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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Minhas ideias

Autoria: João Emiliano Martins Neto

Fotografia retratando uma das sessões do Santíssimo Concílio Vaticano II

Resumo: Um breve rascunho de minhas ideias desde a raiz das mesmas até o seu fruto em alguma ideia que promova uma fraternidade de homens neste mundo sem exploradores, mas sempre inspirada e corrigida tal ideia por uma boa filosofia e a fé cristã e católica romana.

Minhas ideias, se por ideia sabe-se que é uma visão que se tem do mundo, uma cosmovisão, e se eu digo no plural, ideias, eu quero dizer um conjunto de visões ou de coisas que eu vejo que sejam o mundo e que espera-se harmônico entre si como em uma sinfonia concertante. Então, a ideia que eu faço do mundo, graças a Deus, tem por raiz o cristianismo, porque eu sou um cristão, ainda que certamente por causa de minhas paixões e pecados eu seja um cristão insuficiente, ou seja, não tenha em meu coração, ainda, a lei de Cristo bem formada e praticada que é a lei do amor, contudo, eu digo-me que sou um cristão. Um cristão é alguém que pela graça de Deus desde antes da fundação do mundo foi eleito para ser batizado, para crer na doutrina de Jesus Cristo e por isso para crer e perseverar em sua única e verdadeira Igreja de Deus que subsiste, persiste na Igreja Católica Apostólica Romana e há de vencer contra todas as intempéries causadas pelas portas do inferno. É cristão quem está debaixo da autoridade dos legítimos Pastores da Igreja que são os bispos do mundo inteiro desde que em comunhão e paz com a Sé Apostólica de São Pedro na pessoa de seu sucessor que hoje é o Papa Francisco. Também é ser católico, hoje, quem não está morto e sepultado no passado e por isso como "todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus é um um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas" (São Mateus XIII: 52) tem os mesmos sentimentos da perene Igreja Católica nunca ultrapassada junto com o que é passado por estar sintonizado com o Sagrado Concílio Vaticano II que renovou a Igreja e fê-la renascer para melhor poder passar a antiga e sempre nova Palavra de Deus, o Evangelho, o depositum fidei (depósito da Fé) para nós, homens de hoje, homens modernos em comunhão ecumênica em franca busca pelo inteligente e lógico diálogo e em perseverante amor com todos os homens de boa vontade, porque em busca da verdade e do bem, ainda que suas ideias religiosas ou não sejam diferentes da ideia cristã e católica. Eu sou um cristão, creio que Jesus é Deus e é só Ele quem pode salvar uma pessoa humana ordinariamente pela participação nos sacramentos como o batismo, a penitência e a Eucaristia celebrados na Igreja Romana, mas sobretudo é a fé, a fé em Jesus, que é o fundamento da justificação o que salva o homem mesmo o mais afastado da santa religião.

Protestantismo. Martinho Lutero, líder e pai dos protestantes, pregando

Ainda na questão cristã eu também tive uma formação cristã no protestantismo e de acordo com os últimos tempos, pelo menos já há mais de duas décadas atrás, Roma em sua sabedoria nos documentos, espírito e intenção do Sagrado Sínodo Vaticano II concorda de forma inteligente, segundo a pura Revelação bíblica e logicamente com importantes círculos protestantes a exemplo de certas hostes luteranas relevantes e não sectárias de que a salvação é somente pela graça (sola gratia). Expressamente Roma concorda, hoje, com os protestantes em relação com esta sola gratia da Reforma Protestante e também com o Apóstolo (São Paulo) que em carta aos cristãos de Éfeso escreveu que pela graça o homem é salvo, não por obras, mas por puro dom de Deus para que ninguém se envaideça (Efésios II, 8,9). Ainda que Roma não concorde com os protestantes que dizem que a salvação é somente pela fé (sola fide), porque, até aonde eu entendi da coisa, ressalvando-se que eu pessoalmente ache muito interessante a ideia da teologia da cruz (theologia crucis) de Martinho Lutero, o fundador do protestantismo, até aonde eu conheço de tal assunto, que diz que o homem tem uma ideia clara de Deus ao contemplar o Deus feito homem, Jesus Cristo, ferido, pregado em uma cruz e na mesma morto para aproximar-se dos mais pequeninos dos homens, que aliás são os que se abrem com mais facilidade para a salvação divina, e não dos sábios e prudentes que pela inteligência acerca do que é natural podem chegar de alguma forma a Deus, contudo que desprezam por orgulho o que vê a própria inteligência deles. Contudo, ainda é verdade que normalmente no homem sem paixões ou doenças degradantes é livre e pode ver claramente na natureza, a criação (Sabedoria XIII: 1 e 5; Romanos I: 20) o que Deus pode revelar de Si a fim de justificar, salvar o homem sem depender exclusivamente da Revelação especial em Jesus Cristo.

