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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

domingo, 28 de dezembro de 2025

Sim, viva a morte! (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Ó, sim, 
Mas aí de mim
Que seja só para Ti



Ó Deus, Senhor
Que os matei
Sem tolos escrúpulos não teimei



Eu os matei
Em purificar a terra pelo penhor
O Filioque procedente



Fácil expulso
De manjedouras recamadas de espinhos
À tentadora inversão a pulso



Como cães assassinados
Assassinei-os à faca, à bala purificantes espinhos
Cães disfarçados



De tua sagrada veste talar
Fantasia de Carnaval
Hipócritas fariseus almas no País do vendaval



Sim, viva a morte!
No inferno talvez menos lá embaixo
Seja a deles sorte.



quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Dies Domini (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Dia de honrar o Sumo Bem
Cobiça socialista-capitalista de um retém
No domingo
Por uma bagatela alguém se detém.



Quem no domingo trabalha por um vintém
Da verdade não lucra, doido diz: - Ainda bem!
Resta a fenomenológica



Carniça
Alma enfermiça 
Olavo de Carvalho 
Em muito na vida vigarista



Gnóstica
Invenção do demiurgo 
Não resta nada ao homem, ao liturgo.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

José Henrique Naegele, vendedor de cursos

Autoria: João Emiliano Martins Neto
 

José Henrique Naegele é um vendedor de cursos. Naegele, junto com tantos outros malucos falsos tradicionalistas galicanos mormente de Internet não raro extremistas-de-direita ressentidos e invejosos diante de direitos, não nego que alguns injustos, a mulheres, índios, negros, LGBTs, doentes mentais, deficientes físicos. Porque Tradição de verdade ou é a da Igreja Ortodoxa que denuncia brilhantemente em favor do que seja a verdadeira Tradição cristã o que pode ser a tirania do sucessor de São Pedro ao longo dos séculos, até mais de um milênio do oitavo concílio ecumênico ao vigésimo, pelo menos, no ano de 1870, e principalmente nesse ano do Primeiro Sagrado Sínodo do Vaticano onde decidiu-se a infalibilidade papal ou é preciso ser sedevacante com responsabilidade, inteligência genuinamente católica apostólica romana ou é preciso que José Henrique Naegele, eu e tantos outros ditos tradicionalistas revoltados aceitemos o Segundo Sagrado Sínodo do Vaticano da década de 1960, plenamente, porque é impossível uma crise ou erros vindos de um Pontifex Maximus, é impossível vir uma crise, erros da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana, pois a Igreja é indefectível e infalível já que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja do Senhor.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

O elemento cristão e não cristão (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Tu é um farsante
Nos outros vês o mal
Não vês em ti o tal
Inveja, ressentimento... O que?
O quê?
O mal
Também o teu quê
Como? Inveja?
O elemento não cristão
O exorcismo distante
A tua 
D'outro prisão a todo instante
Recusas o antipsicótico do médico instante
Católico brasileiro
Do espírito bandoleiro
Não praticante
No sigilo com invertidos.



O teu ressentimento 
Inveja
Ódio ao algum nos invertidos bem
Se bem.
Que dos legisferantes mau sentimento.



Espera-se algo do direito que se tem
De cristão vá bem
O elemento cristão 
A tua inveja só isso o senhor tem.



A tua loucura não confessada
É só ressentimento o que te enfada
Ao homossexualismo espúrio
Vás à tua seita protestante 
No mundo diabólico poder multifacetado a todo instante
Contra o Novo Testamento perjúrio
O pecado original moderno
Hodierno inferno
O último passo da liberdade
Deixar a católica irmandade
Rumo à faraônica orfandade.



sábado, 6 de dezembro de 2025

Cristianismo eterno (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Animal és tu, João de Jesus Paes Loureiro
Do teu partideco poetastro tarefeiro.


O Cristo é o maior garoto-propaganda
Da tua comunista banda.


À bondade cristã
Tu escondes a rapina, o complexo de Édipo, a desordem da comunistada pagã.


