Gnosticismo ou nada. Sem gnosticismo só há o império dos meios, a verdade, o ser que é Deus, causa incausada sempre houve e afeta os nós, entes, sabendo nós acerca da verdade ou não ou havendo ou não os entes: dos anjos passando pelos homens e as bestas alimárias até as partículas subatômicas.
Se eu bem me recordo de uma aula sobre Sócrates, O Projeto Socrático, de Olavo de Carvalho, o glorioso mestre gnóstico incubado medroso de perder o Pix da plateia de cristãozinhos jumentóides, haveria um nexo intuitivo, propriamente gnóstico (conhecimento por presença, por exemplo), no velho silogismo concluído com a sentença de que Sócrates é mortal, pois, se eu recordo-me do que disse o glorioso, haveria um logicismo ou uma fraseologia de premissas infinitas se não se enxergasse que o exemplo dado de Sócrates ser homem, portanto, realmente viu-se: Sócrates por ser homem é mortal, o que para Olavo de Carvalho o gnosticismo dele é uma revolução nos manuaizinhos das bestas ilógicas especialistas na tal da lógica ou a perda de tempo ou arte de enlouquecer de querer que o real caiba nas sentenças possíveis logicamente caberem na cabeça humana por meio dos manuaizinhos.
Gnosticismo ou nada. Porém um gnosticismo metodológico, nuançado, de quem quer enxergar a cova aberta e não somente vê a pá que permite cavar a terra. Não me refiro, e nem Olavo de Carvalho referia-se, ao falso gnosticismo condenado pela Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana que condena a criação como má isentando o pretenso pobrezinho homem de suas culpas sonantes.