Karl Marx

Assentada a ideia cristã eu também acho muito interessante a ideia que é o comunismo ou marxismo, fruto da visão filosófica, política e de crítica à Economia feita por Karl Marx, um filósofo do século XIX. O marxismo é um clássico sobre o capitalismo e pode dar uma excelente saída para a atual fase do capitalismo que é o capitalismo financeiro em que, segundo o pouco que eu sei do assunto, a mercadoria hoje é o próprio dinheiro, gera, pelo menos em alguns países atrasados como o Brasil, o fim da indústria, também o fim dos investimentos da parte de empresários ávidos por lucro mesmo quando um governo desonera a sua folha de pagamentos, isto é, lhes tira encargos sociais e direitos dos trabalhadores. O capitalismo financeiro em tais países mais atrasados causa a redução de sua economia à exportação de produtos de primeira necessidade como comida ou minérios brutos. O capital explora as massas trabalhadoras ao cobrar o preço da mais-valia que é o valor a mais que uma mercadoria possui por tempo trabalhado e que o burguês não repassa para o salário do proletário e hoje com o liberalismo econômico extremado não há mais a mais-valia social para um Estado pujante que promova a justiça social. Outra coisa é que eu acho que o comunismo é muito mais conforme o espírito cristão que quer uma fraternidade entre os homens, sendo que ninguém humano deverá ser chamado de mestre, Rabi ou pai, porque somos todos irmãos, Rabi e mestre é só um que é o Cristo e pai é somente o Pai do céu (São Mateus XXIII: 8,9), o próprio Jesus Cristo ensinou tais coisas. Porém, caro leitor, eu não desconheço a condenação que a Santa Igreja Romana lançou contra o comunismo e o marxismo, porque parece ser óbvio, se a consciência do homem forma-se segundo a realidade econômica humana ou material, então, a raiz teológica da verdade torna-se desnecessária o que é um erro conforme muito bem mostrou o à época Cardeal Joseph Ratzinger que demonstrou justamente a raiz em Deus do que seja a verdade sendo Ele mesmo a verdade para além, ainda que conhecido a partir deste mundo que passa e que em cada época do mundo os sinais dos tempos da necessidade do cumprimento de Sua divina lei e que o Senhor em breve virá podem ser discernidos por todo homem que ama a sabedoria, que consegue discernir o conhecimento que é a verdade e que é, como alegado, o próprio Deus. Conclui-se, logo, que o marxismo, o comunismo precisa de uma correção metafísica e baseada na Revelação divina em Jesus Cristo tutelada pela Igreja Católica.

Comunismo

Enfim, caro leitor, eis pelo menos um resumo ou esboço da visão de mundo que é minha própria tendo por raiz o cristianismo e por isso também um comunismo e um marxismo corrigidos por uma boa metafísica que é a clássica e pela fé cristã e católica romana. Graças a Deus, ao contrário do que pensam os integrantes da atual seita política e religiosa bozoísta e olavista sectária de internet que com uma atitude flagrantemente de seita: algo só na visão de mundo distorcida deles hoje estão se revelando uns fascistas duros e incompreensivos bem pouco aptos para o convívio social de irmãos que cabe aos homens uns em relação aos outros e eclesial.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Igreja Católica Romana, o Reino de Deus neste mundo

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Resumo: Respeitando a religião católica romana renovada pelo Concílio Vaticano II disserto abaixo que eu anuncio que o Reino de Deus neste mundo está presente na Sua Santa Igreja Católica Romana.

Hoje está meio fora de moda e o Santíssimo Pai o Papa Francisco até mesmo teria considerado, eu ouvi falar não li o texto que teria sido escrito pelo Santo Padre ou vi o vídeo, de que ele teria dito que seria um pecado contra o ecumenismo que é o diálogo inter-religioso o ensinar que a religião verdadeira é a católica romana. Eu duvido muito que Francisco, logo o Papa, tenha dito algo assim, porque eu julgo ser de um grosseiro irenismo que é uma falsa paz de forma alguma endossada pelo Sagrado Concílio do Vaticano II, até aonde eu conheço dos documentos do referido Concílio, e a fonte de onde eu tirei tais supostas palavras do Santíssimo Pai vem da seita política e religiosa extremista conservadora que se tornou a internet como uma realidade paralela que se tornou o ambiente virtual. Mas, sem excluir a no mínimo, em consonância com o Sagrado Sínodo Vaticano II, dignidade humana que reside na liberdade de consciência, nos justos limites, de toda pessoa sã, me parece evidente que é muito interessante e fecundo dizer o contrário, afirmar a verdade e realidade sonante católica romana que veio do Coração Sagrado do próprio Deus Jesus Cristo feito homem em suas pregações por toda a terra dos judeus, a fim de instruir, corrigir os erros e até mesmo porque se fosse indiferente a minha religião e a do vizinho, a religião dele e a minha não seriam diferentes, apesar de a Santa Igreja Católica abrir-se francamente hoje ao diálogo - que os verdadeiros amigos da verdade são abertos para o tal - e convivência nem sempre recíproca por outras religiões.

