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O que um filósofo estuda? | Olavo de Carvalho

Olavo de Carvalho   " Um filósofo não estuda autores e textos. Estuda problemas, estuda a realidade, estuda a existência e seus enigmas...

domingo, 30 de novembro de 2025

Primeiro Domingo do Tempo do Advento (poesia cristã)

 Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Coroa do Advento da Igreja da Santíssima Trindade - Belém do Pará. Ao fundo à direita a pia batismal onde eu fui batizado em tal Igreja no dia 10 de dezembro de 1978. (fotografia autoral)



A poesia é impotente
Imitação da imitação 
Já ensinava o mestre Divino Platão.



Eu gay não tenho ideia do que quero
"Pois sou criança e não conheço a verdade."



Queremos a imitação 
O mundo em Noé
Indiferença ao saber
Indiferença ao mundo das ideias.



O indivíduo erotizado
Idolatrado
É único
Indiferença ao saber
Indiferença ao mundo das ideias.



O mundo hoje é o mesmo
O mundo em Noé
Primeiro Domingo do Tempo do Advento 
"(...) na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá."
Quando o juízo a mim virá?
Nasci muito estragado.
Nos demais
Indiferença, frívolos, ateísmo temporalmente capitalista,
farisaísmo.



sábado, 29 de novembro de 2025

O que os problemas podem ensinar aos bandidos (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Samuel Câmara bandido e herege, gays, mulheres, travestis qualificados (trans)
Teimosos no mal?
Embotamento da consciência moral
Loucos para além do bem e do mal
Um dia foram crianças?
Em adultos sãos pergunta-se o porquê 
"Loucos" aqui é figura de linguagem
Teimosos no mal.



Samuel Câmara é um psicopata
O apagão da memória afetiva
O monstrengo é ridículo
Pobrezinho longe do Caminho
Jesus Cristo dá consistência aos entes 
O espanto grego
Ser no ente
O grego não era psicopata
Excetuando-se Protágoras de Abdera
Mercenário?
Mediocridade protagórica: o homem é a medida de todas as coisas.



Samuel Câmara 
Monstrengo ridículo
Não resta depressivo grave
No fundo do abismo.



O gay, o trans
Ainda mais ridículos
Pecam e invertidos pecam contra o corpo
Proto-catedral de Spiritu Sancti Deus.



Mulher no mercado de trabalho
Autonomia feminina
Vampira
Lilith 
Femme fatale 
Theda Bara
Bruxa feminista
Túmulo uterino
Anticoncepcionais
Pecam contra o corpo
Templo de Deus.




Lição aos bandidos:
Spiritu Sancti Deus ex machina
- Sois ridículos!
- Sois ridículos!
O inferno é pífio, medíocre.



A psicopatia é o ópio dos bandidos.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Nós, os platônicos cristãos (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Adeus à utopia 
O resto depois de Deus 
Vem da mente dELE 
Adão inclinou-se ao mal
Não há depravação total.



Nós, o resto, temos qualidades
Bem, verdade, beleza
Neste mundo despertam-nos verdades
A reminiscência
Nega a utopia
Há um reino bem real
O das ideias
No Céu, do Céu a ciência
Ou neste mundo a poeira 
Desconexa de indivíduos 
É o mercado capitalista 
À venda doutrinas blasfemas protestantes a abortamentos de seres humanos.

Fé evanescente (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Início do debate
Vai o dito cristão renunciando a fé cristã
O olhar perdido no nada da criação 
Animal a ser domado
Libido dominandi a ser experimentado
Ele quer o poder sem nenhum pudor
Fé evanescente
Sem o pudor ninguém é inocente 
Com o uso da ciência que incha
Em auxílio da tal razão relega uma lei naturalista
Ele diz defender a família 
Naturalismo familiar
Não a sobrenatural família de Jesus Cristo
Onde nunca houve disfuncionais
Famílias naturais
Os irmãos na fé
A fé privatizada do capital
- A fé é algo que se tem ou não, desculpa ele.



A fé cristã vai junto com pepinos nas feiras?
A fé não é de todos, disse o Apóstolo
Não é de qualquer um
Deus quer que todos se salvem e conheçam a verdade, diz o Sagrado Livro 
Quem pode reclamar da fé ser deserdado?



