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domingo, 28 de fevereiro de 2021

Maria, o seu culto e o serviço a si

Autoria: João Emiliano Martins Neto

Thetotókos de Vladimir

O culto à Virgem e sempre Virgem Maria é o culto que o próprio Cristo Jesus na obediência ao quarto mandamento que ordena honrar pai e mãe prestou a Deus na pessoa de sua divina Mãe, culto a respeito do qual o próprio Cristo fez críticas ao fariseus (São Marcos 7, 11) que por suas tradições meramente humanas faziam o mandamento de se honrar pai e mãe perder efeito, porque diziam que a ajuda que um filho prestaria aos seus pais seria Corban, oferta, e assim tornavam o mandamento divino sem efeito.


O culto à Virgem Maria Nossa Senhora é o culto que todos nós, cristãos, se formos cristãos praticantes e responsáveis, devemos à nossa Mãe, porque Mãe de Cristo, o nosso irmão mais velho, primogênito de entre muitos irmãos (Romanos 8, 29). O culto à Maria Senhora e Mãe é o culto que pressupõe o serviço da oração, do louvor mariano, do jejum ou abstinência aos sábados que é o dia em que a Virgem do Silêncio manteve-se silente à espera da aurora para o mundo que foi a ressurreição de seu Filho. O culto mariano exige o pertencimento à alguma confraria, e a total entrega a serviço de Cristo por meio de sua Mãe Maria sendo-lhe um bom filho não a querendo ofender por pecados e nem por negligência, por exemplo, no limite, porque nunca é demais seja por palavras e seja por atos deixar de reconhecer que de Maria nunca se consegue dizer o suficiente, de Maria nunquam satis.


Segundo a inspiração do Alto que guiou a Santa Igreja Católica a renovar-se no Santo Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) devem os cristãos católicos esforçarem-se em mostrar o rosto da Mãe do céu perene Maria Santíssima aos irmãos separados protestantes que a não cultuam como deveriam, contudo, evitando segundo o gênio e inspiração de tal Concílio ecumênico compreensivo e receptivo "eliminar palavras, juízos e ações que, segundo a equidade e a verdade, não correspondam à condição dos irmãos separados e, por isso tornam mais difíceis as relações com eles" (Unitatis Redintegratio n.766). Os irmãos separados precisam conhecer como cristãos que são que tem uma Mãe em Maria Santíssima, porque o Cristo veio em carne nascido de mulher, já escrevera o Apóstolo (Gálatas 4, 4).


Finalizando, o culto à Maria Santíssima é o culto de piedade filial em obediência a um dos dez mandamentos e tal culto pressupõe o serviço de quem é um bom cristão praticante que honrando à Mãe de Deus Filho, honram o Filho Jesus e, por conseguinte, honram a própria Mãe.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Outro trecho de uma carta a um irmão separado

Por João Emiliano Martins Neto

Idolatria é coisa de quem está no mundo.

Não exagere, caro pastor. Porque se autores e crentes como nosso irmão católico, citado por você em sua última homilia, Tomás de Kempis “adorassem imagens, ídolos e santos”, uma obra dele como “A Imitação de Cristo”, não teria instruído tão bem a quem a leu ao longo dos séculos, a respeito da graça divina, como você próprio reconheceu tal fato.
Tomás de Kempis 

Nós católicos e nenhum outro tipo de cristão sincero não são idólatras de maneira alguma. Idolatria é coisa de quem está no mundo.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Trecho de uma carta a um irmão separado

Por João Emiliano Martins Neto

ao contrário do que ensina a orgulhosa teologia da prosperidade muito disseminada entre vocês amados irmãos separados 

"Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!" (São Mateus 5:4 Bíblia Ave Maria)

Caro irmão,
Apreciei deveras a seu último sermão em sua, como nós católicos devemos chamar às igrejas protestantes, comunidade eclesial. Apenas gostaria de lembrá-lo - ao contrário do que ensina a orgulhosa teologia da prosperidade muito disseminada entre vocês amados irmãos separados - a respeito da humildade de um Deus como o nosso que se fez homem. Também esse Deus nasceu em uma manjedoura ao alertá-lo que poupe de se gabar por Deus ser mais propício a um do que a outro. Pois, se, por exemplo, há gente humilde, que, segundo suas palavras, não conseguem; se há pessoas que não são amadas verdadeiramente; se há pessoas angustiadas ou cansadas, eis que segundo as beatitudes (São Mateus 5:1-12) são consideradas pessoas felizes, apesar de suas lágrimas e sofrimento.




Que neste aniversário de nossa Belém, capital do Pará

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