Então, caro leitor, já bem explicado eu costumo anunciar, graças a Deus com humildade, alegria e até bom humor, que e a Igreja Católica Romana Santíssima é o Reino de Deus já aqui neste mundo de forma misteriosa e humilde, sofredora e que busca, graças a Deus, servir a Deus e aos homens. Os homens se querem servir ao Deus verdadeiro único e trino devem ingressar e perseverar em Seu Reino que é a Santa Igreja Romana do Deus vivo, a fim de por fim salvarem-se pelo conhecimento da verdade que é o Cristo total presente em Sua única e verdadeira Igreja aonde são celebrados os sacramentos que são os meios da graça salvadora que se manifesta em resgate de todos os homens.

Que todos os amigos celebrem entre si a amizade verdadeira que os une, de fato, porque amigos antes de entre si mesmos, todavia, porque por dever de piedade são amigos da verdade cuja beleza e glória que é a de Deus resplandece na face de Jesus Cristo presente integralmente neste mundo concretamente em cada santíssimo templo católico romano que pode-se ser encontrado com não rara fulgurante beleza e imponência neste mundo.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Por que eu sou católico romano?

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Resumo: Uma reflexão minha sobre o porquê eu sou católico romano aonde baseio-me na realidade das coisas para fazer tal opção pelo catolicismo romano.

Há alguns poucos meses atrás eu escrevia sobre reflexões em torno de perplexidades reais minhas no que se refere ao cristianismo estar dividido em católicos e protestantes. Eu mesmo fui protestante durante uns oito ou nove anos de minha vida. Eu mesmo participei da fé protestante que de fato toca os sentimentos do homem e o homem passa por algo como uma parte do seu íntimo que simplesmente não calcula e delibera friamente como se o homem um anjo fosse e não tivesse um corpo ou como se o homem fosse simplesmente uma peça de um maquinário cósmico a serviço de verdades universais, gerais e necessárias nenhum pouco humanas ou inconscientes negando ao homem de alguma forma o que lhe caracteriza que é a sua liberdade. Segue-se que algum tempo depois diminuídas as precauções sociais de isolamento social no mundo com relação à atual pandemia do novo coronavírus que vem dominando e tragicamente matando as mentes e os corpos neste ano da graça de 2020 a minha arquidiocese, a de Belém do Pará (Brasil), voltou à de forma gradual e serena a celebrar o Santo Sacrifício da Missa. Voltei, então, à santa Religião romana e católica alegremente e de forma penitente por ter afastado-me das coisas espirituais durante os primeiros tempos de pandemia.

Como um raio de luz algo acerca da liberdade humana a santa Fé católica romana iluminou-me. É bem conhecida da ideia de Martinho Lutero e de João Calvino, os precursores da Reforma e principais reformadores, com relação à escravidão da vontade humana ou de que o homem seria impedido por sua natureza corrompida pelo pecado original de colaborar com a graça divina. Mas a Fé católica por sua divindade e santidade bem conhece o homem e sabe que ele é alguma coisa, diria o filósofo Olavo de Carvalho ao falar da questão de livre arbítrio e determinismo, e alguma coisa que o homem é, de fato, que ele é uma criatura racional e como tal normalmente pode conhecer a verdade e pode ser livre. Não é só a Fé sozinha que justifica o homem, se bem que a Fé é o princípio da justificação coisa que não nega um papa como São Pio X insuspeito de ter sido um homem liberal. A Fé mobiliza o homem, porque o amor de Cristo nos constrange, diria São Paulo, desperta-nos a agir, fazendo a Fé operar a respondermos em amor não por apego à letra da Lei que mata, mas ao seu espírito da Lei que é amor a Deus sobre todas as coisas e por isso mesmo por verdadeiro respeito e amor aos homens como a nós mesmos.

