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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

501 anos de Reforma protestante

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Martinho Lutero


Hoje, dia 31 de outubro de 2018, os protestantes comemoram os 501 anos da reforma que eles propuseram à Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo tendo à frente as críticas do monge agostiniano eremita, Martinho Lutero, aos abusos por parte do clero romano corrupto à sua época.


Muito bem, caros amigos, o tema é complexo e longo, além de despertar paixões, porque é evidente que Deus é algo que firma-se, no limite, em questões de fé e vontade e mesmo no caso do embate Roma contra os protestantes a coisa ainda inclui a paixão dos católicos pela razão humana, a paixão pela Filosofia, a opinião de um pagão como Aristóteles sobre a retidão humana precisar ser algo de fato e não simplesmente declarada por Deus ao homem que tem fé em Jesus Cristo. A razão é claro que é algo mais avesso a paixões, mas aí incide algo como a paixão que é o que por algo o homem é capaz de se submeter ao sofrimento e à dor, pois faz questão de tê-la ao seu lado, no caso, a razão.

Deus, caro leitor, é algo que o homem só terá conhecimento cabal na outra vida, quando da visão beatífica destinada aos salvos, aqueles homens - em sua maioria depois de serem purificados durante um tempo no purgatório - hão de ver a Deus vis-à-vis no mundo vindouro. Logo, o que se pode saber de algo como Deus que não cabe na pesquisa mais bem feita do homem mais inteligente neste mundo, Deus se deu na cruz do calvário, e o conhecimento de Deus pelo sofrimento de Cristo na cruz era algo de muito querido para Frei Martinho Lutero. Porém, Roma advoga junto com São Paulo, logo, com razão, pois que fazendo uso da razão e da autoridade apostólica: bíblica, ambos defendem que o que de Deus se pode saber é manifesto ao homem na natureza, por analogia, o que torna os homens indesculpáveis se dolosamente optarem pelo ateísmo, pois haveria Deus, segundo o testemunho de tudo o que há no mundo. O ser se diz de diversas maneiras, ensinava Aristóteles, e o sapientíssimo filósofo pagão não era cristão, nem mesmo conhecia o judaísmo com sua idéia de um Deus único chamado de Eu Sou. Só Deus é real, por isso Eu Sou. Só Ele é, mas, a natureza, as coisas criadas atestam a Sua existência. Há em tudo e sumamente nos anjos, em primeiro lugar, e depois nos homens, na própria consciência humana com seus juízos morais muitas vezes rigorosos as marcas do divino. O mundo tem qualidades, ainda que esparsas e como que cobertas de sombras, de bem, verdade e beleza. É a chamada analogia do ente que os protestantes discordam, pois cegos para o ensinamento paulino os protestantes acham que o que acerca de Deus se pode saber, Deus o revelou somente em Jesus Cristo, sendo Deus, então, apreendido pelo homem somente pela fé em Cristo, na chamada analogia da fé.

O tema da Reforma protestante é complexo, mas uma coisa parece certa, meu caro leitor, os protestantes têm uma visão amputada do cristianismo como algo como a Bíblia Sagrada que eles dizem segui-la e somente a mesma ao arrepio da Igreja que a deu ao mundo, o Livro é retirado da realidade mesma da Igreja que a deu e o Livro é amputado do mundo ao qual o Livro faz parte quando os protestantes desprezam o fato de que o ser se diz de diversas maneiras. Bem como, como que por consequência, optam por uma descrença com relação à autoridade do clero, a começar da autoridade do Santo Padre o papa, depois descartam o culto à Nossa Senhora, aos santos, às imagens sacras e às relíquias e descartam o sistema sacramental. A Igreja neste mundo, institucionalmente, para os protestantes vai por água abaixo, restando, então, pelo apego à analogia da fé, um apego gnóstico e meio que cátaro, uma visão platônico-utópica da Igreja: impossível de existir neste mundo a Igreja como se Cristo tivesse errado ao dizer que as portas do inferno não prevaleceriam contra a mesma e como se a candeia fosse para ser colocada debaixo do alqueire, escondida, e não no velador a iluminar a todos...

Não vou delongar-me mais sobre o tema da Reforma, caro leitor, porque quero apenas deixar este artigo aqui como que uma pequena exposição absolutamente imparcial, isenta e crítica, ainda que breve, sobre a Reforma de Lutero que hoje completa os seus 501 anos, mas, para não dizerem que não falei de flores, até porque eu acho justo a gratidão e minha iniciação no cristianismo foi protestante, a flor da fé defendida pelos reformadores e dos demais protestantes até aos dias de hoje nas pessoas dos protestantes mais clássicos, tal flor da fé e somente a mesma, como querem exageradamente os protestantes, é evidente que é a fé, como eu costumo dizer, como um sacramento deixado pelos protestantes ao mundo. Ora, por que desde quando que com toda a riqueza cultual, sacramental, as imagens e as relíquias todo o tesouro cristão e católico romano conceitual, místico, filosófico e teológico, todas essas coisas podem prescindir da simples fé que é a confiança de criança que o homem deve ter em seu Deus? Eu acho que não pode prescindir. Os protestantes certamente erram, mas eles deixaram ao mundo a lição de que objetivamente, realmente, Cristo é salvador do mundo e somente Ele.

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