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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser um Idiota (Pré-Venda)

Por Livraria do Seminário de Filosofia


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O PRODUTO ESTÁ EM PRÉ-VENDA - A NOVA PREVISÃO DE DESPACHO É QUARTA-FEIRA DIA 21 DE AGOSTO.

Autor: Olavo de Carvalho

Descrição: Escritos entre 1997 e 2013 e publicados em diferentes jornais e revistas do país, os 193 textos selecionados nesta obra esmiúçam os fatos do cotidiano - as notícias, o que nelas fica subentendido, ou que delas passa omitido - para afinal destrinchar a mentalidade brasileira e sua progressiva inclinação pelo torpor e pela incompreensão.

Bate-papo de Lobão e Olavo de Carvalho

Por Olavo de Carvalho & Lobão

O cantor Lobão e o filósofo Olavo de Carvalho conversaram neste domingo via Youtube sobre a derrocada cultural brasileira, desinformação comunista, fatos sobre o golpe de 64, criaturas como Pablo Capilé, a idolatria a Paulo Freire, entre outros temas. Tudo com muito bom humor, mas sem perder de vista o estado trágico em que se encontra o país. Imperdível.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Reeditando: Oração dos cristãos estudantes de Filosofia


Em Ti, Senhor, estão
encerrados todos os tesouros de sabedoria e conhecimento, porque
sabedoria e conhecimento supremos e divinos.
 


Por João Emiliano Martins Neto



Deus nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que És o Rei dos reis e Rei de nós, os cristãos estudantes de Filosofia, porque Tu fostes verdadeiro homem como nós somos realmente homens, mas vencestes o mundo. Vós, ó meu Rei, filosofastes com maestria, pois não Te deixastes dominar pelas aflitivas intempéries metafísicas mundanas, já que nos ensinastes para termos bom ânimo. Em Ti, Senhor, estão encerrados todos os tesouros de sabedoria e conhecimento, porque sabedoria e conhecimento supremos e divinos. Faz que nós, os buscadores da sabedoria, ainda que seja uma sabedoria parcial: humana, tão humana quanto Vós mesmos, ó meu Cristo, experimentastes ser um dia um ser humano, eu imploro a Ti, faz que nós estudantes, isto é, nós que detemos a missão de sermos o mais lúcidos, corajosos e atrevidos que a gente possa para enxergarmos e dizermos a verdade do ser, da realidade, daquilo que simplesmente é, que a gente filosofe ao menos mediocremente. Que a gente filosofe ao menos de forma regular, sempre. Para que, brilhando a nossa luz filosófica, o mundo creia em Ti de forma razoável, lógica e sem histeria, ó nosso Rei Jesus. Tu Jesus que És também o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, que tiras, entre outros males, as presumidas trevas da anti-sabedoria, da ignorância, da malícia. Senhor, Tu que nos livras da burrice a nós os Teus predestinados para o Paraíso, somente pela Tua graça e mediante a nossa fé em Vós.



Tudo isso eu Te peço, ó meu Pai, em o Nome santo do Senhor Jesus, Vosso Filho. Amém.

Obrigado Senhor!

Louvado seja Deus!

Carta de Satanás sobre seu discípulo pedante

Ele ostenta ser - segundo suas palavras - que não é um zero à esquerda, não é horroroso, idiota, burro, imbecil ou fracassado.


Por João Emiliano Martins Neto


"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (Gálatas 1:8 ACF)



Quero parabenizar a esse meu amado, por ser mesmo muito criativo com seu curioso outro evangelho, moderníssimo e original que prega a ostentação ao invés da humildade de um Deus como o cristão que, ainda que nada menos que divino e santíssimo, se fez humano para salvar criaturas em pecado. 


Ele ostenta ser - segundo suas palavras - que não é um zero à esquerda, não é horroroso, idiota, burro, imbecil ou fracassado.

Parabéns a ele! Criatividade é criatividade. Eis a graça comum de um Deus amor puro, de fato. Um Deus traído, mas que não se arrepende de haver criado seres livres e capazes.



quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Escapes do Egito

Sigmund Freud, libertou uma paciente lésbica da homossexualidade.


