Definitivamente o verdadeiro filósofo é identificado com a águia e não com a coruja como a coruja de Minerva da velha mitologia helênica com suas falsidades que deixava cegamente o mal acontecer no mundo. Entre a águia e a pobre coruja impotente para evitar o mal ou para pelo menos com argúcia identificá-lo, ela só constata o restolho dos fatos infaustos pretensamente históricos no final da merda toda feita pelos homens durante o dia, enquanto a águia, o verdadeiro filósofo os previne, prevê, podendo evitá-los.
Das alturas do dado revelado por Deus, o filósofo a serviço de sua senhora, a Sagrada Teologia - ciência cristã e rainha das ciências a suma metafísica nunca superada por uma dita "metafísica tradicional" que pretende historicizar as palavras de Jesus Cristo que nunca haverão de passar que o diga a chegada logo no seu início do cristianismo à uma Europa romanizada alheia a semitismos - ele obediente teoriza-o, sabendo com visão penetrante para o sol da justiça que é o Cristo revelado, o filósofo simbolizado pela águia, de antemão vê a comédia deste mundo onde o usurpador príncipe que se pretende príncipe deste mundo levanta-se só para cair, diz o senso comum judaico-cristão, por um impulso louco de sua inteligência angélica enceguecida.