Se o homem não fosse livre ele não seria alguma coisa humana e como tal não seria um ser moral, com méritos por sua liberdade de optar entre o bem e o mal e inteligente, capaz de conhecer e conhecimento é acesso à verdade por um diálogo da alma consigo mesma da forma como conceitua o conhecimento o filósofo Platão. Eu entendo que se o homem não tivesse essa dignidade o próprio Deus não teria se feito homem em Jesus Cristo sendo inseparavelmente, sim, inseparavelmente Deus e homem, ainda que sem mistura, a fim de restaurar e imagem e semelhança que o homem guarda em relação ao seu Criador.

Por tudo isso e também, porque infelizmente as comunidades de irmãos separados protestantes são muito divididas entre si, caro amigo leitor, eu me digo um católico romano, porque, de fato, concretamente o catolicismo romano corresponde à verdade do que seja o homem. Ainda que o homem antes do batismo e da Fé cristã em sua vida esteja morto e sepultado em seus delitos e pecados, como diz São Paulo, contudo o homem pode algo saber da verdade que é Deus em seu poder, glória e realeza por meio da natureza, como também diz São Paulo e o autor do livro deuterocanônico da Sabedoria. Pela natureza ou a criação Deus dá pistas acerca de Sua Pessoa excelsa o que torna todo homem indesculpável e culpável, sendo que mesmo sem a Lei de Moisés e mesmo sem o Evangelho todo homem será julgado no Juízo Final e desde já em sua vida mais cotidiana pelo tribunal de sua consciência, dada por Deus, aonde a glória, realeza e poder de Deus refulge como em um santuário particular que todo homem tem dentro de si e aonde ele encontra-se de alguma forma com o seu Deus ao olhar-se no espelho que há em si mesmo e que mostra-lhe a feiura ou a beleza que é tal ou qual homem conforme as suas obras o enfeiem ou o embelezem.

sábado, 18 de julho de 2020

Sabedoria

Autoria: João Emiliano Martins Neto


Resumo: Uma breve reflexão sobre a sabedoria que é o relacionamento heterossexual e a cegueira que é o relacionamento homossexual.

Uma coisa é certa, o relacionamento homem e mulher é fecundo, gera filhos, uma família, e prefigura a própria relação de Jesus Cristo com a Sua única, verdadeira e Santa Igreja Católica Apostólica Romana, uma relação de aliança, fidelidade e auto-sacrifício, sendo que Cristo, o Esposo, deu a Sua vida para salvar o Seu corpo que é a Igreja, a Sua Esposa e o homem ao casar-se com uma mulher na Santa Igreja, de preferência, ao receber o sacramento do matrimônio eles terão a força da graça sacramental para se darem um ao outro como vidas eucarísticas em oblação e sacrifício para erigirem uma nova família que é a Igreja doméstica, célula da Igreja Católica e célula de um Estado, sociedade, um mundo saudável, porque marcado pelo amor: a doação total de si até chegar ao ponto do derramamento do próprio sangue se preciso for.

Isso é um dado de sabedoria que só por aí contrasta com o que é a homossexualidade que é a união estéril de pessoas do mesmo sexo sendo ambas ou pelo menos uma delas uma flexão ou uma deterioração desnecessária de sua natureza masculina ou feminina em homens e mulheres, respectivamente, afeminados ou masculinizados, porque na normalidade heterossexual o homem é másculo e fisicamente maior e mais forte, porque representa a fortaleza da família e da mulher e a mulher é feminina, maternal e acolhedora a fim de ser como lhe é próprio a flexão e a humildade da interioridade que gesta e acolhe a interioridade, o coração do marido e gesta e acolhe fisicamente e espiritualmente os filhos, o coração ou vida interior dos filhos refletindo como a lua a luz do sol que é o marido. 

À sabedoria da união heterossexual constituída de preferência no sacramento do matrimônio contrasta na ignóbil união homossexual em pessoas fechadas em si mesmas em um narcisismo de quem só acha belo o que lhe é espelho, diria a canção de Caetano Veloso, ou seja, só admira o que é semelhante a si, o seu mesmo sexo em outra pessoa de seu mesmo sexo.

