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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Unum est necessarium

Os homens de ação apressadinhos e nervosinhos que me perdoem, mas eu quero ser filósofo, eu quero ser o homem da inação e da inutilidade. Minha ação é a contemplação. Sou inútil mesmo, não quero simplesmente transformar o mundo, mas interpretá-lo de diversas maneiras, compreender antes, saber o que seja a essência, o que seja a verdade acerca do real e dizê-la. Para mim o mundo é como um templo religioso em o qual eu o observo, observo, medito sobre o mesmo, eu o admiro, vejo com admiração, vejo o mundo com sempre renovado espanto, o mundo que para os apressadinhos e nervosinhos homens de ação é banal, usual, cotidiano, ordinário e indiferente que eles querem modificá-lo, eles não querem saber, querem agir, vivem às cegas. Acho que não quero isso para mim, não, amigos, todavia, quero saborear o mundo, aspiro por saber, conhecer, eis a minha praia: aspiro pelo filosofar. Para mim, como disse Cristo à Marta, irmã de Maria e de Lázaro, seus amigos de Betânia, lá na terra dos hebreus, como disse Cristo a Marta, só uma coisa é necessária - unum est necessarium - e saber é que é necessário, filosofar é preciso, viver não é preciso para já; sem qualquer orientação a vida torna-se inútil, ignorante, nas trevas e indigna de ser vivida.

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