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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Súplica a Deus por fidelidade

Ó CRISTO, MEU DEUS Todo-Poderoso, meu Redentor, não permitas que eu me afaste de Vosso amor. Como disse o Apóstolo (São Paulo) nada há de separar os santos de Vosso amor, nenhuma intempérie dita metafísica como fome, nudez, frio, espada, perseguição, nada há de separar-nos de Vosso amor. Eu sou pecador, ó meu Cristo, ó meu Irmão maior e primogênito, sou o maior, o principal e o primeiro dos pecadores, mas ajuda-me com Vossa graça para que eu seja consagrado, para que eu vença e seja desgarrado da dispersão, para que eu vença o que é mundano, aparente e transitório pelo uso de minha razão natural a princípio que em minha profissão como filósofo eu saiba desconfiar de tudo que de cara se apresente a mim a fim de que eu busque a inteligência de tudo o que há, incluindo a inteligência acerca de Ti mesmo, ó meu Deus, porque queres que nós, homens, tua semelhança, porque seres inteligentes e com volição, queres, ó Deus, que amemos a Ti com toda a nossa inteligência, entendimento e espírito. Faz de mim em minha contemplação e interpretação do que é comum ao mundo, faz de mim, ó Cristo, mente e inteligência divina, faz de mim, filósofo, um santo filósofo, isto é, um mestre da suspeita, faz de um com efeito filósofo e santo, porque consagrado, livre da dispersão, livre do que é profano, faz-me livre de achar-me um sábio, aliás contrário do filósofo, mas que ao cabo eu acabe é como um louco, abaixo do nível humano, como um animal, não mais imagem Tua, ó meu Cristo de Deus, isto é, santo, consagrado, amigo da verdade, mas somente em busca do que é mundano, terreno, animal, transitório e indigno.

Eu sou fraco, ó meu Deus, eu sou pó. Tu sabes, ó meu Deus, todas as coisas, sabes o quanto eu sou mal, porque a Tua Palavra que é suficiente e poderosa e infalível no-lo revela-me isso, mas sobretudo revela-me que do nada tudo fizestes e que sem vós o homem nada pode fazer e que o homem é um cadáver antes de convertido à vossa religião, ó Cristo. Preserva-me, meu Deus, do orgulho, caso eu seja um eleito Vosso, caso eu seja um predestinado desde antes da fundação do mundo para a redenção. Sois maior que todos. Não há filósofo, cientista, artista, artífice, ser humano ou angélico maior, melhor e mais iluminado do que Vós, ó Cristo, que por Vosso Santo Espírito contemplas a tudo e sabes absolutamente de tudo. Não há sedução vinda de homens ou de anjos que buscam tanto o saber e a ciência, mas nunca chegam à verdade, porque cegos, loucos e soberbos não querem ouvir a Tua voz que diz, Tu mesmo o disseste, que Sois a verdade. Preserva-me, guarda-me a mim e a todos os meus irmãos, guarda a vossa Igreja, do poder das trevas, isto é, do erro fatal que é o orgulho.

Tudo isso eu vos peço, ó meu Pai, ajuda-me, ajuda-nos, no nome santo de Vosso Filho, o Senhor Jesus Cristo e Amém.

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Um Destino cruel...

Eis, acima, um justo destino para os seguidores do PT!

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Artigo 8 - A eficácia da morte de Cristo

Este foi o soberano conselho, a vontade graciosa e o propósito de Deus, o Pai, que a eficácia vivificante e salvífica da preciosa morte de seu Filho fosse estendida a todos os eleitos. Daria somente a eles a justificação pela fé e, por conseguinte, os traria infalivelmente à salvação. Isto quer dizer que foi da vontade de Deus que Cristo, por meio do seu sangue na cruz (pelo qual ele confirmou a nova aliança), redimisse efetivamente, de todos os povos, tribos, línguas e nações, todos aqueles, e somente aqueles, que foram escolhidos desde a eternidade para serem salvos e lhe foram dados pelo Pai. Deus quis que Cristo lhes desse a fé, que ele mesmo lhes conquistou com sua morte, com outro dons salvíficos do Espírito Santo. Deus quis também que Cristo os purificasse de todos os pecados por meio do seu sangue, tanto do pecado original como dos pecados atuais, que foram cometidos antes e depois de receberem a fé. E que Cristo os guardasse fielmente até o fim e, finalmente, os fizesse comparecer perante o Pai em glória, sem mácula, nem ruga (Efésios 5:27).

"Cânones de Dort", 2º Capítulo da Doutrina: A Morte de Cristo e a Redenção por meio dela.