Tudo isso aqui escrito é sabedoria e deve estar inscrito no coração de todo homem de boa vontade homossexual, como é o meu caso, eu sou homossexual, ou heterossexual os quais se tiverem boa vontade terão paz neste mundo como cantaram os anjos quando do nascimento do Cristo em Belém, porque não substituem o que saborearam de mais apurado como pessoas sábias que são pela água contaminada de um pensamento como o gayzista que pretende perverter a verdade a fim de erigir uma frágil estátua com pés de barro de um reino neste mundo que está fadado à destruição.

sábado, 23 de maio de 2020

O cristianismo e eu

Autoria: João Emiliano Martins Neto



Resumo: Um rápido esboço de minha relação com o cristianismo em que apesar da minha perplexidade diante da diversidade de confissões cristãs, especialmente a protestante e católica, sendo a protestante a que chama-me mais a atenção por ter me dito pela primeira vez o que seja com maior clareza o que seria o cristianismo.

Nos últimos tempos, acho que nos últimos dois meses, tempos fúnebres de pandemia do novo coronavírus no mundo todo por isso de ausência do cristianismo institucional da Igreja Católica Romana e inclusive das evangélicas, novamente como é recorrente em minha alma, voltou a questão do protestantismo. Eu fui protestante durante uns oito anos de minha vida, a partir do ano de 2006 quando fui rebatizado na Igreja Evangélica Assembléia de Deus (Igreja-mãe/Templo central) de minha cidade de Belém (capital do Estado do Pará), mas voltei a ser católico romano em 2013, retornei por um breve espaço de tempo às hostes protestantes evangélicas, mas voltei a ser católico, enfim, acho que lá pelo ano de 2017, por aí.


Martinho Lutero

De fato, o cristianismo protestante marcou-me como uma noção muito surpreendente e com uma clareza da causa salvadora de Cristo neste mundo do que seja o cristianismo com a ideia protestante de cristianismo que é a da justificação e salvação do homem que é operada pela fé e somente pela fé, sola fide, em Jesus Cristo sem a necessidade de obras, como me parece que é dito com clareza na Bíblia Sagrada em diversas passagens, e onde a questão da liberdade do homem, muito em voga na Igreja Católica, mas se o homem é livre, por que teríamos a necessidade de um Salvador como Jesus Cristo se nossa liberdade, então, poderia tudo, inclusive que evitássemos o mal que nos conduz ao inferno? Por que o protestantismo marcou-me? Segundo o que eu acabei de dizer e eu diria que parece-me um tanto nebulosa a questão do cristianismo no catolicismo que é muito atrelada ao engajamento do homem em uma institucionalidade como a da Igreja Católica Romana através de mil meios como os caritativos, educacionais, em toda uma estrutura grandiosa eclesial e litúrgica, mas sobretudo nos sacramentos, todavia, que essa Igreja não prende nem a Deus e nem o fiel aos sacramentos e quem reconhece tal verdade é uma voz sectária por exemplo a de um padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, voz do inferno mentirosa, porque mente que não sente ao falar do que ele discorda e do que talvez desconheça absolutamente como quando o padreco fala mentirosamente sobre Martinho Lutero, o protestantismo, Hegel ou Karl Marx. O tal padre é um fanático, além de ter a voz fina e ter trejeitos homossexuais e ser um decrépito com aquela batina preta que ele usa, e é um histérico. Deus tem os seus próprios caminhos para além da institucionalidade mesmo sacramental, mas que passa fortemente por este mundo e pelo homem. Deus pode conquistar o homem tocando com toda a evidência no íntimo, no coração do homem, algo oculto ao mundo como no caso da conversão do chamado bom ladrão crucificado ao lado do Cristo e o homem estava ali pregado, preso em uma cruz. Ora, que obra ele poderia ostentar? Ou em outro caso, por exemplo, no batismo de desejo que é quando o catecúmeno, o homem adulto com desejo e em preparação para ser cristão, se ele vir a morrer antes do batismo, contudo o seu desejo de ser batizado, de ingressar na grei sagrada de Cristo lhe é levado em conta de justiça e os seus pecados são perdoados e a sua alma é salva. Mas há uma outra questão em que há um vínculo muito estreito com as obras, e de novo entra a ideia errada da Igreja Católica de que o homem é livre, no caso da participação do fiel à Missa aos domingos, e que fiel católico não se sente ao menos tentado ao orgulho, à soberba, com força, quando vai todo o domingo com sua família burguesa a cumprir a obra e obra em cima de obra ao ir todo tomado banho, bem vestido, cabelo penteadinho, com talco no bumbum e perfume que comprou com o vil metal, o dinheiro que comanda o homem na sociedade que vivemos que é a do capital? Enfim, há um sistema todo de obras e obediência como ao clero que se superpõe, se impõe e se sobrepõe à simples fé que foi a redescoberta de Martinho Lutero em sua leitura da carta aos Romanos de São Paulo (Romanos I,17). Com relação à necessidade do clero no catolicismo como algo externo ao homem é interessante o que diz Karl Marx, o famoso e polêmico economista e filósofo do século XIX, que ele diz que Martinho Lutero superou a religiosidade exterior, pela fé. Lutero teria superado a essência do mundo exterior no sacerdote católico romano ordenado, ou seja, trazendo para o coração do homem a religião mediante a fé o que lhe era externo e uma "idolatria", diz Marx, no sacerdote, pois o homem não poderia se aproximar de Deus sem o sacerdote.