Repete o dito cristão chavões e mentiras do Gnóstico
Ele queria o poder sem nenhum pudor
Mentiras:
Liberalismo sexual na União Soviética, calúnia de Josef Stálin a Kolontai
Quer o poder sem nenhum pudor
A santa fé soberana já foi
Impõe-se a subalterna razão
De Estado razão
Irrazão 
Sede de dominação 
A Deus pertence a força, diz o salmista 
À pobreza sucede a riqueza tediosa, ó idiota!
E entre uma e outra coisa a paranoia dos poderosos
A Deus pertence a força
E aos pobres homens de fé o combustível 
Da revolução que levará o falso cristão à forca.



quinta-feira, 27 de novembro de 2025

O sedevacantismo e eu

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


(todos os direitos reservados da imagem)


Eu não sou sedevacante, estou a um único passo dele, mas defendo o sedevacantismo, pois até onde eu já vi as críticas a ele são toscas, só comprovam uma quando não ignorância à imortal Cum ex apostolatus officio cuja revogação é como revogar a lei bíblica que diz que sapientiam autem non vincit malitia (Sabedoria VII,30) e ou é como revogar a aurora são de outro lado de uma covardia para quem quer a religião como ópio do povo sem qualquer doutrina consistente que não incomode a superficialidade burguesa e ou a demagogia de quem quer manipular o pobre povo. Se não há absolutamente a opção de sermos sedevacantes do que adianta estudarmos o catecismo para exatamente prevenir-nos dos lobos que vez ou outra como a fumaça de Satanás podem entrar e entraram na Santa Madre Igreja por meio do no mínimo ambíguo Vaticano II no máximo herético e por isso foi um conciliábulo?

terça-feira, 25 de novembro de 2025

A redenção dos gays (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Em um brevíssimo tempo aquele corpo
A camisetinha, os músculos não tão salientes 
Pelos, braços em repouso, axilas silentes.



A eternidade encerra um senhor?
Ou uma alma, penhor
Da juventude?
A inversão não conhece dos cabelos branquitude.



Pureza, castidade
Persiste
Insiste
Foge das ocasiões de maldade
Jejua, tem vida sacramental
Um dia o véu se rasga 
Eis o mundo das ideias
Eis a ideia de homem
Não mais a sombra débil do andrógino
Nem de qualquer homem conhecido na terra
Fundamento
Verdade
Contra a anti-ciência da matéria.



sábado, 22 de novembro de 2025

Servilismo anti-católico (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Igreja da Santíssima Trindade - Belém do Pará (fotografia autoral)



O medo é grande
O pecado à porta de Caim
O sacrifício do que custe pouco
O pecado
À porta, à espreita.



Os sacramentos como pedágio?
Como assim?
Ah, sim!
- A evolução herética do dogma, dizes tu.



O medo é grande
Ele não dar-me-á o perdão
A chave da ciência na mão do fariseu (zelota)
Cum ex apostolatus officio é perene.



O medo é grande
O servilismo anti-católico
A hipocrisia do fariseu (zelota) na cátedra de Moisés
Fariseu ou mais propriamente zelota modernista.



Cum ex apostolatus officio é perene
A verdade é irrevogável.
Um aborto
É o servilismo anti-católico 
Covardia
É o fruto do Vaticano II: o eclipse da Santa Madre Igreja.



Cansaço de fazer o bem
A confusão das almas mais dóceis e inteligentes 
Abrevia, ó Senhor, a tua vinda
Antes do obliterar total diabólico dos eleitos
É perene Cum ex apostolatus officio.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Vitrine ou muro (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


São José, terror dos demônios (todos os direitos reservados da imagem supra)



Vitrine da união de bem, verdade e beleza
Unum, bonum, verum: um só
As luzes do Natal encantam.



Muro dos que dormem
Isolamento
Luxúria 
A "verdade" do deus-dinheiro 
O "belo" da meretriz
O "bem" da embriaguez e da gula.



Vitrine: 
esmolas ao mendigo, perdão,
castidade, Catecismo Maior de São Pio X, esperança.



O muro da vergonha, 
"Tudo vale a pena"
A alma-muro é sempre pequena?
O muro do secto
Indiferença, desprezo
Interesseiro
Uma morte e vida sem sentido
Macacos dos demônios 
Fácil para São José derrubar o muro
Nosso Pai, terror dos demônios.

A "gostosa" e o iconoclasmo (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



O falso pastor e nós, LGBTs
Olhos gulosos, concupiscência 
Reduzidos à carne, infância
Vaticano II,
Analfabetismo metafísico, 
Psicose materialista
Aquela vesga 
Dita por ele gostosa.



