A minha filosofia espiritualista está em perigo atualmente: estou evitando uma experiência fundante - minha filosofia não é uma farsa acadêmica meramente discursiva para ter diploma que serve mais para limpar a bunda - que é largar um resto de lubrificante íntimo para uso em minhas aventuras sexuais, ainda há de materialismo, anti-metafísica em mim, o facciosismo de Trasímaco. Como diz Olavo de Carvalho em A Filosofia e seu Inverso: "A experiência, por sua vez, pode ser mais rica ou mais pobre, pode ser o sinal de uma descoberta formidável ou apenas a prova de um complexo neurótico, de uma ilusão auto-engrandecedora, de uma incapacidade de viver." É esta última o que eu quero evitar para não acabar de medíocre a péssimo renunciando até a nobreza de uma filosofia espiritual, metafísica como a minha do espiritualismo meta-histórico e dialético platônico e agostiniano, evitando como também diz o mestre que "A construção teorética (...)" possa tornar-se até psicanaliticamente em uma "racionalização" com a teoretizacão, diz Olavo, "camuflá-la [a experiência, ainda mais se for uma experiência degradante] ao ponto de a tornar irreconhecível".
Minha filosofia, verdadeiro amor à sabedoria, corre um risco que Deus, questão metafísica ou mais real maior, me ajude com sua graça.

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