Eis o cristianismo eterno
Concluída a revolução da cruz
Aos filhos de Caim
Mesmo com agitação e propaganda
resta o inferno.



terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Gratidão... (nota social)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


João Emiliano Martins Neto (fotografia autoral)



Mãe de Deus Nossa Senhora de Nazaré, Medianeira de todas as graças, e SIM, Corredentora, obrigado por mais um ano de vida. Hoje não é dia de meu desaniversário, nasci em um longínquo dia 2 de dezembro do ano de Jesus Cristo de 1978. Obrigado, Vós que sois a Onipotência Suplicante rogaste junto ao Senhor Jesus Cristo para que a terra em volta da arvorezinha que sou eu fosse adubada para que eu possa dar fruto e um fruto que permaneça por pelo menos mais um ano, aí de mim se eu não der, terei a sorte dos hipócritas que é a maioria da ralé de povo e da elite soi disant cristã, raça de víboras, sepulcros caiados. Uma raça maldita que arroga-se muitas vezes católica tradicionalista, sedevacante, além de serem burros e medíocres como raramente se viu em toda a História.

Presente de aniversário (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Quando a alma é grande
Sinceridade
Bom humor
Riso alto e gostoso
Verdade.


Verdade
Presente de aniversário 
E dos desaniversários 
Alimenta-te dela
Bíblia Sagrada, Eucaristia.


Mesmo da verdade distante
"Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena"
Se ri das próprias misérias.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Belém tem sub-história (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Afeminados
Afeminadíssimos, qualificados
Já transicionaram?
Eros "envenenado" na Praça da República 
Nós, os degenerados.



Considerados
Pelo Conde Loppeux de la Villanueva tarados
Sim, Belém tem história
A bem dizer: sub-história
Nós, a escória
Captando o sentido da história 
Historicismo 
Contra o capitalismo
A mais-valia do profeta
Contrariando o profeta no homossexualismo.



Da história o profeta é campeão 
Ó meu mestre até quando estarei contigo,
eu, João?
Belém tem sub-história 
Contra o capitalismo 
Escória
O homossexualismo 
Amanhece na Praça da República 
Meu mestre recebe-me na Igreja Católica...

domingo, 30 de novembro de 2025

Samuel Câmara exorcista e parapsicólogo (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



- Sim, sim, tá bom.
- Ó! Não. Não chore, não chore...
A senhorinha ouve em triste tom
- Às três horas estarei em sua casa. -  Acerta ao telefone Samuel Câmara.



É um psicólogo?
Samuel Câmara exorcista
Para o ateu humana estupidez, parapsicólogo
Toca-lhe na fronte
Cálculo
Do ateísmo ideólogo
Da boca para fora diz o nome do Santíssimo Redentor
De dinheiro sua fonte.



Exorcista?
Cospe o demônio:
- Comunista!
Na protestante Ceia
À fome combate.



Na da menina fronte mais forte bate
Para Samuel Câmara há ali um só psicopata:
Ele.
- Nós! - Vocifera a fonte mesma de qualquer psicopata.
- Eu mando em corpos e mentes dos sem fé. - Vocifera ainda a entidade.
Arroga-se o demônio:
- Conheço a tua mendacidade!
- Desde tua pouca idade!



Acusa a sombria entidade:
- Falso pastor, ateu!
- És meu!
- Não crês no antigo judeu!
- E no nosso terror o pai do hebreu!



Samuel Câmara para a senhorinha
Exorcista encerra a sessão:
- Ela está bem. Procure um psicólogo.



Do inconsciente Samuel Câmara sem sentimentos 
Samuel Câmara perfeito parapsicólogo 
Exorcista?
Comunista!



Cospe ainda o demônio:
- Psicopata!
- Ateu!
- Sanguessuga do antigo judeu! 



Samuel Câmara exorcista?
- Parapsicólogo! Comunista! - Encerra a demoníaca entidade.

Primeiro Domingo do Tempo do Advento (poesia cristã)

 Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Coroa do Advento da Igreja da Santíssima Trindade - Belém do Pará. Ao fundo à direita a pia batismal onde eu fui batizado em tal Igreja no dia 10 de dezembro de 1978. (fotografia autoral)



A poesia é impotente
Imitação da imitação 
Já ensinava o mestre Divino Platão.



Eu gay não tenho ideia do que quero
"Pois sou criança e não conheço a verdade."



Queremos a imitação 
O mundo em Noé
Indiferença ao saber
Indiferença ao mundo das ideias.