Virgem Maria

Há mais coisas, que à primeira vista parecem confusas no catolicismo, porque também há a devoção aos santos, a começar da Virgem Maria. Eu não discordo de tal coisa, a devoção aos santos, pois eu não a vejo como idolatria como fazem os protestantes mais duros, porque os méritos infinitos de Cristo Jesus que Ele obteve pela salvação objetiva e concreta dos homens em Sua vida e morte de perfeita obediência ao Pai é claro que tais méritos se sobrepõem na escala do infinito aos méritos dos santos que são méritos relativos, a começar dos méritos da Virgem Maria, ainda que méritos superlativos, acima de todos os santos, mas jamais infinitos como os de Cristo.


Karl Marx e Hegel

A questão da justificação pela fé ou somente pela fé, sola fide, como parece ser evidente ao que diz São Paulo em suas cartas como as aos Romanos ou aos Gálatas parece-me, de fato, colocar a fé com a exclusão de obras como o que salva, entretanto, a Igreja Católica por uma síntese mais humanística e científica com o pensamento anterior grego pagão como o de Aristóteles quis adaptar o cristianismo ou traduzi-lo, não sem uma traição, dizem ocorrer em traduções, a ideia cristã de justificação e salvação por Cristo aos pagãos alheios à manifestação gloriosa da graça de Deus em Jesus Cristo, o Messias do povo israelita. Porém, ao meu ver, a razão é, de fato, desafiada no cristianismo a começar do Deus e homem Jesus Cristo sem mistura e sem divisão: divino e com algo de criado e natural que é o que o Cristo é, escandaloso por tal rebaixamento de Deus ao humanizar-se, é escândalo aos judeus, por exemplo, Deus vir a servir, a cumprir os mandamentos pelo pobre homem, tornar-se escravo como os judeus eram chamados de escravos na Antiguidade, todavia o homem é incapaz de dar conta do recado e cumprir a Lei, o Cristo veio e pelo homem cumpriu as regras. E o Deus e homem Jesus Cristo é loucura para os gregos, porque, na minha opinião, o homem para o grego podendo ser apenas o filósofo, entretanto, em Cristo o sábio que só pode ser o divino humanizou-se, tornou-se homem em Cristo Jesus e o homem Cristo é o sábio e não mais apenas filósofo sendo o Cristo a própria sabedoria encarnada. Também ainda a questão de Aristóteles, aponta para a ética das virtudes que se dá pelo hábito, enquanto o cristianismo escandalosamente e como coisa de louco para os gregos e para o padre Paulo Ricardo coloca a justificação e a virtude do homem não no hábito, mas na fé em Cristo ou somente na fé em Cristo, acentuam os protestantes.


Ícone mais antigo do Apóstolo São Paulo encontrado em Roma

Bom, meus amigos leitores, é basicamente este, acima, um rápido esboço de minha relação pessoal com o cristianismo. Há também a questão moral da homossexualidade que para mim é uma luta terrível contra tal coisa, e diante da qual eu já fui derrotado diversas vezes, contudo ainda bem que é Cristo que venceu pelos homens, e n'Ele somos mais que vencedores, escreveu São Paulo na Bíblia Sagrada. O sexo é assim mesmo, porque é por natureza, à maioria dos homens, a questão do apelo forte animal a muitos e o homem é outrossim um animal ainda que racional e no caso da homossexualidade já que a mesma é um desafio a Deus, então, o diabo impulsiona o homem com a tendência homossexual a desafiar o seu Criador.

O cristianismo é algo que toca no meu coração profundamente, o cristianismo apaixona-me, é uma via de libertação crassa, sobretudo na via cristã luterana da ideia de justificação somente pela fé. Eu só sei que a causa de Jesus Cristo é algo que me move, apela ao meu desejo forte por libertação, mobiliza-me para agir, porque é conforme diz o Apóstolo (São Paulo), "caritas Christi urget nos", o amor de Cristo nos constrange, porque conduz o homem à sabedoria que é o de ganhar almas, como diz a Bíblia, e no protestantismo eu noto que mais do que no catolicismo o homem sabendo-se justo e salvo pela simples fé, somente pela fé e não por obras, sai logo o homem de si e de sua sacristia para conquistar o mundo, para ressuscitar o mundo morto e sepultado em seus delitos em pecados.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Cristianismo: verdade como vida e sentimento

Autoria: João Emiliano Martins Neto



Resumo: Reflexão sobre a verdade no cristianismo como algo sui generis que é vida e sentimento na vida do homem cristão mais do que um mover-se frio e automático do homem como se ele fosse uma mera peça em um maquinário cósmico e universal.