O toque, a língua, o olhar
Sentidos não mortificados
O Filho da Corredentora suportou açoites
O mártir mexicano sem solas nos pés rumo à sua sepultura
O sexo com a vesga e conosco
Lúcifer a ressoar
- Non serviam!
Diz ele: - Sou excelente!



- Prefiro ser rei no inferno!
- Sou excelente! 
Vacuidade é um Outro sobre nós
O falso pastor lava mais de 20 milhões de reais
- Eis tudo por hoje!



Fenômenos, aparências, sombras
O mundo protestante como condenado
O protestante iconoclasmo 
Aquele pastor bandido
Babando do púlpito: - Gostosa! Gostosa!
Ambos, nós e eles
Seres excelentes de Deus
Dignos 
Iconoclastas
Perpétuos protestantes 
Sorrateiros: 
- Gostosa! Gostosa!
Tremula o ímpio estandarte arco-íris.


quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Ossos, almas, missas pelos mortos (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Naquela cova aberta um crânio
Branco e seco sem u'a alma
Luxúria, ateísmo, heresias, cismas, indiferentismo religioso, Estado laico.



Perpétuos ossos,
vestígios de uma alma reinante
A vida sempre divina nem a cremação anula.



Nas missas dos mortos vela brilhante
Reservadas de direito ao católico observante:
castidade, piedade, virtude da religião, Estado católico.



Na consagração do pão e do vinho
Mortos sufragados 
Mortos? Pela morte afogados?
Santo Antônio de Lisboa está sempre mais vivo que nunca
Que o diga Alenquer do Pará, Verde Vagomundo, 13 de junhos 
Ó morte onde está a tua vitória?



São igrejas góticas esplendorosas 
Cada esmola, Santa Missa
Vinda de u'a alma no sacramento remissa 
Dedicadas às santas almas maravilhosas.



Os ossos de macabros a sagradas relíquias 
À volta do Redentor filho da Corredentora 
Tornarão à vida
Aqui as humilhadas adâmicas modernidades tão líquidas
De ossos a um corpo glorioso impassível 
Imortalidade sólida
Às missas, às brilhantes velas, 
Depois do Redentor
Celebrarão da ressurreição a festa
O amanhecer da ervinha que brotou no cemitério fresta.



Escravos na divina militância (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Escravo do capitalismo (fotografia autoral)



Expulsando com um jato d'água ou de fogo
Caiam fora do capitalismo escravos da própria ganância,
Culposa ignorância!
Aqui na terra é espaço para a divina militância 
Ensinado pela Corredentora disse o Redentor:
- O tempo está cumprido, o reino de Deus está próximo
Fazei penitência 
Crede no evangelho.


Escrava do capitalismo (fotografia autoral)



O tempo passa e com ele o tempo da conversão
Sois escravos de criaturas
Burgueses 
Direita liberal
A começar por vós mesmos 
Aos pés de arcebispos e bispos dividi o que tendes
A necessitados atendeis
Vossos irmãos
Verdadeira família 
Da divina lei observantes.

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Toda a verdade será castigada (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Olhos arregalam-se arqueando sobrancelhas
Arquejantes sobrancelhas
O cansaço da insuficiente finitude ante a verdade?
Revolta contra si mesmo, revolta contra o outro.



O Senhor Jesus Cristo revoltou-se
A incredulidade discipular mantinha a opressão demoníaca ora n'água, ora em chamas
Toda a verdade será castigada
Veritas odium parit.



O corpo de humilhação 
Herança adâmica
Conhecendo bem e mal
Não como convém conhecer 
Divina conveniência 
Pergunta o Arcanjo: - Quem como Deus?



O demônio possuidor daquele corpo berra verdades e mentiras
Toda a verdade será castigada
Gritos, cuspes, o mau cheiro no quarto, rosários partem-se
Rosários de uma grande verdade
A Virgem Maria é maior do que tu, ó, Lúcifer.



Toda a verdade será castigada
Só os humildes graciosamente calam-se diante dela. Amém!

Autobiografia (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Quando me dei conta
Tapete e ponte 
Pés imundos
Corpos talvez obsessos por Lúcifer
Arrastando-se em mim
Aurora de minha vida
Lágrimas crepusculares na sala da diretora do Colégio Moderno.
Capacho perpétuo
Hoje não tenho mais lágrimas.



