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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

sábado, 31 de dezembro de 2022

O fim da Igreja Católica e o começo de outra igreja: a morte de Bento XVI

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Bento XVI


O Papa emérito Bento XVI, Joseph Ratzinger, morreu hoje, dia 31 de dezembro de 2022 no Vaticano aos 95 anos. Ele disse, li hoje no site G1, expressamente quando perguntado em uma entrevista se ele era o fim do velho ou o o começo do novo com relação às reformas ou deformas sofridas pela Igreja Católica Apostólica Romana na época do Concílio Ecumênico Vaticano II, ele disse que encarnava ambos, o fim do velho e o começo do novo. Ou seja, ele era o fim da Igreja Católica de 1965 anos até o encerramento do Vaticano II e o começo de uma outra igreja, uma igreja fraca que adaptou-se ao seu maior adversário que é o século, São Paulo disse em uma de suas cartas para não nos conformarmos ao século que nos últimos 500 anos é a modernidade, o protestantismo, a psicanálise que não sai do âmbito fantasmagórico do pensamento com sua ideia de inconsciente. Nossa época que é a do existencialismo que desconhece o que seja uma essência não subordinando a vida à reta razão, ao ser e ao dogma. E a nossa época ecumênica que marca o fim das missões, bem viu o padre missionário na África, Dom Marcel Lefevre, quando do encontro do Papa São João Paulo II em Assis na Itália com vários líderes de religiões pagãs.


Bento XVI durante o seu pontificado observava uma pompa, vestes, alguma liturgia clássica como a tridentina, ele facilitou o uso da Missa Tridentina através do motu proprio Summorum Pontificum. Ele usava a cadeira dourada em que se assentou um Papa Leão XIII, contudo, ele quis ser um padre do seu tempo, um padre histórico, humanista e que não reflete o que vem do Alto, um padre do tempo da destruição da Igreja Católica pelo Sínodo do Vaticano II e em seu último discurso como Romano Pontífice ele disse que a Igreja antes do Concílio era alguma coisa do passado, portanto, morta e sepultada com o passado.


Mas, eu rezarei pela alma de Bento XVI e pedirei a interseção dele, sobretudo quando ele for canonizado, certamente o será pelo Santo Padre Francisco. Eu sou apenas um blogueiro nunca tive o carisma de governo e santificação de um bispo como Bento XVI, Joseph Ratzinger, então, eu penso que algum discernimento ele tinha para estes nossos tempos modernos que são realmente muito confusos dos últimos 500 anos para conduzir a Igreja Católica. Eu só acho que a modernidade é bem pouco afeita ao diálogo visto que ela é uma força de oposição pós-cristã e até anticristã onde o indivíduo é idolatrado e talvez seja a ideia individualista do eu é que seja o núcleo da própria revolta de Lúcifer contra Deus.

A razão a serviço do irracional

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Ontem eu estava rezando a caminho, na rua, da Igreja Católica Apostólica Romana para rezar diante de um sacrário em uma capela mariana jesuíta da minha cidade de Belém do Pará, ali na Capela Nossa Senhora de Lourdes, rezando eu acho que me dei conta da razão a serviço do irracional. A razão por si mesma, por si só, sem Deus, materialista e naturalista, sem a Sagrada Teologia, logo, sem ser a boa serviçal que lhe cabe do conteúdo do sobrenatural, sem o mistério que vem pela Revelação divina que chega pela Bíblia Sagrada e segundo o que crê e ensina a Igreja Católica, a razão por si só poderia muito bem convir que o que resta ao homem é que já que tudo se acabaria neste mundo com a morte, então, diria São Paulo, comamos e bebamos, pois depois morreremos.


A razão por si só em uma ética da finitude, o que resta a ela é compactuar com o que é irracional, com a gula, a intemperança, a incontinência em uma vida emporcalhada e enfastiada pelas facilidades para o corpo até o cansaço em que tudo no mundo e preso a este mundo torna tudo banal, besta e mesquinho. Valendo só o poder pelo poder e sem nenhum pudor, só valeria o lucro, a acumulação pela acumulação de capital, o fazer tudo para se dar bem neste mundo a qualquer preço, pois depois morreremos, assim a razão por si só chegaria a tais conclusões.


