Olavo de Carvalho, talvez inspirado pela besta humanista Mário Ferreira dos Santos junto com a gnose olavista, era de um concretismo bestial, junto com Mário Ferreira dos Santos. É evidente que toda a prática humana basear-se-á em um idealismo, em um abstracionismo e não no casuísmo, no suborno ou até chantagem de uma circunstância qualquer desconexa por mais dolorosa que seja que o diga os mártires que derramaram com angústia e dor insuportável o seu sangue pelo tal "abstracionismo" das "ideias cristãs". Mas Olavo de Carvalho era mais um idiota brasileiro, portanto, um católico de IBGE. Neste sentido pode-se dizer, sim, a burguesia, a Igreja Católica, a Maçonaria nas quais os seus membros mais eminentes, capazes ou até sortudos em um dado momento propício reuniram-se para fazer algo e agiram ou até uns dois ou só um deles genial agiu e venceu, mas em nome, sim, de um ente ideal, abstrato, porque só uma besta não consegue apreender a essência, o universal depois do trabalho no particular, individual, mesmo que de um dado aparentemente solto.
A gnose de Olavo de Carvalho era tão, tão, tão acentuada que no afã de livrar-se de clichês como ideias, universais abstratos e semelhantes, ele acabou burro a fim de "presentificar", segundo a "ideia", o universal abstrato no fim das contas do conhecimento por presença dele. "Presentificar" o real para sentir a aspereza do real, porque a até chantagem, suborno de circunstâncias concretas podem ser acessíveis a um só indivíduo, mas a dois ou três ou mais indivíduos só a "ideia", "hipostasiada" daquela coisa é que é acessível a mais gente. O homem é um bicho metafísico até ao fim.