Homossexualismo
Onipresente inversão
O sexo desponta inconsciente
Desorientação.
Anti-natureza, anti-Deus, tão individualmente natural
Para os fariseus é valoroso o lucro individualmente capitalista
O gigante da hipocrisia no dedo deixa uma pista.



O ocaso da razão 
O que parecia a luz de um farol: mania, 
Euforia
Farol invertido de trevas do inferno
Psicose maníaco-depressiva.



Tempo desperdiçado
Inversão, enfermidade
Preguiça, a culpa é só minha?
No fim de tudo eu sou só o vilão?
Fragilidade, 
Enfermidade
Um mártir sui generis 
Enlouquecido
Com espinho na carne.
A culpa é só minha?
Oh! Nossa Senhora de Nazaré dos desvalidos, valei-me...

domingo, 16 de novembro de 2025

Marxismo cristão (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Àqueles pés venerandos
De meu Arcebispo pés adorandos 
Do que eu tenho capacidade
Em vista dos irmãos em necessidade
Doo meus bens.



Eu reconheço o que é teu
O que tu tens
Propriedade privada o que é teu, é nosso, é meu
A hipoteca social



Contra o egoísmo, o mal.
Não defendo do marxismo pagão
A anarquia geral
Aos do Arcebispo pés venerandos
Orla de suas até miraculosas vestes, panos bordados adorandos
Deponho ao desapego o que tenho
Karl Marx com água pura purificado
Marxismo cristão.


sábado, 15 de novembro de 2025

Cristão até... o fim! (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Aquela mulher
Qualquer 
É...
Maldita?



Eu sou cristão até... o fim!
Lágrimas nos olhos por ela rezando
Quiçá por ela jejuns, vigílias, sobretudo por ela missas.



Por aquela mulher
Qualquer 
É...
Maldita?
Mas eu sou cristão até... o fim!



O pinheirinho suporta
Impertérrito 
O pior dos invernos: Concílio Ecumênico Vaticano II 
Viva, viva o catolicismo tradicionalista!
Desde a fundação do mundo
Na revelação do novo e eterno Testamento
Jesus Cristo, a inteligência divina é antiga
Sempre nova e espantosa existência luminosa nos existentes.



Sim, cristão até... o fim!
Ela é maldita? É.
Mas para além do aquém da sua maldade
Há algo nela de bem
De Quem a criou
A divina
O Existente por Si e em Si
Bondade.

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

O inimigo do povo (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


Eu não aceito ser explorado!
A voz corrente é a do trabalho esforçado
Maria-vai-com-as-outras são muitas
Eu sou o inimigo do povo
O Seu Zé pela mais-valia esmagado
Cego e burro orgulhoso explorado
Dele pagão sou inimigo, inimigo do povo.



Eu não aceito ser explorado!
Eu aos pés de meu bispo
Trabalho esforçado
Inevitavelmente no capitalismo sou explorado
Dou a ele de minha capacidade
Aos irmãos supro a necessidade
Dos de fora cegos e orgulhosos sou inimigo, sou inimigo do povo
Mitigo a moderna ganância, orfandade.



Eu não aceito ser explorado!
Atraso o relógio do capital apressado
Aos pés do meu bispo com o que tenho
Minha jovial face é diferente das marias-vai-com-as-outras cenho 
Contra a cidade das marias, homens, sou o inimigo do povo
À cidade de Deus
Hoje a Igreja de Jerusalém é minha diocese 
Ponho no bolso a utópica União Soviética com cristã ascese.


quinta-feira, 13 de novembro de 2025

O invejoso do plus (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



A noite vai alta em Roma
O inverno Vaticano II não cessa
No Brasil nem se fala
Dizem que aí a aurora nunca raiou
Destaca-se o plus na conversa besta à beira da rua.



Quase tão besta não fosse um castor abrigado em seu dique
Contenção ao inverno Vaticano II
Ele apontou o invejoso do plus na conversa
Direitos injustos, justos direitos
Inveja, ressentimento, justa revolta.



O plus viril, o buraco feminil 
A apurrinhação de mulheres
Abismo cabeludo
Contas, boletos, filhos
O sexo invertido brilha mais que a poeira nas ruas
A conversa besta à beira da rua.



