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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

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sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Flecha viril (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto

 

Ó flecha viril, lança do mundo caído, cupido

É só o recorte de alguém, ínfimo recorte

Terrível tentação.

Não serei mais explícito sobre ti tal flecha em nome do pudor 

Que revela a alma e não a deixa perder-se

Da caridade de Jesus Cristo que constrange-nos.

A caridade que não deixa que por tão pouco de ti, ó flecha viril

Tentação

Recorte

Carne

Da finitude física, mesquinho cúpido.

sábado, 18 de maio de 2024

Religião, política, ética e moral definem caráter

Autoria: João Emiliano Martins Neto


O caráter humano é revelado no não raro tumulto, até mesmo confusão, improviso, nas circunstâncias que podem ser as mais rudes e no imprevisto do cotidiano. É na arena do mundo que os canalhas ou honestos, íntegros, quiçá os santos são definidos como tais, que o digam os mártires que ao com mansidão e humildade deixam-se imolar-se recebem o céu no derramamento de seu sangue e assim são batizados com o definitivamente redentor batismo de sangue. Religião, política, ética e moral definem caráter. Qual seja o posicionamento que os homens adiram a esses assuntos práticos sobretudo no caso de política, ética e moral é o que definirá se estamos diante de um homem bom ou mal. Afora o caso de uma doença mental ou de uma ignorância invencível, e mesmo neste último caso, escusado o caso de um homem muito enfermo mentalmente, o homem é chamado a estar conforme o núcleo de sua consciência onde Deus inscreveu em cada homem a sua lei.


No núcleo da consciência humana, aquilo que torna o homem mais ele mesmo e não um falso deus mortal que é a tentação constante na política para torná-la em politicagem, estão inscritos os caracteres divinos que ordenam a todo o homem a ser católico romano, em religião. Em política a que ele defenda e lute com todas as suas forças e diuturnamente pelo fim dos Estados laicos que são cadáveres insepultos de monstrengos a serviço da amoral ou mesmo imoral razão de Estado e que tal homem defenda assim o direito único de expressão política nas pólis da religião de Jesus Cristo que é a Igreja Católica. Em ética e moral que sua ética seja cristã. Se no cristianismo Deus fez-se carne em Jesus Cristo, o homem é chamado à infinitude metafísica, a não fechar-se e reduzir-se à carne, a não fechar-se a um recorte ínfimo de si mesmo, tornando-se alienado e alienado, já que eu mencionei a política, ao ponto de entregar os pontos a algum demagogo e tirano que ofereça-lhe direitos trabalhistas que estrangulem o capital e o direito de propriedade indo contra o décimo mandamento. Tentando-o com aposentadoria, dinheiro, comida e sexo, e sexo hoje com estas ideias espúrias de gênero nas quais acha-se mesmo que a linguagem vai por mágica forjar a realidade e depois a esquerda ainda diz que só os hereges neopentecostais é que têm pensamento mágico.

sábado, 31 de dezembro de 2022

A razão a serviço do irracional

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Ontem eu estava rezando a caminho, na rua, da Igreja Católica Apostólica Romana para rezar diante de um sacrário em uma capela mariana jesuíta da minha cidade de Belém do Pará, ali na Capela Nossa Senhora de Lourdes, rezando eu acho que me dei conta da razão a serviço do irracional. A razão por si mesma, por si só, sem Deus, materialista e naturalista, sem a Sagrada Teologia, logo, sem ser a boa serviçal que lhe cabe do conteúdo do sobrenatural, sem o mistério que vem pela Revelação divina que chega pela Bíblia Sagrada e segundo o que crê e ensina a Igreja Católica, a razão por si só poderia muito bem convir que o que resta ao homem é que já que tudo se acabaria neste mundo com a morte, então, diria São Paulo, comamos e bebamos, pois depois morreremos.


A razão por si só em uma ética da finitude, o que resta a ela é compactuar com o que é irracional, com a gula, a intemperança, a incontinência em uma vida emporcalhada e enfastiada pelas facilidades para o corpo até o cansaço em que tudo no mundo e preso a este mundo torna tudo banal, besta e mesquinho. Valendo só o poder pelo poder e sem nenhum pudor, só valeria o lucro, a acumulação pela acumulação de capital, o fazer tudo para se dar bem neste mundo a qualquer preço, pois depois morreremos, assim a razão por si só chegaria a tais conclusões.


Claro que uma reta razão discordaria de tais conclusões. Uma boa e qualificada razão abriria-se à infinitude, à convir que bem simplesmente quem com todo o poder neste mundo é capaz de ser como Deus e ser impassível e autossuficiente ao ponto de não precisar nem de um copo d'água para matar a sede, água que talvez não pudesse por si mesmo consegui-la e tal pessoa, afinal de contas, precisa como todo mundo beber água, sente sede? Uma ética da finitude é uma anti-ética que só promoveria a destruição, o caos, a agigantamento perigoso do ego em um salve-se quem puder a própria pele no darwinismo social da lei do mais forte.

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