Claro que uma reta razão discordaria de tais conclusões. Uma boa e qualificada razão abriria-se à infinitude, à convir que bem simplesmente quem com todo o poder neste mundo é capaz de ser como Deus e ser impassível e autossuficiente ao ponto de não precisar nem de um copo d'água para matar a sede, água que talvez não pudesse por si mesmo consegui-la e tal pessoa, afinal de contas, precisa como todo mundo beber água, sente sede? Uma ética da finitude é uma anti-ética que só promoveria a destruição, o caos, a agigantamento perigoso do ego em um salve-se quem puder a própria pele no darwinismo social da lei do mais forte.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Flutuando no desejo: doença, doença (mal moral) e/ou burrice?

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Na noite desta véspera de Natal 2022 depois de ir à Missa da Vigília do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, eu acabei, ao avistar homens jovens sem camisa na rua enquanto eu fumava, flutuando no desejo não sei se por doença, doença (mal moral) e/ou burrice? Seria eu doente psíquico precisando de uma psicoterapia, porque talvez de alguma forma afetado pela minha doença bipolar com algum grau de oscilação insana de humor, apesar de que ela estaria sob controle porque eu tomo os meus santos remedinhos controlados psicotrópicos em dia? Ou eu acabei cedendo à cobiça sexual com os olhos, transgredindo o nono mandamento e transgressão piorada por ser o meu desejo o desejo impuro contra a natureza, pois eu sou homossexual? Ou será que este meu flutuar é fruto de minha burrice de talvez eu não perceber que se a religião católica romana me faz feliz, então, porque não apostar nela? E esta felicidade é conforme entendia o Filósofo (Aristóteles) que entendia a felicidade como eudamonia, ou seja, o estar cheio de um bom espírito e não será o melhor dos espíritos o Espíritos Santo que habita os verdadeiros cristãos que são os católicos romanos? Ou será que foi tudo isso misturado? 


Sobre uma possível doença psíquica minha, falta de psicoterapia, um padre meu confessor da Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré do Desterro daqui da minha cidade de Belém do Pará, ele já aventou, de forma alusiva do altar no começo de uma Santa Missa de domingo que eu assistia na Basílica, de eu estar precisando de um atendimento psicoterápico. Eu só acho estranho que um padre e logo a partir do altar da confissão solicitar a ajuda da ciência materialista e infiel como a psicológica que tanto detesta a santa religião católica romana, os conselhos de um psicólogo serão sempre para não se guardar a castidade e de relativizar os preceitos religosos, por exemplo. Estranho ele querer que um confessante dele busque ajuda humana se o Cristo Jesus previsto pelo profeta Isaías curaria as nossas enfermidades pelas pisaduras dele. Se bem que a religião católica romana não é adepta da fé cega e sempre busca conciliar fé e razão, por conseguinte, um padre consciencioso não descartaria a Psicologia. Contudo, as ciências do tipo da psicológica, junto com a Filosofia, são servas da Sagrada Teologia e a própria Igreja Católica com seu poder maior neste mundo já legislou sobre questões de ciências filosóficas, portanto, não esteve restrita à fé e costumes.


Não sei se foi doença, doença espiritual, o mal moral ou se foi burrice ou as três coisas junto, no entanto, ganhei asas dia desses para dar o voo de galinha ou de morcego, nas trevas, para o que é o erro tanto segundo a simples razão natural quanto diante do que é o mistério que é a questão de eu ser tentado a praticar o esporte, o esporte homossexual que é como dito conforme a simples razão, pois que simplesmente o pênis é para a vagina e vice-versa, que um dia eu me convença disso.

sábado, 24 de dezembro de 2022

O Natal, a transgressão, a soberba, a boa reflexão salvando o bom humor

Autoria: João Emiliano Martins Neto




Neste Natal 2022 eu gostaria de refletir contigo, meu caro leitor, sobre a transgressão de um amigo meu que arranjou uma amante, ele que seria legitimamente casado, pelo menos até hoje nenhum tribunal eclesiástico da Igreja Católica teria mostrado a suposta nulidade do alegado casamento dele com uma mulher imatura que queria por os pais, filhinha de papai mimada que ela é, no meio da que seria a genuína relação matrimonial fruto do sagrado sacramento do matrimônio com o seu marido, o meu amigo, eles conceberam juntos um filho.