O indivíduo erotizado
Idolatrado
É único
Indiferença ao saber
Indiferença ao mundo das ideias.



O mundo hoje é o mesmo
O mundo em Noé
Primeiro Domingo do Tempo do Advento 
"(...) na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá."
Quando o juízo a mim virá?
Nasci muito estragado.
Nos demais
Indiferença, frívolos, ateísmo temporalmente capitalista,
farisaísmo.



sábado, 29 de novembro de 2025

O que os problemas podem ensinar aos bandidos (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Samuel Câmara bandido e herege, gays, mulheres, travestis qualificados (trans)
Teimosos no mal?
Embotamento da consciência moral
Loucos para além do bem e do mal
Um dia foram crianças?
Em adultos sãos pergunta-se o porquê 
"Loucos" aqui é figura de linguagem
Teimosos no mal.



Samuel Câmara é um psicopata
O apagão da memória afetiva
O monstrengo é ridículo
Pobrezinho longe do Caminho
Jesus Cristo dá consistência aos entes 
O espanto grego
Ser no ente
O grego não era psicopata
Excetuando-se Protágoras de Abdera
Mercenário?
Mediocridade protagórica: o homem é a medida de todas as coisas.



Samuel Câmara 
Monstrengo ridículo
Não resta depressivo grave
No fundo do abismo.



O gay, o trans
Ainda mais ridículos
Pecam e invertidos pecam contra o corpo
Proto-catedral de Spiritu Sancti Deus.



Mulher no mercado de trabalho
Autonomia feminina
Vampira
Lilith 
Femme fatale 
Theda Bara
Bruxa feminista
Túmulo uterino
Anticoncepcionais
Pecam contra o corpo
Templo de Deus.




Lição aos bandidos:
Spiritu Sancti Deus ex machina
- Sois ridículos!
- Sois ridículos!
O inferno é pífio, medíocre.



A psicopatia é o ópio dos bandidos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Nós, os platônicos cristãos (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Adeus à utopia 
O resto depois de Deus 
Vem da mente dELE 
Adão inclinou-se ao mal
Não há depravação total.



Nós, o resto, temos qualidades
Bem, verdade, beleza
Neste mundo despertam-nos verdades
A reminiscência
Nega a utopia
Há um reino bem real
O das ideias
No Céu, do Céu a ciência
Ou neste mundo a poeira 
Desconexa de indivíduos 
É o mercado capitalista 
À venda doutrinas blasfemas protestantes a abortamentos de seres humanos.

Fé evanescente (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Início do debate
Vai o dito cristão renunciando a fé cristã
O olhar perdido no nada da criação 
Animal a ser domado
Libido dominandi a ser experimentado
Ele quer o poder sem nenhum pudor
Fé evanescente
Sem o pudor ninguém é inocente 
Com o uso da ciência que incha
Em auxílio da tal razão relega uma lei naturalista
Ele diz defender a família 
Naturalismo familiar
Não a sobrenatural família de Jesus Cristo
Onde nunca houve disfuncionais
Famílias naturais
Os irmãos na fé
A fé privatizada do capital
- A fé é algo que se tem ou não, desculpa ele.



A fé cristã vai junto com pepinos nas feiras?
A fé não é de todos, disse o Apóstolo
Não é de qualquer um
Deus quer que todos se salvem e conheçam a verdade, diz o Sagrado Livro 
Quem pode reclamar da fé ser deserdado?



Repete o dito cristão chavões e mentiras do Gnóstico
Ele queria o poder sem nenhum pudor
Mentiras:
Liberalismo sexual na União Soviética, calúnia de Josef Stálin a Kolontai
Quer o poder sem nenhum pudor
A santa fé soberana já foi
Impõe-se a subalterna razão
De Estado razão
Irrazão 
Sede de dominação 
A Deus pertence a força, diz o salmista 
À pobreza sucede a riqueza tediosa, ó idiota!
E entre uma e outra coisa a paranoia dos poderosos
A Deus pertence a força
E aos pobres homens de fé o combustível 
Da revolução que levará o falso cristão à forca.



quinta-feira, 27 de novembro de 2025

O sedevacantismo e eu

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


(todos os direitos reservados da imagem)


