diz que a religião é um protesto contra a miséria real e a expressão da miséria real. É a religião, segundo Marx e a esquerda, o suspiro da criatura oprimida e o ânimo de um mundo sem coração.


Ou seja, o vereador Renato e o seu Coletivo deram um chega para lá no torpor fruto do opiáceo religioso nos fiéis dali da igrejinha do Rosário dos Pretos. No entanto, se a religião é muito criticada pela esquerda, é ainda assim a religião um protesto, bem lembra o douto esquerdista Glauber Athaíde do canal Filosofia Vermelha do site YouTube é a religião uma forma de reação a um mundo ruim. É a religião "a alma de situações sem alma", então, diria eu, politicamente parece interessante para quem tem consciência social caberia aproveitar o patrimônio espiritual de "amor", disse o vereador por sua assessoria, apregoado pelo cristianismo e sem certas paixões políticas alienantes à direita, até porque são "os comunistas os que pensam como os cristãos", disse o Santo Padre Francisco, por conseguinte, usar o cristianismo contra a violência e discriminação injusta que leva à morte dos negros, pelos quais o vereador e seu Coletivo foram se manifestar, que foram os negros Moïse e Durval Teófilo, dois homens negros recentemente assassinados no Brasil.

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