Eu acho que não tem jeito, todo pecado e mal, toda transgressão dos mandamentos é um ato concreto, realmente o é por sua concretude e materialidade, de soberba e o pecado é mortal quando é perpetrado contra algum dos mandamentos. Refiro-me a um dos dez mandamentos como seria o pecado do meu amigo contra o sexto e o nono mandamento já que ele não poderia possuir outra mulher fora a dele. É pecado mortal quando realmente se sabe do erro de se estar transgredindo um mandamento divino do decálogo. A alma fica mortamente ferida e começa a se enfraquecer e sangra e é consumida por um câncer da mais alta gravidade a afetá-la o que é mais grave do que o pior tipo de câncer ou de outra doença gravíssima qualquer no corpo, pois a vida da alma é mais preciosa que a do corpo, diz o Papa São Pio X em seu Catecismo Maior. É posssível algum senso de humor quando talvez pareça tudo luto?


Eu acho que é possível algum senso de humor desde que com efeito se reconheça que somos pessoas inferiores e piores por causa de nossos erros senão contra um dos dez mandamentos se somos religiosos, mas, se somos infiéis ateus pelo menos estaríamos indo contra uma reta razão natural se agimos sem desmedida (húbris), ou se diria na época da Igreja Católica em que vivemos se agimos com a virtude cristã da humildade. Jesus Cristo mesmo é a prova de uma falta de desmedida, é uma prova de humildade, porque se Ele é Deus e se tornou homem, Ele deu uma prova de humilhação e rebaixamento ao se tornar uma de suas criaturas, mesmo um descrente pode reconhecer o quanto é preciso de humilhação e rebaixamento um tal ato de um ente divino tornar-se homem, isto é, é a contração da infinitude na por assim dizer mesquinharia e limite exíguo da finitude. Mesmo a quem seja infiel e descrente eis a prova de rebaixamento do que é divino na encarnação do Logos, porque no Santo Natal, lembramos o que é rezado no terceiro mistério gozozo deo Santo Terço que é o nascimento do menino Jesus em Belém, o Natal de Jesus, e reflete-se sobre um desapego aos bens terrenos, à riqueza e um amor à pobreza.


Que neste Natal de 2022 e sempre façamos a boa reflexão salvando o bom humor de que por pior que sejamos, eu por exemplo sou homossexual com todas as implicações terríveis e temíveis que tal condição a mim acarreta, por mais que doa e seja mortal a nossa doença fruto de nossa transgressão à lei de Deus ou pelo menos à boa e reta razão que a gente sempre saiba que a gente pode pelo menos rir da gente mesmo e que quanto pior sejamos mais engraçada e primorosa será a piada, poderemos pelo menos nos divertir. Eu acho que o próprio Jesus Cristo ao se tornar um pobre e um nada de um homem como nós pelo menos a vida dele na forma humana deve ter sido bem digna de boas e muitas risadas.


Feliz e Santo Natal a todos!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

O caminho é a humildade

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Nesta época próxima do Santo Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo dia a respeito do qual rezamos nas segundas e sábados o terceiro mistério gozozo do Santo Rosário aprendemos o desapego à riquezas e um amor à probreza, visto que Jesus que é o próprio Logos que aceitou vir como pobre e homem, servo, e nascido de mulher em uma pobre manjedoura, eu noto que o caminho é a humildade. O caminho para Deus é a humildade e eu percebo isso quando eu peco normalmente contra a castidade, nem que seja o pecado solitário e até simples, contudo sempre grave, que é o pecado da masturbação. Eu busco logo o sacramento da penitência. Talvez se eu não tivesse problemas com o sexto e o nono mandamentos provavelmente eu nunca me confessasse e ainda acharia-me sem pecados, o Senhor meu pai João Tadeu Garcia Martins diz isso dele, que ele é sem pecados, ele que há décadas não sabe o que é receber os sacramentos da confissão e da Eucaristia e nem vai nos domingos e nas festas à Santa Missa e posa de conservador e é anti-gay ao ponto dele achar que eu levaria um homem na casa dele na presença dele, já levei escondido homens na casa pressionado pela solidão e o desejo venéreo, por eu quase nunca ter trabalhado na vida, em particular por causa da minha doença mental bipolar que torna-me frágil para o trabalho. Se eu não tivesse problemas com a castidade, ainda mais pela questão gravíssima da homossexualidade, possivelmente eu seria um monstrinho de farisaísmo e soberba que é o que acontece com muitos heterossexuais que se estão na Igreja Católica pelo menos nunca mais se confessaram ou nunca mais fizeram uma boa confissão ou outros já abandonaram há muito a Igreja Católica, é o caso do Senhor meu pai que é um incompreensivo conservador vulgar.


