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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

O Filósofo, o guia da humanidade

O filósofo é quem guia a humanidade, porque o filósofo é o que vê claro, é aquele que tem o olho do sol, segundo uma metáfora antiga do professor Olavo de Carvalho. Só o filósofo, o homem teórico, da contemplação, da distância e da observação é, abaixo de Deus e dos santos e doutores, quem pode guiar quem quer que seja, pois o filósofo é aquele que utilizando como ninguém um instrumento estritamente humano como a luz da razão natural indica ao ser humano o seu digno e justo destino humano demasiado humano.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Enxergar, enxergar

Por João Emiliano Martins Neto


O mundo precisa enxergar, porque o banal, o normal para o ser humano são as trevas, é a ignorância já que somos humanos, demasiado humanos e não deuses. Buscar enxergar, filosofar, o mundo precisa de Filosofia, precisa daquele tesão pelo saber, pelo esclarecer, precisa desse objetivo ou as trevas se adensarão de tal forma no ser de cada indivíduo que cada um será uma armadilha, será um terrível campo minado para si próprio. Que ecoe em nosso espírito e daí ao mundo o conselho do oráculo délfico para que o homem conheçe-se a si mesmo, que também é o conselho do maravilhoso Doutor da Graça (Santo Agostinho) que dizia que a verdade não está externamente, mas no interior de cada um.

Vamos buscar, então, inteligir, descobrir a verdade, mais que pensar, pensar, não devemos ser masturbadores mentais. Porém, buscadores do real, das causas. Até um macaco pensa, só o ser humano pode ver claro.

Vamos, por fim, buscar enxergar, enxergar, vamos filosofar, para além da pobre ciência que tem por objetivo fragmentos da realidade, redundantes e circulares por auto-referência, temos a Filosofia que é a busca de explicações necessárias, universais, radicais e profundas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Luz estranha

Por João Emiliano Martins Neto

Havia um certo psicólogo que no atendimento a pessoas com problemas por causa de seus desejos homossexuais espantava-se com a "lucidez", digamos assim, que os gays e lésbicas tinham para com o mesmo sexo.

- É o meu gosto, doutor, não consigo ver nada em uma mulher, elas para mim são de transparentes a invisíveis quando vejo alguma mulher por aí. - alegara um certo rapaz homossexual atendido pelo psicólogo.


Por que tal luz estranha? Que diabo de luz é essa que os levam a ter essa estranha capacidade de enxergar o objeto de afeição e desejo sexual animal pelo mesmo sexo? Perguntava-se muitas vezes o psicólogo.

- Procure, minha querida, ver algo nos rapazes, que eles um dia se tornem como que opacos para você e você, então, passe a desejá-los. - aconselhava o psicólogo para uma moça lésbica.

É preciso ter a lucidez verdadeira, ou seja, capacidade de enxergar as coisas como as tais o são. A tal luz estranha parece-me uma autêntica cegueira que tromba e tropeça nos objetos e obstáculos como se eles não estivessem ali, mas estão. Ou seja, o homossexual deseja um autêntico obstáculo e pedra de tropeço para ele quando a sua autêntica estrada seria o sexo oposto. Estrada e caminho pavimentados para a complementaridade e encaixe anatomo-fisiológico, também verdadeira afetividade.

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