Por João Emiliano Martins Neto


Na história da Psicanálise está registrado que o fundador dessa terapia, Sigmund Freud, libertou uma paciente lésbica da homossexualidade. Segundo o que me recordo desse caso, a paciente tinha fixação na mãe que era oprimida pelo pai. Há outras causas para a homossexualidade como abusos sexuais, transtornos mentais e abandono dos filhos por parte de pais mulheres ou homens conforme o gênero do paciente.

Há tratamento, há escape não só religioso, mas também humano-científico contra o Egito da homossexualidade. Basta que o conselho de classe dos psicólogos brasileiros deixe-os trabalhar, que possam estudar e analisar o tema. Verdadeiro fenômeno que é o homossexualismo, por definição ainda em aberto e que como citei, acima, por ter várias causas.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Ateus e ateus


 Mas o ateu militante, doutrinário, intransigente, opta pela recusa peremptória do mistério, deleitando-se no ódio ao espírito, na ânsia de fechar a porta do desconhecido para melhor mandar no mundo conhecido.



Há dois tipos de ateus: os que não acreditam que Deus existe e os que acreditam piamente que Deus não existe. Os primeiros relutam em crer naquilo de que não têm experiência. Os segundos não admitem que possa existir algo acima da sua experiência. A diferença é a mesma que há entre o ceticismo e a presunção de onissapiência. 

Acima da distinção de ateus e crentes existe a diferença, assinalada por Henri Bergson, entre as almas abertas e as almas fechadas. Vou explicá-la a meu modo. Como tudo o que sabemos é circunscrito e limitado, vivemos dentro de uma redoma de conhecimento incerto cercada de mistério por todos os lados. Isso não é uma situação provisória. É a própria estrutura da realidade, a lei básica da nossa existência. Mas o mistério não é uma pasta homogênea. Sem poder decifrá-lo, sabemos antecipadamente que ele se estende em duas direções opostas: de um lado, a suprema explicação, a origem primeira e razão última de todas as coisas; de outro, a escuridão abissal do sem-sentido, do não-ser, do absurdo. Há o mistério da luz e o mistério das trevas. Ambos nos são inacessíveis: a esfera de meia-luz em que vivemos bóia entre os dois oceanos da claridade absoluta e da absoluta escuridão.

O simbolismo imemorial dos estados "celestes" e "infernais" demarca a posição do ser humano no centro do enigma universal. Essa situação - a nossa situação - é de desconforto permanente. Ela exige de nós uma adaptação ativa, dificultosa e problemática. Daí as opções da alma: a abertura ao infinito, ao inesperado, ao heterogêneo, ou o fechamento auto-hipnótico na clausura do conhecido, negando o mais-além ou proclamando com fé dogmática a sua homogeneidade com o conhecido. A primeira dá origem às experiências espirituais das quais nasceram os mitos, a religião e a filosofia. A segunda leva à "proibição de perguntar", como a chamava Eric Voegelin: a repulsa à transcendência, a proclamação da onipotência dos métodos socialmente padronizados de conhecer e explicar. 

A religião é uma expressão da abertura, mas não é a única. A simples admissão sincera de que pode existir algo para lá da experiência usual basta para manter a alma alerta e viva. É possível ser ateu e estar aberto ao espírito. Mas o ateu militante, doutrinário, intransigente, opta pela recusa peremptória do mistério, deleitando-se no ódio ao espírito, na ânsia de fechar a porta do desconhecido para melhor mandar no mundo conhecido. 

Dostoiévsky e Nietzsche bem viram que, abolida a transcendência, só o que restava era a vontade de poder. Aquele que proíbe olhar para cima faz de si próprio o topo intransponível do universo. É uma ironia trágica que tantos adeptos nominais da liberdade busquem realizá-la através da militância anti-religiosa. As religiões podem ter-se tornado violentas e opressivas ocasionalmente, mas a anti-religião é totalitária e assassina de nascença. Não é uma coincidência que a Revolução Francesa tenha matado dez vezes mais gente em um ano do que a Inquisição Espanhola em quatro séculos. O genocídio é o estado natural da modernidade "iluminada".

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