Com relação aos católicos, certamente não raramente eu já fui tentado e caí na tentação de ser um fariseu hipócrita por arrogar-me católico romano e também seria o caso de alguns homens casados heterossexuais comuns, esses que talvez fariseus nunca mais fizeram uma boa confissão, eu acho que os pecados que mais doem são os sexuais contra a castidade dada a questão da afetividade e a intensidade do desejo ligado à prática venérea. O homem é sempre tentado à arrogância nem que seja quando ele se diz católico romano o mais observante e rigoroso ou quando ele tem uma profissão clássica na sociedade como ser advogado, médico ou engenheiro ou ele tem um cargo estável de funcionário público ou político que o diga o nosso atual Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, que se deixou corromper junto com muitos da direita midiática na internet, e o maior e pior deles foi um Olavo de Carvalho, um hipócrita de marca maior cuja vida pessoal concreta só foi devassada pela excelente filha primogênita dele, Heloísa de Carvalho Martin Arribas. Bolsonaro e a direita agiram mal, porque tinham um projeto de poder e prestígio pessoal para ganhar muito, em particular Bolsonaro com sua família, que tinham um projeto sobretudo de poder, e dinheiro. A tentação da soberba vem de se impor a ferro e fogo, nestes últimos tempos de direita no poder, com armas mesmo as melhores coisas, uma delas em impor em maior número o falso cristianismo herético protestante neopentecostal e em menor número o cristianismo santo que é o do catolicismo romano algumas vezes em sua versão praticamente sedevacante tradicionalista em um materialismo tão brutal e violento, jogo sujo, quanto o dos liberais e da esquerda com suas bandeiras.


O caminho é a humildade. E melhor em todo o caso reconhecer o quanto é bem limitada a finitude humana, ainda que as armas, falei de armas acima, usadas por direita e esquerda expandam um pouco mais o poderio humano, expansão ilusória sendo sempre ilusório o materialismo com sua ideia unidimensional de homem em que não se leva em conta que as qualidades de bem, verdade e beleza, a lei divina e a lei natural, já se encontram n'alma humana e que apenas as coisas materiais fazem com que a alma tenha um como que um despertar ou como que uma reminiscência através das qualidades que este mundo tem, inclusive pelo que é o material.

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Carlton Pearson e a solução chamada limbo

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Limbo das crianças


Eu estava assistindo a um filme chamado A Caminho da Fé (Come Sunday), um filme de uns quatro anos atrás sobre a vida de um pastor protestante famoso chamado Carlton Pearson, o qual chocado porque muita gente da família dele e amigos tiveram uma vida perdida longe do que ele entende falsamente por cristianismo que é a heresia protestante, teriam se perdido na vida, teriam ido para o inferno por não se tornarem cristãos, segundo o entendimento herético protestante, e em particular um tio chamado Quincey que era um criminoso preso e que ainda encontraram drogas na cela dele o que fez com que ele perdesse a condicional e tivesse que ficar mais seis anos preso e ele já era um idoso de setenta anos de idade. Seguiu-se que o tio Quincey se suicidou, o que pelo menos para a Igreja Católica Apostólica Romana do passado era um passaporte para o inferno pela concretude material mesma de tal grave ato, sendo apenas uma suposição se o suicida no instante final de vida in extremis tenha pedido perdão a Deus, e proibia a Igreja que o corpo do suicida fosse enterrado em uma sepultura eclesiástica, acho que para os protestantes mais ortodoxos que ainda guardam ainda algum laço com a Igreja Católica, a sentença seria a mesma.