Os intelectuais, os sábios segundo este mundo muitas vezes pedantes recusam os sentimentos como se eles fossem máquinas registradoras e não seres humanos sem na verdade compromisso algum até a medula dos ossos e da alma com o que acreditam ser o certo, mas São Paulo escreveu à primeira comunidade cristã europeia, a de Filipos, que é para o cristão ter os mesmos sentimentos de Cristo Jesus que teve sem dúvida alguma, considerou: comprometeu-se em sua própria encarnação como só Ele, teve bons sentimentos em relação à Torá, e eu menciono a Torá que significa Lei em hebraico, porque eu notei em um amigo meu judeu ao conversar com ele por uma rede social online que como judeu ele aferra-se à morta letra da lei quando Jesus Cristo e o mesmo São Paulo disseram que é o espírito o que vivifica. A Torá, a própria Lei de Cristo Deus, Ele fez-se servo como nenhum homem jamais conseguiu ser servo da Lei para pela fé dos homens n'Ele justificar os homens. Jesus mesmo disse que não veio abolir a Torá, mas dar-lhe pleno cumprimento para que todos os demais homens que a Jesus se achegarem pela fé sejam justificados pela vida e morte de Cristo de perfeita obediência à Torá. Os judeus tão aferrados à letra de seu código até que ponto a tem em seu coração se eles até hoje não aceitaram Jesus como o Cristo, o Messias, o Messias que veio trazer a justiça que vem pela fé e a fé, de fato, é algo que é um desafio à razão que se prevalece das obras? A fé pode mover muito mais a vontade e os sentimentos mais do que a inteligência, e um certo individualismo, todavia grava para sempre no coração a Lei divina.

Uma outra coisa, é que se em alguns casos parece histeria, contudo no cristianismo as pessoas são movidas e por isso comovidas, o que entra o sentimento, evidentemente, as pessoas são pessoalmente, existencialmente mobilizadas e não como se elas fossem peças de um maquinário cósmico como querem os mais intelectuais frios, as pessoas são pessoalmente impulsionadas, porque Cristo salvou as pessoas tomadas cada uma pessoalmente e individualmente. Nota, caro leitor, como intimamente no cristianismo as pessoas são movidas, elas tem sentimentos, não são meramente coisas que fazem girar uma geringonça universal de verdades gerais. O cristianismo que atua pela fé em Jesus pode redundar em um sentimentalismo e em um individualismo, e na resultante dissolução de instituições mundanamente identificáveis como a própria Igreja e os seus sacramentos, mas isso resulta em um grande ganho de um comprometimento íntimo, intransferível e de carne e osso, concreto, à verdade e a verdade é verdade para os cristãos, Cristo é a verdade, como algo parte das pessoas, pois foi Cristo que pela fé as justificou e as salvou: a justiça de Cristo é justiça do cristão. Então, com propriedade as pessoas cristãs dizem: "O meu Jesus", isto é, a minha verdade que livrou-me da morte, das trevas e do inferno. Ou seja, no cristianismo, enfim, a verdade não é meramente uma proposição no papel ou verbal ou como algo que se obedece de forma banal, fria e intelectual ou por coerção. A verdade, Jesus, pela fé toma o homem em todo o seu ser e pode tal verdade tomá-lo como um justo, alguém na verdade, pela verdade e com a verdade: pela fé fundamentalmente.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Rumo à uma maior consciência

Autoria: João Emiliano Martins Neto



Resumo: neste meu artigo escrevo sobre estar indo no caminho de uma maior consciência, isto é, de saber se se sabe o que se diz saber e se se sabe que não se sabe de algo que de fato não se sabe e de se saber discernir o bem do mal, mas que no final das contas Cristo que é o Salvador perdoa e salva o homem que nunca está à altura das exigências de sua consciência.


Eu entendo por consciência o estar bem certo sobre o certo e o errado, sobre o bem e o mal e sobre o se se sabe algo acerca de alguma coisa ou não. Ou seja, a consciência é algo que é saber que se sabe algo e o não saber que não se sabe algo.