Eu não sou sedevacante, estou a um único passo dele, mas defendo o sedevacantismo, pois até onde eu já vi as críticas a ele são toscas, só comprovam uma quando não ignorância à imortal Cum ex apostolatus officio cuja revogação é como revogar a lei bíblica que diz que sapientiam autem non vincit malitia (Sabedoria VII,30) e ou é como revogar a aurora são de outro lado de uma covardia para quem quer a religião como ópio do povo sem qualquer doutrina consistente que não incomode a superficialidade burguesa e ou a demagogia de quem quer manipular o pobre povo. Se não há absolutamente a opção de sermos sedevacantes do que adianta estudarmos o catecismo para exatamente prevenir-nos dos lobos que vez ou outra como a fumaça de Satanás podem entrar e entraram na Santa Madre Igreja por meio do no mínimo ambíguo Vaticano II no máximo herético e por isso foi um conciliábulo?

terça-feira, 25 de novembro de 2025

A redenção dos gays (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Em um brevíssimo tempo aquele corpo
A camisetinha, os músculos não tão salientes 
Pelos, braços em repouso, axilas silentes.



A eternidade encerra um senhor?
Ou uma alma, penhor
Da juventude?
A inversão não conhece dos cabelos branquitude.



Pureza, castidade
Persiste
Insiste
Foge das ocasiões de maldade
Jejua, tem vida sacramental
Um dia o véu se rasga 
Eis o mundo das ideias
Eis a ideia de homem
Não mais a sombra débil do andrógino
Nem de qualquer homem conhecido na terra
Fundamento
Verdade
Contra a anti-ciência da matéria.



sábado, 22 de novembro de 2025

Servilismo anti-católico (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Igreja da Santíssima Trindade - Belém do Pará (fotografia autoral)



O medo é grande
O pecado à porta de Caim
O sacrifício do que custe pouco
O pecado
À porta, à espreita.



Os sacramentos como pedágio?
Como assim?
Ah, sim!
- A evolução herética do dogma, dizes tu.



O medo é grande
Ele não dar-me-á o perdão
A chave da ciência na mão do fariseu (zelota)
Cum ex apostolatus officio é perene.



O medo é grande
O servilismo anti-católico
A hipocrisia do fariseu (zelota) na cátedra de Moisés
Fariseu ou mais propriamente zelota modernista.



Cum ex apostolatus officio é perene
A verdade é irrevogável.
Um aborto
É o servilismo anti-católico 
Covardia
É o fruto do Vaticano II: o eclipse da Santa Madre Igreja.



Cansaço de fazer o bem
A confusão das almas mais dóceis e inteligentes 
Abrevia, ó Senhor, a tua vinda
Antes do obliterar total diabólico dos eleitos
É perene Cum ex apostolatus officio.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Vitrine ou muro (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


São José, terror dos demônios (todos os direitos reservados da imagem supra)



Vitrine da união de bem, verdade e beleza
Unum, bonum, verum: um só
As luzes do Natal encantam.



Muro dos que dormem
Isolamento
Luxúria 
A "verdade" do deus-dinheiro 
O "belo" da meretriz
O "bem" da embriaguez e da gula.



Vitrine: 
esmolas ao mendigo, perdão,
castidade, Catecismo Maior de São Pio X, esperança.



O muro da vergonha, 
"Tudo vale a pena"
A alma-muro é sempre pequena?
O muro do secto
Indiferença, desprezo
Interesseiro
Uma morte e vida sem sentido
Macacos dos demônios 
Fácil para São José derrubar o muro
Nosso Pai, terror dos demônios.

A "gostosa" e o iconoclasmo (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



O falso pastor e nós, LGBTs
Olhos gulosos, concupiscência 
Reduzidos à carne, infância
Vaticano II,
Analfabetismo metafísico, 
Psicose materialista
Aquela vesga 
Dita por ele gostosa.



O toque, a língua, o olhar
Sentidos não mortificados
O Filho da Corredentora suportou açoites
O mártir mexicano sem solas nos pés rumo à sua sepultura
O sexo com a vesga e conosco
Lúcifer a ressoar
- Non serviam!
Diz ele: - Sou excelente!



- Prefiro ser rei no inferno!
- Sou excelente! 
Vacuidade é um Outro sobre nós
O falso pastor lava mais de 20 milhões de reais
- Eis tudo por hoje!