Carlton Pearson


Seguiu-se que na época em que Carlton Pearson apostatou de sua fé protestante mais ortodoxa, nos anos 2000, quando aconteceu um massacre em uma guerra em Ruanda n'África aí foi que o pastor ficou realmente traumatizado e questionou sobre a existência do inferno, a condenação eterna para, sobretudo crianças, que iriam para o inferno, porque nominalmente não aderiram ao cristianismo, pelo menos ao falso cristianismo protestante com ainda alguma ortodoxia de Pearson que é algo que por si só por ser protestantismo já é condenável. Pearson diz que a voz de Deus disse para ele que não haveria inferno e que todos estão salvos, porque Jesus Cristo morreu por todos. Ok, Jesus morreu por todos, mas e o que disse o mesmo Jesus de que é preciso crer e ser batizado para ser salvo e que quem não crer será condenado (São Mateus 16, 16) ? E a sorte dos hipócritas a exemplo dos fariseus que São João Batista e o Salvador (São Mateus 3, 7; 12, 34) os chamou de raça de víboras? O homem pode sempre resistir voluntariamente à graça divina, se não se trata do calvinismo que ensina a doutrina da graça irresistível como se o homem fosse um animal, ainda que ela se manifeste fortalecendo o homem, o que é uma grande graça, porque está escrito que de Deus vem o querer e o agir.


O protestantismo é lixo, o mais ortodoxo é assim, é rigorista, é forçoso para tal heresia o ser nominalmente e declaradamente cristão para se ser salvo. Isto é um erro, tanto para crianças ainda longe da idade da razão, quanto para os doentes mentais gravíssimos, longe ambos da possibilidade de uma opção pelo cristianismo e é errado para adultos justos e honestos que nunca tiveram notícia do que fosse cristianismo, pois viveram longe da civilização, em uma selva, por exemplo. Os adultos se viveram com uma boa consciência, segundo a lei natural, e a uma reta razão, seguindo as inspirações da graça divina que descortina nos seus corações a lei de Deus, e sem culpa não puderam se aproximar da Igreja Católica, tais pessoas estão salvas, segundo o Papa Beato Pio IX. Às crianças existe a solução chamada limbo, e se Carlton Pearson soubesse algo de catolicismo romano teria jogado no lixo o cocô e esgoto do cristianismo que é o protestantismo e não teria se tornado o esgoto do esgoto, o aborto que ele se tornou filho do lixo protestante que ele se tornou ao negar o inferno. No limbo vão as crianças ainda não batizadas, talvez o caso das crianças massacradas em Ruanda nos anos 2000. A falta do batismo faz com que o pecado original ainda permaneça nas crianças o que impede a visão beatífica, então, elas vão ao limbo onde ali ficam em uma felicidade natural destinada a elas.


Sem a noção de inferno as pessoas só podem se tornar sempre as piores pessoas, pois é a impunidade que fomenta a maldade. Os crimes, a maldade e o pecado ocorrem em massa por causa da certeza de que se não vai ser punido seja por Deus ou pelos homens a quem neste mundo é devida a autoridade e o poder. No filme A Caminho da Fé ou seria melhor chamá-lo A Caminho da Falta de Fé, um personagem ali que é homossexual, Reggie. que é pianista no templo Higher Dimensions de Carlton Pearson, ele retorna à homossexualidade pela perda da previsão do inferno. Reggie foi instruído com absoluta correção por Pearson no tempo em que ainda era ortodoxo de que uma coisa é ser gay outra é a prática homossexual. Ou seja, o pecado não está sem sentir, mas em consentir com o pecado, no caso, a homossexualidade. Reggie voltou desgraçadamente ao pecado homossexual e já doente com um linfoma, em uma cena tristíssima de tal filme que trata da vida absurda de Pearson, Reggie teme o inferno e Pearson faz uma oração junto a ele negando o que é da divina revelação que é a realidade de um dos novíssimos que é o inferno.