Vai alta a noite em Roma e no Brasil
Desorientação geral
Vaticano II comendo total
Excesso de merda na cabeça
Os pobres e a iniquidade 
Bichas e invejosos do plus patriarcas cansados
Revolta gnóstica e a Acerbo nimis ignorada
Iniquidade e pobreza
Bichas tão bichas que são mulheres
Necessidade
A compaixão cristã ignorada.

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Maria CoRredentora

Autoria: Daniel Laguna

Fotografia autoral da chamada "imagem peregrina" da Bem-aventurada sempre Virgem Maria Nossa Senhora de Nazaré, SIM e PARA SEMPRE CoRredentora, Medianeira de TODAS as graças, que é conduzida no Círio de Nazaré, anualmente, em Belém do Pará, capital do Estado do Pará, Brasil



Summalecton. Se a Bem-Aventurada Virgem Maria deve ser chamada corredemptrix [corredentora].



Reserva 1. Parece que a Bem-Aventurada Virgem deve ser chamada corredemptrix, pois consentiu livremente na Encarnação, dizendo: Fiat mihi secundum verbum tuum [“Faça-se em mim segundo a tua palavra”] (Lucas 1:38). Ora, assim como o pecado da primeira mulher cooperou para a morte, assim o consentimento desta cooperou para a vida. Logo, assim como Eva cooperou para a ruína, Maria cooperou para a redenção, e por conseguinte, pode ser com propriedade chamada corredemptrix.



Reserva 2. Ademais, o Apóstolo diz (Colossenses 1:24): “Repleto na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, em favor do seu corpo, que é a Igreja.” Portanto, parece que outros, além de Cristo, podem cooperar na obra da redenção. Assim, Maria, que mais perfeitamente uniu a sua compaixão à Paixão de Cristo, deve com mais razão ser chamada corredemptrix.



Reserva 3. Além disso, a Igreja, em algumas piedosas devoções, invoca Maria como Redemptrix, e muitos santos a nomearam assim. Logo, tal título lhe convém com propriedade teológica.



Contraponto. Pelo contrário, está escrito (1 Timóteo 2:5): “Um só é o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus.” Logo, atribuir a outrem o ofício próprio da redenção seria obscurecer a mediação única de Cristo.



Minha resposta. Digo que, na obra da redenção, cumpre distinguir duas causas: a eficiente e a instrumental. A causa eficiente e principal de nossa redenção é o próprio Cristo, enquanto por sua Paixão e Morte mereceu a graça e a satisfação que tiram o pecado e reconciliam o homem com Deus. Esta operação pertence à sua Pessoa divina, a qual unicamente possui o poder de redimir o gênero humano, como foi demonstrado noutra parte (ST III, q. 48, a. 6).



Entretanto, no desígnio divino, outros podem cooperar de modo secundário e subordinado, não como redentores principais, mas como instrumentos do único Redentor. Assim, os Apóstolos são ditos a “salvar almas”, não porque redimam por seu próprio poder, mas porque ministram a graça do Redentor.



Portanto, a Bem-Aventurada Virgem pode ser dita cooperar na redenção per modum dispositionis et compassionis [por modo de disposição e compaixão], enquanto, pela fé e obediência, ofereceu a natureza humana de Cristo, e, pela compaixão, uniu o seu coração ao sofrimento do Filho. Contudo, não é corredemptrix no sentido de partilhar da mesma ordem causal de Cristo, mas somente como participante singular e subordinada no ato redentor.



Por conseguinte, o título corredemptrix pode ser tolerado em sentido de cooperação subordinada, mas não em sentido próprio e estrito de causalidade eficiente, que pertence unicamente a Cristo.



Resposta à Reserva 1. O consentimento de Maria dispôs para a Encarnação e, assim, cooperou dispositivamente na redenção. Todavia, essa cooperação é de ministra, não de causa principal, pois até o seu fiat recebeu toda a eficácia da graça divina.



Resposta à Reserva 2. As palavras do Apóstolo significam que os fiéis podem participar dos sofrimentos de Cristo por modo de aplicação, não por modo de adição. As tribulações dos santos não completam o que falta em Cristo em si mesmo, mas na aplicação dos méritos de Cristo aos seus membros. Assim, a compaixão de Maria foi participação singular e perfeitíssima nos sofrimentos de Cristo, não adição ao seu valor redentor.



Resposta à Reserva 3. A linguagem devocional, por vezes, excede os limites da precisão teológica. Portanto, quando Maria é chamada Redemptrix ou corredemptrix, deve entender-se secundum participationem subordinationis [segundo a participação subordinada], não secundum aequalitatem potestatis [segundo igualdade de poder].