Fiquei chocado, ontem, dia 04 de maio de 2020, enquanto vivemos atualmente uma terrível pandemia de um novo vírus chamado coronavírus, ao conversar com uma pessoa daqui de minha cidade de Belém (capital do Estado do Pará) pelo WhatsApp, é que ele riu debochado e homofóbico recalcado e eu digo recalcado no caso dele, porque certa vez ele bêbado ficou dizendo para mim qual era o comprimento do pênis dele. Ele dizia acerca de uma suposta consciência que eu teria que seria o fato de eu estar consciente de eu ser alguém "bem gay"... Bom, em plena pandemia de coronavírus alguém estar consciente de ser gay que é alguma coisa que não leva ninguém ao contágio de dezenas ou até mesmo centenas e milhares de pessoas, isto é, ser gay não conduz necessariamente à morte física, mas muito mais à morte espiritual, porque o salário do pecado é a morte, diz a Bíblia Sagrada. Mas pelo menos ser gay é algo menos contagioso e menos mortífero, no sentido literal de morte como morte física, ser riscado do mapa, do que ser pego pela Covid-19. Não que morrer espiritualmente por causa da homossexualidade não seja algo até mais grave, porque se alguém está morto espiritualmente: se está em pecado mortal e não foi em busca a tempo ordinariamente do sacramento da penitência para reconciliar-se ou pelo menos não pediu o perdão de coração a Deus, não foi em busca da misericórdia divina de todo o coração e alma, é inimiga de Deus tal pessoa, portanto, e merecerá a morte eterna no inferno. Mas, se sem dúvida no meu caso a homossexualidade é algo tremendamente perigoso à minha vida espiritual, porque é uma tentação constante à qual eu estou exposto e o perigo é até mesmo físico, porque quantas vezes eu escapei de contrair o vírus da AIDS em um relacionamento sexual sem o uso de camisinha ou de quantos perigos eu escapei ao frequentar o submundo devasso, desonroso e cheio de prostituição paga que há no mundo gay? Inúmeras vezes. E, realmente, eu estou consciente que eu tenho desejos homossexuais, mas graças a Deus procuro não prática-los, não sem enorme dificuldade, ainda que eu já tenha tido muitas recaídas na homossexualidade, infelizmente. No entanto, diz São Paulo em sua carta aos Romanos que o homem é justificado mediante a fé e com isso tem paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (Romanos V,1). Ou seja, pela fé e eu julgo ter pelo menos alguma sincera e de coração fé em Jesus Cristo, porque como diz também São Paulo, o amor de Cristo nos move (2 Coríntios V,14), porque nos move à uma gratidão, à um amor e à um ativismo praticamente automático para dizermos ao nosso próximo, em missão, que podemos ser salvos desde que de coração, do âmago de nosso ser, individualmente, a gente simplesmente tenha fé em Cristo.


Mas, em um rumo à uma maior consciência é evidente, dizia o tal rapaz para mim no WhatsApp e faz sentido, é bem correto, há um tribunal na consciência humana que acusa e condena o homem, porque nem sempre o homem está altura de agir de fato em conformidade com o que sabe que sabe, contudo, como diz o apóstolo São João temos um advogado junto ao Pai (1 João II,1) e perante à nossa consciência que é Cristo a fim de defender-nos. Quem salva no final das contas, concretamente, de fato, e verdadeiramente é Jesus Cristo e Cristo quem salva a pecadores concretos, verdadeiramente pecadores, mas que podem alegrar-se, mesmo que o pecado seja tremendo, mas o homem crendo com mais força, ainda, a misericórdia divina é maior e lhe é aplicada pela fé e para a glória de Deus é Ele quem salva, porque pela graça, diz ainda São Paulo, somos salvos, mediante a fé, não por obras para que ninguém se glorie (Efésios II,8,9), porque Deus não divide a Sua glória com ninguém (Isaías XLII,8), escreveu o profeta Isaías.


Não devemos esmorecer na prática do que sabemos ser o certo e evitar o errado e o mal, mas que saibamos que de uma vez por todas foi Jesus Cristo, foi Deus, porque a Deus pertence a salvação (Jonas II,9), disse o profeta Jonas, quem na cruz cumpriu por nós toda a justiça e fez jus à consciência humana, sendo para tanto, Jesus, além de verdadeiro Deus, mas também verdadeiro homem para com um sangue humano, todavia também divino, logo, por méritos infinitos só alcançados por Cristo para salvar o homem, e o homem toma posse de tais méritos de Cristo que são infinitos pela fé que opera pela prática do amor e na participação ordinária nos sacramentos com frequência como o são os sacramentos da Eucaristia e da penitência.

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