Enfim, ficaria como uma solução para Carlton Pearson o que os teólogos tradicionais católicos há séculos defendem que é o limbo. Ainda que nem tudo seja revelado aos homens como a sorte das crianças e das demais pessoas sem o uso da razão que não puderam pecar, o limbo é uma solução interessante que somente a via luminosa que é a da Igreja Católica Apostólica Romana poderia dar e não as seitas miseráveis quaisquer como o são as desgraceiras que são os sectos dos hereges protestantes.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Eu, covarde, doente mental e burro

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Eu, covarde, doente mental e burro, são três defeitos meus que eu acho que são a marca da minha vida. Pelo menos no caso da doença mental que consumiu bons anos de meus melhores anos há medicamentos por meio dos quais eu possa me tratar e o tratamento realmente dá bom resultado, apesar de eu não frequentar nenhuma psicoterapia o que poderia mostrar se não seria sintoma, cada passo que eu dou na minha vida, de minha doença bipolar, somada também com traços de esquizofrenia, segundo a minha atual psiquiatra. Por falar nela, aliás, Rosemary Lobato, não está nem aí para mim, nunca quer me ouvir em uma consulta para pelo menos pedir o que é preciso periodicamente que é o exame de sangue a fim de se auferir os chamados níveis séricos de alguém como eu que ingere o carbonato de lítio.


Há remédios e tratamentos para saúde mental, contudo, e para a covardia e a burrice? A covardia é um pecado grave e no livro do Apocalise os primeiros da fila a serem condenados ao inferno são os covardes. O covarde não ama a nada retamente, enquanto tem um afeto desordenado para salvar a própria pele. Eu percebo a minha covardia diante do poder. Eu temo os poderosos e me alio a eles e uma das causas do meu temor é diante de meras críticas vindas de quem condena a minha homossexualidade. Eu fico com um temor servil diante de críticas muitas vezes vindas de gente ignorante do povo, o homem-massa com suas ideias fixas irrefletidas de um senso comum tosco, evangélicos do povo neopentecostais desescolarizados, vigilantes e vendedores ambulantes de picolé, lanches e capas para celular. Acho que é da minha doença mental eu sempre acabar ligado ao lixo social, esse tipo de gente que é o homem-trapo, o lumpesinato que é a baixa patuléia ignorante do povo. Fico no temor servil até pela fraqueza óbvia da homossexualidade ante o que seria um justo senso comum e diante da razão natural e ante, esta nem se fala, a divina revelação judaico-cristã que condena a homossexualidade na Bíblia Sagrada e segundo o que crê e ensina a Igreja Católica Apostólica Romana. Mas, diante de tais razões contra a homossexualidade e o temor servil aos poderosos seja pelo número, o homem-massa homofóbico e machista ignorante comum que não raro na calada da noite sai com travestis ou costuma se masturbar e pelo menos olha com cobiça sexual rabos de saia pelas ruas traindo a própria mulher, aí vai uma grande distância ser covarde, é um grande pecado meu de covardia e temor reverencial perante um contumaz idiota qualquer da rua.


A direita parece muito acertada na sua opinião sobre a homossexualidade de que se o homossexual não segue o ideal de castidade absoluta, segundo o que crê em ensina a Igreja Católica, que ele pelo menos não seja uma bichona louca, histriônica, depravada mais do que já seria uma grave depravação a homossexualidade em si, segundo o atual Catecismo da Igreja Católica. A direita quer um homossexual com discrição. Concordo, e é esse é um dos motivos do porquê eu me digo um direitista. Todavia, eu desconfio que eu como covarde e também burro devo ter embarcado no direitismo por uma falta de luzes, até de imaginação e por um temor servil ante a uma maioria brasileira conservadora, eu já soube de uma pesquisa que diz que o brasileiro não seria tão conservador assim, apesar de em meus quarenta e quatro anos de vida eu raríssimamente encontrei um brasileiro liberal de esquerda.


A doença mental minha é tratável e está sob tratamento, risperidona e carbonato de lítio ajudam muito. Agora, o cagaço e a burrice, a velha chamada para se ter coragem de Jesus Cristo, pois ele venceu o mundo e bons conselheiros, aprender com os erros, e ainda mais e preventivamente com os erros dos outros, e o estudo podem ser a minha cura.

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