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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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quinta-feira, 13 de julho de 2023

Rotina intermitente

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu que sou um covarde de marca maior e sendo assim tendo o pior dos vícios não tenho virtude alguma e sendo assim não tenho iniciativa para nada na vida e acabo sendo um vagabundo, preguiçoso, também porque eu sou sagitariano, e segundo eu já soube do meu signo o sagitariano detesta a mesmice e a rotina em nome da concepção louca dele de liberdade, segue-se que para mim a rotina deve ser intermitente.


Rotina intermitente para mim. Eu já passei dias sem escovar os dentes, sem tomar banho, tenho inúmeros livros que eu ainda não li e eu já gastei o dinheiro do meu pai a rodo na compra deles e eu nunca os li, então, eu sou um filisteu da cultura de marca maior, só exibo livros e não os leio, eu até gosto muito de ler e considero-me um rato de biblioteca. Certa vez, eu estava em uma biblioteca pública da minha cidade, a Bíblioteca Central Professor Doutor Clodoaldo Beckmann da Universidade Federal do Pará (UFPA) de minha cidade de Belém do Pará, a capital do Estado do Pará, que fica no bairro do Guamá, eu achei que tinha visto uma mulher parecida com uma prima minha chamada Adriana Meireles e ela não falou comigo. Eu liguei reclamando de ter sido supostamente ignorado para a casa da mãe dela, a minha tia, Rosemary Alcântara dos Reis, e minha prima negou que estava lá. Na época porque eu sou doente mental a minha fama de doido estava em alta e ela deve ter achado que eu estava era perturbado. Enfim, sobre livros, eu costumo emprestar livros de uma biblioteca pública de minha cidade de Belém, a Biblioteca Pública Arthur Vianna, que fica no meu bairro de Nazaré, e fico até meses retido comigo o livro e não termino nunca de lê-lo tendo eu sempre que renovar o empréstimo para mais dez ou doze dias novamente e reiteradamente acabo de novo e de novo sem ler o tal livro.


Realmente eu detesto rotina, regras, leis, apesar de eu ter um senso de justiça, algo tipicamente sagitariano, se é que Astrologia vale para alguma coisa e eu acho que vale, porque previsões do futuro, o caráter, a escolha da profissão eu noto que bem que a Astrologia acerta, posso estar enganado, contudo, sobre a Astrologia eu sento no ombro de um gigante que é Olavo de Carvalho que tem até uma ciência sobre o assunto que é a Astrocaracterologia.


Rotina intermitente. Eu preciso de gosto para fazer o que faço caso contrário se torna maçante, triste a minha situação. Graças a Deus que hoje eu sou católico romano, portanto, quando eu rezo a Deus e aos santos eu adquiro força para seguir em frente, apesar de meus momentos de ceticismo, ateísmo e niilismo causados pelo fato de eu ser homossexual - nós homossexuais, homens do subsolo, somos de uma frivolidade tão baixa a tal ponto que o sexo e o sexo doentio invertido homossexual torna-se algo dramático nas nossas vidas - e por causa da rotina, e a própria religião exige rotina que no mínimo a prática de se ir à Santa Missa aos domingos e nas festas dos dias santos e o que é mais grave para mim que é a prática da virtude da castidade, não raro fortemente fazer eu querer afastar-me de Deus.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Querer querer

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Nossa Senhora das Mercês
Eu sou sagitariano, caro amigo leitor, e como tal uma certa dificuldade de acomodar-me à rotina é de se esperar. O que seja a mesmice é algo quase que mortífero para mim. O cotidiano repetitivo causa-se me tédio, é algo chato e desgastante e é desgastante, de fato, vide os calos que podem se formar em mãos e pés em qualquer trabalho sobretudo meramente físico cotidiano e o caráter obsessivo e intransigente de muitos defensores usuais de suas próprias ideias. Mas não há como algo construir na vida, deixar um legado para a posteridade, senão no trabalho duro, não raramente silencioso, muitas vezes desgastante que causa calos nos pés e nas mãos, como dito, para se algo fazer que permaneça para se dar ao mundo um fruto que permaneça (São João 15,16) tal qual prometeu Cristo Jesus que os seus seguidores deixariam ao mundo tal tipo de fruto. Sou muitas vezes acometido, sagitariano como eu sou, pela preguiça, pela má vontade e desmotivação diante do que possa ser rotineiro tangido pela disciplina, não raro a servidão e pela obediência. Mas, sobretudo eu sei que se eu me digo cristão devo obedecer a Deus e ao que ensina e crê a Sua Santa Igreja Católica Apostólica Romana, devo ser um bom filho, então, da Virgem e Sempre Virgem Maria que como uma figura quase que totalmente ausente no Novo Testamento por sua obediência e trabalho duro silencioso que Lhe custou sete espadas do humano pecado a transpassarem o Seu Imaculado Coração (São Lucas 2,35) tal serviço valeu-lhe uma glória no Céu muito acima de todas as criaturas, Maria a Senhora de todas as Mercês que celebramos hoje. Como Maria e os santos eu sei que eu preciso querer o que Deus quer e devo manifestar um querer bem raiz, devo querer querer o que Deus quer e o que Deus quer é bom, perfeito e agradável (Romanos 12,2), é bom nunca perder isso de vista, pois parece mais do que evidente que Deus é a própria Verdade que realiza sem qualquer comparação o que as coisas sensíveis aos sentidos cuja verdade não estão fundamentalmente nas mesmas coisas sensíveis são tais coisas apenas uma sombra remota do bem máximo que Deus é e realiza.

Devo querer querer o que Deus quer, então, hei de convidar por meio de minha inteligência a minha vontade para um porquê que supera o incômodo de qualquer como, o como que pode ser terrível para o homem ferido pelo pecado que é o como do silêncio, orante tal silêncio de preferência como fez São José. O como do perdão, da paciência, do amor e a amor a inimigos, também, o como da castidade e da pureza, o como da fidelidade, o como do trabalho cotidiano ainda que duro e desgastante, o como da obediência e de talvez ser apenas uma sombra neste mundo, sem qualquer reconhecimento humano, para um dia brilhar como astro no Céu, eu já como um santo, a interceder por minha glória celeste por toda a Igreja à maneira de um farol, pois os santos são faróis dizia o Papa Bento XVI, a iluminar os meus irmãos cristãos que a mim pedirem a interseção na peregrinação neste mundo deles rumo ao conhecimento da verdade e rumo à eterna salvação (I Timóteo 2,4). Amém.

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