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Garota loira (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Ó os demônios, ó garota
Escorre a tua inteligência materna pintando este teu cabelo de loiro
Loira burra!
Loira burra!
Para não saíres medíocre
Na falta da maternidade
Esquecida que és do véu na Missa e de teu Senhor e da cruz.



Ó, maluca, odeiam-te os demônios 
Ó, insana, detestam-te os demônios 
Ó, pirada, acorda!
Temerás com eles a homens e demônios
Perderás a cabeça e o princípio do saber.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Leão XIV saído de algum hospício

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Dia 4 de novembro deste ano de Jesus Cristo de 2025 foi um dia de trevas para todo o orbe católico quando o nosso Santo Padre Leão XIV talvez saído do hospício falou como qualquer falso pastor protestante que só Jesus é o Salvador, a Sempre Virgem Maria não é CoRredentora renegando assim a definição de um novo dogma, agora de tipo objetivo ou o que seja Maria para nós, sobre a Deipara.



Renegaria a Corredenção da Virgem só uma besta evadida de algum manicômio e ou de algum monstrengo herético pentecostal Assembleia de Deus, com todo o respeito pelo pentecostalismo católico no qual há a necessária tutela divina do clero aos carismas, ao arrepio de séculos a fio de santidade e sabedoria de doutores, santos e mestres romanos.



Se a Soberana Maria é Mãe de Deus, se Ela colaborou para a união hipostática, como tal Senhora sublime não será por conseguinte a Redentora com o Senhor Jesus, Ela própria a matriz d'Ele por ser ninguém menos que a sua Mãe? Só um preconceito enfermo mental no qual o enfermo recusa-se a ser cuidado e ou só um preconceito judaizante farisaico de seita pentecostal protestante de periferia da Amazônia legal brasileira pode renegar a definição de tal dogma.  E ainda tem a mediação universal de Maria de todas as graças, pois Maria Senhora deu-nos ninguém menos que o próprio Deus concebido em seu ventre, outro dogma de tipo objetivo que deve ser definido, mas, por enquanto até a enfim conversão de nosso alto clero ao verdadeiro cristianismo ficamos em banho-maria ou em banho-anti-Maria na confusão geral com um alto clero 99% protestante e 1% católico...

domingo, 2 de novembro de 2025

O Diabo (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Neste pires tão raso quase me afoguei
Na minha outrora falta de fé
Na guerra de influencers me pesquei
Ó precário pescador dos homens vós os esqueceis.



A perversão da humana finitude física 
Ah, o Diabo da finitude angélica
Mundo de aparências
Medo, hipocrisia social, vaidade
O usurpador, sua demoníaca corte e seus escravos humanos.



A mental doença, a inversão,
A distração 
Quase antes nunca trabalhei
Medo, hipocrisia social, vaidade
O usurpador, hoje os fariseus disputando o poder, 
Desumanos
Ó graça torna-me mais que humano
Angélico
Casto
Da verdade cooperador
Até mártir
Além do Bojador
Além da dor
Além da solidão no lar
Além da solidão conciliar
Em ruínas-arquipélago é o lar
Em ruínas o católico lar
Até que venha um santo
A verdade, o grande milagre, o espanto
Ó graça torna-me mais que humano
Angélico 
Casto
Sinal de contradição
Do diabólico império uma subversão.

sábado, 1 de novembro de 2025

Desmentido materialista?

Autoria: João Emiliano Martins Neto 



Olavo de Carvalho em uma de suas aulas magistrais sobre o período vil helenístico da filosofia quando um Diógenes de Sínope acaba como um porco mendigo cercado de cães masturbando-se em público, na rua, depois do coroamento para filosofia que foi um Aristóteles, diz Olavo que uma pessoa normal seria espiritualista e materialista ao mesmo tempo, depreendo que conforme o caso, a circunstância. Haveria mesmo um desmentido materialista, ao sabor das circunstâncias, penso eu, ao espiritualismo que é a minha filosofia da história como uma meta-história?