Fenômenos, aparências, sombras
O mundo protestante como condenado
O protestante iconoclasmo 
Aquele pastor bandido
Babando do púlpito: - Gostosa! Gostosa!
Ambos, nós e eles
Seres excelentes de Deus
Dignos 
Iconoclastas
Perpétuos protestantes 
Sorrateiros: 
- Gostosa! Gostosa!
Tremula o ímpio estandarte arco-íris.


quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Ossos, almas, missas pelos mortos (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Naquela cova aberta um crânio
Branco e seco sem u'a alma
Luxúria, ateísmo, heresias, cismas, indiferentismo religioso, Estado laico.



Perpétuos ossos,
vestígios de uma alma reinante
A vida sempre divina nem a cremação anula.



Nas missas dos mortos vela brilhante
Reservadas de direito ao católico observante:
castidade, piedade, virtude da religião, Estado católico.



Na consagração do pão e do vinho
Mortos sufragados 
Mortos? Pela morte afogados?
Santo Antônio de Lisboa está sempre mais vivo que nunca
Que o diga Alenquer do Pará, Verde Vagomundo, 13 de junhos 
Ó morte onde está a tua vitória?



São igrejas góticas esplendorosas 
Cada esmola, Santa Missa
Vinda de u'a alma no sacramento remissa 
Dedicadas às santas almas maravilhosas.



Os ossos de macabros a sagradas relíquias 
À volta do Redentor filho da Corredentora 
Tornarão à vida
Aqui as humilhadas adâmicas modernidades tão líquidas
De ossos a um corpo glorioso impassível 
Imortalidade sólida
Às missas, às brilhantes velas, 
Depois do Redentor
Celebrarão da ressurreição a festa
O amanhecer da ervinha que brotou no cemitério fresta.



Escravos na divina militância (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Escravo do capitalismo (fotografia autoral)



Expulsando com um jato d'água ou de fogo
Caiam fora do capitalismo escravos da própria ganância,
Culposa ignorância!
Aqui na terra é espaço para a divina militância 
Ensinado pela Corredentora disse o Redentor:
- O tempo está cumprido, o reino de Deus está próximo
Fazei penitência 
Crede no evangelho.


Escrava do capitalismo (fotografia autoral)



O tempo passa e com ele o tempo da conversão
Sois escravos de criaturas
Burgueses 
Direita liberal
A começar por vós mesmos 
Aos pés de arcebispos e bispos dividi o que tendes
A necessitados atendeis
Vossos irmãos
Verdadeira família 
Da divina lei observantes.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Toda a verdade será castigada (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Olhos arregalam-se arqueando sobrancelhas
Arquejantes sobrancelhas
O cansaço da insuficiente finitude ante a verdade?
Revolta contra si mesmo, revolta contra o outro.



O Senhor Jesus Cristo revoltou-se
A incredulidade discipular mantinha a opressão demoníaca ora n'água, ora em chamas
Toda a verdade será castigada
Veritas odium parit.



O corpo de humilhação 
Herança adâmica
Conhecendo bem e mal
Não como convém conhecer 
Divina conveniência 
Pergunta o Arcanjo: - Quem como Deus?



O demônio possuidor daquele corpo berra verdades e mentiras
Toda a verdade será castigada
Gritos, cuspes, o mau cheiro no quarto, rosários partem-se
Rosários de uma grande verdade
A Virgem Maria é maior do que tu, ó, Lúcifer.



Toda a verdade será castigada
Só os humildes graciosamente calam-se diante dela. Amém!

Autobiografia (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Quando me dei conta
Tapete e ponte 
Pés imundos
Corpos talvez obsessos por Lúcifer
Arrastando-se em mim
Aurora de minha vida
Lágrimas crepusculares na sala da diretora do Colégio Moderno.
Capacho perpétuo
Hoje não tenho mais lágrimas.



Homossexualismo
Onipresente inversão
O sexo desponta inconsciente
Desorientação.
Anti-natureza, anti-Deus, tão individualmente natural
Para os fariseus é valoroso o lucro individualmente capitalista
O gigante da hipocrisia no dedo deixa uma pista.



O ocaso da razão 
O que parecia a luz de um farol: mania, 
Euforia
Farol invertido de trevas do inferno
Psicose maníaco-depressiva.