A opacidade, reducionismo e cárcere determinístico materialista, pois são essas as propriedades do materialismo, desmentiria assim o materialismo à uma concepção espiritualista com uma verdade indestrutível como a verdade e dogma da fé divina e católica que ilumina todas as circunstâncias fortuitas da vida a quem for forte para sustentar o dogma? É de se notar en passant que o meu espiritualismo meta-histórico é um cristianismo meta-histórico presente em toda a história humana de todos os povos e tempos desde o Éden. Desmentiria o materialismo aquela liberdade interior ante toda a opressão, seja política, dos vícios, das paixões, do jogo de aparências, hipocrisia sociais, contra o medo. Seria a imposição do desejo e apenas desejo de poder de um sujeito absoluto tão propriamente moderno, cartesiano que ignora-se a si mesmo? Desmentiria o materialismo a boa e sã moralidade que diz que o homem,  protagonista e ser mais excelente neste mundo sensível é responsável e livre até o fim por suas escolhas, apesar do fogo intenso das paixões que o assole?




Sabe-se como Olavo de Carvalho acabou em total desgraça - só não acho muito provável que ele foi para o inferno pois recebeu os mistérios no leito de morte - um psicopata, amoral, maquiavélico em sua defesa política, restando ele miseravelmente ideológico, um cérebro doente que ele foi a um delinquente como um Jair Messias Bolsonaro. Para Olavo convinha uma união dos filhos da luz com os do Belial materialista em vista do poder pelo poder e sem nenhum pudor. 




Olavo de Carvalho que na voragem de sua defesa indefensável de Jair disse que tudo para os loucos onipotentes políticos, tudo é ideologia, pois não haveria certeza "matemática" de nada no mundo. Bom, mas, o próprio Olavo ensinou isto certa vez, de que se a lógica teria a ver com a matemática e se no princípio era o Logos, segundo São João Apóstolo lembrado por Olavo, o princípio, o principal, o Rei e Rei dos reis é Jesus Cristo, o Logos, que impõe como coisa certíssina o dogma católico apostólico romano. Coisa certíssima, matemática. Cabe aos sãos reis deste mundo deporem as suas coroas perecíveis aos pés do verdadeiro Rei e pararem com suas vontades nietzscheanas de poder mimadas, loucas tendo uma mente maligna por trás como a de Olavo de Carvalho, um homem que foi um vigarista em tudo em sua porca vida.

Rio 40 graus

O Texto infra que não foi escrito por mim, mas é muito revelador da parcialidade de nossos desgovernantes brasileiros encapetados no combate ao mal. Encapetados pela ganância capitalista onde em uma Faria Lima vive-se da usura do dinheiro que multiplica-se e que se dane a necessidade humana por bens e serviços, por isso pode matar-se - como nesta chacina de 2025 nos favelões do Alemão e Penha no município do Rio de Janeiro - nas favelas e periferias os pretos, os travestis, os transexuais pisando no chão com sandálias recrutados pelo tráfico pelos barões do mercado financeiro.


Imagem retirada do Facebook da página Anarquismo - Liberdade 



A imagem sintetiza uma ferida aberta do Brasil: a violência seletiva e o peso desigual da lei.



Enquanto nas favelas o “combate ao tráfico” se traduz em chacinas, balas perdidas e corpos de gente pobre e preta, nas avenidas de luxo o tráfico de verdade, o do dinheiro sujo, da evasão fiscal, da lavagem e da corrupção estrutural, é blindado por terno, status e influência. A mesma sociedade que aplaude o extermínio nas periferias, faz silêncio cúmplice diante dos crimes sofisticados de colarinho branco.



A chacina na favela não é um “erro operacional”, é um mecanismo de controle. É a forma como o Estado mantém territórios pobres sob medo, enquanto o verdadeiro poder, econômico e político, continua intocado. Não se trata de defender bandidos, mas de exigir coerência: se há guerra às drogas, por que só há sangue de um lado?



Enquanto a morte faz ronda no morro, a vida toma sol na Faria Lima. Essa é a face mais cruel da desigualdade, um país onde a justiça tem CEP, cor e classe.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Mau gosto? (poesia cristã)

Autoria: João Emiliano Martins Neto 


A tara é forte
Para além dos gelos do norte
Entre os peludos e as lisas
Fico com peludos
E seus cabelos curtos esvoaçam às brisas.


O Espírito Santo a verdadeira substância da História 
Diz ser abominação, eu sou a escória
Rendido ao meu mau gosto?
O inferno diante de mim está posto.


Rendido aos homens e ao Diabo
Às más paixões eu sou dado
Entre Logos e páthos 
Só a falsa liberdade brinca com dados
O engano cresce com os pelos.

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