Tempo desperdiçado
Inversão, enfermidade
Preguiça, a culpa é só minha?
No fim de tudo eu sou só o vilão?
Fragilidade, 
Enfermidade
Um mártir sui generis 
Enlouquecido
Com espinho na carne.
A culpa é só minha?
Oh! Nossa Senhora de Nazaré dos desvalidos, valei-me...

domingo, 16 de novembro de 2025

Marxismo cristão (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Àqueles pés venerandos
De meu Arcebispo pés adorandos 
Do que eu tenho capacidade
Em vista dos irmãos em necessidade
Doo meus bens.



Eu reconheço o que é teu
O que tu tens
Propriedade privada o que é teu, é nosso, é meu
A hipoteca social



Contra o egoísmo, o mal.
Não defendo do marxismo pagão
A anarquia geral
Aos do Arcebispo pés venerandos
Orla de suas até miraculosas vestes, panos bordados adorandos
Deponho ao desapego o que tenho
Karl Marx com água pura purificado
Marxismo cristão.


sábado, 15 de novembro de 2025

Cristão até... o fim! (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Aquela mulher
Qualquer 
É...
Maldita?



Eu sou cristão até... o fim!
Lágrimas nos olhos por ela rezando
Quiçá por ela jejuns, vigílias, sobretudo por ela missas.



Por aquela mulher
Qualquer 
É...
Maldita?
Mas eu sou cristão até... o fim!



O pinheirinho suporta
Impertérrito 
O pior dos invernos: Concílio Ecumênico Vaticano II 
Viva, viva o catolicismo tradicionalista!
Desde a fundação do mundo
Na revelação do novo e eterno Testamento
Jesus Cristo, a inteligência divina é antiga
Sempre nova e espantosa existência luminosa nos existentes.



Sim, cristão até... o fim!
Ela é maldita? É.
Mas para além do aquém da sua maldade
Há algo nela de bem
De Quem a criou
A divina
O Existente por Si e em Si
Bondade.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

O inimigo do povo (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Eu não aceito ser explorado!
A voz corrente é a do trabalho esforçado
Maria-vai-com-as-outras são muitas
Eu sou o inimigo do povo
O Seu Zé pela mais-valia esmagado
Cego e burro orgulhoso explorado
Dele pagão sou inimigo, inimigo do povo.



Eu não aceito ser explorado!
Eu aos pés de meu bispo
Trabalho esforçado
Inevitavelmente no capitalismo sou explorado
Dou a ele de minha capacidade
Aos irmãos supro a necessidade
Dos de fora cegos e orgulhosos sou inimigo, sou inimigo do povo
Mitigo a moderna ganância, orfandade.



Eu não aceito ser explorado!
Atraso o relógio do capital apressado
Aos pés do meu bispo com o que tenho
Minha jovial face é diferente das marias-vai-com-as-outras cenho 
Contra a cidade das marias, homens, sou o inimigo do povo
À cidade de Deus
Hoje a Igreja de Jerusalém é minha diocese 
Ponho no bolso a utópica União Soviética com cristã ascese.


quinta-feira, 13 de novembro de 2025

O invejoso do plus (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



A noite vai alta em Roma
O inverno Vaticano II não cessa
No Brasil nem se fala
Dizem que aí a aurora nunca raiou
Destaca-se o plus na conversa besta à beira da rua.



Quase tão besta não fosse um castor abrigado em seu dique
Contenção ao inverno Vaticano II
Ele apontou o invejoso do plus na conversa
Direitos injustos, justos direitos
Inveja, ressentimento, justa revolta.



O plus viril, o buraco feminil 
A apurrinhação de mulheres
Abismo cabeludo
Contas, boletos, filhos
O sexo invertido brilha mais que a poeira nas ruas
A conversa besta à beira da rua.



Vai alta a noite em Roma e no Brasil
Desorientação geral
Vaticano II comendo total
Excesso de merda na cabeça
Os pobres e a iniquidade 
Bichas e invejosos do plus patriarcas cansados
Revolta gnóstica e a Acerbo nimis ignorada
Iniquidade e pobreza
Bichas tão bichas que são mulheres
Necessidade
A compaixão cristã ignorada.

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